12 fevereiro 2026

A fracassada pré-campanha de Paulo Victor rumo à Assembleia Legislativa


O acúmulo de investigações, denúncias e embates institucionais transformou o vereador Paulo Victor (PSB) em um dos personagens mais desgastados da política recente de São Luís. À frente da Câmara Municipal de São Luís, o parlamentar passou de articulador influente a figura constantemente associada a crises, suspeitas e instabilidade institucional.

O desgaste ganhou contornos mais graves em novembro de 2024, quando o Tribunal de Justiça do Maranhão aceitou denúncia do Ministério Público do Maranhão, tornando Paulo Victor réu por corrupção passiva, em investigação que apura supostos desvios de emendas parlamentares. Embora tenha permanecido no cargo, a decisão marcou um divisor de águas em sua trajetória política, enfraquecendo seu discurso público e sua capacidade de liderança.

A crise se aprofundou com o embate direto contra o Ministério Público, especialmente no episódio envolvendo o promotor Zanony Passos, do GAECO. Ao acusar um membro do MP de tentativa de extorsão em plena tribuna, Paulo Victor elevou o conflito a um nível institucional sem precedentes, levando o caso ao Conselho Nacional do Ministério Público e ampliando o isolamento político da presidência da Câmara.

Como se não bastasse, em março de 2025, o vereador voltou a ser denunciado por apropriação indébita previdenciária, acusado de reter contribuições dos servidores sem repasse aos órgãos competentes. A sucessão de fatos culminou ainda em pedidos de prisão preventiva e medidas cautelares autorizadas pela Justiça, como buscas, quebras de sigilo e sequestro de bens.

A tentativa de migrar para a Assembleia Legislativa, nesse contexto, soa mais como fuga para frente do que como um plano político estruturado. A pré-campanha fracassa.

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