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terça-feira, 19 de abril de 2022

Dino diz que bolsonarismo tem que voltar para o inferno


O ex-governador Flávio Dino (PSB) tenta se manter vivo no debate político nacional fazendo o que ele mais gosta: criticar o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Depois de chamar o capitão reformado do Exército de demônio, e ter sido desmascarado pelo mesmo acerca do envio bilionário de recursos federais para o Maranhão, o comunasocialista, em entrevista ao Valor Econômico, disse estar confiante na vitória de Lula (PT); e voltou a defender o estabelecimento de uma terceira via presidencial como forma de contribuir para que o bolsonarismo volte para o inferno.

“Qualquer coisa que se consolide fora do bolsonarismo atrapalha o crescimento dele. A terceira via só cresce disputando pelo campo da direita. O que drenou a energia vital do pensamento de centro-direita no Brasil não foi o Lula, não foi a esquerda, foi a extrema direita, foi o bolsonarismo. Ela [terceira via] tem que de fato combater o bolsonarismo na eleição de 2022, e para ter sobrevivência no futuro. Eu espero que eles tenham êxito, porque Bolsonaro perderá, mas nós precisamos que também o bolsonarismo volte para a sua casinha. [Precisamos] que o demônio volte para o inferno”, afirmou o pré-candidato ao Senado.

domingo, 17 de outubro de 2021

Em novo bate-boca, Lula diz que Covid pode ter afetado cérebro de Ciro


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu nesta quinta-feira (14) à fala do também presidenciável Ciro Gomes (PDT) de que o petista teria conspirado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

A fala de Ciro na quarta-feira (13) desencadeou um bate-boca com Dilma no Twitter, apesar de o pedetista ter sugerido uma trégua com o PT em nome do impeachment de Jair Bolsonaro.

Membros de PT e PDT minimizaram o efeito da nova briga sobre a formação de uma frente ampla, mas o episódio afastou ainda mais as alas da esquerda. Nesta quinta, Lula rebateu Ciro, que respondeu logo em seguida.

“Eu não vou falar do Ciro. O que ele fez ontem [quarta-feora] foi tão banal, foi tão grosseiro, que às vezes eu fico pensando, como Jesus Cristo na cruz dizia: ‘Pai, perdoai os ignorantes, eles não sabem o que fazem'”, disse Lula à rádio Grande FM de Dourados (MS).

“Eu às vezes fico pensando, não sei se o Ciro teve Covid ou não, mas me disseram que quem tem Covid tem problemas de sequelas, alguns têm problema no cérebro, de esquecimento, eu não sei. Mas não é possível que um homem que pleiteia a Presidência da República possa falar as baixarias que ele falou ontem”, continuou o ex-presidente.

“Eu só lamento profundamente que seja assim. Eu só não sei o que ele está querendo, mas quem planta vento colhe tempestade”, completou o petista.

Ciro teve Covid em outubro de 2020. Segundo divulgou na época, após apresentar sintomas leves de gripe, o pedetista fez o teste e teve resultado positivo.

O pedetista enviou à Folha uma nota de resposta a Lula, afirmando não ter tido sequelas.

“Já tive [Covid] em outubro do ano passado. Estou bem e não fiquei com sequelas. Mas trágico mesmo seria ter uma sequela moral, como a do notório Lula, que com este comentário infame acaba de agredir milhões de mortos e sobreviventes da Covid”, afirmou Ciro.

Na nota, o pedetista volta a lembrar as reuniões de Lula com nomes do MDB, algo que para ele evidencia a conspiração de Lula pelo impeachment de Dilma.

“Agora, sem zuada, gritaria ou fuga pseudo-engraçada, [Lula] pode explicar ao povo brasileiro o acordo com Renan [Calheiros. MDB], Eunicio [Oliveira, MDB], Jucá [MDB], Geddel [MDB], Eduardo Cunha [MDB] e Sergio Cabral [sem partido] para assaltar de novo o Brasil?”, segue Ciro.

Também nesta quinta, Ciro divulgou um vídeo em que comenta a discussão com Dilma e volta a criticar o PT, mais especificamente “a corrupção do governo Lula e a incompetência do governo Dilma”.

Segundo Ciro, após o que chamou de “cutucada”, o PT revelou medo, arrogância e hipocrisia.

“Eu disse de passagem, numa entrevista, que vendo os fatos de trás para diante, tenho hoje a convicção de que Lula foi um dos principais responsáveis pela queda de Dilma. Disse também que os principais responsáveis por essa pavorosa tragédia que nos ameaça hoje, esse governo criminoso de Bolsonaro, foram a corrupção e a incompetência do PT”, disse o pedetista.

“Os cães raivosos silenciaram quanto a esta última denúncia, que eles, aliás, nunca conseguem responder. E tentaram fazer com que o mundo desabasse sobre mim”, continuou.

Segundo Ciro, Lula desestabilizou Dilma de forma consciente e inconsciente, ao lotear “o governo com os personagens mais corruptos da história do país” e definir que Michel Temer (MDB) seria vice-presidente.

“Lula fez isso muito especialmente quando, na ânsia de impedir a reeleição de Dilma, transformou seu famoso instituto num antro de intriga e conspiração. […] Ele ajudou a queda de sua ex-protegida por egoísmo, imprudência e uma sequência indesculpável de movimentos erráticos. O egocentrismo político sempre foi e continua sendo a característica mais marcante de Lula”, afirma Ciro no vídeo.

