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02 março 2026

Lançamento da pré-candidatura de Orleans já tem data definida


Após sua ida a Brasília, o governador Carlos Brandão conversou com aliados e já disse que deixou claro aos dirigentes do PT nacional que a decisão sobre a candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB) está tomada e seguirá discutindo se é possível alguma forma de agradar os dinistas e tê-los juntos ou não.

Brandão já está programando para o próximo dia 14 de março o lançamento da pré-candidatura de Orleans ao governo do estado.

Os partidos da base reuniram e o nome já está definido, ainda articulando as outras vgas da majoritária.

O homem de confiança de Lula, José Dirceu, estará no Maranhão esta semana para tentar ainda alguma forma de conciliar os interesses dos dinistas.

28 fevereiro 2026

‘Prioridade no Maranhão é caminhar ao lado do presidente Lula’, diz Marcus Brandão ao rebater fake news


Após a circulação de informações falsas nas redes sociais, o empresário Marcus Brandão se manifestou publicamente para rebater conteúdos que lhe atribuíam supostas declarações de menosprezo ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Maranhão.

Em publicação feita em seu perfil, Marcus classificou como “matéria falsa” o conteúdo divulgado por blogs e páginas que, segundo ele, seriam alinhados a adversários políticos. De acordo com o empresário, a declaração que vem sendo compartilhada “não corresponde à realidade” e “jamais foi feita nos termos apresentados”, tratando-se, segundo afirmou, de “clara manipulação com objetivo político”.

No posicionamento, ele reafirmou de forma categórica que a prioridade do seu grupo político no Maranhão é caminhar ao lado do presidente Lula, fortalecendo a parceria institucional, o diálogo e os investimentos federais no estado. Para Marcus Brandão, a tentativa de criar desgaste por meio de fake news busca fabricar um conflito inexistente.

O empresário também destacou que o grupo segue comprometido com um projeto que coloca o Maranhão acima de disputas menores, defendendo atuação baseada em responsabilidade, lealdade política e respeito à verdade. “Fake news não nos desvia do foco. Nosso compromisso é com o Maranhão”, concluiu.

Leia a íntegra da manifestação:

26 fevereiro 2026

A irreversibilidade da candidatura de Orleans Brandão


O cenário político maranhense atingiu um novo patamar de ebulição nesta semana. Apesar do diálogo mantido entre o governador Carlos Brandão e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o impasse sobre o posicionamento da legenda no Maranhão permanece sem solução. O fiel da balança tem sido o crescimento do secretário Orleans Brandão, cujo nome ganhou uma densidade eleitoral que altera profundamente as projeções para 2026.

​Levantamentos internos em posse do Palácio dos Leões indicam que Orleans é, atualmente, o quadro com maior viabilidade dentro do campo de apoio ao presidente Lula. Faltando oito meses para o pleito, os números dão ao governador o respaldo necessário para aguardar uma palavra final do próprio presidente da República. A consistência de Orleans no tabuleiro já provoca movimentos de realinhamento, inclusive entre aliados do pré-candidato Felipe Camarão, que passam a ventilar composições com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

​O cálculo de Carlos Brandão é estritamente pragmático: ele sustenta que um candidato viável, com base sólida e alinhamento ideológico à esquerda, é a engrenagem essencial para garantir uma votação expressiva a Lula no Maranhão. O argumento central é de que apostar em grupos que mantêm neutralidade no plano nacional poderia fragilizar a campanha de reeleição presidencial em um estado historicamente estratégico para o petismo.

​Diante da irreversibilidade da candidatura de Orleans, a expectativa é que o pragmatismo de Lula prevaleça na reorganização das peças políticas, incluindo a disputa pelas vagas ao Senado. Brandão aposta que os dados eleitorais convencerão o presidente de que o secretário representa a melhor opção para consolidar o palanque lulista no Maranhão, tornando a composição do campo governista um caminho sem volta.

24 fevereiro 2026

Maranhense entra na disputa por sucessão de Lula


O maranhense Hertz Dias foi lançado nesta terça-feira (24) como pré-candidato à Presidência da República pelo PSTU. A legenda defende candidatura própria como alternativa à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e como opção para a classe trabalhadora no cenário nacional.

Hertz Dias é ativista do movimento negro, um dos fundadores do Movimento Quilombo Urbano no Maranhão, rapper e professor de História da rede pública.

Não será a primeira experiência de Hertz na disputa nacional. Em 2018, ele foi candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pela sindicalista Vera Lúcia.

23 fevereiro 2026

Projeto estabelece horário para cumprimento de mandados de busca e apreensão


BRASÍLIA - O Projeto de Lei 6480/25, do deputado Capitão Alden (PL-BA), estabelece que mandados de busca e apreensão ou busca domiciliar sejam cumpridos entre as 6h e as 20h, desde que haja luminosidade natural suficiente. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

A proposta proíbe mandado de busca à noite, quando houver presença previsível de pessoas não investigadas, em especial crianças, idosos, pessoas com deficiência ou pessoas doentes. As exceções são para casos de flagrante, risco imediato à vida ou outra emergência.

Proposta proíbe mandado de busca à noite

Para cumprir mandado fora desse prazo, o juiz precisará indicar na decisão a urgência concreta da medida, o risco a executar em horário regular e a inexistência de outro meio menos gravoso à identidade. A busca sem fundamentação será declarada nula.

