22 maio 2026

Brandão exonera nomes ligados a Rubão após ação da Polícia Federal


A repercussão da Operação Arthros provocou mudanças no governo do Maranhão. O governador Carlos Brandão determinou a exoneração de quatro servidores estaduais após decisão judicial relacionada à investigação conduzida pela Polícia Federal.

A operação tem como um dos principais investigados o ex-secretário de Articulação Política Rubens Pereira, pai do deputado federal Rubens Pereira Júnior.

As exonerações foram oficializadas no Diário Oficial desta quinta-feira (21). Entre os nomes afastados estão Gabriel Tenório, que presidia a Agemleste, e Leonardo, sobrinho de Rubão. A medida cumpre determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.

O presidente da Agência Executiva Metropolitana do Leste Maranhense (Agemleste), Gabriel Tenório, que em 2024 disputou a eleição para prefeito do município de Matões, foi preso pela Polícia Federal (PF). A PF apreendeu uma arma de fogo que estava guardada em um dos endereços de Gabriel Tenório. O investigado atuou como adjunto de Rubens Pereira na pasta de Articulação Política.

As investigações apontam para um suposto esquema de caixa dois eleitoral durante as eleições municipais de 2024. Segundo a Polícia Federal, empresas de fachada, contratos fictícios e notas fiscais frias teriam sido utilizados para movimentar recursos destinados ao financiamento de campanhas.

A PF estima que cerca de R$ 2 milhões tenham circulado no esquema, sendo mais de R$ 1,9 milhão apenas nas duas semanas anteriores ao pleito. Parte desse montante, superior a R$ 1,2 milhão, teria sido direcionada a candidatos e operadores ligados ao grupo investigado.

A Operação Arthros cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em municípios do Maranhão, entre eles São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó e Matões, além de diligências realizadas em Teresina, no Piauí. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos envolvidos.

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