Ele diz ainda que Dilma o agrediu duramente e recebeu o troco, mas voltou atrás ao dizer que não se arrepende de ter lutado contra o impeachment. “Nunca me arrependerei de defender a democracia.”

Ciro também afirma que, se eleito em 2022, Lula pode reeditar o petrolão e o mensalão. “Com toda cegueira, oportunismo e soberba, ele já começa a fechar acordos com esses mesmos personagens sombrios do passado”, diz.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta (13), Ciro fez duras críticas ao PT e responsabilizou Lula e Dilma pela eleição de Bolsonaro —inaugurando um novo capítulo na história recente de afastamento entre Lula e o pedetista.

“Hoje eu estou seguro que o Lula conspirou pelo impeachment da Dilma”, disse Ciro. “Eu atuei contra o impeachment e quem fez o golpe foi o Senado Federal. Quem presidiu o Senado? Renan Calheiros. Quem liderou o MDB nessa investida? O Eunício Oliveira. Com quem o Lula está hoje?”, questionou, mencionando interlocutores do petista.

As falas vêm após a proposta de Ciro de “uma trégua de Natal”. Depois de ter sido vaiado e alvo de pedaços de pau na manifestação pelo impeachment no dia 2, o pedetista declarou à imprensa que era preciso acalmar os ânimos das militâncias e promover entendimento em torno do impeachment de Bolsonaro.

Dilma respondeu no Twitter. “Ciro Gomes está tentando de todas as formas reagir à sua baixa aprovação popular. Mais uma vez mente de maneira descarada, mergulhando no fundo do poço. O problema, para ele, é que usa este método há muito tempo e continua há quase uma década com apenas um dígito nas pesquisas”, disse a ex-presidente.

“Na vida nunca menti. Mas errei algumas vezes. Uma delas quando lutei contra o impeachment de uma das pessoas mais incompetentes, inapetentes e presunçosas que já passaram pela presidência. Claro, que estou falando de você, Dilma”, respondeu Ciro.

O pedetista tuitou ainda que Lula foi um dos maiores responsáveis pela desestabilização de Dilma e que os dois “se merecem”.

Dilma voltou a tuitar, afirmando que Ciro tem “enorme presunção” e que sua visão é “misógina”.

“Para além disso, Ciro sistematicamente distorce os fatos. E, nisso, não se difere em nada de Bolsonaro. Ambos adoram quando os alvos de suas agressões reagem. Precisam disso para obter likes e espaço na mídia. […] Lamento ter, em algum momento, dado a Ciro Gomes a minha amizade”, publicou a ex-presidente. Folha de SP

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Eliziane chama integrantes de manifestação do dia 7 de golpistas e criminosos


A senadora Eliziane Gama (Cidadania) usou as redes sociais para afirmar que a manifestação do último dia 7 de setembro era golpista. Mesmo com a ausência de incidentes violentos e a participação de famílias, a senadora insistiu na retórica de ataque aos atos que começou em 3 de setembro, quando a senadora chamou os atos de “criminosos”.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Partidos, centrais sindicais e OAB pedirão impeachment de Bolsonaro


A manifestação de hoje pela passagem do 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, foi a gota d`água para que partidos, centrais sindicais, OAB, provavelmente a ABI e CNBB, além de outras entidades, começarem a pensar no pedido de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Vários posicionamentos já foram exibidos agora no período da tarde e a maioria convergente para o que eles pensam como afronta à Constituição Federal assim que Bolsonaro exigiu que o presidente do STF, Luiz Fux, enquadre alguns de seus ministros sob pena de que possa acontecer.

Na Câmara Federal existem cerca de 130 pedidos de interrompimento do mandato do presidente, mas agora será diferente pela força que as entidades representam no pais.

O PSDB já anunciou reunião amanhã para se juntar aos partidos de oposição ao governo na Câmara e no Senado. Está sendo esperada uma manifestação do PMDB. O PDT já confirmou apoio irrestrito ao impedimento.

Bolsonaro não está só. Ele tem diversos aliados no Congresso Nacional e em representações de classes patronais sindicais, além de um grande número de apoiadores. O presidente conseguiu dividir o país.

O impeachment dele não é fácil e deve gerar muitos tumultos nas duas Casas Legislativas, além das ruas e avenidas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Ministros do TSE avaliam hipótese de Bolsonaro ficar inelegível


Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutem uma estratégia jurídica que pode deixar o presidente da República, Jair Bolsonaro, inelegível para a eleição de 2022.

O cerco judicial está se fechando a partir de um inquérito administrativo instaurado no TSE em resposta a uma transmissão ao vivo realizada pelo presidente, em julho, acusando o tribunal sem provas, de fechar os olhos para evidências de manipulação em urnas eletrônicas.

Na visão desses magistrados, a depender do que acontecer e o tom adotado por Bolsonaro em seus discursos, os atos de 7 de Setembro poderão fornecer ainda mais provas contra o chefe do Executivo. O entendimento prévio é de que, uma vez configurado algum crime, o presidente poderá ter sua candidatura negada pela Justiça Eleitoral no ano que vem.

A estratégia da inelegibilidade é discutida nos bastidores para ser usada apenas em caso extremo, de risco efetivo de ruptura institucional, uma vez que, na avaliação de políticos, iniciar agora um processo de impeachment, a um ano e dois meses das eleições, seria tão traumático quanto inviável.

