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09 maio 2026

Braide volta a recorrer à Veritá para tentar ludibriar a população


Sem conseguir transformar sua pré-candidatura em crescimento político real, Eduardo Braide voltou a apostar em um velho expediente: o uso de pesquisas contestadas para tentar criar uma sensação artificial de favoritismo. Desta vez, mais uma vez, entrou em cena o Instituto Veritá, conhecido por levantamentos que frequentemente geram desconfiança e questionamentos nos bastidores da política maranhense.

A pesquisa divulgada hoje por Braide apresenta um cenário completamente diferente das demais medições conhecidas, tentando vender ao eleitor a ideia de uma liderança folgada e até de vitória em primeiro turno. O problema é que os números destoam da realidade observada nas ruas, onde o ex-prefeito segue enfrentando dificuldades para construir alianças, ampliar apoios e ganhar musculatura no interior do estado.

Nos bastidores, a avaliação é de que a estratégia tenta influenciar a opinião pública pelo efeito psicológico da “candidatura imbatível”. A aposta seria criar artificialmente um clima de favoritismo para atrair apoios políticos e confundir parte do eleitorado maranhense.

Mas a repetição da fórmula começa a produzir o efeito contrário. Em vez de consolidar credibilidade, o uso insistente de pesquisas cercadas de desconfiança reforça a percepção de que Braide tenta compensar na propaganda aquilo que ainda não conseguiu conquistar na política real.

08 maio 2026

Orleans ultrapassa Braide e lidera disputa pelo Governo com 41,27%, atesta pesquisa


Contratado pelo Grupo do Jornal Pequeno, o Instituto Inop divulgou, nesta sexta-feira, 8, pesquisa de intenção de voto para o Governo do Maranhão, tendo mensurado também a preferência do eleitorado em relação ao Senado.

Pré-candidato pelo MDB, Orleans Brandão, ex-secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, lidera com 41,27%, já tendo ultrapassado o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que marcou 38,60% no cenário estimulado – aquele no qual são apresentados aos entrevistados os nomes dos postulantes.

Em terceiro lugar está o pré-candidato do Novo, Lahesio Bonfim, com 10,39%.

O vice-governador Felipe Camarão (PT) aparece em último lugar, com 4,17%.

Não souberam ou não opinaram 4,57% e 1% nenhum deles.

Se comparado com o primeiro levantamento do Instituto, divulgado em março,, Orleans cresceu 4%.


Espontâneo – No cenário espontâneo – aquele no qual não são apresentados os nomes dos pré-candidatos, Braide e Orleans estão empatados com 26,39% e 25,75%, respectivamente.

Lahesio marcou 5,14% e Camarão 1,97%.

Os demais citados não chegaram a 1%.

Aprovação – O levantamento também avaliou o nível de aprovação do governador Carlos Brandão (sem partido), apoiador de Orleans.

59,13% disseram aprova-lo; 33,11% desaprova; 7,76% não respondeu ou não opinou.


A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número MA-06910/2026. Tem margem de erro de 3,03%, para mais ou para menos, e nível de confiabilidade de 95%.

Foram ouvidas 2.588 pessoas no intervalo compreendido entre os dias 24 de abril a 02 de maio.

06 maio 2026

Em encontro do PRD, Júnior Marreca critica desprezo de Braide pela classe política


O presidente regional do PRD, Júnior Marreca – secretário de Indústria e Comércio do governo Brandão (Sem partido) fez um alerta nesta segunda-feira, 4, aos pré-candidatos do partido a deputado federal e estadual. Mesmo0 sem citar nomes, a fala de marreca foi direcionada ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).

“É preciso ter cuidado com candidatos ao governo que têm desprezo pela classe política, candidatos que não gostam de político. Eles são a negação da política”, disse o secretário.

O PRD terá 19 pré-candidatos a deputado federal e 27 pré-candidatos a deputado estadual;

Entre os nomes do partido estão o deptuado federal Marreca Filho e o estadual Dr. Yglésio.

