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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Fufuca e ministro do Centrão conversam com Lula após critica a União e PP


Cobrados na reunião ministerial da terça-feira (26/8), ministros do Centrão procuraram Lula após o encontro para justificar por que não defenderam o governo durante o evento que oficializou a federação União Brasil-PP.

Lula recebeu os ministros do Turismo, Celso Sabino (União), e dos Esportes, André Fufuca (PP), para uma conversa reservada no Palácio do Planalto logo após cobrar fidelidade deles na reunião ministerial.

Na conversa, Sabino e Fufuca alegaram a Lula que não defenderam o governo durante o evento da federação porque o cerimonial não deu a palavra aos ministros. Apenas governadores e presidentes de partidos falaram.

Entre os governadores presentes e que discursaram no evento estava o de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visto por Lula hoje como seu futuro adversário nas eleições de 2026.

Os ministros ainda deram razão ao presidente de cobrar de seus auxiliares a defesa pública do governo. A aliados, Sabino e Fufuca disseram que o presidente compreendeu a situação e até fez piada.

Lula acabou fazendo piadas e disse que quer mantê-los na Esplanada. Os dois, por sua vez, se comprometeram a divulgar ações positivas do governo. Lula solicitou dados do turismo no País para incluir em seus discursos e também tratou da criação da Universidade do Esporte.

Lula, segundo relatos, disse que não ia pedir para nenhum dos dois pedir demissão do governo agora e que, no cenário atual, os dois só precisariam deixar os cargos em abril, para disputar as eleições.

A cobrança de Lula aos ministros

Em seu discurso ao final da reunião, Lula cobrou fidelidade de ministros do Centrão cujos partidos criticam o governo publicamente.

O petista, segundo relatos, cobrou que os ministros defendam o governo em eventos políticos, como o que oficializou a federação União Brasil-PP, na semana passada.

Na cerimônia, diversos políticos fizeram discursos com duras críticas ao governo. Lula, porém, ficou sem defesa, apesar da presença de Sabino e Fufuca no evento.

Na reunião ministerial, segundo relatos, Lula afirmou que não dava para seus ministros estarem em uma reunião em que falam mal do governo e não defenderem a gestão da qual fazem parte.

Na reunião ministerial, Lula reclamou do presidente do União, Antonio de Rueda, e disse que gostaria de entender porque o dirigente partidário não gosta dele. O petista afirmou que também não gosta de Rueda, mas que esse fato não deveria interferir na relação entre o governo e a legenda.

O União e o PP formalizaram na semana passada a federação e devem apoiar um candidato da oposição ao Planalto em 2026, mas adiaram o possível desembarque do governo Lula. Além de Fufuca e Sabino, também há na Esplanada duas indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP): Frederico Siqueira Filho (Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional).

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Os maranhenses na lista de transmissão no celular de Bolsonaro


A investigação da Polícia Federal (PF) que rendeu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) um novo indiciamento, desta vez por tentar obstruir o curso do processo a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) por golpe de Estado, encontrou mensagens trocadas pelo ex-chefe do Executivo com aliados a partir do celular apreendido com ele.

Entre os destinatários do ex-presidente, 396 contatos foram salvos em quatro listas de transmissão e receberam mensagens, que foram detalhadas pelos investigadores no relatório final do inquérito. As listas foram nomeadas por Bolsonaro como “Deputados”, “Senadores”, “Outros” e “Outros 2″. Entre os maranhenses na lista de transmissão de Bolsonaro, estão o ex-senador Roberto Rocha, o deputado Dr. Yglésio, Filipe Arnon(Vice-presidente do PL São Luís) e o blogueiro Francisco Mello.

“As listas de transmissão são uma ferramenta que permite enviar a mesma mensagem para várias pessoas ao mesmo tempo, sem criar um grupo. Cada destinatário recebe a mensagem de forma individual, como se fosse enviada apenas para ele, e as respostas chegam de maneira privada para o remetente”, diz o relatório.

Entre os contatos, estão parlamentares e aliados de primeira ordem no Partido Liberal (PL), seus filhos, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e ex-ministros de seu governo, como Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni.

Na lista “outros”, aparecem o pastor Silas Malafaia, alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira, 20, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o vice-prefeito, Ricardo Mello Araújo (PL), coronéis, líderes religiosos, prefeitos, familiares de Bolsonaro, advogados, médicos, empresários e vereadores de direita de algumas capitais brasileiras.

O relatório dos investigadores cita a lista para demonstrar o descumprimento das medidas cautelares impostas a Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, em 18 de julho, que proibia a utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.

Com as mensagens individuais e os disparos para as listas de transmissão, a PF reitera que o ex-presidente burlou a medida e usou as plataformas, por meio de mensagens enviadas que foram compartilhadas pelos seus aliados nos perfis deles.

No relatório, há uma lista com as mensagens compartilhadas pelo ex-presidente, de vídeos das manifestações pelo Brasil e com mensagens aos apoiadores. Os conteúdos foram encontrados pelo menos 338 vezes em conversas no telefone de Bolsonaro, indicando disparos em massa.

Nesta quarta, Moraes deu prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente esclareça os “reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas, a reiteração das condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga”.

Em nota, a defesa de Bolsonaro disse ter sido surpreendida com o indiciamento de seu cliente por crime de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Maranhenses na lista de transmissão de Bolsonaro

Sen MA Roberto Rocha

Francisco Blog Maranhão

Pref Yglésio “São Luís” MA

Tchê Churrasco(Filipe Arnon)

sábado, 26 de julho de 2025

Zé Dirceu confirma que será candidato a deputado e defende que Haddad dispute eleição


O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu confirma que será candidato a deputado federal pelo PT no ano que vem. “Tive uma conversa com o presidente e está decidido”, afirmou ele ao Painel, sem especificar quando foi o contato com o presidente.

