Alguns remanescentes do dinismo no Maranhão aproveitaram o movimento da presidente da Assembleia, Iracema Vale, que deixou o PSB para filiar-se ao MDB, para espalhar uma série de fake news contra a parlamentar.
A principal delas diz respeito a uma suposta rejeição ao PT, na tentativa de jogar a militância contra uma possível nova filiada.
Segundo a equivocada tese dinista, ao sair do PSB, Iracema deveria migra logo para o PT. Se não o fez, é porque a base brandonista não tem lá tantas garantias de que o partido vai ficar com o governador Carlos Brandão.
O argumento é falso como uma nota de três reais.
O movimento de Iracema (e dos demais governistas que deixaram o PSB) tem a ver com a organização interna da Assembleia. E alcançou o seu principal objetivo: enfraquecer a presença oposicionista nas comissões técnicas da Casa.
A conta é simples.
Da forma como queriam os dinistas, com a expulsão de sete deputados, mas com a permanência de Iracema, Francisco Nagib e Ariston Ribeiro no PSB, a sigla teria, junto com o PCdoB, 11 membros em um bloco.
Isso lhes garantiria 2 vagas em comissões.
Mas eis que a Justiça anula as expulsões. Nesse ponto, a situação se inverteria: era o PSB que voltaria a ter maioria governista, algo péssimo para os planos de Othelino Neto, Carlos Lula e Leandro Bello.
Neste cenário, foi feito um acordo: os governistas deixariam o PSB, e os socialistas formariam um bloco com PCdoB, mas, agora, apenas com 8 membros e uma vaga em cada comissão.
E Iracema? Por que não foi logo para o PT?
Simples: o PT faz parte da Federação Fé Brasil, que tem ainda o PCdoB e o PV na sua formação.
Qual seria, portanto, o sentido de a presidente deixar o PSB depois de toda essa crise com os oposicionistas para acabar em um partido que integra o bloco de oposição.
Seria totalmente ilógico.
E só não vê isso quem não conhece o funcionamento interno da Assembleia Legislativa. Ou quem vê, mas está politicamente mal- intencionado…
Com informações do Blog Gilberto Léda
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