Na ocasião em que foi aprovada a investigação no TSE, também foi determinado o envio de notícia-crime contra o presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF), que foi aceita e incorporada ao inquérito das fake news.

Apesar de a discussão sobre o cerco jurídico avançar nos bastidores, a medida que pode dar base a uma eventual inelegibilidade de Bolsonaro é reconhecida pelos próprios ministros como pouco convencional.

A Justiça Eleitoral nunca havia aberto ação parecida, por isso o discurso adotado é de que a alternativa só seria acionada em caso concreto de risco à ordem constitucional. Por outro lado, um ministro do TSE argumenta, em caráter reservado, que nunca houve um ataque tão frontal ao sistema eleitoral como agora e que, por isso, é preciso reagir.

Ameaçados de forma reincidente por Bolsonaro, essa foi a infantaria que os integrantes das mais altas Cortes da Justiça brasileira encontraram para preparar o contragolpe. "Se você quer paz, se prepare para a guerra", disse Bolsonaro na quarta-feira, em cerimônia da Marinha no Rio.

Na sexta, mantendo o tom de ameaça, o presidente garantiu que os atos de 7 de Setembro serão um "ultimato" a ministros do STF.

Os principais alvos de Bolsonaro são Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, atual presidente do TSE, autores de decisões recentes que desagradaram ao Palácio do Planalto, como a prisão de bolsonaristas.

Em resposta às ameaças de Bolsonaro, o presidente do STF, Luiz Fux, fez um duro discurso na quinta-feira, ao afirmar que a Corte não vai tolerar ataques à democracia, em referência aos atos do dia 7. "Num ambiente democrático, manifestações públicas são pacíficas; por sua vez, a liberdade de expressão não comporta violências e ameaças", disse.

Bolsonaro pretende discursar no feriado pela manhã, em Brasília, e seguir com comitiva para fazer o mesmo em São Paulo, à tarde.

PGR

Diferentemente de investigações criminais contra Bolsonaro em curso no Supremo, o inquérito administrativo no TSE é considerado uma alternativa mais viável por não depender exclusivamente de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Augusto Aras.

Neste caso, além do Ministério Público Federal (MPF), partidos políticos possuem legitimidade para oferecer representação contra a candidatura do presidente; e será o próprio TSE quem julgará esses pedidos. O único requisito é que apresentem provas de que Bolsonaro cometeu crimes eleitorais.

O inquérito administrativo é comandado pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luis Felipe Salomão, e atualmente está na fase da coleta de provas.

Ele é chamado de "Plano C" por aqueles que conhecem o seu teor, justamente por reunir evidências que podem ser usadas por partidos para contestar o registro da candidatura de Bolsonaro.

A apuração compõe o cerco judicial com outras duas ações de cassação da chapa Bolsonaro-Mourão no TSE, além de quatro inquéritos no STF que apuram crimes comuns do presidente.

O foco da investigação eleitoral é constatar se Bolsonaro praticou "abuso do poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea".

A lei que regula os registros de candidatura afirma que serão inelegíveis os candidatos que "tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral", com condenação em processo que investigue "abuso de poder econômico e político". Caso o plano seja colocado em prática, Bolsonaro ficaria impedido de disputar eleições por oito anos.

Rubens Beçak, professor de direito constitucional e eleitoral da Universidade de São Paulo (USP), avalia que o teor subjetivo da lei de inelegibilidade ao definir condutas abusivas permite a interpretação formulada por membros do TSE.

Ele pondera que sua aplicação é temerária por não haver precedentes e abrir espaço para contestações. "Dá muito mais higidez ao processo a participação do PGR, mas existe essa outra interpretação e ela parece muito plausível.

Quem está pensando em fazer o inquérito pelo TSE, provavelmente, está pensando em dar uma rapidez maior e afastar a influência política do PGR recém reconduzido", afirmou. "Seria um procedimento completamente heterodoxo, porque isso nunca aconteceu dessa forma. Isso vai criar um precedente tremendo para que possa ser usado contra outros presidentes candidatos à reeleição. Dá um poder desproporcional à Justiça Eleitoral."
Fake news

Parte dos ministros do STF avaliam que o inquérito das fake news também poderia ser um caminho para frear Bolsonaro por possuir amplo potencial incriminatório, mas o entendimento é de que é nula a possibilidade de Aras apresentar denúncia contra o presidente.

O atual PGR já expressou nos bastidores o desejo de ocupar uma vaga no STF e, caso seja mantida a fidelidade a Bolsonaro, poderá ser ele o escolhido para substituir o ministro Gilmar Mendes a partir de 2023, na eventual reeleição do presidente. Na vaga aberta neste ano, Aras foi preterido por André Mendonça, que agora enfrenta a resistência de senadores para tomar posse do cargo.


sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Flávio Dino: Toparia ser vice de Lula em 2022; sou torcedor da 3ª via, mas falta união


O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), disse, em entrevista ao UOL News, que seria uma honra ser candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “se houvesse uma convergência”.

Ele ainda declarou que é “um torcedor da terceira via”, que, para ele, seria positivo para o Brasil: “Isolaria a barbárie, mas [terceira via] tem dificuldade de união”.