Cassado pela Câmara em 2005, após o escândalo do mensalão, Dirceu vinha cogitando disputar mandato parlamentar como uma forma de “reparação histórica” pela perda do mandato, que considera ter sido uma injustiça

O próprio Lula pediu a ele no começo do ano que considerasse essa hipótese, como forma de reforçar a bancada do PT na Câmara.

Dirceu agora afirma que está decidido a retornar ao Legislativo, devendo ser uma das apostas do partido como puxador de votos em São Paulo.

No mesmo espírito de reforçar eleitoralmente o PT, o ex-ministro defende a candidatura do titular da Fazenda, Fernando Haddad, para algum cargo majoritário em São Paulo, seja governo do estado ou Senado.

“Não tem escapatória. Temos que ir com os melhores do nosso campo. O [Geraldo] Alckmin não temos como tirar da vice, e no caso do Haddad temos de esperar um pouco para ver qual o melhor caminho, se governo ou Senado”, afirma Dirceu.

Segundo ele, antecipar o debate sucessório agora não é de interesse do governo, pois isso poderia atrapalhar a construção de uma frente para resistir às ameaças do governo Donald Trump. (Folha)

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Brandão, Eliziane, Fufuca se reúnem em Brasília


O governador Carlos Brandão esteve em Brasília (DF), onde participou de uma reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Junto com a senadora Eliziane Gama, o governador apoiou a solicitação dos prefeitos de Açailândia e Imperatriz, respectivamente, Dr. Benjamim e Rildo Amaral, para a construção de unidades de saúde em cada município.

Segundo o governador, os projetos foram bem recebidos pelo ministro Alexandre Padilha e o presidente Lula tem se empenhado no fortalecimento do SUS, o que dá força para que as obras possam ser autorizadas pelo Governo Federal. Em Açailândia está sendo pleiteada a construção de uma policlínica e, em Imperatriz, o Hospital Infantil no prédio do Hospital HC, além de uma unidade Socorrão.

“Estamos discutindo aqui a questão da saúde, incluindo um Socorrão para a cidade de Imperatriz e a necessidade de aquisição do prédio para fazer um Hospital Infantil. Como sempre, o ministro nos recebeu muito bem e vai estudar o projeto para em breve termos uma resposta. Saímos daqui muito otimistas. Estamos todos juntos pela saúde no Maranhão”, observou o governador Carlos Brandão.

O ministro Alexandre Padilha lembrou que o Governo Federal já tem realizado vários investimentos no Maranhão e se comprometeu em analisar os projetos apresentados com a maior celeridade possível para dar um retorno aos gestores municipais.

“O presidente Lula tem um carinho enorme pela cidade de Imperatriz. Tenham certeza do nosso esforço para ajudar o município de Imperatriz e, também, de Açailândia a enfrentar os desafios da saúde. O governo já está investindo no Maranhão e vamos buscar soluções o mais rápido possível”, comentou.

Para a senadora Eliziane Gama, apoiar os municípios maranhenses é uma forma de garantir o desenvolvimento do estado e a melhoria das condições de vida para a população. Ao lado dos prefeitos Rildo Amaral e Dr. Benjamim, ela se colocou à disposição para intermediar os diálogos com representantes do Governo Federal.

“O ministro nos recebeu muito bem. Viemos solicitar a aquisição do prédio para a implantação desse hospital que vai atender de forma significativa e realizar o sonho de décadas da cidade de Imperatriz. Já o prefeito de Açailândia fez o pleito de uma Policlínica, que é um dos projetos do presidente Lula, que tem expandido essas unidades no Brasil inteiro, inclusive recentemente. Esperamos boas notícias”, frisou a senadora.

Segundo o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, o trabalho conjunto das esferas federal, estadual e municipal dão mais celeridade para que os problemas e desafios nos municípios possam ser debatidos e solucionados. Ele destacou o empenho de todos, inclusive do ministro Padilha, com o pleito pelas unidades de saúde.

“Muito grato pelo atendimento do ministro Padilha, estive acompanhado da senadora Eliziane Gama e do governador Carlos Brandão que vieram reforçar a luta e a importância desse momento, assim como o ministro André Fufuca e outras pessoas que vieram a essa audiência para debater e pedir ao ministro Padilha para analisar o nosso pedido como uma causa social para a cidade de Imperatriz e toda região”, explicou.

O prefeito de Açailândia, Dr. Benjamim, agradeceu o empenho de todos que participaram da audiência com o ministro para a entrega do projeto. “Agradeço a presença do governador Brandão e da senadora Eliziane Gama. Tenho certeza que isso é inédito, um governador vir junto com os prefeitos a Brasília para auxiliar na busca de recursos. É um governador presente em todas as cidades, principalmente em Açailândia e Imperatriz, e essas parcerias estão sendo visíveis com tantas obras”, destacou.

A comitiva maranhense para a audiência com o ministro Alexandre Padilha também contou com a presença do ministro do Esporte, André Fufuca, e de vereadores do município de Açailândia.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Bolsonaro diz que questão entre Eduardo e Tarcísio está ‘pacificada’ e que vai fazer 120 deputados e 20 senadores


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira, 15, que deve eleger até 120 deputados federais alinhados com a direita em 2026. A declaração foi dada em entrevista concedida ao jornal Poder360.

Eu tenho certeza, vou fazer uns 120 deputados federais na próxima (eleição). O PL faz pelo menos 20 senadores pelo Brasil”, aposta o político.

