06 fevereiro 2026

TRT decide por multas e bloqueios de empresas de ônibus em São Luís


O vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região, desembargador Gerson de Oliveira, reagiu ao descumprimento da decisão judicial que colocou fim na greve do transporte público na Grande Ilha.

Nesta sexta-feira (06), ao contrário do que foi decidido, apenas os ônibus semiurbanos estavam circulando, sendo que os ônibus urbanos (São Luís) ficaram nas garagens.

Diante do cenário, o desembargador Gerson de Oliveira decidiu impor multa de R$ 500 mil a cada 24h em caso de descumprimento da decisão. Já que o TRT foi informado que os rodoviários encontraram os portões fechados das garagens nas empresas que circulam na área urbana.

“Não estamos mais em fase de conciliação, estamos em fase de descumprimento de acordo. Eu garanto à população que as medidas estão sendo tomadas, são medidas amargas, duras, que precisam ser tomadas”, afirmou o desembargador em entrevista a uma emissora de rádio.

É aguardar e conferir, afinal se a decisão seguir sendo descumprida, não fica descartada outras sanções, até mesmo pedidos de prisões.

Aliados dizem que Braide está ‘sendo forçado’ a lançar candidatura ao Governo


Aliados do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), agora advogam uma nova tese para sustentar que o gestor da capital será mesmo candidato a governador em 2026.

Depois de martelar a ideia de que uma possível candidatura seria um “desejo do povo”, mais recentemente os “braidistas” mudaram o discurso: segundo alguns destes, o prefeito está “sendo forçado” pelo governador Carlos Brandão a entrar na disputa.

O argumento é o seguinte: se o governador, ainda sem garantias de que o seu candidato, Orleans Brandão (MDB), será vencedor, já está partindo para cima de Braide, caso este não seja candidato e o emedebista vire o novo chefe do Executivo, a situação pode se agravar.

Os aliados do prefeito citam, principalmente, a recente ofensiva de vereadores, notadamente o discurso de Astro de Ogum (PCdoB) dando a entender que o gestor pode enfrentar problemas para ter suas contas aprovada pela Câmara.

Outro ponto de atenção é a forte onda de críticas que Braide tem sofrido por conta da greve dos rodoviários.

Em discurso na Assembleia na quinta-feira, 5, o deputado estadual Fernando Braide declarou que o movimento tem motivação política e estaria sendo instrumentalizada para desgastar a imagem do prefeito.

Para os “braidistas”, se a situação já está assim hoje, pode ficar ainda pior se os Brandão seguirem no governo a partir de 2027.

Eles temem que Braide possa ficar até mesmo inelegível. E, nesse caso, a única saída seria uma candidatura ao governo para tentar vencer a eleição e evitar o revés.

Presidente da MOB explica por que ônibus semiurbanos circulam e urbanos seguem parados em São Luís


O presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB), Adriano Sarney, explicou em entrevista à TV Mirante que os ônibus semiurbanos já voltaram a circular na Grande Ilha, mas o transporte urbano de São Luís segue paralisado por depender de negociação direta da Prefeitura com empresários e sindicatos.

Segundo ele, o sistema semiurbano, de responsabilidade do Governo do Estado, atende municípios como São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, enquanto o sistema urbano é administrado pela Prefeitura de São Luís

Diferença entre sistema semiurbano e urbano

Durante a entrevista, Adriano Sarney afirmou que o semiurbano funciona por meio de convênio com municípios que não têm frota própria.

“O sistema semiurbano, que é de responsabilidade do Governo do Estado, é um convênio com os municípios que não têm condições de terem ônibus próprios”, explicou.

Ele destacou que o Estado opera cerca de 350 ônibus, o que representa aproximadamente 30% de todos os veículos que circulam na Grande Ilha. Os outros 70%, segundo ele, pertencem ao sistema urbano de São Luís.

Mesmo sindicato e empresas, mas negociações diferentes

Adriano Sarney afirmou que, apesar de as empresas de ônibus e o sindicato de trabalhadores serem os mesmos nos dois sistemas, a negociação sobre subsídios e acordos depende de quem é responsável por cada parte do transporte.

De acordo com ele:

• o Governo do Estado negocia o semiurbano e mantém a tarifa em R$ 4,20

• a Prefeitura de São Luís negocia o sistema urbano.

Para o presidente da MOB, o retorno do semiurbano ocorreu porque o Estado participou de todas as negociações.

“O Governo do Estado nunca se omitiu, ele sempre sentou à mesa com todos os sindicatos”, afirmou.

Terminais de Integração seguem sem operação completa

O presidente da MOB explicou ainda por que os ônibus semiurbanos não estão entrando nos Terminais de Integração em São Luís.

Segundo ele, o modelo depende da troca de veículos dentro dos terminais, com o passageiro fazendo conexão entre ônibus semiurbano e urbano.

“O cidadão que sai de Ribamar, por exemplo, pega um ônibus semiurbano do Governo do Estado e chega a São Luís até um Terminal de Integração. Dentro desse Terminal, ele vai fazer a troca para um ônibus urbano”, explicou.