“É difícil que haja um crescimento ao ponto de passar do Bolsonaro, mas já foi mais difícil. Hoje não é impossível, é improvável, mas pode acontecer”, avaliou Dino.

Para ele, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode derreter e não estar no 2º turno das eleições de 2022, enquanto Lula é figura garantida na disputa.

“O Lula não estará fora [do pleito] porque esteve, direta ou indiretamente, protagonizando as eleições de 1989 até 2018, enquanto o Bolsonaro, sim, [pode não ir para o 2º turno], com a inflação, combustível e gás, pode ser que derreta mesmo e outro candidato consiga se firmar”, disse.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Flávio Dino reage com ironia a nova alfinetada de Bolsonaro


Como era esperado, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), reagiu a mais uma alfinetada do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Bolsonaro, em entrevista a TV Piauí, ao se referir ao governador maranhense, destacou que: “Quanto mais pobre é o estado, mais gordo é o governador”

Dino, em tom irônico, disse que Bolsonaro quer ser seu personal trainer, já que não foi a primeira vez que o presidente da República se referiu a forma física do governador. Flávio Dino também aproveitou para cobrar melhoria das estradas federias que cortam o Maranhão.

“Acho que ele está se oferecendo para ser meu personal trainer. Não, obrigado. Que estranha obsessão. Vai trabalhar, presidente. No Maranhão, as rodovias federais estão destruídas”, rebateu Flávio Dino.

O problema que nessa questão de estradas, é o sujo falando do mal lavado, afinal boa parte das estradas estaduais maranhenses seguem em estado deplorável.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Bolsonaro perde apoio dos evangélicos


Jair Bolsonaro já não é mais uma unanimidade entre os evangélicos brasileiros, cada vez mais divididos em relação ao presidente em quem votaram maciçamente em 2018.

“Conversando com alguns líderes, que tinham muitas expectativas nesse discurso de moral cristã, de representações dos direitos da família evangélica, percebi que muitos se arrependeram de ter votado em Bolsonaro e estão preparados para outra mudança. Esse público não é uníssono”, explica à AFP Kléber Lucas, cantor gospel e pastor declaradamente antibolsonarista na Igreja Batista Soul, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo pesquisa do Instituto Ipec, publicada no fim de junho, 59% dos evangélicos disseram “não confiar em Bolsonaro”.

“Para muitos evangélicos, mesmo conservadores, houve uma radicalização do Bolsonaro em relação à sua postura diante da pandemia, sua agressividade, sua defesa quase que irretocável com relação à violência, seu apreço pela ditadura”, explicou Ronilso Pacheco, pesquisador e mestrando do Union Theological Seminary, da Universidade de Columbia, em Nova York.

A pandemia deixou mais de 550.000 mortos no Brasil, devido em grande parte à caótica gestão de Bolsonaro, segundo especialistas.

“Como o movimento evangélico ainda está muito na base da pirâmide social, a falta de recursos e a pobreza aumentada, a distância entre os mais ricos e os mais pobres têm feito o povo refletir um pouco mais”, avalia César Carvalho, pastor da Comunidade Cristã Novo Dia, em Jacarepaguá, também na zona oeste do Rio.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Enquanto se briga por estátua mais uma empresa vai embora do Maranhão


O Mineirão Atacarejo, empresa mineira administrada pela DMA Distribuidora vai encerrar atividades no Maranhão. e fechará as portas da única loja instalada em São Luís, inaugurada há pouco mais de um ano, até final deste mês.

Apesar de não confirmado pelo grupo, a política de preço na alíquota de ICMS pode ter resultado para o fechamento, uma vez que o Grupo Mateus possui diferencialmente no pagamento do imposto estadual. O benefício foi concedido pelo governo do Maranhão, na gestão de Flávio Dino.

Segundo informações não oficiais, a empresa empregava em torno de 200 pessoas e já vinha sem margem de lucro durante algum tempo. O prédio onde funciona o Mineirão Atacarejo pertence ao Grupo Carrefour que comprou o antigo Makro no final do ano passado. Possivelmente, com a saída do Mineirão, o local deverá abrigar uma das lojas do Atacadão ou Big Bom Preço, ambos do Grupo Carrefour.

No início da semana, a loja Zara, localizada no Shopping da Ilha, também anunciou o encerramento das atividades em São Luís.

E, enquanto muitos se mobilizam para tentar impedir que uma réplica da estátua da Liberdade seja instalada na Loja Havan, que será inaugurada no próximo mês na capital, muitos empreendimentos estão fechando as portas, deixando o Maranhão. E com vendas menores, e mais impostos, mais lojas passarão por dificuldades financeiras e muitas outras devem anunciar o encerramento de atividade no Estado.

Blog do Minard

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Flávio Dino volta a visitar Lula em troca de afagos


Na quinta-feira (15), o governador do Maranhão e presidente da Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, Flávio Dino (PSB), voltou a se reunir com o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No encontro, Flávio Dino entregou o Plano de Recuperação Verde da Amazônia Legal e, segundo o governador maranhense, conversaram sobre a pandemia e medidas sociais adotadas pelo Maranhão nesse momento.

“Fiz uma visita ao querido presidente Lula.Falamos sobre economia verde, combate à pandemia e medidas sociais que estamos adotando no Maranhão. Agradeço a acolhida fraterna e espero poder retribuir em breve”, destacou Dino, deixando claro que logo irá recepcionar o petista em solo maranhense.