O ex-presidente explica a influência que pode exercer por meio de parlamentares de direita. “Com metade do Senado, vou mandar mais que o presidente da República. Não adiante ele (o presidente) indicar o João (nome fictício) para o Supremo, que eu falo para o pessoal ‘aprova ou não aprova’”.

A declaração do ex-presidente na entrevista ocorreu após ser perguntado se ele busca um indulto contra possível condenação na trama golpista, uma vez que o hipotético perdão viria do Parlamento. Ele negou e respondeu “quero um Senado forte para equilibrar os Poderes”.

Questionado se o objetivo então seria conseguir o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro disse “não queremos perseguir ninguém”. O motivo, segundo ele, para focar na eleição de senadores e deputados, seria se proteger. “Se você me vê forte, você não me provoca”.

A tentativa de ampliar a influência no Congresso reflete o desejo de Bolsonaro de continuar exercendo influência política, mesmo estando inelegível até 2030. Em ato realizado na Avenida Paulista em junho, Bolsonaro já tinha pedido: “se vocês me derem, por ocasião das eleições do ano que vem, 50% da Câmara e 50% do Senado eu mudo o destino do Brasil”.

Bolsonaro ainda ressalta que os senadores não precisam, necessariamente, integrar o PL, seu partido, para lhe apoiar. “Tem Estado que não vamos ter candidatos, mas sentamos com outros partidos que terão mais chance e estamos juntos. […] Acreditamos que dos 54 (mandatos) em jogo (no Senado), 44 estarão alinhados com a direita”. Bolsonaro afirma que, ao todo, deve ter 60 senadores que o sigarão.

Filho ‘não é tão maduro’

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que “pacificou” a relação entre seu filho, deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após o conflito sobre a taxação de 50% a produtos brasileiros imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 9. “Hoje eu conversei com Eduardo e Tarcísio e foi colocada uma pedra em cima desse assunto. Não podemos dividir, Tarcísio é um grande gestor, nada de críticas a ele”, disse.

“Apesar de ele ter feito 40 anos de idade agora, ele não é tão maduro, vamos assim dizer, talhado para a política. Ele está bem, acerta 90% das vezes”, falou Bolsonaro sobre o filho.

De um lado, Eduardo levou os louros por ter, de certo modo, alcançado o objetivo pelo qual pediu licença da Câmara e se mudou aos Estados Unidos: sancionar autoridades brasileiras em benefício do pai, réu por golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF). Diversas vezes durante entrevista, Bolsonaro negou que a sanção tarifária imposta por Trump tenha sido resultado da articulação do filho.

Tarcísio, que em um primeiro momento apoiou a medida, mesmo sendo contrária aos interesses econômicos brasileiros, teve que recuar ao receber uma enxurrada de críticas.

No recuo do governador, Eduardo viu um apoiador do pai ir contra os interesses da família, e passou a criticá-lo publicamente. Agora, Bolsonaro afirma que “é obrigação dele defender seu Estado”, e que situação “estava saindo do controle”.

“Hoje foi colocada uma pedra em cima: conversei com Eduardo e conversei com Tarcísio. Está tudo pacificado, Tarcísio continua sendo meu irmão mais novo, e vamos em frente, não podemos dividir”, disse o ex-presidente, afirmando que se houver críticas serão repassadas em particular.

O ex-presidente afirma que é obrigação de Tarcísio defender o seu estado e, por isso, ele se reuniu com o encarregado do governo americano, e está buscando uma alternativa à questão do tarifaço. “Lula deixou isto a cargo do Itamaraty, e o Itamaraty é uma piada”, declarou Bolsonaro.

O ex-presidente ainda defendeu Trump em vários momentos, afirmando que é “apaixonado” pelo republicano, que ambos tiveram uma relação de trabalho semelhante a “um namoro”, por se entenderem tão bem, e que o presidente americano “não está pedindo muita coisa”. “Ele está pedindo democracia para nós. Meu Deus do céu, obrigado Trump!”, exclamou Bolsonaro.

Bolsonaro nega que deixará o país

Bolsonaro negou que tenha intenção de fugir do Brasil em meio ao processo que pode condená-lo por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. O ex-chefe do Executivo afirmou que “está cheio de problemas de saúde”, o que inviabilizaria sua saída para outro país.

“Estou cheio de problemas de saúde, como que eu vou pra outro país? E outra, eu quero ver esse julgamento meu”, afirmou. No último dia 1º de julho, Bolsonaro comunicou que estaria suspendendo toda a sua agenda do mês devido a crises de soluços e vômitos.

Ao ser questionado se considera a hipótese de ser preso, Bolsonaro disse que “tudo pode acontecer” e usou como exemplo a prisão de Braga Netto, detido por obstrução à Justiça.

“Tudo pode acontecer hoje em dia né? Porque o Braga Netto está preso? Uma prisão preventiva durar tanto assim? Qual acusação do Braga Netto? Interferência num inquérito que já tinha acabado. É assim que funciona. Uma pessoa [Alexandre de Moraes] que sequestrou o Supremo Tribunal Federal e faz o que bem entende: prende, ele que vai interrogar, ele que vai julgar, ele que diz que é vítima porque tinha um plano para matá-lo”, criticou.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entregou nessa segunda-feira (14/7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o parecer final da Ação Penal nº 2.668, que investiga suposta trama golpista, e pediu a condenação dos réus no caso: o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados. A entrega do documento, que tem 517 páginas, ocorreu um pouco antes da meia-noite.

Gonet pediu a condenação de Bolsonaro pelos crimes de liderança de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.