A preocupação de Júnior Marreca tem sido levantada também por outros líderes políticos Maranhão a fora; este blog Marco Aurélio d’Eça também já abordou o tema, na postagem “Adversários já exploram temor que a classe política tem de Braide…”.

O ex-prefeito, no entanto, tem recebido a adesão de inúmeros prefeitos, ex-prefeitos, vice-prefeitos e lideranças políticas de diversas regiões do estado

De uma forma ou de outra, a relação de Braide com os políticos será tema da campanha eleitoral.

22 abril 2026

Lahésio diz que recebeu oferta de dinheiro para desistir da eleição


Em entrevista a uma TV web do Piauí, nesta terça-feira, o pré-candidato a governador do Maranhão, Lahésio Bonfim (Novo), afirmou ter recebido propostas financeiras para renunciar à disputa ao Palácio dos Leões e concorrer a uma vaga na Câmara Federal. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes também acusou o grupo político do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), de tentar inviabilizar sua candidatura ao governo estadual.

“Me ofereceram dinheiro para ser candidato a deputado federal (…) Eles fizeram mesmo foi humilhar”, afirmou Lahésio, que garantiu ter como provar as acusações.

O pré-candidato criticou a postura do grupo adversário, que, segundo ele, optou pelo confronto em vez do diálogo. “Eles poderiam muito bem ter chamado pro diálogo, aberto as portas, dito ‘olha, estamos te oferecendo aqui uma vaga de vice, de senador, escolham qual a chapa para nos derrotar o sistema’, mas eles não querem derrotar o sistema, eles querem se unir ao sistema”, disse.

Lahésio também interpretou a escolha da empresária Elaine dos Pneus como vice na chapa de Braide como um sinal deliberado de exclusão. “A primeira porta que eles fecharam foi a de vice, que era pra mostrar: ‘olha, nós não queremos papo, não. Nós vamos é aniquilar ele’”, afirmou.

O pré-candidato bolsonarista ainda fez referência à influência do ministro do STF Flávio Dino no campo político adversário. “Eles vão tentar de toda a forma aniquilar para ganharem sozinho, mais o dinismo, mais a turma do Dino”, concluiu Lahésio, segundo colocado na disputa ao governo estadual em 2022.

21 abril 2026

Lahesio marca posição à direita e cutuca Braide: “não se compromete”


Mantendo a pré-candidatura ao Palácio dos Leões, o ex-prefeito Lahesio Bonfim reafirmou nesta segunda-feira (20) seu posicionamento ideológico à direita e fez críticas indiretas a adversários que evitam se declarar no espectro político. Sem citar nomes, a fala foi interpretada como um recado ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, também pré-candidato ao Palácio dos Leões.

“Ao te perguntar se tu é direita ou esquerda, tu sai pela tangente. Tu diz: ‘eu estou do lado do povo’. Não se compromete”, declarou ao simular os conselhos de um hipotético marqueteiro político.

Bonfim afirmou que sempre irá se “posicionar a favor daqueles que querem transformar”. “Eu sou de direita”, ratificou.

Em postagem anterior, Lahesio republicou um vídeo do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, afirmando que “o Brasil terá uma nova oportunidade em 2026 e o Maranhão também”. (Marrapá)

20 abril 2026

Braide deixa claro que não irá pedir voto para Lula e Bolsonaro


O ex-prefeito Eduardo Braide, pré-candidato ao Governo pelo PSD, voltou a negar o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), principais postulantes ao comando do Palácio do Planalto a partir do ano que vem.

Em agenda na cidade de Coroatá, no fim de semana, Braide foi questionado, em entrevista à imprensa, sobre qual será o seu posicionamento em relação ao pleito presidencial.

E fez questão de dar de ombros para o petista e o liberal.

“A linha que eu sempre tive como político. Sempre disse que o meu padrinho político é o povo do Maranhão”, resumiu.