Já Lula também retribuiu o afago de Dino e salientou a importância do Plano de Recuperação Verde da Amazônia Legal.

“Reencontro com o querido Flávio Dino, governador do Maranhão e presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. Recebi o Plano de Recuperação Verde da Amazônia Legal, um projeto que pode transformar a vida dos 30 milhões de moradores da região”, afirmou o petista.

Flávio Dino ainda almeja ser ungido a vaga de vice-presidente na chapa de Lula nas eleições de 2022 e sempre tem procurado uma proximidade com o petista.

Além disso, Dino fez questão de encontrar com Lula ainda nesta semana, já que na semana que vem deverá receber a visita do presidente Nacional do PDT, Carlos Lupi, que buscará apoio para a candidatura de Ciro Gomes para a Presidência da República e do senador Weverton Rocha ao Governo do Maranhão.

O encontro de Dino com Lula deixa claro, mais uma vez, qual caminho o governador maranhense pretende seguir em 2022.

Jorge Aragão

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Lupi vem ao Maranhão para articular em prol de Weverton e Ciro


O presidente do PDT, Carlos Lupi, viajará ao Maranhão na semana que vem para uma visita ao governador Flávio Dino (PSB).

O PDT articula para que Dino apoie o senador Weverton Rocha ao cargo de governador do Maranhão.

No mês passado, Lupi esteve no Piauí e em entrevista a TV Meio Norte, e afirmou que a candidatura de Weverton é irreversível e que ele será candidato ao governo com ou sem o apoio de Flávio Dino. Nos bastidores, circula a informação de que alianças entre o PDT e PSB em outros estados dependerá do desfecho no Maranhão.

A vinda de Carlos Lupi ao Maranhão tem o objetivo de manter o nome de Ciro Gomes forte no campo da esquerda para as eleições do ano que vem, apesar de o presidenciável marcar cada vez mais sua posição ao centro, com ataques tanto a Lula quanto a Bolsonaro.

Outra parte desse plano é fortalecer o PDT nos estados do Nordeste antes mesmo das alianças nacionais serem sacramentadas. Lupi já viajou a pelo menos cinco estados da região para que Ciro possa “ter campo por lá”, segundo o presidente da legenda relatou a interlocutores.

Dino, Lupi e Ciro têm uma relação de proximidade. Em 2015, por exemplo, os três lançaram juntos um manifesto contra o impeachment de Dilma Rousseff.

Apesar da possibilidade de aliança entre o PDT e o PSB em vários estados, ainda não está definido como os partidos e os atores regionais vão se relacionar na disputa pela presidência. Nesse momento, Dino está mais alinhado a Lula do que a Ciro.

O governador disse em junho que Ciro desempenharia papel mais importante na eleição se ficasse na esquerda e que sua posição no centro “é roupa que não lhe cabe”. A fala ocorreu justamente por ocasião da filiação de Dino ao PSB com a perspectiva da formação de uma aliança em torno da candidatura de Lula. O PDT desde o início marcou posição distante desse movimento.

Lupi tem dito a alguns interlocutores que, a despeito das pesquisas mostrarem pouca chance para a terceira via no ano que vem, Bolsonaro irá desidratar ainda mais até o pleito de outubro, o que alimenta a esperança dentro do partido de um possível embate entre Lula e Ciro Gomes no segundo turno, cenário que, de tão remoto, não foi simulado na pesquisa Datafolha da última sexta. O PDT acredita que as chances de Ciro no segundo turno são maiores contra Lula do que contra Bolsonaro.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Saiba o teor da conversa entre Bolsonaro e Sarney


Durante o encontro que teve com José Sarney nesta semana, revelado pelo Valor, o presidente Bolsonaro apenas reclamou. Reclamou, reclamou, reclamou.

E por que isso é uma notícia? Porque mostra como o presidente está acuado diante dos avanços das investigações da CPI da Covid-19 e o aumento galopante de sua rejeição.

Durante mais de uma hora com Sarney, o presidente criticou a Comissão, o Congresso e até o Supremo Tribunal Federal.

Saiu de lá sem pedir o que requisitou ao ex-presidente quando o encontrou em abril: uma trégua com o MDB, partido do ex-presidente e que tem a relatoria da CPI, com Renan Calheiros.

Pressionado pelas investigações da CPI da Covid e em meio ao aumento da rejeição ao governo — o Datafolha mais recente aponta que 51% desaprovam a gestão —, o presidente Jair Bolsonaro recorreu, mais uma vez, aos conselhos do ex-presidente José Sarney. O encontro, em Brasília, ocorreu na terça-feira, e também teve a presença do ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos. A informação é do jornal “Valor Econômico”.

Integrantes do MDB analisaram a movimentação do Palácio do Planalto como uma tentativa de “sair do isolamento” . Os emedebistas, no entanto, avaliam que o momento de fazer um aceno para a CPI já passou e que o desgaste de Bolsonaro no colegiado é “irreversível”.

Esta é a segunda vez que Bolsonaro procura Sarney desde o início dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito. No final de abril, enquanto senadores governistas travavam um embate com o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), Bolsonaro promoveu o encontro com o ex-presidente para tentar viabilizar um diálogo com o senador e o MDB. Na época, o presidente fez uma ligação para o filho do relator, Renan Filho (MDB), governador de Alagoas, para que o encontro ocorresse.

