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01 outubro 2026

TSE proíbe Globo de exibir cadeira vazia e de fazer perguntas a Lula




Após pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu nesta quinta-feira a TV Globo de exibir de forma destacada a cadeira vazia do candidato petista em debate presidencial, como estava previsto em regulamento da emissora para o encontro. A magistrada também proibiu que os demais concorrentes façam perguntas dirigidas ao candidato do PT.

A decisão é liminar e pode, se houver tempo hábil, ser submetida ao plenário da Corte Eleitoral, inclusive por meio de sessão virtual. Lula comunicou na quarta-feira que não participará no debate. Nesta quinta-feira, no mesmo horário do encontro, o candidato à reeleição será entrevistado por um podcast.

A previsão de púlpito vazio é uma das regras acordadas com representantes das campanhas, incluíndo a do PT, sobre a realização do debate, além de uma tradição no país para este tipo de evento eleitoral.

Nesta semana, por exemplo, o púlpito reservado a Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição na Bahia, ficou vazio após ele faltar ao debate transmitido na terça-feira. O mesmo ocorreu no Distrito Federal, em que a governadora Celina Leão (PP) também optou por não comparecer.

No primeiro debate presidencial do atual ciclo eleitoral, na Band, em agosto, três dos candidatos que haviam sido convidados preferiram não debater com seus concorrentes: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). Os três púlpitos a eles reservados ficaram vazios durante todo o confronto, sem que tenha havido contestação.

Em 2006, quando Lula tentava a reeleição pela primeira vez e também optou por não participar do debate da Globo no 1º turno, a cadeira destinada ao petista ficou vazia no palco durante todo o programa e foi mostrada mais de uma vez aos telespectadores, principalmente nos encerramentos de cada bloco.

A ausência foi tema do encontro, que reuniu os então presidenciáveis Geraldo Alckmin, do PSDB, Heloísa Helena, do PSOL, e Cristovam Buarque, do PDT, que chegaram a fazer perguntas que endereçariam a Lula.

Ao conceder a liminar, Estela afirmou que a participação de candidatos em debates eleitorais é facultativa e que o compromisso prévio com as regras do encontro não torna obrigatório o comparecimento.

Segundo a ministra, a legislação permite que o debate seja realizado mesmo sem um candidato regularmente convidado, desde que o convite tenha sido feito com pelo menos 72 horas de antecedência.

A decisão foi tomada em uma ação apresentada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, da qual o PT faz parte, contra uma regra prevista para o debate.

O dispositivo prevê a manutenção da cadeira vazia, com identificação nominal e destaque visual da ausência, além de permitir que os candidatos presentes formulem perguntas ao concorrente que não comparecer. A coligação pediu a suspensão da regra e, subsidiariamente, a possibilidade de concessão posterior de direito de resposta.

Na avaliação de Estela, permitir manifestações dirigidas especificamente a um candidato ausente, sem que ele tenha a possibilidade de responder ou se contrapor no próprio debate, pode gerar desequilíbrio entre os concorrentes.

“A cláusula impugnada, ao reservar momento específico da transmissão para que candidatos presentes formulem manifestações dirigidas à candidatura ausente, sem possibilidade de resposta simultânea ou contraposição no próprio ambiente do debate, aparenta ultrapassar o campo meramente organizacional do evento”, escreveu a ministra.

Para a ministra, a regra pode dar aos participantes um espaço específico para fazer referências ao candidato ausente sem a dinâmica de contraditório característica de um debate eleitoral. Ela também questionou a exposição reiterada da cadeira vazia, acompanhada da identificação nominal do candidato.

“A exposição reiterada da cadeira vazia, associada à identificação nominal do candidato e ao destaque específico de sua ausência durante a transmissão, pode produzir efeitos que transcendem a simples informação ao eleitorado acerca do não comparecimento”, disse.

A relatora foi além e afirmou que, numa análise preliminar, a cláusula tem “aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate, renunciando à facultatividade de participação assegurada em lei”.

Estela também justificou a concessão da liminar pela proximidade do debate, marcado para esta quinta-feira, e do primeiro turno. Segundo ela, depois de realizada a transmissão, uma decisão posterior poderia ser insuficiente para reparar os efeitos da aplicação da regra, diante da “irrepetibilidade do evento e da proximidade do pleito”.

Ao final, a ministra suspendeu integralmente o item 7 das regras e determinou que a Globo se abstenha de aplicá-lo, “inclusive quanto à exibição destacada da cadeira vazia identificada e quanto à dinâmica de formulação de perguntas dirigidas ao candidato ausente”. A decisão prevê multa, a ser fixada posteriormente, em caso de descumprimento.