Apesar de buscar apoio dos campos da direita e da esquerda, tendo uma bolsonarista como pré-candidata e vice-governadora, Braide não irá colar a sua imagem em nenhum dos presidenciáveis, mesmo querendo obter qualquer tipo de benesses advindas de ambos.

Em março, quando ainda não admitia a pré-candidatura, o então prefeito, ao ser questionado pelo editor do Blog sobre o assunto, afirmou não ser nem de esquerda e nem de direita.

16 abril 2026

Liderança de ITZ, ex-juíza critica escolha de empresária vice de Braide


A ex-juíza, advogada e liderança política de Imperatriz Graça Carvalho manifestou-se publicamente sobre a recente movimentação na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD).

Em vídeo divulgado em seu perfil no Instagram, ela lamentou a escolha da empresária Elaine Carneiro (PSD) para a vaga de vice-prefeita.

​A principal crítica de Graça Carvalho reside na suposta ausência de histórico público da candidata escolhida. Segundo a advogada, a escolha recaiu sobre alguém sem “vivência comunitária” ou “serviços prestados ao povo”.

“A gente só tem a lamentar que a escolha tenha se dado sobre alguém que não tenha vivência comunitária, que não tenha serviços prestados ao povo”, afirmou Carvalho no vídeo.

Com informações do Blog Gilberto Leda

14 abril 2026

Pré-candidato à Presidência chama Coroadinho de pedaço do inferno e detona Braide


Pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), protagonizou mais uma polêmica no Maranhão nesta última segunda-feira, 13.

No Coroadinho, ele gravou imagens, divulgadas nas redes sociais, mostrando um lixão a céu aberto instalado na entrada de um dos maiores bairros de São Luís.

Ao abordar o problema, que, de fato, deveria ter sido solucionado pela Prefeitura, Santos classificou a localidade como pedaço do inferno e detonou a inércia de Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito da capital e que renunciou ao mandato recentemente, depois de seis anos, para poder se colocar como apto na disputa pelo comando do Governo do Estado.

“Eu não vou romantizar esse pedaço do inferno. Braide, o prefeito [ex-prefeito] de São Luís, quer ser governador do estado do Maranhão. E se desgraça pouca não é bobagem ele entrega isso aqui: uma das piores favelas do Brasil, lixo jogado no meio da rua, cachorro morto, cheiro de morte”, disse.

Ele ainda citou outros problemas relacionados ao envolvimento de jovens com o crime e presença de facções.

“Mas o prefeito [ex-prefeito] foca obviamente em fazer grandes festas e manter a coisa como está”, completou.

A fala de Renan Santos sobre o bairro ludovicense, vale destacar, foi repudiada pelos vereadores Nato Júnior (PSB) e Daniel Oliveira (PSD), que detém base eleitoral no mesmo.

A prefeita Esmênia Miranda (PSD) ainda não se manifestou sobre o episódio, assim como o próprio Eduardo Braide.

O pré-candidato ao Palácio do Planalto já visitou outras cidades maranhenses, como Imperatriz, Santa Inês e Marajá do Sena.

Consignados: Prefeitura de São Luís rompe contrato com o Banco Master


A Prefeitura de São Luís rescindiu unilateralmente o credenciamento com o Banco Master para a realização de descontos em folha de pagamento de servidores municipais, referentes a empréstimos consignados. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município na última sexta-feira (10).

De acordo com o ato administrativo, a medida foi formalizada pela Secretaria Municipal de Administração (Semad) e tem efeitos retroativos a dezembro de 2025. Entre as justificativas apresentadas está a perda da autorização de funcionamento da instituição financeira.

O controlador do banco, Daniel Vorcaro, está no centro de investigações e chegou a ser preso no âmbito de uma operação que apura suspeitas de irregularidades no sistema financeiro nacional.

Com a rescisão, o município encerra a relação institucional com o banco no âmbito dos contratos de crédito consignado, modalidade amplamente utilizada por servidores públicos para obtenção de empréstimos com desconto direto em folha.