No entanto, como os ônibus urbanos continuam parados, a integração não ocorre.

“Se os ônibus semiurbanos entrarem dentro do Terminal, os passageiros não têm para onde ir, porque os ônibus de São Luís estão parados”, declarou.

Problemas em bairros de São José de Ribamar

Durante a entrevista, foi levantada a situação de bairros como Parque Vitória, Parque Jair, Alto Turu e Jardim Turu, em São José de Ribamar, que enfrentavam dificuldades no atendimento.

Adriano Sarney afirmou que o caso envolve a empresa Mil e Um, que já apresentava problemas antes mesmo da greve.

Segundo ele, a paralisação afetou tanto o urbano quanto o semiurbano, já que as empresas operam em sistemas interligados.

Ele informou que o governo está dialogando com outras empresas para suprir a demanda e que, na manhã desta terça-feira, 14 ônibus já estavam atendendo a região.

Subsídio e custo real do transporte

Questionado sobre o subsídio pago pelo poder público às empresas, Adriano Sarney disse que o sistema precisa de equilíbrio financeiro para continuar operando.

De acordo com ele, técnicos da MOB estimaram que o custo atual é de R$ 5,45 por passageiro, enquanto a tarifa cobrada é de R$ 4,20.

“O governo do Estado quer manter, não quer aumentar, já estamos aí há anos e não aumentamos a tarifa e não vamos aumentar de forma alguma, mas essa diferença tem que ser paga por alguém”, afirmou.

Ele disse ainda que o governo negocia aportes, mas também exige melhorias, como ônibus novos e serviço mais eficiente.

Debate sobre outros tipos de transporte na Grande Ilha

Ao final da entrevista, Adriano Sarney defendeu que os municípios da Grande Ilha discutam a implantação de novas modalidades de transporte e a metropolização do sistema.

Segundo ele, o Governo do Estado está aberto ao diálogo, mas reforçou que a responsabilidade do transporte público é das prefeituras.

“Precisa sentar os municípios da Grande Ilha para conversar esses modais”, declarou.

Adriano Sarney afirmou que o governo segue à disposição para discutir soluções integradas, mas destacou que a retomada completa do transporte depende do retorno do sistema urbano de São Luís.

05 fevereiro 2026

‘Braide sendo Braide’: prefeito ignora mães de crianças com microcefalia, se irrita e abandona evento


O que era para ser mais um ato institucional de entrega de obra pública terminou expondo, mais uma vez, um traço recorrente da gestão municipal. Durante a inauguração de uma praça no bairro Residencial Paraíso, na noite desta quarta-feira (4), o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ignorou mães de crianças com microcefalia que cobravam ações prometidas pela Prefeitura e nunca efetivadas.

As mulheres tentaram dialogar com o prefeito e questionaram sobre uma reunião já anunciada pela gestão, mas que jamais saiu do papel. Diante da cobrança direta, Braide evitou responder, desconversou e orientou que as mães procurassem um secretário municipal. A resposta causou indignação imediata, já que, segundo elas, a tentativa de contato com a Secretaria responsável já havia sido feita diversas vezes, sem qualquer retorno.

Sem apresentar soluções, prazos ou sequer demonstrar disposição para ouvir as demandas, o prefeito se mostrou visivelmente irritado com o confronto, encerrou a conversa de forma abrupta e deixou o local, abandonando o evento.

O episódio, registrado em vídeo e amplamente compartilhado nas redes sociais, reforça críticas frequentes feitas ao chefe do Executivo municipal: a dificuldade em lidar com cobranças públicas e a postura distante diante de pautas sociais sensíveis. Para muitos, o comportamento não surpreende — apenas confirma um padrão já conhecido.

A cena contrasta com a imagem de gestor acessível e sensível que Braide costuma projetar em suas redes sociais, onde a comunicação é cuidadosamente controlada e raramente confrontada por vozes dissonantes. Fora do roteiro, porém, a reação foi outra.

Até o momento, a Prefeitura de São Luís não se manifestou oficialmente sobre o episódio nem apresentou esclarecimentos sobre as reivindicações das mães de crianças com microcefalia, que seguem à espera de políticas públicas efetivas e do diálogo que, mais uma vez, lhes foi negado.

Confusão na Câmara de São Luís termina em agressão

Uma grande confusão foi registrada na Câmara de São Luís, na manhã desta quinta-feira (05), envolvendo o vereador Edson Gaguinho (PP) e o blogueiro Rafael da Juventude.

O blogueiro gravou vídeo afirmando que teria sido agredido no rosto, pelo menos duas vezes, por Gaguinho no parlamento municipal. Segundo Rafael, que registrou boletim de ocorrência e fez exame de corpo de delito, a agressão teria ocorrido em virtude de uma denúncia feita por ele contra o vereador.


Já Edson Gaguinho, através de uma Nota de Esclarecimento, afirmou que estava sendo alvo de “extorsão” pelo blogueiro e que nesta quinta-feira foi insultado e agredido, o que teria lhe levado a reagir para preservar sua “integridade física”.

Com informações do Blog Jorge Aragão