O ex-presidente José Sarney costuma ser procurado por correligionários e outros políticos em busca de conselhos e estratégias para atuação em Brasília. O ex-presidente Michel Temer (MDB) teve Sarney como um de seus principais mentores durante a crise provocada pelas delações premiadas de executivos da JBS. Temer, por sua vez, também se tornou um interlocutor de Bolsonaro. Em março, o ex-presidente sugeriu que o atual titular do Palácio do Planalto “assumisse” os erros cometidos na condução da pandemia e propusesse um pacto com a sociedade e outros Poderes.

Bolsonaro e Lula disputam apoio de José Sarney


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visitou o ex-presidente José Sarney na última quarta-feira (7), em compromisso que não entrou na agenda oficial. Esta já é a segunda vez que Bolsonaro visita o maranhense neste ano. 

Da última vez, o objetivo da investida foi convencer Sarney a conter o seu colega de partido, Renan Calheiros, relator na CPI da Covid. Após a primeira visita de Bolsonaro, acontecida em maio, o ex-presidente Lula também foi ao encontro de José Sarney.

Político mais longevo do país na atualidade, José Sarney ocupa o posto de principal conselheiro de presidentes quando o Brasil entra em rota de crises institucionais. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e, mais recentemente, com Jair Bolsonaro.

Presidente do país durante a redemocratização e promulgação da Constituição de 1989, José Sarney foi deputado federal, governador e senador. Ele ainda ocupou por diversas vezes a Presidência do Senado.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Renan Filho é convidado para ser vice de Lula


A atuação do governador Renan Filho (MDB) no enfrentamento à pandemia despertou a admiração da esquerda e resultou em convite para que ele seja o candidato a vice-presidente numa eventual chapa encabeçada pelo ex-presidente Lula (PT), em 2022.

O desempenho do senador Renan Calheiros (MDB) na CPI da Covid também foi um fator decisivo para a escolha do governador. O convite teria partido do próprio Lula ao senador alagoano. A ligação entre eles é antiga.

À época em que Lula estava preso, Calheiros fazia visitas frequentes e se tornou um dos principais defensores do ex-presidente, inclusive, condenando a atuação do então juiz Sérgio Moro no processo em que condenou o petista.

A verdade é que ainda é cedo para definir composições eleitorais, pois o cenário político é volátil assim como a certeza “de que dois e dois são cinco”, parafraseando Roberto Carlos.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

URGENTE: OMS diz que variante se espalha entre populações vacinadas


Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom afirmou que a variante delta do coronavírus, a “mais transmissível” registrada desde o início da pandemia, já está em “pelo menos” 85 países ao redor do mundo. De acordo com ele, a cepa identificada primeiro na Índia tem se espalhado inclusive em populações já majoritariamente vacinadas contra a Covid-19.

”Há grande preocupação pela variante delta, e a OMS também está preocupada”, disse o diretor-geral, antes de reforçar o pedido da entidade multilateral pela doação de mais doses de imunizantes a países de baixa renda, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (25).

Em entrevista da segunda-feira (21), a líder técnica da OMS, Maria Van Kerkhove, havia afirmado que a variante delta da Covid-19 circula atualmente em 92 países. O comando da OMS não comentou detalhes sobre a revisão para baixo desse número, na declaração de Tedros desta sexta.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Bolsonaro lidera pesquisa seguido por Lula de perto, e Datena assume 3º lugar


Levantamento nacional realizado pelo Paraná Pesquisa confirma a liderança do presidente Jair Bolsonaro lidera em todos os cenários na disputa pela presidência da República, caso a eleição fosse realizada agora.

Bolsonaro é seguido de muito perto pelo ex-presidente Lula (PT). A surpresa é o novo nome, José Luiz Datena, apresentador de rádio e TV do Grupo Bandeirantes,, firmando-se em terceiro lugar. A pesquisa foi encomendada pelo PSL.

Este é o primeiro levantamento com lista “enxuta” de pré-candidatos, tendo sido excluídos os nomes do apresentador de TV Luciano Huck, do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e do fundador do partido Novo, João Amoêdo.

Em um primeiro cenário proposto pelo Paraná Pesquisa, e certamente o mais provável, Bolsonaro aparece na liderança com 34,3% das intenções de voto, enquanto Lula surge logo atrás com 32,5%, em situação de empate técnico. Em terceiro lugar, Datena soma 7,5%.

Com a inclusão de Datena, Ciro Gomes (PDT) cai para quarto lugar, com 5,8%, empurrando para a quinta posição o governador de São Paulo, João Doria (PDB), que soma apenas 3,4%. Mandetta ganha com a exclusão de Moro, Huck e Amoêdo, saltando para 3,2%, enquanto Simone Tebet (MDB) fica em 1,1%


A situação de empate técnico entre os dois principais candidatos a presidente se verifica em todos os demais cenários, inclusive de segundo turno, quando Bolsonaro soma 40% e Lula 40,2%.

O levantamento também apurou a rejeição dos eleitores a cada um dos candidatos, e os três primeiros colocados lideram também nesse campo.

Quando os pesquisadores quiseram saber o candidato no qual o eleitor afirma que não votaria de jeito nenhum, a rejeição do pré-candidato João Doria impressiona: 57,2%.