09 abril 2026

Professores paralisam atividades e pressionam Esmênia por diálogo e direitos negligenciados por Braide


A manhã desta quarta-feira (8) foi marcada por um forte movimento de mobilização na porta da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Professores da rede pública municipal, convocados pelo Sindeducação, cruzaram os braços em uma paralisação de advertência para cobrar uma postura diferente da nova administração municipal, agora sob o comando da prefeita Esmênia Miranda.

O estopim para a mobilização de hoje é uma nova orientação da Semed sobre o cumprimento do 1/3 de Hora Atividade. O sindicato exige que a lei seja cumprida integralmente, mas denuncia que a implementação está sendo feita sem o devido debate com os profissionais.

Os professores destacam três pontos críticos:

Estrutura precária: Muitas escolas da rede não possuem salas de professores adequadas, internet ou recursos básicos para que o planejamento pedagógico seja feito dentro da unidade.

Direito à formação: A categoria reforça que esse tempo não é apenas para correção de provas, mas um direito garantido para a formação continuada, cursos e capacitações que impactam diretamente na qualidade do ensino.

Debate democrático: O Sindeducação afirma que qualquer mudança na rotina de trabalho precisa ser discutida com quem está no chão da escola, e não imposta via memorandos.

O protesto acontece em um momento de transição e expectativa. Após seis anos de uma gestão anterior marcada pelo isolamento e pela falta de diálogo com as categorias dos servidores, a chegada de Esmênia — que também é educadora — levanta um questionamento : será que, finalmente, a Prefeitura terá uma postura mais sensível às pautas da educação?

08 abril 2026

Rubens é enquadrado pela Direção Nacional do PT ao defender aliança com Braide


O deputado federal Rubens Júnior terminou enquadrado pelo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, ao insistir na aliança com Eduardo Braide (PSD) durante reunião da Executiva Nacional nesta terça-feira.

Segundo fontes do Maranhão em Brasília, o parlamentar teria defendido a composição com o ex-prefeito de São Luís, pré-candidato à sucessão no Palácio dos Leões, no encontro que tratou da definição das estratégias para os palanques estaduais.

A reação foi imediata. Edinho criticou os posicionamentos de Braide e rechaçou qualquer aproximação. Na discussão, teria se referido ao pessedista com termos associados à direita, como “fascista”, entre outras expressões.

Na avaliação de quem presenciou o entrevero, o episódio reforçou a inviabilidade de qualquer aliança com Braide e justificou a decisão nacional de priorizar a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), apesar das pressões supremas e do lobby comunossocialista em favor do opositor do governador Carlos Brandão.

Orleans inicia pré-campanha na capital, Braide no interior


Os dois pré-candidatos ao Governo do Maranhão que aparecem na frente das pesquisas, iniciaram a semana se movimentando em sentido exatamente inverso.

O pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, tem realizado eventos na capital maranhense, justamente onde seu principal opositor, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), é muito forte.

Orleans realizou uma reunião no Bairro de Fátima e deve realizar novos encontros na capital, apostando muito na força dos vereadores de São Luís, uma vez que a maioria do parlamento municipal deve apoiar o emedebista nas eleições de 2026.

Já Eduardo Braide vai fazendo o caminho inverso. Com boa popularidade na capital, onde administrou por cinco anos e três meses, o pré-candidato do PSD tem realizado eventos no interior maranhense, onde ainda não é tão conhecido como é em São Luís.

Braide começou inclusive pela segunda maior cidade do Maranhão, Imperatriz, mas deve percorrer nos próximos dias outras cidades da Região Tocantina.

Óbvio que são movimentações iniciais apenas, mas essa pode ser uma tendência a ser adotada pelos dois nomes que despontam, neste momento, na disputa pelo Governo do Maranhão.

07 abril 2026

“A montanha pariu um rato”, diz deputado sobre anúncio de Braide ao Governo


O deputado estadual Antônio Pereira criticou nesta terça-feira (7) o anúncio de pré-candidatura ao Governo do Maranhão feito pelo ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, Segundo o parlamentar, havia grande expectativa sobre o posicionamento do ex-gestor. “A montanha pariu um rato”, sintetizou.