Após a apresentação das alegações finais por Gonet, começa a contar o prazo para a manifestação da defesa do ex-ajudante de ordens e delator do caso, Mauro Cid. Na sequência, após os 15 dias concedidos a Cid, abre-se o prazo conjunto para as demais defesas, entre elas a de Bolsonaro.

Conforme mostrou o Metrópoles, o julgamento do ex-presidente e de aliados pode ocorrer entre agosto e setembro. Considerando a soma de todos os prazos, a previsão é de que todas as alegações estejam concluídas até 11 de agosto. Como os prazos não são suspensos durante o recesso do Judiciário em julho, a contagem segue normalmente. O processo é de relatoria do ministro do STF Alexandre de Moraes.

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Como votram os deputados maranhenses no projeto que cria cargos comissionados no STF

Enquanto alimentam a campanha do “nós contra eles” contra os super-ricos e compartilham vídeos a favor da “justiça tributária” pelo aumento do IOF, deputados da base governista, como Guilherme Boulos (PSOL-SP) e André Janones (Avante-MG), votaram pela aprovação do texto-base do projeto que cria 160 cargos comissionados e 40 cargos de policial judicial no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com 209 votos favoráveis, 165 contrários e quatro abstenções, a medida deve ter um impacto para os cofres públicos de pelo menos 7,78 milhões de reais em 2025 e de 7,81 milhões de reais em 2026.

No PT, partido do presidente Lula, apenas três deputados votaram contra a criação de cargos no STF: Leonardo Monteiro (PT-MG), Marcon (PT-RS) e Natália Bonavides (PT-RN).

Dos deputados maranhenses, Cléber Verde, Hildo Rocha, Márcio Jerry, Márcio Honaiser, Junior Lourenço, Fábio Macedo e Amanda Gentil votaram a favor da proposta. Apenas Josivaldo JP e Aluisio Mendes registraram voto contrário.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Deputado maranhense confirma que Senado recebeu suas denúncias contra o ministro Flávio Dino

O deputado Yglesio anunciou da tribuna da Assembleia Legislativa, que o Senado Federal recebeu denúncia de sua autoria contra o ministro Flávio Dino, do STF, por ter cometido suposto “crime de responsabilidade”. Segundo o deputado, motivo se deve ao fato de o ex-governador do Maranhão “continuar atuando de forma política, utilizando-se do seu cargo na mais alta corte do país. Yglésio disparou que: “Chegou essa semana uma denúncia minha de crime de responsabilidade praticado pelo ministro Flávio Dino, mais uma da atuação política dele que configura crime de responsabilidade, previsto, inclusive, na Lei do Impeachment. Fui informado de que, finalmente, chegou à Mesa do Senado a denúncia que nós protocolamos”, informou o deputado.

Durante seu pronunciamento, Dr. Yglésio também criticou Flávio Dino por ele ter suspendido o processo de escolha de membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE – MA). Segundo o parlamentar, Dino realizou graves manobras para postergar a situação. O advogado Flávio Costa, indicado do governador Carlos Brandão (PSB), é o postulante ao cargo. “Já vamos para o segundo ano que o Maranhão não tem um conselheiro do TCE porque ele (Flávio Dino) está ‘sentado’ em cima do processo. Dino, por favor, vamos liberar a vaga de conselheiro do estado do Maranhão. Eu acho muito engraçado querer colocar o dedo na ferida em casos onde não há ilegalidade”, afirmou Dr.Yglésio.

O deputado também criticou Flávio Dino pelo fato do ministro não se declarar impedido para ser o relator no STF do caso envolvendo a compra fraudulenta de respiradores pelo Consórcio Nordeste. Segundo denúncias, 300 respiradores foram comprados em 2021 por R$ 49 Milhões, mas os equipamentos nunca foram entregues. A aquisição dos aparelhos aconteceu quando Flávio Dino ainda era governador do Maranhão. “Ele era governador no Consórcio Nordeste e está relatando o processo. O país virou uma brincadeira”, destacou.

EM TEMPO: o deputado Yglésio fez uotra grave denúncia, que segundo ele, o irmão do hoje ministro Flávio Dino atua na Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (SECID), com obras terceirizadas – ele prometeu apontar os nemoes das empresas;

E MAIS: Dr. Yglésio afirmou ainda que é por esse tipo de postura que ninguém em Brasília cogita a possibilidade de ele realizar o sonho que é ser presidente da República, concluiu.

sábado, 14 de junho de 2025

PSDB interrompe fusão com Podemos por disputa sobre presidência e mira alternativas


O PSDB decidiu interromper o processo de fusão com o Podemos, que vinha sendo negociado havia meses, e responsabiliza o antiga parceiro pelo fracasso da empreitada. O principal ponto de conflito é a discussão sobre o comando da nova legenda.

Em conversa nesta quinta-feira (12), a presidente do Podemos, Renata Abreu, informou ao deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), um dos principais dirigentes tucanos, que seu partido não abre mão de manter a presidência da futura legenda por ao menos quatro anos. A pessoa indicada para o posto seria a própria Renata.

O PSDB vinha defendendo uma transição com gestão compartilhada, com dirigentes dos dois partidos se revezando a cada seis meses no cargo num primeiro momento, até que uma nova direção fosse escolhida de comum acordo daqui a dois anos.

“Nesses termos colocados pelo Podemos a fusão não nos interessa, não pretendemos apenas entregar o PSDB para outro partido administrar. O que lamentamos é que tenha havido essa intransigência na reta final”, diz Aécio.

Ele diz ter informado outros líderes do partido, como o presidente Marconi Perillo, o secretário-geral, Paulo Abi-Ackel (MG), e o líder da bancada na Câmara, Adolfo Viana (BA). Todos concordaram com a decisão de interromper as conversas.