Dr. Hilton acelera na reta final e amplia articulação na disputa pelo Senado

Com cada vez mais adesões de prefeitos, vereadores e lideranças, candidato intensifica agenda pelo estado e aposta no contato direto com o eleitor para avançar na disputa por uma das duas vagas no Maranhão


A quatro dias da eleição, Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza – 333) pisa no acelerador e intensifica a campanha pelo Senado. Com uma agenda que atravessa diferentes regiões do Maranhão, o candidato amplia alianças políticas e aposta na conquista direta do voto para avançar na disputa por uma das duas vagas.

Nesta terça (29) e quarta-feira (30), Dr. Hilton cumpre uma maratona por Viana, Santa Luzia, Pindaré-Mirim, Santa Inês, Barra do Corda e Grajaú. A passagem pelos municípios tem sido marcada por novas adesões de vereadores e lideranças políticas.

Em Viana, 11 vereadores declararam apoio à candidatura, e a cidade recebeu a Motocada do 333. Em Penalva, mesmo fora do roteiro da agenda, a presidente da Câmara, vereadora Luana Colônia, reuniu seu grupo político em um grande ato de apoio à candidatura.



Em Santa Luzia, vereadores e lideranças receberam Dr. Hilton e destacaram sua experiência de quatro mandatos à frente da Prefeitura de Santa Rita. “A gente abraçou essa causa porque se identificou com você”, afirmou uma das lideranças durante o encontro.

Já em Barra do Corda, Hilton reforçou o discurso municipalista e defendeu uma mudança na relação dos senadores com as bases. “Os senadores que ficavam só em Brasília vão ter que calçar a sandália da humildade para conversar com a população, lá na cidade, onde os problemas acontecem”, afirmou.

A ofensiva desta reta final se soma a uma articulação construída ao longo da campanha em diferentes regiões. Em agosto, a candidatura contabilizava 53 prefeitos aliados. Em setembro, o número já se aproximava de 70 gestores, além de centenas de vereadores e lideranças.


Na Grande Ilha, Dr. Hilton também intensificou a campanha. No último domingo (27), percorreu bairros de São Luís em uma grande carreata ao lado do deputado federal Duarte Júnior e do deputado estadual Ariston. Nos últimos dias, também passou por Central do Maranhão, Icatu, Morros e Santa Rita.

Agora, na reta final, o desafio é transformar articulação política, presença nos municípios e novas adesões em voto.

Para isso, Dr. Hilton também reforça propostas que têm como referência experiências de seus quatro mandatos como prefeito de Santa Rita. Entre elas estão a ampliação do transporte universitário intermunicipal gratuito, programas habitacionais para redução do déficit de moradias e iniciativas voltadas à geração de emprego e renda.


Na saúde, defende o fortalecimento da rede regional de atendimento e mais investimentos nos municípios. Na infraestrutura, propõe ampliar alternativas de transporte, com maior aproveitamento das ferrovias e hidrovias, além de melhorias na malha rodoviária.

Também estão entre suas propostas a ampliação de iniciativas como o Banco do Povo, voltado ao incentivo de pequenos negócios, e o Habilitação na Mão, além de investimentos em saneamento e abastecimento de água.

Com duas vagas para o Senado e dois votos disponíveis para cada eleitor, a campanha busca principalmente os maranhenses que ainda não consolidaram suas duas escolhas. A aposta é combinar experiência administrativa, propostas e a capilaridade construída nos municípios para conquistar esse eleitor na reta final.


Segundo informações da campanha, cerca de mil vereadores já manifestaram apoio à candidatura. A sequência de adesões reforça a estratégia de Hilton de transformar sua experiência municipalista e a articulação construída pelo interior em força eleitoral.

Depois de meses percorrendo o Maranhão e costurando alianças, Dr. Hilton chega aos últimos dias intensificando o corpo a corpo e colocando sua candidatura diretamente à avaliação do eleitor.

No domingo (4), serão os maranhenses que vão definir nas urnas quem ocupará as duas cadeiras do estado no Senado. Até lá, Hilton mantém o ritmo, amplia o diálogo e aposta no voto de quem ainda está fazendo suas escolhas.

30 setembro 2026

Pesquisas mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro



Duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (30) reforçam o cenário de equilíbrio na disputa pela Presidência da República entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Tanto o levantamento Indexa/Broadcast quanto o Meio/Ideia apontam empate técnico entre os dois em uma eventual disputa de segundo turno.

Na pesquisa Indexa/Broadcast, Lula aparece com 43% das intenções de voto, contra 42% de Flávio. A diferença é de apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Nesse cenário, 7% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, 4% disseram que não votariam e outros 4% permanecem indecisos.

O Indexa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 27 e 29 de setembro, por meio de entrevistas por telefone. O levantamento tem nível de confiança de 95%, foi contratado pela Agência Estado e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00698/2026.

O cenário de equilíbrio também aparece na pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta. Nesse levantamento, a distância é ainda menor: Lula registra 48,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 48%.