Na avaliação de Pereira, o discurso apresentado não trouxe detalhamento de propostas. “Foi um anúncio vazio, sem conteúdo”, afirmou. O deputado reconheceu a gestão de Braide na capital, mas disse que esperava um plano mais claro, especialmente nas áreas de saúde e educação.

O parlamentar observou ainda que existem diferenças entre administrar a capital e governar todo o estado. “Uma coisa é você fazer a gestão de São Luís, que talvez não dê um raio de 20 km na Grande Ilha. Outra coisa é você trabalhar num raio de mil quilômetros, como tem distâncias maiores de São Luís para outros municípios”, analisou Antônio.

06 abril 2026

Prefeito nega apoio a Braide e denuncia uso de deepfake em campanha

O prefeito de Morros (MA), Paraíba, afirmou publicamente que não apoia o candidato Eduardo Braide e denunciou o uso indevido de sua imagem em uma imagem manipulada que circula nas redes sociais.

Segundo o gestor, o conteúdo utiliza tecnologia de deepfake para simular um apoio político que nunca existiu. Em declaração, ele foi direto ao rebater a peça: “Eu voto no Orleans, eu tô com Brandão.”

O prefeito reforçou que seu posicionamento político é de apoio ao grupo liderado pelo governador Carlos Brandão e ao candidato Orleans, e classificou como grave a tentativa de vincular sua imagem a outro projeto político por meio de manipulação digital.


01 abril 2026

Análise: o risco de exportar o isolamento de Braide para o Estado


Eduardo Braide finalmente desceu do muro e anunciou o que todos já sabiam: quer o Palácio dos Leões. Mas o anúncio levanta uma questão que não cabe em um filtro de rede social: se Braide não conseguiu dialogar com 31 vereadores em São Luís, como pretende governar um estado com 217 municípios e uma Assembleia Legislativa que não aceita monólogos?

Vamos aos fatos…

Um “Secretariado de Enfeite”

A gestão Braide na capital virou um laboratório de instabilidade. O exemplo mais evidente está na condução da SMTT: sete secretários em pouco mais de cinco anos. Longe de indicar dinamismo, a sequência de trocas expõe um padrão de substituições recorrentes, quase sempre às vésperas de crises já delineadas — como se a mudança de comando pudesse, por si só, conter problemas estruturais. Some-se a isso a Secretaria Municipal de Comunicação, que há mais de um ano segue sem titular, evidenciando um prefeito que centraliza e asfixia quem “ousa” chefiar a pasta.

O Governo da Judicialização

Braide tem adotado uma estratégia perigosa: quando o diálogo falha — e ele falha quase sempre por falta de iniciativa do prefeito — a solução é correr para o Judiciário. O problema é que, enquanto o prefeito se ancora em liminares, a população amarga as consequências. Foram 11 greves de rodoviários em sua gestão. Enquanto ele briga nos tribunais, o trabalhador fica na parada.

No âmbito estadual, o litígio constante paralisaria o Maranhão. Prova disso é que, em todos os episódios de greve, o sistema semiurbano — sob responsabilidade do Estado — garantiu a continuidade do serviço. O Governo sempre se fez presente com seu corpo técnico, priorizando a negociação direta para resolver impasses, ao contrário do Município, que frequentemente depende de “canetadas” judiciais para solucionar conflitos.

A falta de diálogo tem preço, e quem paga é o contribuinte. O isolamento de Braide gerou o imbróglio dos R$ 19 milhões gastos com o aplicativo 99 — um montante drenado do tesouro municipal porque o prefeito não soube (ou não quis) sentar à mesa com as categorias e o legislativo para construir uma solução real.

Egocentrismo vs. Representatividade

A democracia é, por definição, um exercício de polifonia, jamais um monólogo autárquico. Ao longo de seis anos, Eduardo Braide cultivou um hermetismo institucional que não apenas ignora a liturgia do cargo, mas atropela a legitimidade de vereadores e representantes eleitos pelo voto popular. Esse egocentrismo político, que sobreviveu nos limites da capital sob o oxigênio das redes sociais, é quimicamente incompatível com o ecossistema estadual.

