23 fevereiro 2026

Situação de Esmênia para Braide repete a de Tadeu para Jackson em 2002


A história da política do Maranhão e de São Luís para as eleições de 2026 repete o quadro das eleições de 2002. Na época, o então prefeito Jackson Lago, com alta popularidade na capital, deixou o mandato no meio para concorrer ao governo do estado. E com a clareza de que seria candidato ao governo desde a eleição de 2000, a construção da candidatura começou na escolha do vice-prefeito e a história se desenrolou a partir da assunção do vice ao comando da cidade.

Jackson e seu grupo político do PDT, consolidado como maior força política de São Luís por quase 20 anos, precisava definir o vice de Jackson em 2000 já sabendo que ele seria candidato a governador em 2002. O então vice do pedetista no mandato 1997-2000 era Domingos Dutra (PT), político tarimbado e de muito brilho próprio, o que tornaria muito difícil que os pedetistas mantivessem o controle da prefeitura. Então, o vereador Chico Carvalho, de olho na presidência da Câmara Municipal, fez força para que o então presidente da Casa Tadeu Palácio fosse escolhido, assim, ele poderia chegar à presidência do Legislativo sem dificuldade.

Assim, nas articulações dos caciques do PDT, o nome de Tadeu foi bem visto, como um perfil discreto, que iria ter uma passagem tranquila pela prefeitura e se Jackson perdesse a eleição para o governo, o novo prefeito não teria peso e tamanho e para buscar a reeleição e Jackson poderia voltar ou indicar o sucessor que desejasse.

Mas os planos dos generais jakscistas acabou não funcionando. Assim que Jackson deixou a prefeitura e Tadeu assumiu, ele tratou de dar rapidamente sua cara à gestão para ganhar a musculatura que não permitisse que sua reeleição em 2004 fosse ameaçada. O novo prefeito atacou calacanhar de Aquiles de Jackson que era o transporte público (algo muito parecido com os dias de hoje). Ele diminuiu o preço da passagem de ônibus e construiu os terminais de integração, que foi revolucionário para época. Palácio também fez um grande programa educacional e de limpeza da cidade como nunca se tinha visto antes. Além disso, foi o prefeito que até hoje mais realizou concursos públicos na história de São Luís.
Política

Com esta marca forte e inesperada para o Clã duro do jacksimo no Maranhão, o ex-prefeito teve que aceitar Tadeu ser candidato à reeleição depois de sua derrota nas eleições de 2002.

Este cenário coloca muito em evidência como a história se repete hoje. A vice-prefeita Esmênia Miranda não é conhecida pelo grande público e fica à sombra do prefeito Eduardo Braide, que não deixa nem ela e nem nenhum secretário ter destaque. Braide, assim, como Jackson há época, escolheu um vice que acredita que poderia ter brilho maior que o dele e controlar a eleição de 2028 caso perca a eleição de governador este ano.

Resta à vice-prefeita quando se tornar prefeita ter o mesmo ímpeto de Tadeu Palácio. Ter uma marca forte e rápida para que ela seja dona da prefeitura e construa sua própria popularidade e marca, atacando os pontos fracos de Braide na gestão.

Com isso, Esmênia garante musculatura e, mesmo aliada, não permite que Braide interfira na sua reeleição em 2028. (Clodoaldo Correa)

BOMBA! Thalison Oliveira e Quinzinho Forasteiro são suspeitos de distribuir vagas do programa Jovem Aprendiz com aval de “peixe grande” da Seinc para fazer política, em Peri Mirim


Na política de cidade pequena, onde todo mundo se conhece e a memória do eleitor costuma ser mais afiada que discurso de palanque, a recente movimentação do ex-aliado do prefeito Heliezer Soares (MDB), Thalison Oliveira, chamou atenção — e não exatamente pelo lado positivo da história.

Sem cerimônia e, segundo relatos de bastidores, sem qualquer gesto de gratidão pública pelos anos em que esteve próximo à gestão municipal, Thalison decidiu abandonar o grupo político que lhe abriu portas e oportunidades, migrando rapidamente para os braços do candidato derrotado nas eleições de 2024, Quinzinho do Gás. A transição foi tão rápida que nem deu tempo de esfriar a cadeira: saiu de um lado, pousou para foto do outro, como quem troca de camisa no intervalo do jogo.

O contraste: gestão estável x aposta em projeto rejeitado nas urnas

Enquanto o prefeito Heliezer Soares segue conduzindo a administração municipal com foco em estabilidade política e continuidade administrativa — algo valorizado por boa parte da população —, a nova aliança entre Thalison e Quinzinho parece mais uma tentativa apressada de sobrevivência política do que um projeto consistente para o município.

Afinal, Quinzinho já foi testado nas urnas em 2024 e não convenceu o eleitorado de Peri Mirim. Agora, surge como “novo” aliado justamente de quem se beneficiou, por anos, da estrutura política do grupo que agora critica. No mínimo, um roteiro que soa repetido demais para parecer novidade.