Antes da paralisação das negociações, os dois partidos já haviam adotado diversos passos para viabilizar a fusão.

O PSDB, por exemplo, aprovou a medida em reuniões de sua Executiva e também em convenção. Essas decisões, no entanto, foram apenas para autorizar a fusão, não tiveram caráter obrigatório.

Símbolo, programa e nome da nova legenda, que provisoriamente se chamaria PSDB+Podemos, também já estavam acordados.

Segundo Aécio, o PSDB agora pretende retomar conversas com outros partidos, que haviam sido deixadas de lado quando a fusão com o Podemos engrenou.

Já foram feitos novos contatos para formar uma federação com Republicanos, MDB e Solidariedade. “Vamos agora buscar novas alternativas”, disse.

Mesmo uma federação com o Podemos poderia ser uma opção, uma vez que neste formato os partidos seguem operando com suas próprias direções. (Folha)

terça-feira, 13 de maio de 2025

Nikolas pedirá impeachment de Dino por “indicação” de vice a Camarão

O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, afirmou na noite desta segunda-feira (12) que irá protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Flávio Dino por entender que ele cometeu crime de responsabilidade ao sugerir nomes para a eventual chapa de Felipe Camarão ao Governo do Maranhão em 2026.

A motivação do parlamentar é uma declaração feita por Dino durante uma aula magna em São Luís, na última sexta-feira (9), na qual o ministro tratou o vice-governador como futuro candidato ao governo estadual e chegou a sugerir a professora Teresa Helena Barros como possível vice na chapa.

“Flávio Dino está interferindo diretamente na disputa política do Maranhão enquanto Ministro do STF, cometendo crime de responsabilidade. O Judiciário deve ser imparcial, não um comitê eleitoral”, declarou Nikolas nas redes sociais. Segundo o parlamentar, os pedidos serão apresentados ao Senado e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).



sábado, 3 de maio de 2025

Brandão diz que falará de eleição só em 2026: “entregar para a pessoa certa”




Durante passagem pelo município de Governador Luiz Rocha nesta sexta-feira(2), o governador Carlos Brandão afirmou que só pretende falar sobre a sua sucessão em 2026.

“O que o povo tá querendo saber agora é de obra. O povo não tá querendo saber de eleição agora. Eleição é em 26”, disse Brandão”, afirmou Brandão.

Brandão disse ainda que reunirá com prefeitos e vereadores para tratar da eleição estadual de 2026. “A gente precisa eleger alguém que dê continuidade ao nosso trabalho. O Maranhão não pode retroceder, tem que continuar avançando. Tem algumas coisas que não vai dar tempo de eu inaugurar. É muito importante a gente entregar para a pessoa certa, a pessoa que realmente possa conduzir e dar continuidade. Estou muito tranquilo, em 2026 a gente reúne, senta e ver qual destino melhor para o nosso estado”, declarou.


Com informações do Blog do John Cutrim 

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Materlo batido: União e PP definem nome, comando e anúncio de Federação

Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (UB)





Os partidos União Brasil e Progressistas chegaram a um denominador comum para a formação de uma federação partidária, que será batizada de União Progressista. O anúncio oficial será feito na próxima terça-feira (29), no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília. A confirmação veio nesta quinta-feira (24) pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira.

A federação sela uma aliança estratégica de quatro anos, em que as duas siglas atuarão como se fossem um único partido no Congresso, como acontece atualmente com PSDB-Cidadania, PSOL-Rede e a FE Brasil (PT,PV e PCdoB). O entendimento final foi fechado durante reunião entre Ciro Nogueira e Antonio Rueda, presidente do União Brasil, que será o primeiro a ocupar a presidência rotativa da nova federação.

Com a aliança, PP e União Brasil formarão a maior bancada da Câmara, com 108 deputados federais, e a terceira maior do Senado, com 13 senadores. A aliança também sinaliza um distanciamento do Governo Lula, mesmo com o União Brasil ainda ocupe três ministérios: Desenvolvimento Regional, Pesca e Comunicações.

A condução da nova estrutura no cenário eleitoral de 2026, contudo, ainda é incerta. Enquanto o União tem Ronaldo Caiado como pré-candidato à presidência, o PP mantém vínculos com o bolsonarismo.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Lula aguarda Pedro Lucas Fernandes há 11 dias


O presidente Lula aguarda há 11 dias uma resposta do deputado federal Pedro Lucas Fernandes sobre a aceitação do convite para assumir o Ministério das Comunicações. A confirmação da indicação ocorreu em 10 de abril, após a saída de Juscelino Filho do cargo, em entrevista coletiva concedida por Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais). Desde então, o ministério permanece sob comando interino da secretária-executiva Sônia Faustino Mendes.

A expectativa é que Pedro Lucas formalize sua decisão a partir desta terça-feira (22). O parlamentar tem buscado garantir a sucessão na liderança do União Brasil na Câmara antes de assumir o ministério, com o objetivo de manter o controle e evitar que Juscelino Filho, que retornou ao mandato de deputado federal, reassuma a liderança da bancada.

A nomeação de Pedro Lucas Fernandes é considerada estratégica para o governo, visando fortalecer a base aliada na Câmara dos Deputados e garantir maior estabilidade política. A decisão final do parlamentar é aguardada com expectativa dentro do União Brasil e nos bastidores de Brasília, inclusive por outros partidos que devem tentar emplacar um nome em caso de recusa.

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Pedro Lucas ganha força para assumir Ministério com aval de Lula


Com a saída de Juscelino Filho do Ministério das Comunicações, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes surge como principal cotado para ocupar o cargo. O nome do parlamentar maranhense possui total respaldo de lideranças do União Brasil e conta com boa aceitação por parte do presidente Lula, segundo a jornalista Tainá Falcão, da CNN Brasil.