O Maranhão é um mosaico de forças centrífugas; tentar submeter 217 municípios ao isolamento de um gabinete é condenar o estado a um imobilismo anacrônico, onde a paralisia administrativa é o preço cobrado pela ausência de diálogo.

Se Eduardo Braide transformou a relação com a Câmara de São Luís em um campo de batalha jurídico, o que ele fará com a Assembleia Legislativa? O Maranhão aguenta um governador que governa de costas para os outros representantes do povo? São questões que precisam ser avaliadas pelo eleitorado.

31 março 2026

Márcio Jerry “saúda” Braide, mas já o tratou como ‘farsante’ e ‘mentiroso’


O deputado federal Márcio Jerry publicou nesta terça-feira (31) uma mensagem em que “saúda” o prefeito Eduardo Braide pelo anúncio de pré-candidatura ao Governo do Maranhão. As redes sociais, no entanto, resgataram textos inteiros assinados pelo presidente estadual do PCdoB em que ele se referia a Braide com outros termos.

Em artigos publicados em meio à disputa pela Prefeitura de São Luís, em 2020, Jerry classificou Braide como “farsante” e criticou sua atuação política. “Quem omite, também mente. […] Mas é isto que faz Braide”, escreveu. Em outro momento, asseverou que Braide seria “cinicamente mentiroso”.

Em outro momento, Jerry afirmara que Braide “é a personificação da velha política”, em discurso frontalmente oposto ao de agora, quando busca a aliança de ocasião na disputa ao Palácio dos Leões.

Confira os artigos aqui, aqui e aqui

30 março 2026

Semana de definições: atenções estão voltadas para os palácios dos Leões e La Ravardiere


A semana promete forte movimentação nos bastidores da política local, com todas as atenções voltadas para o governador Carlos Brandão (sem partido) e para o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD). O primeiro já teria tomada posição de permanecer até o final do mandato para tentar fazer seu sucessor o sobrinho Orleans Brandão (MDB), mas corre o risco de ser afastado do cargos e ter que entregar o comando do estado para o vice-governador Felipe Camarão (PT).

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, relator do processo que pede o afastamento de Brandão por suposta desobediência a decisões judiciais, aguarda parecer da Procuradoria Geral da República sobre pedido de afastamento de Brandão para tomar sua decisão. O clima é de expectativa, pois dependendo do que for decidido poderá mudar radicalmente o cenário sucessório. A defesa do governador nega que ele tenha descumprido determinação do STF sobre nepotismo.

Aliados de Carlos Brandão acreditam que o STF não dispõe de elementos para afastá-lo do mandato e afirmam nos bastidores que ele ficará no cargo para comandar a campanha de Orleans, mas seus adversários estão esperançosos sobre a possibilidade do afastamento e torcem para vê-lo longe do comando do estado e a consequente ascensão de Felipe Camarão. A destino de Brandão está nas mãos de Alexandre de Moraes, amigo do ex-governador, ministro do STF e hoje adversário, Flávio Dino.

Enquanto o governador enfrenta problemas com a justiça e aguarda com expectativa o resultado da manifestação da PGR sobre seu pedido de afastamento solicitado pelo PCdoB, o prefeito Eduardo Braide acelerou o ritmo de entregas em São Luís, com inauguração de creches, unidades de saúde e obras viárias, principalmente em bairros da periferia e movimentos na prefeitura indicam que ele começa esvaziar as gavetas para entregar o comanda da capital para a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD).

Braide tem até o dia 4 de abril para decidir se concorrerá ou não ao governo do estado. O prazo está esgotando, esta semana, portanto, será definitiva para ele se manifestar, pois até o momento, apesar de liderar todas as pesquisas, mantém silêncio sobre seu futuro político; seus movimentos nos últimos dias, no entanto, indiquem que será candidato.