A diferença entre os dois é de apenas 0,5 ponto percentual, também configurando empate técnico diante da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Outros 2,1% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo, enquanto 1,5% não souberam responder.

A Meio/Ideia entrevistou 2 mil eleitores entre os dias 25 e 28 de setembro, também por telefone. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio e registrada no TSE sob o protocolo BR-08706/2026.

29 setembro 2026

O Globo diz que ‘Dino faz uso político da Justiça’




O jornal O Globo criticou, em editorial, a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em questões relacionadas às eleições de 2026 e afirmou que decisões recentes da Corte evidenciam uma preocupante politização do Judiciário durante a campanha presidencial. O texto aponta especialmente para a interferência do Supremo em decisões tomadas pela Justiça Eleitoral.

O principal episódio citado pelo jornal envolve a controvérsia sobre publicações que associaram o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação foi negada pelo candidato, que acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro André Mendonça determinou a retirada de conteúdos que apresentavam a afirmação como verdadeira.

Posteriormente, o ator e humorista Antonio Tabet levou a questão ao STF. O ministro Flávio Dino derrubou a determinação de Mendonça e autorizou o restabelecimento de publicações, sob o argumento de proteção à liberdade de expressão. A decisão acabou sendo submetida por Dino ao plenário do Supremo.

Para O Globo, entretanto, a controvérsia deveria ter permanecido inicialmente no âmbito da própria Justiça Eleitoral. O editorial considera que o recurso adequado contra a decisão individual de Mendonça seria uma análise pelo plenário do TSE e critica o mecanismo processual utilizado para levar o assunto ao Supremo.

“Desconsiderando os fatos, a legislação e toda a jurisprudência, Dino argumentou que a determinação de Mendonça violava as liberdades de expressão e religiosa. Mais chocante foi o atropelo ao TSE. Também chamou a atenção o mecanismo jurídico esdrúxulo. Dino analisou o requerimento de Tabet num processo sem conexão com a disputa presidencial. Submeteu ontem a decisão ao plenário do Supremo, no contexto de uma discussão sobre ‘censura em massa’. Mas isso em nada diminui a gravidade da intromissão”, afirma o jornal. Reportagens sobre o caso registram que o processo utilizado pelo ministro tratava inicialmente de publicações envolvendo o ex-deputado Deltan Dallagnol.

O editorial reconhece, por outro lado, que a decisão de Mendonça também poderia ser considerada excessivamente abrangente, sobretudo pelo volume de conteúdos atingidos. “Mesmo que a decisão de Mendonça pudesse ter sido exagerada — mais de mil posts foram removidos com base em critérios obscuros —, o caminho para revê-la era o plenário do TSE”, diz o texto.

O Globo também critica a reação da campanha de Flávio Bolsonaro, que recorreu ao ministro Luiz Fux para tentar restabelecer a suspensão das publicações. O jornal classificou a iniciativa como “outro disparate”, por entender que reproduziu a mesma estratégia jurídica questionada no recurso apresentado por Tabet. Fux acabou suspendendo a decisão de Dino e restabelecendo os efeitos das determinações de Mendonça.

Outro ponto destacado pelo editorial é a reação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Ele pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a adoção de um mecanismo para evitar que requerimentos de natureza eleitoral sejam direcionados automaticamente a processos em tramitação no Supremo. Nunes Marques afirmou que a sobreposição entre as Cortes pode provocar “erosão democrática, mediante o progressivo enfraquecimento das instituições incumbidas de assegurar a integridade do pleito”.

Na avaliação editorial de O Globo, os episódios aprofundam o desgaste institucional às vésperas do primeiro turno. O jornal afirma que ministros da Suprema Corte acabaram envolvidos em um “Fla-Flu eleitoral sem cabimento” e sustenta que “a erosão da credibilidade da Justiça já é a pior novidade das eleições de 2026”.

Ao concluir, o editorial defende que integrantes dos tribunais mantenham distância das disputas político-eleitorais. “Juízes movidos por qualquer outra motivação que não o cumprimento da lei contaminam a própria isenção e acabam ferindo a ideia de Estado de Direito”, afirma O Globo, que encerra classificando esse comportamento como “uma irresponsabilidade com as instituições”.

26 setembro 2026

Governo anuncia fim das bets no Brasil e dá prazo para retirada de saldos




O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (25) a proibição das apostas e dos jogos virtuais online no Brasil. A medida será formalizada por meio de uma Medida Provisória (MP), que deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Com a publicação da MP, as plataformas não poderão mais receber novos depósitos dos apostadores. Os sites e aplicativos permanecerão disponíveis apenas para permitir o resgate dos valores que já estão nas contas.

O prazo para a retirada voluntária dos recursos termina às 23h59 do dia 5 de outubro.

Após esse período, o governo estabeleceu um cronograma para a devolução dos valores. Entre os dias 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar aos bancos responsáveis os saldos existentes por CPF. A devolução dos recursos está prevista para ocorrer entre 9 e 14 de outubro.