A relação com Lula se fortaleceu durante recente viagem oficial à Ásia, onde o deputado integrou a comitiva presidencial, ao lado de líderes do Congresso. O bom relacionamento construído com o petista, aliado à sua articulação dentro do partido, o coloca como favorito à vaga. A indicação de Pedro Lucas tem o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que teria levado o nome a Lula assim que confirmada a saída de Juscelino e teria recebido “sinal verde”.

Segundo aliados, a escolha seria uma solução de consenso para manter o União Brasil no governo sem ampliar tensões na Esplanada. No Planalto, a avaliação é de que Pedro Lucas tem perfil técnico, trânsito político e bom diálogo com diferentes alas do Congresso, características valorizadas por Lula para recompor a base aliada.

sexta-feira, 4 de abril de 2025

VÍDEO: Weverton erra, e feio, ao acreditar que Lula irá reelegê-lo Senador pelo MA


Durante cerimônia alusiva aos 103 anos do PCdoB realizada na Assembleia Legislativa do Maranhão nesta quinta-feira (3), o senador Weverton Rocha, do PDT, discursou de forma lúcida na tribuna da Casa pregando, bem moderado, “união” de forças políticas visando as eleições de 2026.

Ao defender que o governador Carlos Brandão (PSB) renuncie do mandato em abril do próximo ano – em favor do vice Felipe Camarão, Weverton pregou que o socialista dispute uma cadeira no Senado, e obviamente, a outra vaga seja preenchida na chapa por ele.

Para além de sacar o ministro André Fufuca e Eliziane Gama da disputa pelo Senado, Weverton acredita que Lula irá ser o “carro chefe” da campanha de 2026 e, portanto, irá reelegê-lo Senador da República pelo Maranhão.

Ocorre que essa mesma tática foi usada e não surtiu efeito nas eleições anteriores. A ineficácia se deu na disputa de 2018, quando Lula “entrou de cabeça” na campanha dos candidatos ao Senado Edson Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV), ambos saíram derrotados, exatamente por Weverton e Eliziane Gama.

Não custa lembrar que nas eleições municipais do ano passado, Lula gravou inúmeros vídeos para o deputado federal Duarte Júnior (PSB) como candidato a prefeito de São Luís, e no final das contas, o socialista nem chegou a ir para o segundo turno.

Aliás, desde agora o Blog faz logo um alerta ao Senador pedetista: se teimar em disputar renovação da cadeira no Senado, em vez da Câmara Federal, vai ficar sem mandato…

Com informações do Blog do Domingos Costa

domingo, 30 de março de 2025

Após distanciamento, Bolsonaro e Caiado voltam a conversar


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), voltaram a conversar. Segundo interlocutores de ambos, eles se falaram por telefone após a manifestação convocada pelo ex-mandatário no Rio de Janeiro, para defender a anistia para os envolvidos no 8 de Janeiro e na suposta trama de golpe de Estado.

De acordo com aliados, Bolsonaro ligou para Caiado quando soube que o governador de Goiás compartilhou um vídeo no qual defende a proposta, que se tornou uma das principais bandeiras da direita em meio ao embate com o Supremo Tribunal Federal (STF). O governador de Goiás teria agradecido o contato do ex-presidente.

Eles eram aliados durante o governo passado, mas se distanciaram na pandemia. Esse distanciamento aumentou quando o governador anunciou que seria candidato à Presidência da República em 2026. Apesar de estar inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro segue afirmando que reverterá sua situação e concorrerá novamente ao Palácio do Planalto.

Ao Metrópoles, durante passagem por Brasília nesta semana, o goiano afirmou que o ex-presidente não poderia ser considerado carta fora do baralho. A fala foi dada logo após o ex-mandatário se tornar réu no STF por causa da suposta trama golpista. Ou seja, após a conversa com Bolsonaro.

Aliados do governador consideram que a ligação está longe de simbolizar uma retomada da relação. Esses interlocutores, porém, entendem que o contato significa que todas as pontes entre eles não foram queimadas.

Quando Caiado anunciou que lançará sua pré-candidatura no dia 4/4 em Salvador, Bolsonaro convocou um evento político para o mesmo dia. O ex-presidente almoçará com o governador Ratinho Júnior (PSD-PR), como mostrou o colunista Igor Gadelha.

quinta-feira, 27 de março de 2025

Camarão e Orleans voltam a aparecer juntos e falam em aliança para 2026


Felipe Camarão e Orleans Brandão apareceram lado a lado na manhã desta quarta-feira (26), em Esperantinópolis. Durante entrevista a um radialista local, os dois ensaiaram discursos de harmonia e aliança para 2026.

Camarão é apontado como sucessor natural do Palácio dos Leões. Orleans, sobrinho do governador Carlos Brandão, fala em disputar uma vaga na Câmara dos Deputados — embora, nos bastidores, não faltem apostas de que ele possa ser o plano B do grupo para a própria sucessão estadual.

Instigado sobre a possível dobradinha, Camarão resumiu: “Vai dar muito o que falar, sob a liderança do governador Brandão”. Orleans reforçou o tom conciliador: “O grupo permanece unido, como sempre esteve. A gente vem dialogando e tem esperança de que o Maranhão continuará avançando. Temos tudo para caminhar juntos em 2026”.

Por ora, o roteiro é de pacificação entre brandonistas e comunossocialistas — com direito a cena pública, sorrisos e frases cuidadosamente calculadas.

terça-feira, 25 de março de 2025

STF começa a julgar nesta terça-feira se Bolsonaro vira réu


O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início, nesta terça-feira (25), à análise do caso envolvendo oito denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusados de tentativa de golpe de Estado em 2022.