O projeto inclui essa definição no Código de Processo Penal (CPP).

Atualmente, a Lei de Abuso de Autoridade penaliza a busca e apreensão depois das 21h e antes das 5h. O projeto deixa claro que essa penalização não afasta o dever de respeito à inviolabilidade do domicílio.

Lacuna normativa

Segundo Alden, o CPC não define de forma objetiva o conceito de período diurno, o que abre espaço para "interpretações elásticas", insegurança jurídica e violações de direitos fundamentais.

"Na prática, essa lacuna normativa tem permitido o cumprimento de mandados em horários incompatíveis com a preservação do repouso familiar, inclusive durante a madrugada", declarou.

Próximos passos

A proposta será analisada, em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Brandão diz que vai conversar com Lula e que tendência é de neutralidade do presidente no MA


O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), tem a expectativa de que o presidente Lula não participe da disputa estadual deste ano. “Acho que a tendência do presidente Lula é ficar neutro”, avalia.

Brandão rompeu com o seu vice, Felipe Camarão (PT), que pretende se candidatar. Já o governador apoiará seu sobrinho e secretário, Orleans Brandão (MDB).

Devido à disputa com Camarão, Brandão desistiu de concorrer ao Senado, como Lula queria, e agora espera uma conversa com o presidente para definir sua chapa.

Já o grupo remanescente do ex-governador Flávio Dino trabalha pelo apoio do PT e de Lula e, diferente de Brandão, não quer a neutralidade do presidente no Maranhão.

Diversos nomes da base são cotados para disputar o posto, como Weverton Rocha, André Fufuca e Eliziane Gama. “Vou discutir com ele, porque, na realidade, quem vai precisar do Senado é ele”, afirma.

21 fevereiro 2026

Oposição que se diz lulista tenta sabotar obra de Lula para atingir Brandão em São Luís


A obsessão da oposição ao governador Carlos Brandão ultrapassou todos os limites do razoável. Depois de tentar embargar a extensão da Litorânea por meio de denúncia no Ministério Público Federal (MPF), agora o mesmo grupo parte para uma ofensiva nacional, espalhando suspeitas e plantando factoides sobre a execução da obra. O alvo declarado é Brandão — mas o dano político recai diretamente sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem eles juram ser aliados.

A extensão da Litorânea é fruto de parceria entre os governos federal e estadual, e se consolida como uma das maiores intervenções de infraestrutura da história recente do Maranhão. Com cronograma acelerado e impacto direto na mobilidade, no turismo e na economia de São Luís, a obra virou símbolo de eficiência administrativa. E é justamente isso que incomoda a oposição do “quanto pior, melhor”.

Ao nacionalizar críticas e levantar a palavra “irregularidade” sem provas concretas, esses setores fornecem munição pronta para adversários históricos de Lula atacarem o governo federal. Em vez de fortalecer o campo político ao qual dizem pertencer, escolhem alimentar narrativas que desgastam o próprio presidente. É uma estratégia quase irresponsável, movida mais por vaidade eleitoral do que por qualquer compromisso com a população.

No fim, fica evidente a contradição: para tentar desgastar Brandão no Maranhão, a oposição não hesita em colocar em risco uma entrega estratégica que pode ser inaugurada por Lula antes do período eleitoral.

A pergunta que aliados do governador fazem é: os dinistas estão do lado do presidente ou apenas usam o nome dele quando convém? Porque, na prática, atacar a extensão da Litorânea é atacar uma obra de Lula — e isso diz muito sobre as prioridades dessa turma.

Filiação de Iracema no MDB, não inviabiliza sua ida para o PT


Bastou o MDB do Maranhão oficializar o nome da atual presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, como nova integrante da legenda, para que alguns questionassem a relação histórica da deputada com o PT e cravassem uma recusa ao convite recebido.

No entanto, essa além de ser uma leitura rasa é equivocada. A filiação, nesse momento, de Iracema no MDB, não inviabiliza a sua ida, ainda em 2026, para o PT.

Iracema deixou o PSB justamente pelo fato do partido ter ido para a oposição ao Governo Brandão e não querer integrar um bloco parlamentar oposicionista na ALEMA. Se fosse agora para o PT, a situação seria exatamente a mesma, já que o PT integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado do PCdoB e PV. Iracema seria voto vencido, já que seria minoria, e ficaria num bloco oposicionista.

Diante do cenário, mostrando lealdade ao governador Carlos Brandão e seu grupo político, Iracema se filiou no MDB, partido comandado pelo secretário de Assuntos Municipalistas do Maranhão, Orleans Brandão, pré-candidato ao comando do Palácio dos Leões.

Só que a ida para o PT e disputar a eleição pelo partido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não só não está descartada, como é um possibilidade enorme, principalmente se o PT for apoiar Orleans Brandão.

Por fim, vale lembrar que o convite para Iracema retornar ao PT, partido pelo qual passou décadas, foi feito pelo próprio presidente nacional do PT, Edinho Silva. Ou seja, uma eventual refiliação de Iracema é um desejo da direção nacional.