A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos de apostas serão retirados do ar. Caso haja algum impedimento para a devolução, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar o pagamento aos apostadores.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não serão permitidos novos aportes nas contas utilizadas pelas plataformas depois da publicação da medida.

A decisão ocorre na reta final do primeiro turno das eleições e depois de uma sequência de críticas de Lula às apostas. Nesta semana, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente afirmou que as bets transformam o vício em lucro e prejudicam famílias.

Nesta sexta-feira, durante ato em Recife, Lula voltou a criticar as apostas e declarou que não considera correto gastar dinheiro que não se tem na tentativa de obter ganhos.

Projeto prevê penas para operadores e publicidade

Além da MP, o governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei para transformar em crime a exploração e a operação de apostas de quota fixa.

Segundo a minuta obtida pelo g1, quem explorar ou operar bets poderá ficar sujeito a pena de quatro a seis anos de prisão, além de multa. A proposta também alcança atividades de intermediação, administração e oferta de apostas.

A pena poderá ser aumentada quando a aposta envolver jogos virtuais online, como os chamados cassinos virtuais.

O texto também prevê punições para quem fizer publicidade ou marketing para incentivar apostas. Nesses casos, a pena prevista é de dois a quatro anos de prisão e multa. O projeto ressalva conteúdos jornalísticos, informativos, educativos, acadêmicos, científicos ou críticos.

Também poderão ser criminalizadas práticas envolvendo o uso de dados pessoais para direcionar publicidade de apostas e determinadas operações financeiras relacionadas às plataformas.

Como a Constituição impede que uma medida provisória crie crimes ou estabeleça penas, essa parte da proposta dependerá da análise e votação do Congresso Nacional.

18 setembro 2026

Mendonça vai relatar no TSE pedido que questiona reajuste do Bolsa Família perto da eleição




O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será o relator de uma representação apresentada pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC) contra o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (17), a 17 dias das eleições.

Na ação, o parlamentar pede a suspensão da medida e questiona o momento escolhido pelo governo para anunciar o aumento. Segundo ele, a iniciativa pode interferir no equilíbrio da disputa eleitoral por alcançar quase 20 milhões de famílias.

O deputado fundamenta o pedido no artigo 73 da Lei das Eleições, que proíbe, em ano eleitoral, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios pela administração pública. A legislação, no entanto, ressalva programas sociais autorizados em lei e que já estejam em execução orçamentária no exercício anterior.

“A discussão não está relacionada ao direito das famílias que dependem do programa, mas ao uso de uma política pública de enorme alcance justamente às vésperas da escolha dos próximos representantes do país. Não estamos questionando o Bolsa Família. Estamos questionando o tamanho e o impacto dessa decisão”, afirmou Zé Trovão.

O reajuste anunciado pelo governo elevará o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691. Já o valor médio pago às famílias passará de R$ 675 para R$ 777. De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o percentual corresponde à recomposição da inflação acumulada, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Os novos valores começarão a ser pagos em outubro. A estimativa do governo é de um impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões ainda neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027. Para acomodar a despesa, o Executivo deverá ajustar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) encaminhado ao Congresso Nacional.

Caberá agora a André Mendonça analisar os argumentos apresentados na representação e decidir sobre o pedido de suspensão do reajuste.

09 setembro 2026

Gerp: Flávio tem 47% das intenções de voto no 2º turno; Lula, 40%




Divulgada nesta quarta-feira (9), a pesquisa eleitoral do instituto Gerp aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para as eleições de 2026.

O parlamentar aparece com 47% das intenções de voto contra 40% do petista. A diferença de sete pontos supera a margem de erro, que é de dois pontos percentuais. Os eleitores que declaram voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os indecisos que não sabem ou não responderam representam 3%.

A distância entre os dois candidatos na pesquisa divulgada nesta quarta-feira é a maior desde junho, quando Flávio e Lula estavam separados por seis pontos percentuais –45% e 39%, respectivamente.



Cenário de primeiro turno

A pesquisa também simulou um cenário de primeiro turno. Na estimulada – quando os nomes são apresentados -, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem em empate técnico. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem 42% contra 39% do presidente.

Na sequência, aparecem os seguintes candidatos:

Augusto Cury (Avante): 7%;
Ronaldo Caiado (PSD): 5%;
Renan Santos (Missão): 4%;
Pablo Marçal (PRTB): 2%;
Romeu Zema (Novo): 1%.

A pesquisa Gerp foi realizada entre os dias 3 e 8 de setembro, com 2.400 entrevistas em todo o país. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00251/2026.

31 agosto 2026

BTG/Nexus: Lula empata com Flávio Bolsonaro; Augusto Cury já é terceiro




O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) registrou forte crescimento na disputa pela Presidência da República e alcançou a terceira colocação, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31). O candidato passou de 2% para 11% das intenções de voto em uma semana.