Entre os implicados, está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Neste primeiro momento, a Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino, avaliará a admissibilidade da denúncia da PGR.

Caso a denúncia seja aceita, os acusados se tornarão réus e serão processados judicialmente.

Para chegar a um resultado definitivo, os ministros terão até três sessões para deliberar.

A primeira começa às 9h30 desta terça-feira, com previsão de ser finalizada às 12h. Na parte da tarde, os magistrados realizam a segunda sessão, e, na manhã de quarta-feira (26), haverá mais uma audiência.

A primeira sessão será aberta pelo presidente da turma, Cristiano Zanin, seguido pela leitura do relatório por Alexandre de Moraes, relator do caso.

Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fará a sustentação oral para defender a peça da PGR.

Após sua fala, as defesas dos oito denunciados terão a oportunidade de se manifestar, com 15 minutos para cada uma. A ordem de pronunciamento será determinada por Zanin.

Somente após as manifestações, Moraes poderá votar no mérito da denúncia. A partir de sua decisão, os demais ministros se pronunciarão sobre a aceitação ou não da denúncia.

Se o STF acatar a denúncia, os denunciados se tornarão réus e responderão a um processo judicial, com mais sessões da Primeira Turma do Supremo.

Ao fim do julgamento, os réus serão absolvidos ou condenados, e caberá aos ministros definir as penas e os crimes pelos quais cada um será punido.

Os denunciados são indiciados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.

Veja quem, além de Bolsonaro, terá o caso analisado nesta terça e quarta:

Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro;

Walter Braga Netto, general que foi ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de

Bolsonaro, além de ter sido candidato a vice-presidente em 2022;

Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro;

Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;




Anderson Torres, ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro;




Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro;




Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro.

sexta-feira, 21 de março de 2025

Influenciador digital é preso no Maranhão suspeito de chantagear arcebispo da Austrália


O influenciador digital Joel Paiano, de 29 anos, foi preso na terça-feira (18) em Rosário, no Maranhão, sob suspeita de estelionato. De acordo com a Polícia Civil do estado (PC-MA), ele teria extorquido um arcebispo grego residente na Austrália.

As investigações apontam que Paiano iniciou contato com o religioso por meio das redes sociais e, posteriormente, por um aplicativo de mensagens. Alegando atuar em projetos sociais, ele conquistou a confiança da vítima e passou a solicitar vídeos e fotos íntimas. Com o material em mãos, começou a chantageá-lo, exigindo dinheiro e bens para não divulgar as imagens.

Ameaças e extorsão

Segundo o delegado Ederson Martins, a vítima era ameaçada há mais de um ano. No início, o influenciador teria pedido 300 euros, mas depois aumentou a exigência para 700 euros. As cobranças diminuíram no fim de 2024, mas, no início deste ano, ele voltou a extorquir o arcebispo, desta vez exigindo uma casa em Rosário como parte do pagamento.

O crime veio à tona após uma denúncia feita na Austrália e encaminhada a um escritório de advocacia em São Paulo, que alertou a Polícia Civil. Com as informações, foi expedido um mandado de prisão preventiva contra Paiano, dando início a diligências para aprofundar as investigações.

Prisão e investigações



Na terça-feira (18), uma operação policial resultou na prisão do influenciador – que se identifica como “Servo do Deus vivo” em seu perfil no Instagram – e na busca e apreensão em sua residência. Durante a ação, foram encontrados indícios de que ele pode ter cometido crimes semelhantes contra outras vítimas em diferentes estados do país, incluindo um caso já identificado no Rio de Janeiro.

A Polícia Civil segue investigando para identificar outros possíveis alvos do suspeito e reunir mais provas. Até o momento, a defesa de Joel Paiano não se manifestou sobre as acusações.


Com informações do Blog Marrapá 

quarta-feira, 5 de março de 2025

PGR trabalha para concluir neste semestre o caso de Juscelino Filho

Após denunciar o ex-presidente Jair Bolsonaro, principal nome da oposição, por tentativa de golpe, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve se dedicar agora a concluir a análise de uma investigação que atinge o governo Lula. O caso diz respeito às suspeitas de desvio de recursos envolvendo o atual ministro das Comunicações, Juscelino Filho, relacionadas ao período em que ele exercia mandato de deputado federal. A expectativa é que a decisão se haverá ou não uma acusação formal seja tomada ainda neste semestre.

Juscelino foi indiciado em junho de 2024 pela Polícia Federal (PF), mas o caso não saiu do lugar desde então. Interlocutores do procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmam que ele queria tirar da frente antes a investigação mais complexa que estava em sua mesa — a denúncia contra Bolsonaro e outras 33 pessoas pela trama golpista — e agora deve colocar o caso em sua lista de prioridades.

A avaliação entre aliados do governo é que uma eventual denúncia poderia forçar Lula a demitir Juscelino para evitar mais um desgaste. Em declarações no ano passado, o petista defendeu o direito do auxiliar “provar que é inocente” e minimizou o indiciamento.

— Eu acho que o fato de o cara estar indiciado não significa que ele cometeu um erro. Significa que alguém está acusando, e a acusação foi aceita. Agora, é preciso que as pessoas provem que são inocentes — afirmou o presidente na ocasião.