20 fevereiro 2026

Janja expulsa filha de Lula durante discussão e a reação do presidente durante a briga


A primeira-dama Janja da Silva expulsou Lurian da Silva, filha de Lula, da sala reservada ao presidente no camarote da prefeitura do Rio de Janeiro no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

As duas se desentenderam na noite de domingo (15), quando o petista foi homenageado pela Acadêmicos de Niterói.

Autoridades do governo, amigos e familiares de Lula foram convidados para ir ao camarote para ver o desfile. O presidente, no entanto, estava em uma sala reservada e de circulação restrita. Para entrar nela era preciso a autorização do presidente e de Janja.

De acordo com relatos feitos à coluna, Lurian entrou no ambiente reservado para cumprimentar o pai. Ela estava com Thiago, neto do presidente —ele é filho de Marcos, o primogênito de Lula.

Ao ver que a filha pretendia ficar mais tempo no espaço, Janja falou que o momento não era para conversas mais longas, mas sim para dar um beijo e ir embora.

Lurian então reagiu, afirmando que queria conversar com o pai. Janja replicou e, segundo ainda relatos, afirmou, subindo o tom: “Aqui não é lugar para isso”. E pediu que Lurian saísse da sala.

As duas então começaram a discutir, diante do presidente, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e da mulher dele, Lu Alckmin.

Lurian também subiu o tom. Em resposta, disse que Janja não sabe o que é uma estrutura familiar e não entende a relação entre pais e filhos.

Como a porta estava aberta, a discussão pôde ser ouvida por diversos assessores, da Presidência e da prefeitura.

Pai e filha se despediram, e Lurian voltou à área onde estavam os ministros.

Apesar da tentativa de manter a discrição, a história se alastrou pelo camarote. Lurian foi vista com lágrimas nos olhos.

O clima estava ruim também do lado de fora, com diversos ministros esperando para falar com Lula, sem conseguir. O ambiente, segundo um deles, estava pesado. A explicação que recebiam era a de que a primeira-dama não queria tumulto na sala em que o casal estava, que era pequena.

Eles conseguiam falar com o presidente quando ele saía do espaço reservado e circulava pela área mais ampla do camarote.

A situação mais delicada foi a da ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Ela foi estimulada por outros colegas a falar com o presidente, mas sua entrada na sala, como a de quase todos os outros ministros, não foi autorizada.

O problema, no caso dela, é que o secretário-executivo da pasta, Marcio Tavares do Santos, estava na sala reservada o tempo todo. Ele é amigo pessoal de Janja. Marcio inclusive descia com Lula na avenida para que o presidente cumprimentasse integrantes das escolas de samba que desfilavam.

A assessoria da Cultura enviou uma nota à coluna afirmando: “A ministra Margareth estava de férias e o Márcio estava a trabalho. Ele foi a pessoa que conduziu o presidente para cumprimentar as quatro escolas que desfilaram nesse dia. As entradas na sala privada eram para essa função. Sobre a decisão de quem entra na sala privada do presidente, sugerimos checar com a presidência, já que não é função do Ministério da Cultura”.

Procurada, Lurian afirmou à coluna: “Eu nem vi a Janja. Só vi o meu pai. Ela não estava na sala quando eu entrei”.

A assessoria da primeira-dama, que está em viagem com Lula, não foi encontrada para comentar.


A reação de Lula

Lula, segundo relatos de ao menos duas fontes, não se meteu na discussão entre Janja e Lurian. O presidente afirmou a aliados que conversaria com as duas posteriormente em particular.

A filha mais velha de Lula deixou a sala chorando. A discussão foi presenciada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pela mulher dele, Dona Lu Alckmin. Os dois estavam na sala com Lula.

18 fevereiro 2026

Brandão vai a Brasília na expectativa de definição do PT sobre aliança no MA


Passado o período de carnaval, a classe política retorna às articulações políticas para as eleições de 2026. Um dos pontos mais esperado é a decisão sobre a relação do PT e do MDB no Maranhão para a sucessão estadual. Tanto o presidente nacional do PT, Edinho Silva, quanto do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, já declararam que os partidos não estarão no mesmo palanque.

E para saber se a situação é irreversível, o governador Carlos Brandão (sem partido) quer ouvir do próprio Edinho Silva qual a decisão do PT. O maranhense estará em Brasília na próxima semana com a expectativa de reunir com o petista mesmo sabendo que o próprio Edinho falou aos membros do PT do Maranhão que a conversa final será com o presidente Lula.

Como já mostrado pela coluna, a ideia do Palácio dos Leões é garantir a neutralidade do presidente Lula mesmo o PT apoiando outro candidato. Uma repetição bem parecida com a que ocorreu em 2014.

O argumento será sustentado pela justificativa do tamanho do grupo comandado por Brandão com mais de 150 prefeitos e que podem garantir o apoio incondicional a reeleição de Lula mesmo sem ele declarar apoio ao candidato do governo que será Orleans Brandão.

Esta solução em nada agrada os dinistas que trabalham para que isso não ocorra e contam com a força suprema da Praça dos Três Poderes. A mesma força que age para não levar o PT a apoiar Orleans Brandão para levar a uma substituição da cadidatura do emedebista.

