O que era para ser mais um ato institucional de entrega de obra pública terminou expondo, mais uma vez, um traço recorrente da gestão municipal. Durante a inauguração de uma praça no bairro Residencial Paraíso, na noite desta quarta-feira (4), o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ignorou mães de crianças com microcefalia que cobravam ações prometidas pela Prefeitura e nunca efetivadas.
As mulheres tentaram dialogar com o prefeito e questionaram sobre uma reunião já anunciada pela gestão, mas que jamais saiu do papel. Diante da cobrança direta, Braide evitou responder, desconversou e orientou que as mães procurassem um secretário municipal. A resposta causou indignação imediata, já que, segundo elas, a tentativa de contato com a Secretaria responsável já havia sido feita diversas vezes, sem qualquer retorno.
Sem apresentar soluções, prazos ou sequer demonstrar disposição para ouvir as demandas, o prefeito se mostrou visivelmente irritado com o confronto, encerrou a conversa de forma abrupta e deixou o local, abandonando o evento.
O episódio, registrado em vídeo e amplamente compartilhado nas redes sociais, reforça críticas frequentes feitas ao chefe do Executivo municipal: a dificuldade em lidar com cobranças públicas e a postura distante diante de pautas sociais sensíveis. Para muitos, o comportamento não surpreende — apenas confirma um padrão já conhecido.
A cena contrasta com a imagem de gestor acessível e sensível que Braide costuma projetar em suas redes sociais, onde a comunicação é cuidadosamente controlada e raramente confrontada por vozes dissonantes. Fora do roteiro, porém, a reação foi outra.
Até o momento, a Prefeitura de São Luís não se manifestou oficialmente sobre o episódio nem apresentou esclarecimentos sobre as reivindicações das mães de crianças com microcefalia, que seguem à espera de políticas públicas efetivas e do diálogo que, mais uma vez, lhes foi negado.
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