A lista dos candidatos com. maior rejeição, depois de Doria, contém Ciro (50,9%), seguido de Bolsonaro (50,4%) em empate técnico com Lula (49,7%). O apresentador tem a rejeição menos elevada: 42%.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Bolsonaro prepara novo programa de transferência de renda


Não é preciso ser íntimo de Jair Bolsonaro para saber que ele só pensa na reeleição. “Você passou 30 anos votando em que tipo de gente? Quem não tá contente comigo tem Lula em 2022”, respondeu irritado, outro dia, a uma apoiadora que perguntou por que ele deixava “o povo sofrer”. Dias antes, já havia declarado: “O bandido foi posto em liberdade, foi tornado elegível, no meu entender, para ser presidente. Na fraude. Ele só ganha na fraude no ano que vem”.

O presidente gosta de dizer que não se importa com pesquisas nem entende de economia. Mas compreende muito bem onde o calo aperta, na hora do voto. Já disputou nove eleições e ganhou todas. E percebeu que, se quiser sair vencedor das urnas em 2022, precisará colocar a mão no bolso, ou melhor, no cofre.

Os resultados da última pesquisa Datafolha, que detectou vantagem de Lula contra Bolsonaro — num eventual segundo turno, o petista teria 41% dos votos e o presidente, 23% —, trouxeram dados enfáticos. Se a eleição fosse hoje, Lula teria 56% dos votos no Nordeste, 51% dos eleitores com ensino fundamental e 47% dos que têm renda familiar de até dois salários mínimos.

Estamos falando de um universo de 50 milhões de brasileiros, gente que sofreu seriamente o impacto da pandemia e foi socorrida pelo auxílio emergencial, que, pela regra atual, deverá pagar a última parcela em agosto. Apesar dos dados animadores de crescimento do PIB, o desemprego ainda é de 14,7% e atinge 14,8 milhões de pessoas. Outros 6 milhões são desalentados, que perderam os empregos, mas ainda nem sequer começaram a procurar nova ocupação.

É com esse contingente que Bolsonaro mais interage nas incursões que faz Brasil afora com os aliados do Centrão. Foram seus aliados que lhe expuseram a realidade crua, depois de observar a adesão às manifestações de rua do último fim de semana. Como a tragédia da Covid-19 derrubou o apoio ao governo na classe média, se quiser ganhar as eleições, Bolsonaro precisará ampliar o auxílio emergencial, além de marcar na memória desse público um programa de transferência de renda que carregue sua marca (e não a da herança petista).

Os detalhes do programa ainda estão em discussão. Por ora, só há consenso em torno do nome, Alimenta Brasil — mas quem conhece Bolsonaro sabe que, agora que foi revelado, esse nome pode acabar mudando. Para os magos eleitorais do Centrão, porém, o programa pode até se chamar “Bolsa Reeleição”, desde que o benefício seja polpudo — de preferência R$ 600 mensais por família, e não a média atual de R$ 250. Paulo Guedes já concordou em ampliar o auxílio enquanto durar a emergência da Covid-19, mas a meta dos parceiros de Planalto é ir com ele até o fim do mandato.

O que se verá nos bastidores daqui por diante, portanto, será um embate em torno do alcance e dos custos da “Bolsa Reeleição”. Não há grandes dúvidas sobre quem deverá prevalecer. “O que interessa é ganhar”, explicou nesta semana um dos pragmáticos representantes do Centrão raiz. “Para isso, Bolsonaro tem que usar uma arma que Lula não tem: ele ordena despesas”, finalizou didaticamente o aliado.

Não dá para dizer ainda quanto será gasto com o novo programa, mas o auxílio emergencial consumiu R$ 300 bilhões em 2020 —o equivalente a dez anos de Bolsa Família. Os economistas preveem que o governo terá uma folga de caixa no ano que vem, em razão do crescimento do PIB, do aumento da arrecadação e da inflação mais alta, que permite subir o teto de gastos na mesma medida. Ainda assim, a equipe econômica tem calafrios quando pensa no perigo de descontrole fiscal.

Há, ainda, outro risco importante. Embora ninguém discuta que a vulnerabilidade social no Brasil tenha aumentado imensamente na pandemia e que o governo precisa agir, é grande o temor de que, no afã eleitoreiro, abra-se apenas mais um guichê de distribuição de dinheiro, sem associá-lo a medidas e contrapartidas efetivas que ajudem a reduzir a desigualdade estrutural da sociedade brasileira — como o comparecimento escolar.

A resposta do Centrão para esse tipo de dúvida é curta e direta: sem programa, não tem reeleição. Além do mais, Bolsonaro não seria o primeiro presidente a sangrar o cofre pensando nas urnas. Fernando Henrique fez isso ao segurar o câmbio, em 1998, para deixá-lo flutuar três meses depois da vitória. O próprio Lula, engordando em quase 2 milhões de famílias o cadastro do Bolsa Família em 2006, último ano do primeiro mandato. E também Dilma Rousseff, ao liberar centenas de bilhões em desonerações fiscais em 2013.

Esse é o jogo, sempre foi, dizem os aliados. Para eles, não haveria por que não jogá-lo, tendo o cofre ao alcance da caneta Bic.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Presidente da CPI diz ter provas suficientes para indiciar Bolsonaro


A cúpula da CPI da Covid alega já haver provas suficientes para acusar o governo de Jair Bolsonaro de não querer comprar vacinas para combater o novo coronavírus. O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que, com um mês de funcionamento, o colegiado conseguiu reunir evidências de que Bolsonaro seguia orientações de um “gabinete paralelo” ao Ministério da Saúde e agiu de forma “deliberada” para atrasar a compra dos imunizantes, apostando na chamada “imunidade de rebanho”.