Escola que homenageou Lula, Acadêmicos de Niterói fica em último é rebaixada no Rio


A escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula (PT) no desfile deste ano na Sapucaí, foi rebaixada um ano após ascender ao Grupo Especial. Na apuração, nesta quarta (18), a agremiação somou apenas 264,6 pontos.

Além de saudar a história do petista, a apresentação também fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), rival de Lula retratado como o palhaço Bozo na avenida.

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, assistiu à homenagem com o presidente e causou surpresa ao não desfilar. Ela era esperada no último carro da escola e foi substituída pela cantora Fafá de Belém.

O samba-enredo gerou controvérsia devido ao risco de resultar em propaganda política antecipada no ano eleitoral. Lula deve concorrer à reeleição em 2026.

O presidente esteve em um camarote na Sapucaí, de onde acenou para apoiadores nas arquibancadas.

A escola recebeu as menores notas em 7 dos 9 quesitos: comissão de frente, bateria, mestre-sala e porta-bandeira, alegorias e adereços, harmonia, fantasia e enredo.

As únicas notas máximas obtidas pela agremiação foram em samba-enredo.

A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que abriu os desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro com um enredo em homenagem ao presidente Lula, mirou grupos religiosos evangélicos, representantes do agronegócio e a oposição ao governo. No documento entregue à entidade responsável pela organização da festa, a agremiação definiu a ala como “neoconservadores em conserva”.




A ala integrou o 5º setor do desfile, intitulado “Assim que se firma a soberania”, e representa um grupo que, segundo o texto, atua fortemente em oposição a Lula. A apresentação ocorreu na madrugada de segunda-feira, 16.

“O humor segue em voga para caracterizar os chamados ‘neoconservadores’. Um grupo que atua fortemente em oposição a Lula, votando contra a maioria das pautas defendidas por ele, como privatizações e o fim da escala de trabalho 6×1. O movimento em ascensão no Brasil passou a se associar, dentro do campo político, aos seguidores da extrema direita”, diz o roteiro apresentado pela escola à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa).

A Acadêmicos de Niterói também detalha a concepção da fantasia. Segundo o documento, os “neoconservadores” defendem a “dita família tradicional”, formada exclusivamente por um homem, uma mulher e os filhos.

“A fantasia traz uma lata de conserva, com uma defesa da dita família tradicional, formada exclusivamente por um homem, uma mulher e os filhos. Na cabeça dos componentes, há uma variação de elementos para enumerar os grupos que levantam a bandeira do neoconservadorismo. São eles: os representantes do agronegócio (na figura de um fazendeiro), uma mulher de classe alta (perua), os defensores da ditadura militar e os grupos religiosos evangélicos. No Congresso Nacional, formam um bloco conservador que defende pautas como flexibilização do porte de armas, exaltação às Forças Armadas, interesses do agronegócio e dos valores tradicionais da família”, continua o texto.

O enredo da escola, intitulado “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o operário do Brasil”, apresentou a trajetória política do presidente e encerrou o desfile com uma “ode à soberania nacional”, contrapondo o que classifica como avanço da extrema direita, representado, entre outros elementos, pelas latas em conserva.

Repercussão

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira, 17, que o desfile “cometeu prática de preconceito religioso dirigido aos cristãos”. A entidade citou especificamente a ala das latas em conserva.

Parlamentares da oposição também afirmaram que a representação teve caráter depreciativo.

Antes mesmo de o desfile ocorrer, o enredo já havia sido alvo de críticas da oposição, que protocolou ações na Justiça para tentar barrar a apresentação da escola por suposta propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder.

A oposição questiona o aporte financeiro de R$ 1 milhão realizado pela Embratur, com interveniência do Ministério da Cultura, à escola. Um termo de colaboração firmado entre a empresa pública de fomento ao turismo e a Liesa prevê investimento total de R$ 12 milhões (R$ 1 milhão para cada escola do Grupo Especial), destinado oficialmente à promoção internacional do carnaval do Rio como produto turístico.

O Partido Novo, por exemplo, informou que pretende apresentar nova ação. Após o desfile, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, também afirmou que vai protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra supostos crimes eleitorais cometidos pelo PT.

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, reagiu às críticas e classificou como “ridícula” a tentativa de transformar a homenagem ao presidente Lula em desgaste político.

Especialistas divergem sobre a eventual configuração de crime eleitoral. O advogado eleitoral Walber Agra, autor da ação que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível, avalia que a homenagem não teve gravidade suficiente para responsabilização no TSE.

Já a advogada eleitoral Marina Morais discorda. Para ela, a ação é cabível, pois uma investigação poderia esclarecer como o evento foi financiado, concebido e qual seu eventual impacto no eleitorado.

Desfile em homenagem a Lula foi um desastre na avaliação do PT e do Planalto

Todas as pesquisas e trackings que o Palácio do Planalto teve acesso apontam numa só direção: foi catastrófico para Lula o desfile da Acadêmicos de Niterói.

Não só o conjunto da obra não agradou a quem a essa altura o governo deveria querer seduzir — os evangélicos. Foi pior: a ala que representou a “família tradicional” dentro de uma lata de conservas está sendo vista no próprio governo como um desastre.

“Todo um trabalho de aproximação com os evangélicos foi jogado fora”, diz um líder petista.