Promessas e mais promessas: o enredo que preocupa

De acordo com informações que chegaram ao blog, após anunciar publicamente que agora integra o grupo do ex-candidato derrotado, Thalison estaria supostamente tentando atrair jovens e lideranças locais com promessas relacionadas ao programa Trabalho Jovem, vinculado à Secretaria de Indústria e Comércio (Seinc).

O programa é voltado para jovens de 17 a 25 anos que estejam cursando ensino médio, técnico, superior, EJA ou educação especial — uma política pública relevante e que, em tese, deve obedecer critérios técnicos e transparentes de seleção.

Entretanto, segundo relatos oriundos de Peri Mirim, haveria a narrativa de que vagas já estariam “garantidas” por meio de um suposto contato influente dentro da estrutura da secretaria. Caso isso venha a se confirmar, o cenário deixaria de ser apenas política local e passaria a levantar questionamentos sérios sobre possível uso político de um programa público que deveria beneficiar jovens de forma isonômica.

Importante frisar: trata-se de informações de bastidores que, se comprovadas, contrariariam frontalmente o discurso institucional de moralidade administrativa defendido pelo governador Carlos Brandão, além de expor uma das secretarias mais estratégicas do governo estadual a um desgaste desnecessário.

A pressa como inimiga da própria carreira

A movimentação de Thalison também reacende um velho alerta em Peri Mirim: a política local tem histórico de “foguetes de uma eleição só”. Nas eleições de 2024, vários nomes considerados fortes acabaram mergulhando no ostracismo político após romperem alianças consolidadas — e a história ainda está fresca na memória do eleitor.

Curiosamente, o único vereador que conseguiu se reeleger foi justamente aquele que permaneceu fiel ao grupo do prefeito Heliezer Soares. Coincidência ou sinal claro de que, para o eleitor de Peri Mirim, coerência ainda pesa mais que oportunismo?

Heliezer segue no centro do tabuleiro

Enquanto adversários tentam se reorganizar com alianças de ocasião, o prefeito Heliezer Soares continua ocupando o espaço central da política local, sustentado por uma base que valoriza previsibilidade, gestão contínua e alinhamento institucional. Em política municipal, onde resultados concretos falam mais alto que discursos inflamados, essa constância costuma valer mais que qualquer fotografia de última hora em gabinete estadual.

Entre a gratidão e o cálculo político

No fim das contas, a saída de Thalison do grupo governista levanta um debate que vai além de nomes: trata-se do velho dilema entre lealdade política e ambição acelerada. A aposta de se juntar a um candidato derrotado nas urnas pode até render manchetes momentâneas, mas dificilmente garante capital político duradouro — sobretudo quando a população enxerga contradições entre discurso e trajetória recente.

Se o plano da dupla for realmente usar programas públicos como vitrine política, o tiro pode sair pela culatra. E, na política de Peri Mirim, onde o eleitor acompanha cada passo com lupa, o passado recente mostra que quem trai alianças consolidadas corre sério risco de enterrar a própria carreira antes mesmo de consolidá-la.

Enquanto isso, Heliezer Soares observa o movimento com a tranquilidade de quem segue governando, administrando e mantendo seu grupo coeso — algo que, pelo visto, continua sendo o maior ativo político da cidade. (Joerdson Rodrigues)

Multidão celebra 80 anos do Lava-Pratos em São José de Ribamar

São José de Ribamar celebrou, no último fim de semana (21 e 22 de fevereiro), a 80ª edição do tradicional Lava-Pratos. Realizado no Parque Folclórico Therezinha Jansen, o evento consolidou mais um ano de sucesso, reunindo uma multidão de foliões e contando com uma programação diversificada que mesclou grandes nomes da música nacional com artistas locais. 

Estiveram prestigiando o evento os deputados federais Fábio Macêdo e Cleber Verde; o pré-candidato a deputado estadual, Júlio Filho; o vereador de São Luís , Cleber Verde Filho; a ex-prefeita de Paço do Lumiar, Paula Azevedo; a presidente da Câmara de vereadores de Ribamar, Francimar Jacinto; e os demais vereadores e secretários do município.




Com entrada gratuita, a festa deste ano marcou o encerramento do ciclo carnavalesco na cidade balneária e contou com um esquema especial de segurança, fruto da parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado, além do apoio de lideranças políticas locais e federais.

A programação atendeu a todos os gostos. No sábado (21), a folia começou cedo com o tradicional Arrastão dos blocos, que saiu da Avenida Gonçalves Dias. O público conferiu, na sequência, os shows de Glaucia Furtado e Rayanne Passos, até a chegada da cantora Márcia Fellipe, que agitou o público com seus sucessos do forró. A noite se encerrou com a Banda Energia, que fez o público dançar até a madrugada.

No domingo (22), a festa foi ainda mais longa, começando às 13h30. A Turma do Bodão, DJ Beto e a Banda Alta Tensão abriram os trabalhos, passando o bastão para Thaís Moreno e Bicho Terra, que representaram a força da cultura local. O ápice da noite ficou por conta de Chicabana e do rei do piseiro, Zé Vaqueiro, que se apresentou com o apoio do Governo do Estado e fechou a programação com chave de ouro.

O prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho (PODEMOS), acompanhou de perto a movimentação no parque e destacou a magnitude da festa. Em entrevista, ele ressaltou o esforço da gestão municipal para manter viva a tradição centenária."O Lava-Pratos é mais do que uma festa, é uma tradição de 80 anos que integra a identidade do nosso povo. É um momento de celebrar nossa cultura, nossa fé e nossa alegria. Nesta edição especial, preparamos uma grande estrutura para receber as famílias ribamarenses e todos os visitantes com segurança, organização e muita música de qualidade. Ver esse parque lotado nos mostra que estamos no caminho certo, valorizando aquilo que é nosso", afirmou o gestor.

Dr. Julinho também destacou a importância da parceria com o governo estadual para garantir a tranquilidade do evento. “Estamos unindo forças para que a população possa celebrar com muita alegria, mas também com a tranquilidade e a segurança que merece”, completou.

O deputado federal Cleber Verde (MDB) celebrou a diversidade cultural da cidade. O parlamentar destacou a importância de preservar as raízes populares."O Lava-Pratos é patrimônio imaterial do Maranhão. Ver essa festa completar 80 anos com a pujança que vimos neste fim de semana nos enche de orgulho. Destinamos recursos e empenho para que a cultura ribamarense continue sendo referência no nosso estado. É uma alegria imensa ver o povo na rua, em paz, celebrando a nossa identidade", afirmou Cleber Verde.

Já o deputado federal Fábio Macêdo (PSB) reforçou o papel do evento como gerador de emprego e renda para a Baixada Maranhense e destacou a parceria institucional."Estive presente nesses dois dias e pude sentir a energia contagiante do nosso povo. O Lava-Pratos não movimenta apenas a cultura, mas também o comércio e o turismo local. Essa festa é resultado de uma parceria séria entre a Prefeitura, o Governo do Estado e a bancada federal. Vamos continuar trabalhando para que São José de Ribamar tenha cada vez mais estrutura para receber bem seus turistas e moradores", declarou Fábio Macêdo.

Representando a esfera estadual, o pré-candidato a deputado estadual, Júlio Filho, também marcou presença e falou sobre os preparativos. "O Lava Pratos faz parte da identidade cultural de São José de Ribamar. Nosso compromisso é garantir que essa tradição aconteça com segurança e estrutura adequada para todos. Isso é o que a nossa cidade merece", destacou Júlio Filho.

Quem também aprovou a estrutura e a programação foi o público. O munícipe Carlos Eduardo Silva, de 52 anos, que acompanha a festa desde a infância, elogiou a organização e a limpeza do parque. "Frequento o Lava-Pratos há mais de 30 anos e posso dizer que esta edição foi uma das mais organizadas que já vi. Teve segurança em cada canto, banheiros químicos de sobra e a música estava excelente. Meu destaque vai para a Bicho Terra e o Zé Vaqueiro, mas o que realmente importa é ver a cidade viva, alegre e segura. Parabéns a todos os envolvidos por manterem viva essa tradição da nossa São José de Ribamar", comemorou o morador.

Brandão diz que vai conversar com Lula e que tendência é de neutralidade do presidente no MA


O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), tem a expectativa de que o presidente Lula não participe da disputa estadual deste ano. “Acho que a tendência do presidente Lula é ficar neutro”, avalia.

Brandão rompeu com o seu vice, Felipe Camarão (PT), que pretende se candidatar. Já o governador apoiará seu sobrinho e secretário, Orleans Brandão (MDB).

Devido à disputa com Camarão, Brandão desistiu de concorrer ao Senado, como Lula queria, e agora espera uma conversa com o presidente para definir sua chapa.

Já o grupo remanescente do ex-governador Flávio Dino trabalha pelo apoio do PT e de Lula e, diferente de Brandão, não quer a neutralidade do presidente no Maranhão.

Diversos nomes da base são cotados para disputar o posto, como Weverton Rocha, André Fufuca e Eliziane Gama. “Vou discutir com ele, porque, na realidade, quem vai precisar do Senado é ele”, afirma.

22 fevereiro 2026

Suplentes de vereadores presos tomam posse em Turilândia


A Câmara Municipal de Turilândia oficializou a posse de oito suplentes de vereador, após a prisão de 8 dos 11 titulares de mandatos. As substituições foram confirmadas na edição de sexta-feira (20) do Diário Oficial do Município. Os novos parlamentares assumem temporariamente as cadeiras dos titulares presos sob suspeita de envolvimento em esquema de desvio de recursos públicos, no âmbito da operação Tântalo II.

Tomaram posse João de Deus Soares dos Santos, Gleydson Froes Silva e Leopoldo Sá de Sousa (PRD), Manoel Estrela Guedes, José Nilton Pereira, Sebastiana Vieira Moraes e Marta de Lima Moreira Matos (União Brasil), além de Valdemir Froes Chagas (Solidariedade).

Foram presos no âmbito da investigação Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes.

O município também está sob intervenção na administração municipal, com o defensor público Thiago Josino Macêdo designado para comandar a prefeitura por 180 dias.