Para Aziz, a CPI já tem motivos para pedir ao Ministério Público o indiciamento de agentes públicos por crime sanitário e contra a vida.

“Já temos provas suficientes de que o Brasil não quis comprar vacina. (…) Isso não tem mais o que provar. Tenha a certeza de que a CPI não vai dar em pizza”, disse o presidente da CPI, ao Estadão, sem dizer, no entanto, os nomes de quem deverá ser apontado como cúmplice da crise no país, sob o argumento de que, no comando da comissão, não pode fazer esse tipo de comentário. O senador afirmou, porém, ser impossível não responsabilizar Bolsonaro.

Na avaliação do senador, as ações do presidente contrárias ao isolamento social e ao uso de máscara de proteção mostram que ele estaria apostando na imunidade de rebanho e no tratamento precoce com medicamentos como a cloroquina.

“Essas duas coisas estão diretamente ligadas a ele. Não tem jeito. Ele [Bolsonaro] foi quem falou diretamente sobre cloroquina”, destacou.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Ministro diz que Copa América no Brasil ainda não está confirmada


O Ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou hoje em declaração no Palácio do Planalto que a Copa América no Brasil ainda não está confirmada. Ramos se reuniu durante a tarde com a CBF em videoconferência. Além de apontar que as tratativas para sediar o evento ainda estão em andamento, ele disse que, caso a competição se realize, os estádios não receberão público. O ministro também colocou como condição que todas as delegações estejam vacinadas.

"É importante destacar que esse evento, caso se realize, não terá público. Tem saído algumas notícias com relação ao público. No momento, são dez times, no máximo, já foi acordado nessa reunião com a nossa presença, e a CBF por videoconferência. São dez times com dois grupos, 65 pessoas por delegação. Todos vacinados. Foi a imposição que tratamos com a CBF. Não há documentos assinados, apenas tratativas. Inclusive a seleção brasileira, também será vacinada", disse.

"As sedes serão de responsabilidade da CBF, e de acordo com as escolhas, eles irão tratar com os estados", acrescentou.

O ministro ainda respondeu às críticas sobre o país hospedar a competição, já rejeitada por Colômbia e Argentina, em meio a pandemia, argumentando que outras competições estão em andamento no país, como a Libertadores, o Brasileirão e os estaduais, encerrados há poucos dias.

"Por que o Brasil vai sediar a Copa América durante uma pandemia? Senhores, primeiro que foi uma demanda realizada via CBF, pela Conmebol. Outra coisa, estamos em plena pandemia, só que o Campeonato Brasileiro, que envolve 20 times na série A, 20 na série B, está ocorrendo com jogos em todo Brasil. Fora esse detalhe, acabaram na semana passada os estaduais", disse.

"Com relação à realização dos jogos, que são poucos, não sei porque as pessoas se pronunciaram contra o evento, se há os jogos do Brasileiro, ocorreram jogos do estadual, Libertadores, Sul-Americana. Nesse quesito, foi muito criticado por alguns governadores e outras pessoas", pontuou, lembrando que o martelo não foi batido. "Não tem nada certo, quero manifestar de forma clara. Estamos no meio do processo, mas não vamos nos furtar a uma demanda, caso seja possível, atender", concluiu.

Segundo Ramos, a Casa Civil segue em contato com a CBF, e a decisão sobre a realização ou não do torneio no Brasil deve sair amanhã. "Estamos verificando detalhes. Se deus quiser, amanhã teremos uma posição final".

Marcelo Reis Magalhães, secretário Nacional do Esporte, reiterou o discurso do ministro Ramos, e disse caso a Caso a Copa América de fato aconteça. a CBF será a responsável pelas negociações junto aos estados para a definição das sedes.

"Como o ministro Ramos acabou de falar, a gente foi demandado pela CBF hoje pela manhã e estamos fazendo os esforços para caso a gente venha realizar a Copa América, que a CBF, por ser tratar de um evento totalmente privado, negocie com os estados e com os municípios onde vão ser as sedes. O governo federal apenas dará toda a parte de estrutura para a entrada dessas equipes no país, basicamente isso."

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Flávio Dino encabeça lista para ser vice de Lula


O objetivo do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), com relação as eleições de 2022, pode estar começando a se concretizar.

Apesar de anunciar que vai disputar o Senado, Dino tem o sonho de formar chapa com o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Neste fim de semana, boa parte da imprensa nacional elencou os nomes de quatro políticos, todos governadores, que poderiam ser o vice de Lula na Região Nordeste, onde o petista segue praticamente imbatível.

Entre os nomes, indiscutivelmente, o do governador maranhense é o que aparece com maior probalidade. Os outros três, dois são do PT – Camilo Santana (Ceará) e Rui Costa (BA) – e um dos PSB, Paulo Câmara (Pernambuco).

Como o PT não vai com uma chapa pura, a disputa ficaria entre os governadores do Maranhão e Pernambuco, com maiores chances do comunista ser o escolhido.

Por outro lado, corre nos bastidores que Lula não descarta, também a possibilidade de ter um nome a vice do Centro. Nesta semana o petista conversa com líderes do MDB, entre os quais o ex-senador José Sarney.