Um ministro de Lula chega a dizer que essa ala é a “prova de que o governo não teve qualquer interferência na concepção do desfile”.

O fato é que o PT já começou desde ontem a tentar baixar o fogo.

Diz Edinho Silva, presidente do PT:

— A Acadêmicos de Niterói teve e tem autonomia para definir seu enredo e suas alegorias, tentar utilizar uma construção da escola para atacar o presidente Lula chega a ser ridículo; todos sabem do respeito que ele tem pela comunidade evangélica, e pelas suas lideranças.

(Lauro Jardim)

16 fevereiro 2026

NOVO diz que vai pedir inelegibilidade de Lula por desfile na Sapucaí


O Partido Novo prepara ação no Tribunal Superior Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida será protocolada após o registro oficial da candidatura do petista, que pode ser feito até 15 de agosto, conforme o calendário eleitoral.

A legenda informou que ingressará com Ação de Investigação Judicial Eleitoral sob a alegação de que o enredo da Acadêmicos de Niterói, com ataques a desafetos e adversários, configurou abuso de poder político e econômico ao utilizar recursos públicos para promover a imagem de Lula em período pré-eleitoral.

Segundo o presidente do partido, Eduardo Ribeiro, houve propaganda eleitoral antecipada custeada com dinheiro público. Ele afirmou que não se trata de debate político, mas de fato jurídico, cuja consequência prevista em lei é clara e rigorosa.

Antes de anunciar a nova ação, o Novo já havia adotado outras medidas. Na terça-feira, 10, protocolou representação no TSE acusando Lula e o PT de propaganda antecipada durante o Carnaval de 2026. No pedido, requereu multa de R$ 9,6 milhões e tutela de urgência para impedir a execução do samba-enredo no desfile do próximo ano. O caso ainda não foi analisado.

Na quinta-feira, 12, a sigla também acionou o Tribunal de Contas da União para apurar possível desvio de finalidade e uso indevido da estrutura da Presidência da República na organização do carro alegórico da escola.

15 fevereiro 2026

Prefeitos que deixam o cargo para disputar governos têm só 30% de sucesso desde 2002


Prefeitos de capitais que deixam o cargo antes do fim do mandato para disputar governos estaduais enfrentam um histórico de alto risco eleitoral no Brasil. Levantamento mostra que, desde 2002, apenas seis dos 19 gestores que adotaram essa estratégia conseguiram vencer — um índice de sucesso de cerca de 30%.

O tema volta ao centro do debate com a possibilidade de que prefeitos como Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, e João Campos, no Recife, deixem seus cargos até abril para entrar na disputa estadual.

Entre os casos recentes de maior repercussão política, também estão declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou priorizar os cuidados com o ex-presidente após fala do senador Flávio Bolsonaro sobre eventual candidatura dela ao Senado pelo DF, e a decisão judicial que determinou retratação do deputado Rogério Correia por montagem envolvendo o ex-presidente.

CASOS DE SUCESSO E EXEMPLOS EMBLEMÁTICOS

Entre os prefeitos que deixaram o cargo e conseguiram se eleger governadores, destacam-se dois nomes de São Paulo: João Doria, eleito em 2018, e José Serra, em 2006 — este último alvo de forte escrutínio por ter prometido cumprir o mandato municipal.

Outros casos bem-sucedidos incluem Wilma Faria (Rio Grande do Norte, 2002), Marcelo Déda (Sergipe, 2006) e, em 2010, Beto Richa (Paraná) e Ricardo Coutinho (Paraíba).

Já entre os insucessos figura o ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro, derrotado em 2002 na disputa pelo governo gaúcho — embora tenha conseguido vencer anos depois, em 2010.

Outro revés recente foi o de Alexandre Kalil, que deixou a prefeitura de Belo Horizonte para concorrer ao governo de Minas Gerais em 2022, mas foi derrotado pelo então governador Romeu Zema ainda no primeiro turno.

Segundo o cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV EAESP, a saída antecipada costuma ser vista pelo eleitor como quebra de compromisso, o que ajuda a explicar o alto índice de derrotas.

O PESO POLÍTICO DA DECISÃO

O episódio envolvendo Serra é frequentemente citado como símbolo desse desgaste. Durante a campanha de 2004, ele assinou compromisso de cumprir o mandato, mas deixou a prefeitura dois anos depois para disputar o governo — e venceu.

A decisão, no entanto, foi explorada posteriormente pelo então prefeito Fernando Haddad na eleição municipal de 2012.

Já João Doria repetiu o movimento: deixou a prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo estadual e venceu, mas fracassou ao tentar deixar o cargo de governador para disputar a Presidência, sem conseguir viabilizar sua candidatura nem eleger o sucessor Rodrigo Garcia.

O CENÁRIO NO RIO E EM PERNAMBUCO

No caso do Rio, a eventual candidatura de Eduardo Paes seria inédita entre prefeitos da capital. Historicamente, o único ex-prefeito da cidade que chegou ao governo estadual foi Marcello Alencar, eleito em 1994 após deixar o cargo e mudar de partido, rompendo com Leonel Brizola.

Outro caso fluminense foi o de Anthony Garotinho, então prefeito de Campos dos Goytacazes, eleito governador em 1998.