Sábado de Aleluia, tudo indica, o Maranhão deverá ter uma avaliação mais real sobre o cenário para as eleições de outubro, com o provável fico de Brandão e o adeus de Braide à gestão municipal.

23 março 2026

Denúncia contra Felipe pode inviabilizar palanque com Braide



A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão contra o vice-governador Felipe Camarão pode inviabilizar uma possível aliança com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, nas eleições deste ano. Quarto colocado nas pesquisas para o Governo do Estado, o petista vinha ensaiando disputar o Senado com o apoio de Braide, que lidera os levantamentos de intenção de voto ao Palácio dos Leões. A movimentação, patrocinada pelos comunossocialistas que cercam o petista, tentava reposicionar o dinismo no estado, mas sofreu forte impacto após a repercussão nacional do caso.

A aproximação esbarrou nas denúncias reveladas no último fim de semana, que apontam a existência de um suposto esquema de movimentações financeiras atípicas envolvendo o vice-governador.

De acordo com a representação assinada pelo procurador-geral Danilo José de Castro Ferreira, há indícios de uso de terceiros, incluindo policiais militares ligados ao Gabinete Militar, para operar recursos milionários. O relatório cita mais de 1.085 transferências via Pix, R$ 360 mil em operações fracionadas para dificultar rastreamento e a aquisição de imóveis de alto padrão, avaliados em cerca de R$ 4,7 milhões, sem vínculo direto formal com Camarão, além de pagamentos de despesas pessoais e indícios de utilização de interpostas pessoas para ocultação de valores.

Nos bastidores, o episódio já é comparado ao chamado “carro do milhão”, envolvendo um familiar de Braide durante a pré-campanha de 2024. Na ocasião, o caso não ganhou tração suficiente para afetar o desempenho eleitoral do prefeito, que venceu ainda no primeiro turno. A avaliação agora, porém, é diferente. Aliados consideram que a denúncia atual tem maior consistência e potencial de desgaste, sendo vista como mais robusta e agressiva, o que pode comprometer de vez a construção de um palanque conjunto e aprofundar o isolamento político de Camarão.

Braide continua em silêncio sobre candidatura ao Governo


Líder nas pesquisas para o governo do estado, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), continua em silêncio, o que só aumenta as especulações sobre sua participação na corrida ao Palácio dos Leões em outubro próximo. Faltando apenas dez dias para esgotar o prazo da desincompatibilização para quem ocupa cargo público e vai disputar a eleição, o chefe do Executivo municipal permanece sendo uma incógnita.

Pelo Brasil a afora, governadores começaram a entregar seus cargos. Os mandatários de Minas Gerais, Romeu Zema, e do Rio de Janeiro Claudio Castro já passaram os comados dos seus estados para os vices e outros tantos chefes de Executivos estaduais e municipais estão desocupando as gavetas dos seus gabinetes e se preparando para disputar mandatos, Eduardo Braide mantém em segredo sua decisão sobre candidatura a governador.

Nos bastidores existem apostas se ele estaria disposto a abrir mão de comandar um orçamento gigantesco como o da Prefeitura de São Luís para se aventurar numa corrida onde seu principal adversário Orleans Brandão (MDB) conta com a força política de quatorze partidos, da máquina estaduais e de um governador bem avaliado que vai comandar pessoalmente a campanha do sobrinho e secretário de Assuntos Municipalistas.

No dia 06 de março, por exemplo, o deputado estadual Zé Inácio (PT), em postagem na plataforma X (ex-Twitter) disse: “candidatura¿ Só acredito vendo a renúncia publicada no Diário Oficial na Sexta-feira Santa”. Segundo Zé Inácio, o prefeito de São Luís teria conhecimento de pesquisas qualitativas que o desestimularia a lanças sua candidatura ao governo. O parlamentar sugere que os números seriam negativos a Braide.