As entrevistas foram realizadas entre sexta-feira (28) e domingo (30), após a participação de Cury na sabatina da TV Globo. O escritor também ganhou seguidores nas redes sociais depois do primeiro debate presidencial, promovido por Estadão e Band em 23 de agosto.

Apesar do avanço de Cury, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece na liderança do cenário de primeiro turno, com 39%. Na pesquisa anterior, divulgada em 24 de agosto, o petista aparecia com 41%. A variação está dentro da margem de erro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) ocupa a segunda colocação, com 33%, após registrar 37% na rodada anterior. Com isso, a vantagem de Lula sobre o candidato do PL aumentou de quatro para seis pontos percentuais.

Na sequência aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; o ativista Renan Santos (Missão), com 3%; e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 1%. Brancos e nulos somam 3%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam ou não responderam.

Em outro cenário de primeiro turno, o coach Pablo Marçal, declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, registra 3% das intenções de voto.

Na simulação de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro continuam tecnicamente empatados. O presidente aparece com 46%, contra 45% do senador, repetindo o resultado da pesquisa anterior. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheriam nenhum dos dois representam 8%, enquanto 1% não soube responder.

A Nexus entrevistou 2.005 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08900/2026.

25 agosto 2026

Quaest/TV Mirante: 54% preferem governador alinhado ao presidente Lula




A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) mostra que a maioria dos eleitores maranhenses prefere que o próximo governador do estado seja aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, 54% defendem esse alinhamento político.

Outros 25% afirmam preferir um governador independente, enquanto 16% querem que o próximo chefe do Executivo estadual seja aliado de Flávio Bolsonaro (PL). Não souberam ou não responderam 5% dos entrevistados.

O levantamento também mediu diretamente o peso eleitoral de um eventual apoio de Lula. Para 45% dos entrevistados, o apoio do presidente aumenta a chance de votar em determinado candidato ao Governo do Maranhão. Outros 30% afirmam que o apoio não altera sua decisão, enquanto 21% dizem que a manifestação de Lula diminui a possibilidade de voto no candidato. Outros 4% não souberam ou não responderam.

Os números são diferentes quando a Quaest questiona os eleitores sobre a influência de Flávio Bolsonaro. Apenas 17% afirmam que o apoio do candidato do PL à Presidência aumenta a chance de votar em um candidato ao Palácio dos Leões.

Para 35%, uma manifestação de apoio de Flávio não altera a decisão de voto. Já 43% afirmam que o apoio do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro diminui a chance de votar no candidato beneficiado. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Os dados indicam, portanto, maior potencial de transferência positiva de votos por parte de Lula no Maranhão. Enquanto o petista tem saldo positivo de 24 pontos percentuais entre os que dizem aumentar (45%) e diminuir (21%) a chance de voto, Flávio apresenta saldo negativo de 26 pontos: 17% dizem aumentar e 43%, diminuir.

A Quaest ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob os números MA-02558/2026 e BR-01389/2026.

23 agosto 2026

Renan usa fraldas geriátricas para ironizar ausência de Flávio e Lula em debate: 'dois fracassados'



O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) criticou neste domingo (23) a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) em entrevista coletiva antes do debate da TV Band, em São Paulo. Ao chegar ao evento, Renan levou duas fraldas geriátricas, uma com o nome de Lula e outra com o de Flávio, ambas escritas em vermelho, e usou o gesto para ironizar a decisão dos dois de não participar do encontro.

Em seguida, ao mostrar as fraldas, disse que os dois ausentes seriam “dois fracassados, dois criminosos, que fazem negócios com crime organizado”, acrescentando que a situação envolveria questões “que vão desde o Rio de Janeiro até o Banco Master”.
O candidato afirmou ainda que gostaria que Lula e Flávio estivessem presentes. “Eu queria que eles tivessem aqui, seria bem mais legal se eles estivessem aqui”, disse.

Renan também ironizou a ausência do candidato do Novo, Romeu Zema, que anunciou neste domingo que não participaria do debate. “Eu não lembrava que ele vinha ao debate”, afirmou.

Questionado sobre a candidatura de Pablo Marçal (PRTB) e sobre a possibilidade de o registro do influenciador ser aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Renan afirmou que Marçal foi colocado na disputa por Flávio Bolsonaro. “Marçal é só cara que o Flávio colocou para fazer barulho, e não lembrarem que ele está envolvido em corrupção”, disse.

Renan ainda criticou a ausência dos adversários ao defender que o debate eleitoral deveria ser centrado na apresentação de propostas. “Debate não é ter os puxa-sacos ao seu redor, debate é trazer as propostas”, afirmou.