Analistas avaliam que a cobrança por abandonar o mandato tende a ser menor no caso de Paes, já que a possibilidade era considerada desde a eleição e a escolha do vice Eduardo Cavaliere foi interpretada como sinal de sucessão. A historiadora Marly Motta destaca, porém, que o maior desafio do prefeito será ampliar sua influência fora da capital.

No Pernambuco, João Campos enfrenta cenário semelhante. Ele deve lidar com a força da governadora Raquel Lyra, que pode disputar a reeleição, além do peso da máquina estadual. Como trunfo, carrega o legado familiar de Eduardo Campos e Miguel Arraes.

POSSÍVEIS NOVOS MOVIMENTOS

Outro nome cotado é o prefeito de Maceió João Henrique Caldas (JHC), que avalia deixar o cargo, embora aliados considerem improvável uma candidatura caso o ministro Renan Filho entre na disputa.

Fora das capitais, há precedentes de sucesso, como Cássio Cunha Lima, que deixou a prefeitura de Campina Grande e se elegeu governador da Paraíba.

14 fevereiro 2026

A aliados, Toffoli atribui a Lula entrega de relatório da PF sobre celular de Vorcaro ao STF


Obrigado pelos colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) a abandonar a relatoria do caso Master, o ministro Dias Toffoli tem atribuído ao presidente Lula, responsável pela sua indicação para o Tribunal em 2009, o movimento da Polícia Federal (PF) de entregar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório que destrincha suas conexões com Daniel Vorcaro.

A interlocutores próximos, Toffoli afirma estar convicto de que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao enviar diretamente para o Supremo o dossiê, um calhamaço de aproximadamente 200 páginas com diversos registros de ligações, mensagens e transações que envolvem direta ou indiretamente o ministro. Nas conversas de bastidores, Toffoli tem avaliado que Rodrigues nunca tomaria tal atitude sem a autorização do petista.

Outro fator que vem sendo usado pelo ministro para justificar a desconfiança em relação ao presidente é o fato de que, horas antes de Toffoli deixar a relatoria do processo por pressão dos outros ministros do STF, Lula se reuniu com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, de quem cobrou apuração rigorosa das fraudes do banco de Vorcaro. Como PGR, Gonet detém a prerrogativa de apresentar um pedido de suspeição contra o ministro.

Mágoa antiga

Para o ministro, um dos motivos do presidente da República para dar aval à ação da PF é uma mágoa antiga com ele em relação a um episódio ocorrido em 2019, durante a Lava-Jato.

A pessoas próximas, Toffoli tem dito que não tem dúvidas de que o petista busca se vingar, embora ambos tenham se reconciliado no fim de 2024 após seis anos de distanciamento. O magistrado tem feito questão de frisar que Andrei Rodrigues chefiou a segurança de Lula nas eleições de 2022 e elaborou o relatório para satisfazer o petista, que tem criticado nos bastidores a atuação dele à frente do inquérito do Banco Master.

Na ocasião, Lula cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro na Superintendência da PF em Curitiba (PR) quando um de seus irmãos, Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, faleceu. Seus advogados acionaram a Justiça pedindo autorização para que ele comparecesse ao enterro, mas o pedido foi rejeitado na primeira e segunda instâncias.

A defesa de Lula recorreu ao Supremo, e a decisão ficou a cargo de Toffoli, que à época presidia a Corte e estava de plantão no recesso do Judiciário. O ministro, porém, só decidiu sobre o pleito no dia seguinte e minutos antes do horário do enterro de Vavá em São Bernardo do Campo (SP), a mais de 400 quilômetros de onde o petista estava preso.

Além disso, o magistrado determinou que Lula só poderia encontrar a família em um quartel militar, para onde o corpo do irmão poderia ser levado. Diante das condições impostas por Toffoli, ele desistiu de viajar.

O ministro foi duramente criticado por aliados do petista. Na época, muitos frisaram que até a ditadura militar o havia liberado para acompanhar o enterro da mãe, Dona Lindu, quando estava preso em 1980 em razão das greves que liderou no ABC Paulista.

Um mês depois, a Justiça Federal do Paraná autorizou Lula a comparecer ao enterro do neto Arthur Lula da Silva, que morreu aos 7 anos vítima de meningite meningocócica, também em São Bernardo do Campo, e o ex-presidente se reuniu com a família. Como não houve objeção das instâncias inferiores, a defesa não precisou recorrer ao Supremo.

Aproximação com Bolsonaro e volta de Lula

Outro episódio que Lula e os próprios petistas têm dificuldade de digerir em relação a Toffoli foi sua aproximação com Jair Bolsonaro. Às vésperas do primeiro turno da eleição de 2018, o ministro declarou que passaria a chamar o golpe militar que depôs João Goulart como “movimento de 1964”.

À frente do STF, elogiou diversas vezes o então presidente, com quem confraternizou em sua casa em Brasília, além de trocar com Bolsonaro abraços efusivos e silenciar diante de declarações e manifestações de cunho autoritário.

Depois que Lula foi eleito, em 2023, o petista passou a receber diversos acenos de Toffoli.

Além de recados levados por interlocutores em comum, o ministro adotou medidas concretas. Em 2023, anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht e, na decisão, classificou a Lava-Jato como um “PAU DE ARARA DO SÉCULO 21”, em caixa alta, que teria promovido uma “verdadeira tortura psicológica” para obter “provas” contra inocentes.