Na contra mão da avaliação do deputado do PT, uma vozes do partido a defender aliança com o grupo do governador Carlos Brandão e apoio a Orleans, mesmo o partido tendo como pré-candidato o vice-governador Felipe Camarão, aliados do prefeitos dão como certa sua candidatura e afirmam que será anunciada no tempo certo, ou seja, início de abril, ou até mesmo na véspera de encerrar o prazo para desincompatibilização, dia 3 de abril.

Diante da incerteza, é fato que até o momento, existem apenas duas candidaturas ao governo confirmadas por seus respectivos partidos: Orleans pelo MDB, partido que ele preside e já fez o pré-lançamento de sua candidatura dia 14 de março, e Lahesio Bonfim pelo Novo. O vice-governador Felipe Camarão enfrenta resistência interna no PT e ainda não tem garantia de será o representante do partido. Já Braide continua gerando expectativas, mas as apostas nos bastidores da sucessão é que estaria disposto a enfrentar o desafio das urnas em outubro.

As pesquisas de momento, antes de começar a corrida pra valer, são amplamente favoráveis ao prefeito de São Luís, mas a força dos leões que protegem o palácio não deve ser desprezada. Numa eleição que já começa polarizada, tudo pode acontecer, inclusive o receio de Braide ser candidato, isto é, trocar o certo pelo duvidoso.

19 março 2026

Direção nacional do PT já admite mais de um palanque para Lula no MA


O cenário nacional com dificuldades claras para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a sobrevivência de petistas do Maranhão chamados de orgânicos são pontos que estão sendo considerados pela direção nacional do PT para definições de rumos do partido no estado. Os dirigentes nacionais já ligaram para os petistas locais para dizer qual deve ser o rumo do partido que deve ser “irrestritamente” o melhor para o objetivo maior da legenda que é a reeleição de Lula.

Internamente, neste momento, o PT maranhense aguarda prazos para finalmente empossar o diretório e a executiva estaduais. Com isso, será possível fazer o encontro de táticas do partido no Maranhão. Vale lembrar que o encontro de tática é o momento que os petistas definem qual tese seguirão na disputa eleitoral deste ano.

Esse momento é necessário para que os dirigentes nacionais do PT possam vir ao Maranhão já para bater martelos.

Por enquanto, Gleisi Hoffmann (ministro de Relações Institucionais), Edinho Silva (presidente nacional do PT) e Zé Dirceu (homem forte de Lula e dirigente nacional petista) já disseram que o caminho é o presidente ter vários palanques no Maranhão.

Tanto Edinho quanto Dirceu repetiram este discurso no último domingo. Edinho para petistas maranhenses e Dirceu para agentes políticos do Maranhão.

E o que convenceu o PT a recuar da ideia de ou une todo mundo ou o MDB não terá apoio do PT no Maranhão? Dois fatores têm sido decisivo para a situação.

O primeiro diz respeito as dificuldades que estão se mostrado a cada pesquisa em relação a reeleição do presidente Lula. Para a direção nacional, os esforços devem se concentrar no objetivo principal do partido mesmo que sacrifícios estaduais precisam ser feitos.

Na prática, nenhum apoio deve ser dispensado nos estados em que há divergências e, por isso, a questão de “mais de um palanque” no Maranhão. Ou seja, quem quiser apoiar será muito bem recebido. O que deve ocorrer, se assim o cenário se consolidar, é a neutralidade do presidente Lula.

O segundo fator foi a questão da sobrevivência dos chamados petistas orgânicos do partido no Maranhão. Nomes como Zé Inácio, Zé Carlos, Washington Oliveira e tantos outros históricos do PT afirmam que a aliança da sigla com outro campo oposto ao governista representa a "morte" da possibilidade de eleição de quaisquer dos petistas históricos deixando em vantagem “quem acabou de chegar no PT”.

Esse argumento foi ouvido com muita atenção principalmente por Zé Dirceu e, a partir daí, já visto mais de perto por Edinho Silva.

O fato é que os petistas já estão avisados desta possibilidade e isso pode se consolidar logo após a posse da direção estadual que deve ocorrer no fim de março ou ainda na primera semana de abril.