22 agosto 2026

Datafolha: Lula tem 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

No cenário apresentado aos entrevistados, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%. A diferença de quatro pontos está dentro do limite da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Outros 9% dos eleitores afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois candidatos. Os indecisos representam 2% da amostra.

Encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, o levantamento é o primeiro divulgado pelo instituto após o início oficial da campanha eleitoral. Os números indicam uma disputa acirrada entre os dois candidatos que polarizam a corrida presidencial.

O Datafolha ouviu 2.058 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026.

21 agosto 2026

Prefeitura de São José de Ribamar entrega 500 registros de imóveis a moradores da Vila Sarney I




Na última quarta-feira (20), a Prefeitura de São José de Ribamar, liderada por Dr.Julinho (PODEMOS) ,por meio da Secretaria Municipal de Regularização Fundiária (SEMREF), realizou a entrega de aproximadamente 500 registros de propriedade a moradores da Vila Sarney I. O evento aconteceu no Liceu Ribamarense III e marcou um importante avanço no programa de regularização fundiária do município.

A ação integra o programa "Agora é Meu", que vem transformando a realidade de centenas de famílias ribamarenses ao assegurar oficialmente a posse dos imóveis e promover inclusão social e cidadania . A entrega dos registros representa a segurança jurídica definitiva para os moradores, que agora têm a propriedade reconhecida legalmente.

O prefeito Dr. Julinho destacou a importância da política de regularização fundiária para a população, enfatizando o impacto social da iniciativa. “Essa entrega representa muito mais que um pedaço de papel. É dignidade, é segurança, é a certeza de que as famílias de São José de Ribamar podem planejar o futuro com tranquilidade. Saber que seu lar é definitivamente seu, que pode ser passado para os filhos, que pode ser reformado com segurança jurídica. Essa é a nossa missão: trabalhar para que quem mais precisa tenha seus direitos garantidos”, enfatizou. 






A secretária da SEMREF, Paula Miranda, destacou a importância da iniciativa para a dignidade das famílias beneficiadas. “A regularização vai muito além do título de propriedade — é cidadania na prática”, afirmou a secretária, que tem liderado as ações do programa no município.

O morador José Carlos, um dos contemplados com o registro do imóvel, expressou sua emoção com a conquista. “Esse documento é a realização de um sonho. Depois de anos morando aqui, agora posso dizer que essa casa é realmente minha. É segurança para mim e para minha família”, celebrou.

A entrega dos 500 registros na Vila Sarney I reforça o compromisso da gestão municipal em avançar com a regularização fundiária em diversas regiões da cidade, garantindo que mais famílias tenham acesso à segurança jurídica e à dignidade que a posse definitiva de um imóvel proporciona.

05 agosto 2026

Quaest: vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro cai para cinco pontos




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% do senador Flávio Bolsonaro (PL), em um eventual segundo turno da eleição presidencial. Os números são da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5).

Em relação ao levantamento de 26 de julho, a vantagem de Lula sobre Flávio caiu de oito para cinco pontos percentuais. O presidente oscilou de 45% para 44%, enquanto o senador avançou de 37% para 39%. Os eleitores que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer somam 13%, e 4% estão indecisos.




No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 39%, ante 30% de Flávio Bolsonaro. Na rodada anterior, o petista tinha 40% e o parlamentar, 28%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 4% cada, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 2%.

Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Leonardo Avalanche (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Os indecisos representam 10%, enquanto 8% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam.

A Quaest também testou Lula contra outros possíveis adversários no segundo turno. Contra Romeu Zema, o presidente venceria por 46% a 34%. Em uma disputa com Ronaldo Caiado, o resultado seria de 45% a 37%. Diante de Renan Santos, Lula teria 45%, contra 35% do candidato do Missão.

A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026.

15 julho 2026

Quaest: vantagem de Lula é 8% para Flávio Bolsonaro num 2º Turno



Nesta quarta-feira (15), tivemos a divulgação de mais uma pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026.

No novo levantamento, o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem uma vantagem de 8% para o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 14%, e indecisos, 4%.

Vale ressaltar que a vantagem do petista, que era de seis pontos em junho, oscilou para cima dentro da margem de erro. No mês passado, Lula tinha 44% contra 38% de Flávio. Veja os números no gráfico acima.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores, entre os dias 10 a 13 de julho. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

11 julho 2026

Eliziane provoca Braide após adesão de Lahésio: “chapa bolsonarista”




Em publicação no X, na noite desta quinta-feira, a senadora Eliziane Gama (PT), pré-candidata à reeleição, alfinetou Eduardo Braide (PSD) após o anúncio de Lahésio Bonfim (Novo) como segundo nome ao Senado na chapa da oposição. “E a chapa bolsonarista para o Governo do Maranhão agora está completa”, escreveu.

A declaração ocorre meses após Eliziane deixar o PSD rumo ao PT, a convite do presidente Lula. A filiação foi definida depois da senadora concluir que não teria espaço no grupo de Braide para disputar a reeleição ao Senado.