O inquérito da PF apontou o envolvimento de Juscelino no desvio de recursos de emendas parlamentares para pavimentação de ruas de Vitorino Freire, no interior do Maranhão, cidade comandada por sua irmã, Luanna Rezende, até o ano passado. Ele foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

A defesa de Juscelino nega irregularidades e afirma que o papel do então deputado foi o de indicar as emendas parlamentares, sem ingerência sobre a contratação e a execução da obra. “Essa suposta demonstração da participação do peticionário (Juscelino) no esquema criminoso não corresponde ao conteúdo do relatório policial, que se limitou a identificar emendas destinadas pelo peticionário enquanto parlamentar”, argumentam em nota os defensores do ministro ao pedir o trancamento de inquérito no STF. Também são criticadas as conclusões da PF: a investigação “parece ter se desviado de seu propósito original”, além de repetir métodos da Lava-Jato.

Na época do indiciamento, Luanna negou irregularidades e disse que a obra “foi realizada conforme os procedimentos administrativos e legais vigentes à época”. “A única contribuição do então deputado federal Juscelino Filho foi a indicação de suas emendas, nada mais, portanto, a afirmação de que Juscelino tinha controle sobre as licitações é completamente falsa.”

No STF, onde a investigação tramita pelo fato de Juscelino ser detentor de foro especial, a avaliação nos bastidores é que o caso é robusto e a PF coletou farto material probatório. O relator do caso na Corte é o ministro Flávio Dino, que herdou o processo após o antigo responsável, ministro Luís Roberto Barroso, assumir a presidência do tribunal.

Juscelino era de um grupo político adversário no período em que Dino governou o Maranhão, de 2015 a 2022. Os dois, contudo, se tornaram colegas de Esplanada na gestão de Lula, em que o atual magistrado ocupou o cargo de ministro da Justiça. Quando o relatório da PF pedindo o indiciamento de Juscelino chegou ao STF, no ano passado, Dino foi o responsável por encaminhar a investigação à PGR dois dias depois. Em caso de denúncia, caberá ao magistrado dizer se concorda ou se avaliza eventual pedido de arquivamento.

Supostas fraudes

No relatório no qual indicia Juscelino, a PF aponta que ele possuía o “controle de licitações” que beneficiaram um empresário aliado. Em documento enviado ao STF, os investigadores apontaram influência do ministro em processos de contratação para obras com recursos públicos em Vitorino Freire.

De acordo com a PF, as supostas fraudes na licitação serviram para favorecer a empresa Construservice, que tinha o empresário Eduardo José Barros Costa, o “Eduardo DP”, como sócio oculto. Um dos exemplos citados no relatório final da investigação é a inserção de “cláusulas restritivas de competição que contaram com a participação de Juscelino Filho”. Procurada, a defesa de Costa não se manifestou.

Mensagens do empresário trocadas com o ministro entre 2017 e 2020, quando Juscelino era deputado, tratavam sobre a destinação de emendas e execução de obras. “Demonstrou que Juscelino Filho tinha o controle das licitações que envolviam as empresas do Eduardo DP”, destaca o relatório.

Ainda segundo a PF, as mensagens mostram que Juscelino e Eduardo DP discutiram a “montagem” de uma licitação, mesmo “modus operandi” que, de acordo com investigação, teria sido empregado em outras concorrências. “As conversas angariadas do núcleo empresarial indicam que Juscelino Filho mantinha contato espúrio com Eduardo DP acerca das licitações provenientes de verbas encaminhadas pelo parlamentar”, aponta trecho do documento ao STF.

Em outro trecho, a PF aponta que recurso de emenda enviado por Juscelino foi usado para asfaltar uma estrada que beneficia sua própria fazenda. A obra de pavimentação foi orçada em R$ 7,5 milhões, serviço feito pela Construservice.

Na ocasião, o ministro afirmou que a obra “é um bem do povo de Vitorino Freire e a sua pavimentação, uma demanda antiga da população”. Segundo ele, as emendas foram repassadas dentro da legalidade e beneficiaram 11 povoados:

“A estrada em questão conecta 11 povoados, onde centenas de pessoas sofrem, diariamente, com grandes desafios para se locomoverem ao trabalho, escolas, hospitais e postos de saúde, especialmente durante períodos chuvosos.” (O Globo)

terça-feira, 4 de março de 2025

Com estrutura comprometida, ponte sobre o Rio Pindaré é totalmente interditada na BR-316, em Santa Inês

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou, no início da tarde desta segunda-feira, 3, a total interdição da ponte sobre o Rio Pindaré, localizada no km 251 da BR-316, a aproximadamente 10 km de Santa Inês, no Maranhão. A medida foi tomada após a identificação de problemas na infraestrutura da ponte que comprometem a passagem segura dos veículos.

Foto: PRF

Equipes da PRF e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estão no local, providenciando a sinalização completa da área interditada para garantir a segurança dos motoristas.

Rotas alternativas

De Teresina (PI) para Belém (PA):

Seguir pela BR-316 até Santa Inês (MA) e acessar a BR-222 em direção a Açailândia (MA).
Em Açailândia (MA), pegar a BR-010 até Santa Maria (PA), e, em seguida, entrar novamente na BR-316 rumo a Belém (PA).

Para quem viaja de Belém (PA) a Teresina (PI), seguir a rota inversa.

De São Luís (MA) para Belém (PA):

Sair de São Luís (MA) pela BR-135 até Miranda do Norte (MA) e acessar a BR-222 até Vitória do Mearim (MA).

Em Vitória do Mearim (MA), pegar a MA-014 até Pinheiro (MA) e, em seguida, a MA-106 em direção a Governador Nunes Freire (MA), onde será possível acessar a BR-316 em direção a Belém (PA).

Para quem viaja de Belém (PA) a São Luís (MA), seguir a rota inversa.

Sem previsão de liberação imediata

De acordo com informe da PRF, não há previsão de liberação do trecho interditado, uma vez que os problemas identificados exigem um tempo considerável para avaliação e reparos.