Os esforços foram em vão até o fim de 2024, quando Lula e Toffoli se reconciliaram após seis anos em um encontro revelado pelo GLOBO. Para o ministro, o perdão não teria sido capaz de apagar a mágoa.

Mais recentemente, em dezembro de 2025, o presidente recebeu o magistrado para um almoço na Granja do Torto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o colunista Lauro Jardim, a conversa girou em torno do caso Master. Haddad discorreu sobre o modus operandi das fraudes do Master e o presidente aconselhou o ministro que a investigação poderia “reescrever sua biografia”.

11 fevereiro 2026

Quaest aponta que diferença de Lula e Flávio Bolsonaro cai para cinco pontos



Pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), aponta que o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria reeleito em 2º Turno, nas eleições de 2026.

No entanto, o levantamento demonstrou que atualmente o principal adversário do petista é o recém indicado como pré-candidato, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nos sete cenários de 2º Turno testados com nomes da Oposição, as vantagens de Lula variou entre cinco e 19 pontos.

Num eventual enfrentamento de Lula e Flávio Bolsonaro, o petista teria 43% contra 38% do filho do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro. Além disso, teríamos 2% de indecisos e 17% branco/nulo. O detalhe é que a diferença segue caindo, afinal era de sete pontos em janeiro e de dez pontos em dezembro.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Alckmin pode não disputar eleição se não for vice de Lula, dizem interlocutores


O vice-presidente Geraldo Alckmin pode não disputar a eleição neste ano caso seja preterido para compor a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pela reeleição. A informação é de amigos e interlocutores de Alckmin, que demonstram incômodo com articulações internas no PT e entre assessores do presidente para substituir o atual vice.

Segundo esses aliados, Alckmin tem evitado comentar publicamente o assunto, mas, reservadamente, prefere permanecer como candidato a vice na chapa de Lula e não deseja disputar cargos eletivos em São Paulo.

Resistência a candidatura em São Paulo

De acordo com interlocutores, Alckmin não tem interesse em disputar eleição no estado de São Paulo, opção defendida por setores do PT que desejam que ele concorra ao governo paulista ou ao Senado.

Aliados também consideraram “deselegante” uma declaração recente do presidente Lula durante evento em que Alckmin estava presente. Na ocasião, Lula afirmou que Alckmin e o ministro Fernando Haddad teriam uma missão em São Paulo, o que foi interpretado como sinalização de que o vice poderia ser deslocado para uma disputa estadual.

PSB cobra permanência de Alckmin na chapa

Nesta terça-feira (10), o presidente nacional do PSB, o prefeito João Campos (PE), se reuniu com Lula para reforçar o desejo do partido de manter Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa presidencial.

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou mais cedo que a vaga seria de Alckmin caso ele queira continuar.

Bastidores indicam pressão por nome do MDB

Apesar das declarações públicas, interlocutores do governo apontam que, nos bastidores, assessores do presidente defendem que a vaga de vice seja ocupada por um nome do MDB, como estratégia para ampliar a composição ao centro.

A movimentação ocorre mesmo após reclamações do PSB, levadas diretamente a Lula por João Campos.

Com o avanço das articulações, aliados de Alckmin indicam que a permanência dele na chapa é tratada como prioridade pessoal, e que uma eventual substituição poderia levá-lo a não disputar nenhum cargo nas eleições deste ano.

10 fevereiro 2026

A estratégia de Lula em tirar o Centrão de Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 2 principais motivos para querer afastar o Centrão da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. O petista, que tentará à reeleição, quer reduzir o tempo de propaganda do adversário no rádio e na televisão e sem apoio formal dos partidos, facilita a montagem de alianças nos Estados.

Ainda que a televisão e o rádio não sejam mais tão influentes, as propagandas políticas curtas, chamadas de spots, ainda têm impacto por pegar o eleitor de surpresa. Especialmente os mais pobres, que ainda assistem mais à TV aberta e ouvem mais rádio.

A neutralidade do PP e do União Brasil, juntos na federação União Progressista, seria funcional para Lula: reduziria o tempo de TV de Flávio e deixaria palanques estaduais livres, evitando uma nacionalização precoce da disputa. Especialmente no Nordeste, região onde o Centrão tem mais deputados e senadores..

Sem a formalização de apoio a um nome, o tempo de propaganda a quem um partido teria direito é dividido para os candidatos.

A estratégia de Lula, no entanto, pode ter sido prejudicada pela revelação de que o petista recebeu na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência, o presidente do PP, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

No encontro, que foi realizado em 22 de dezembro de 2025, Lula e Ciro firmaram acordos para estabelecer alguns limites sobre como cada lado vai se comportar na disputa eleitoral de 2026. A reunião era para ter sido super reservada, mas vazou para a imprensa. O efeito colateral acabou sendo uma possível aproximação do PP a Flávio, nome que até então encontrava resistência interna no partido.

Depois do vazamento da reunião de dezembro, o senador disse ao Poder360 que o apoio do PP à candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro “só depende dele [Flávio]”. Ciro quer de Flávio uma campanha menos voltada ao eleitor bolsonarista e mais foco em obter apoios no centro político. 