09 julho 2026

Pedro Lucas confirma tratativas sobre Senado: ‘Na fase do diálogo’


O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) está muito próximo de ser confirmado como candidato ao Senado na chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB), ao lado do senador Weverton Rocha (PDT).

Em contato com o Blog, o próprio Pedro Lucas negou que a definição já tenha sido concluída, mas destacou que as conversas seguem em curso e as tratativas estão “ainda na fase do diálogo”.

Caso a indicação seja confirmada – o que pode acontecer aí da nesta semana -, Pedro Lucas ocuparia a segunda vaga ao Senado na chapa governista, que já conta com Orleans Brandão como pré-candidato ao Governo do Maranhão, Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos) como vice e Weverton Rocha (PDT) na disputa pela reeleição ao Senado.

Se concretizado, o movimento pode representar um revés e tanto para o também deputado federal André Fufuca (PP).

É que Progressistas e União Brasil fazerm parte da mesma federação atualmente, mas Fufuca é pré-candidato a senador ao lado de Eduardo Braide (PSD), para quem tentava levar a sigla, seu tempo de TV e o fundo eleitoral.

Se Pedro Lucas efetivamente entrar na disputa, essa articulação fica inviabilizada.

08 julho 2026

Operação 18 Minutos que mira prefeito Fred Campos segue em curso após inquérito ser enviado do STJ para o STF


A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de remeter ao Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito da Operação 18 Minutos não encerra as investigações que envolvem o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos. O procedimento permanece em andamento e caberá agora à Suprema Corte analisar a competência para conduzir o caso, que apura um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais no âmbito do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Fred Campos foi indiciado pela Polícia Federal em fevereiro de 2025 no curso das investigações. De acordo com os autos, ele é apontado como um dos investigados em um suposto esquema que teria envolvido magistrados, advogados e outros agentes, resultando na liberação de mais de R$ 17 milhões por meio de alvarás judiciais relacionados ao Banco do Nordeste. As acusações ainda serão submetidas à análise do Poder Judiciário, observando-se o devido processo legal e o direito à ampla defesa.

Embora a remessa do inquérito ao STF represente um avanço processual favorável à estratégia da defesa, a medida não altera o conteúdo das investigações. O caso continua ativo e as suspeitas levantadas pelos órgãos de investigação permanecem sob apuração.

Até o momento, não houve decisão que determine o arquivamento do procedimento, absolvição dos investigados ou reconhecimento de inocência. A mudança promovida pelo STJ limita-se à definição da instância responsável por analisar a continuidade do processo.

Enquanto as investigações seguem seu curso, Fred Campos permanece à frente da Prefeitura de Paço do Lumiar e mantém intensa atuação política. Nos últimos meses, ampliou sua articulação no cenário estadual, participando da construção de projetos eleitorais que envolvem integrantes de sua família, entre eles o lançamento do irmão como primeiro suplente em chapa ao Senado e a movimentação da esposa como pré-candidata à Assembleia Legislativa.

O encaminhamento do inquérito ao STF mantém viva uma das investigações de maior repercussão política e jurídica do Maranhão nos últimos anos, cuja condução e desdobramentos continuarão sendo acompanhados de perto pela sociedade e pelos órgãos de controle.

Real Time Big Data: Pesquisa aponta estagnação de Braide e crescimento de Orleans




Levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado nesta quarta-feira (8), mostra o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) na liderança da disputa pelo Governo do Maranhão. No cenário estimulado, Braide aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Orleans Brandão (MDB) soma 31%..

Na sequência, Roberto Rocha (Novo) e Felipe Camarão (PT) aparecem empatados com 9% das intenções de voto. Enilton Rodrigues (PSOL) registra 2%, enquanto André Luís (Missão) tem 1%. Os votos nulos e brancos somam 2%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa entre Braide e Orleans, o ex-prefeito venceria por 52% a 38%. Braide também superaria Felipe Camarão por 62% a 22% e Roberto Rocha por 58% a 25%.

Nos demais confrontos testados, Orleans Brandão derrotaria Felipe Camarão por 56% a 24% e Roberto Rocha por 52% a 30%, consolidando-se como o principal adversário de Braide na corrida eleitoral.

O levantamento avaliou ainda os índices de rejeição dos pré-candidatos. Roberto Rocha apresenta a maior rejeição, com 37% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. Orleans Brandão aparece com 28% de rejeição, enquanto Braide registra 30%. Em relação ao potencial de voto, 30% afirmam que votariam com certeza em Braide e 33% dizem que poderiam votar nele. No caso de Orleans, 18% afirmam que votariam com certeza e 35% declaram que poderiam apoiá-lo.