Ao deixar que a conversa com Ciro se tornasse pública, Lula pode ter dado um presente ao principal adversário. Ainda é cedo para saber se Flávio saberá capitalizar e se o desgaste do chefe do PP será minimizado ao longo do tempo.

Ciro procurou Lula em busca de uma saída negociada. Lula, ao expô-lo, acabou dando exatamente o motivo para ele ir embora – politicamente ferido e empurrado de volta ao colo do adversário.

09 fevereiro 2026

Real Time Big Data divulga pesquisa para presidente da República; veja os números


presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026 em diferentes cenários simulados pela nova pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (9). O estudo também indica o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário do petista nas projeções estimuladas, com ampla vantagem sobre os demais nomes testados.

No primeiro cenário apresentado pelo levantamento, Lula soma 39% das intenções de voto, mantendo uma liderança confortável. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 30%. Em seguida, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), registra 10%, ficando bem atrás dos dois primeiros colocados.

Em uma segunda simulação, o instituto substituiu Ratinho Jr. pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Nesse recorte, Lula amplia ligeiramente sua vantagem e alcança 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro sobe para 32%. Caiado aparece com 6%. Considerando a margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o governador goiano fica tecnicamente empatado com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que registra 4%.

A Real Time Big Data também testou um terceiro cenário, incluindo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). Nessa projeção, Lula mantém 40% das intenções de voto, seguido novamente por Flávio Bolsonaro, com 32%. Eduardo Leite aparece com 5%, em empate técnico com Romeu Zema (4%) e com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo, que marca 3%.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do país, entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevistas presenciais. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06428/2026.

PT nega vetos e defende unidade do campo lulista no Maranhão para 2026


A presidente da Comissão Provisória do PT no Maranhão, Patrícia Carlos, negou que existam vetos definidos a nomes do campo governista para as eleições de 2026 no estado.

Em entrevista à TV Mirante, ela afirmou que o presidente nacional do partido, Edinho Silva, não tratou diretamente de candidaturas e reforçou que o foco das conversas foi a construção de unidade política em torno do presidente Lula.

A declaração ocorre após repercussão nos bastidores de que Edinho teria mencionado vetos no Maranhão, incluindo ao nome do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão.

“Eu não entendi nenhum tipo de veto, na verdade, não foi tratado exatamente de candidaturas”, afirmou Patrícia.

PT defende palanque unido para fortalecer Lula no estado

Segundo Patrícia Carlos, a linha apresentada pelo presidente nacional do partido foi a de que é necessário manter a unidade do campo de apoio ao presidente Lula no Maranhão, para ampliar a votação do petista no estado em 2026.

Ela destacou que, além do apoio à reeleição de Lula, o grupo busca eleger dois senadores aliados e ampliar bancadas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

“A gente precisa manter a unidade do campo de apoio ao presidente Lula. Nós precisamos ampliar a votação do presidente Lula aqui no Maranhão”, declarou.

Decisão será entre Lula e Brandão

Questionada sobre a possibilidade de uma unidade política sem vetos, considerando divergências internas entre grupos ligados ao Palácio dos Leões e aliados do ex-governador Flávio Dino, Patrícia afirmou que a definição será conduzida diretamente pelo presidente Lula e pelo governador Carlos Brandão.

“Isso vai ser decidido entre o presidente Lula e o governador Brandão”, disse.

PT destaca participação no governo Brandão

Durante a entrevista, Patrícia Carlos também ressaltou que o PT participa ativamente do governo Carlos Brandão desde 2023, com atuação em áreas estratégicas.

Ela citou setores como geração de emprego e renda, educação profissional e tecnológica, promoção dos direitos humanos e representação institucional do governo em Brasília.

Para Patrícia, não há diferença no cenário político atual em relação ao de 2022, quando o grupo esteve unido eleitoralmente.

“Não consigo ver qual é a diferença de 2022 para 2026, então nós precisamos daquele mesmo palanque forte, unido e vitorioso”, afirmou.

Iracema Vale é citada como possível nome para majoritária

Patrícia também comentou sobre o convite feito pelo PT para a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), retornar ao partido. Segundo ela, a deputada tem histórico de ligação com o PT e capacidade política para ocupar espaço majoritário.

“Nós fizemos essa carta de apoio à Iracema considerando que a Iracema não é um corpo estranho ao PT”, disse.

Ela afirmou ainda que Iracema tem capilaridade e densidade política para disputar cargos relevantes em 2026.

Aliança com PSD esfria

A dirigente também comentou sobre tratativas nacionais entre PT e PSD, incluindo reunião de Edinho Silva com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Segundo Patrícia, a negociação perdeu força.

Na avaliação dela, o motivo seria o perfil político do prefeito, que tenta manter uma postura de neutralidade e evitar associação direta com Lula.

“A impressão que ele me passa é de que ele quer o lulismo sem o Lula”, afirmou.

Patrícia disse que, diante da polarização política esperada para 2026, o PT busca um palanque com identidade clara e alinhamento explícito ao presidente.

Ao final, a presidente do partido no estado reafirmou que o objetivo central é construir uma aliança ampla e coesa no Maranhão, com protagonismo do presidente Lula e do governador Carlos Brandão na condução das decisões.