A pesquisa também mediu a avaliação do governo Carlos Brandão. Segundo o levantamento, 55% dos entrevistados aprovam a gestão estadual, enquanto 41% desaprovam. Quanto à avaliação, 35% classificam a administração como ótima ou boa, 33% como regular e 30% como ruim ou péssima.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 6 e 7 de julho em municípios maranhenses. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MA-04311/2026.

07 julho 2026

Disputa de 2026 vai renovar bancadas e reconfigurar forças políticas no MA




A corrida eleitoral de 2026 já movimenta os bastidores da política maranhense. Além da disputa pelo Governo do Estado e pelas duas vagas ao Senado, o pleito deve promover uma ampla renovação nas bancadas federal e estadual, redesenhando o equilíbrio de forças entre os principais grupos políticos.

Na Câmara dos Deputados, pelo menos seis dos 18 parlamentares maranhenses não devem disputar a reeleição. André Fufuca (PP) e Duarte Júnior (Avante) vão concorrer ao Senado. Detinha (PL) deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, enquanto Josimar Maranhãozinho (PL) e Pastor Gil ficam fora da disputa. Roseana Sarney (MDB), por sua vez, ainda avalia uma candidatura ao Senado na chapa governista.

Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) e Aluísio Mendes (Republicanos) também são cotados para disputar o Senado, abrindo novas vagas na bancada federal. Já Juscelino Filho, Marreca Filho, Amanda Gentil, Márcio Jerry, Fábio Macedo, Júnior Lourenço, Rubens Pereira Júnior, Josivaldo JP, Cleber Verde e Márcio Honaiser trabalham pela reeleição.

Assembleia também entra no jogo

A reconfiguração política deve atingir também a Assembleia Legislativa. Lideranças como Erlanio Xavier, Fernando Braide, Othelino Neto, Iracema Vale, Fabiana Vilar e Larissa DP aparecem entre os nomes cotados para disputar vagas na Câmara Federal, enquanto outros parlamentares podem migrar para a ALEMA, alterando a composição da Casa.

Reflexos em São Luís

As movimentações também começam a redesenhar o cenário da Câmara Municipal de São Luís. Com a provável saída de Detinha da Câmara dos Deputados, o vereador Aldir Júnior surge como um dos principais nomes do PL para disputar uma vaga na Câmara Federal, em um movimento de sucessão dentro do grupo político. Já a vereadora Professora Magnólia deixa o Legislativo municipal para concorrer a uma cadeira na Alema.

Chapas em formação

Enquanto as disputas proporcionais ganham força, os grupos aceleram a montagem das chapas majoritárias. Orleans Brandão (MDB) já confirmou Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos) como vice e tem Weverton Rocha (PDT) como primeiro nome ao Senado. Na oposição, Eduardo Braide (PSD) definiu Elaine dos Pneus para a vice e apoia André Fufuca ao Senado.

Já PT, PSOL e Novo ainda trabalham para concluir suas composições. No Novo, Lahesio Bonfim concentrou seu projeto na disputa pelo Senado, onde também se apresenta o ex-senador Roberto Rocha.

Com as convenções partidárias se aproximando, a tendência é de que as eleições de 2026 promovam uma ampla renovação política, redefinindo as bancadas federal e estadual e reconfigurando o cenário de poder no Maranhão.

06 julho 2026

Lula troca equipe do Planalto para reforçar pré-campanha


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou mudanças na equipe do Palácio do Planalto para reforçar a estrutura da pré-campanha à reeleição. As alterações atingem principalmente a área de comunicação e ocorrem às vésperas do início do defeso eleitoral, período em que ficam restritas ações de publicidade institucional do governo.

Uma das principais mudanças previstas para esta segunda-feira (6) é a exoneração do fotógrafo Ricardo Stuckert, atual secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência da República. Há 23 anos ao lado de Lula, ele passará a coordenar as redes sociais da campanha do presidente em conjunto com Nicole Briones, responsável pela estratégia digital do PT.

Mudanças na comunicação

Além de Stuckert, o governo fará alterações na Secretaria de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social (Secom).

Os assessores Raquel Sepúlveda, Gustavo Couto e Gilberto Santos serão exonerados nos próximos dias para integrar a equipe responsável pelo atendimento à imprensa durante a campanha de Lula.

As mudanças ocorrem em um momento em que o presidente intensificou agendas nos estados para divulgar ações e entregas do governo antes do início das restrições previstas pela legislação eleitoral.

Defeso eleitoral

A partir deste sábado (4), começa o período de defeso eleitoral, durante o qual ficam suspensas campanhas de publicidade institucional e cerimônias de anúncios do governo até 25 de outubro.

Com a redução dos compromissos oficiais, a expectativa é que Lula passe a dedicar parte da agenda às reuniões com a equipe responsável pela campanha.

Campanha começa em agosto

A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto. A partir dessa data, os candidatos poderão realizar propaganda eleitoral nas ruas e na internet, apresentando propostas, realizações, trajetória política e mensagens aos eleitores.