19 junho 2021

EXCLUSIVO: Ministério da Saúde quer encerrar uso da Coronavac no país


O Ministério da Saúde deu andamento a criação de um plano de ação para vetar o uso da Coronavac no Brasil. O ministro Marcelo Queiroga acredita que o imunizante tem eficácia baixa e alega a interlocutores que existem muitos casos de pessoas que tomaram o imunizante e foram infectados mesmo após as duas doses.

Queiroga pretende encerrar contratos de compra da vacina produzida pelo Butantan em parceria com a chinesa Sinovac. A intenção seria adquirir apenas as doses que já foram contratadas, e reforçar aquisições das vacinas da Astrazeneca e da Pfizer. No entanto, o governo esbarra na dificuldade em adquirir mais doses. Uma outra solução pode ser a ButanVac, imunizante brasileiro que está sendo testado e pode ser aprovada no segundo semestre.

As pesquisas durante a fase de testes da Coronavac apontaram eficácia global de 50,38%, que pode chegar a 100% para evitar internações e mortes. O que incomoda Queiroga é a baixa proteção em idosos. Um estudo denominado Vaccine Effectiveness in Brazil Against Covid-19 apontou que a eficácia geral para quem tem mais de 80 anos está em torno de 28%.

Durante a semana, o ministro colocou em dúvida a segurança das vacinas para agradar o presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que o presidente tem razão quando fala que “não se tem ainda todas as evidências científicas” dos imunizantes. No entanto, todos os imunizantes em aplicação no Brasil passaram por testes e foram aprovados.

A Coronavac também está no centro de uma disputa política entre Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória. O chefe do executivo paulista é o responsável por apoiar o desenvolvimento da vacina, as pesquisas e pela comunicação com a China para o fornecimento de insumos, o que desagrada os planos eleitorais do presidente.

Câmara tenta, sem sucesso, evitar demissões determinadas pela Justiça


Osmar Filho tenta reverter as demissões exigidas pelo Ministério Público na Câmara Municipal, mas esbarra na irredutibilidade dos promotores

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT) tentou nesta sexta-feira, 18, em reunião na Vara de Interesses Difusos e Coletivos e São Luís, reverter a exigência de demissão de servidores da Casa não amparados pela Constituição de 1988.

Acompanhado dos ex-presidentes Chico Carvalho (PSL) e Astro de Ogum (PCdoB) – que assinou o acordo para regularização funcional na Câmara, Ainda em 2018 – Osmar esbarrou na postura irredutível do Ministério Público, que exige a demissão dos servidores.

Além de buscar melhor entendimento sobre o alcance da medida judicial, os vereadores apresentaram ao juiz Douglas de Melo Martins e à promotora Sidneya Liberato, pedido de prorrogação da medida, na tentativa de evitar as demissões, ao menos neste momento de pandemia.

Os vereadores reconhecem a legalidade da medida, mas argumentaram que o momento é difícil para toda a sociedade, diante da crise provocada pelo coronavírus.

A promotora deixou claro que a situação não tem como ser mais remediada por que, além e se arrastar por anos, afrontando a Constituição Federal, também é fruto de um acordo celebrado em 2018 e já transitado em julgado.

O juiz Douglas Martins também disse que a decisão – proferida pelo juiz auxiliar Cristiano Simas de Sousa, em 28 de maio – não seria revertida.

Também participaram do encontro o vereador Octávio Soeiro (Podemos) e o procurador-geral da Câmara Municipal, Vitor Cardoso.

Com informações do Blog do Marco D'eça

Destino de R$ 5,9 milhões enviados à gestão Braide para combate à Covid-19 é desconhecido


Em uma versão piorada da gestão Edivaldo Holanda Júnior (sem partido), sob Eduardo Braide (Podemos) desde o início do ano, a Prefeitura de São Luís mantém oculto o destino dado aos R$ 5.939.872,58 enviados pelo governo federal para custeio das ações e serviços de saúde no enfrentamento ao novo coronavírus na capital.

Segundo levantamento de informações feito pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão sobre aplicação de verbas de combate à pandemia, enquanto Edivaldo ocultou o paradeiro de quase 60% do recurso público federal destinado em 2020 para essa finalidade, Braide sequer informou ao sistema de acompanhamento de contratações públicas da corte onde aplicou um único centavo do montante recebido.

A transparência zero também é repetida no Portal da Transparência da Prefeitura de São Luís, que mostra na página de contratações relacionadas à Covid-19 apenas dados do ano passado, e com pouco detalhamento.

O caso deve ser acompanhado pela Rede de Controle do Maranhão, da qual o Tribunal de Contas faz parte e também integram o Ministério Público e a Polícia Federal.

18 junho 2021

Presidente do PDT diz que Weverton será candidato ao Governo com ou sem o apoio de Dino


O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, em entrevista concedida ao programa Jogo do Poder, da TV Meio Norte, afirmou que é irreversível a candidatura ao Governo do Maranhão do senador Weverton Rocha, presidente regional da sigla brizolista.

“Weverton é candidato a governador. Isso é irreversível”, afirmou o ex-ministro do Trabalho.

Questionado sobre o apoio do governador Flávio Dino, que irá se filiar ao PSB na próxima semana, Lupi disse que gostaria de tê-lo no projeto e lembrou que o PDT foi a primeira legenda a apoia-lo antes de chegar ao comando do Palácio dos Leões.

“Gostaria que fosse com [com o apoio de Dino], por que o Flávio Dino foi uma candidatura que surgiu dentro do PDT. Nós fomos o primeiro partido que apoiou ele. Para quem não lembra, o PT e o Lula apoiaram a família Sarney e nós do PDT fomos o único partido que ficou com Flávio Dino. Espero, desejo, torço que ele lembre disso na hora de tomar uma decisão”.

Carlos Lupi garantiu que Weverton será candidato com ou sem o apoio de Dino.

“A candidatura do Weverton é irreversível. Com ou sem o Flávio Dino. Ele [Weverton] já tem o PDT e mais uns sete ou oito partidos com ele hoje. Weverton é profundamente preparado, estuda o Estado e é um fruto do PDT.

O pedetista e Flávio Dino, vale destacar, deverão se encontrar em Brasília no início do próximo mês.

URGENTE: Renan Calheiros pode perder relatoria na CPI da Pandemia


Nesta sexta-feira (18), o senador Flávio Bolsonaro pediu destituição de Renan Calheiros (MDB-AL) do cargo de relator da CPI da Covid. Renan recusou-se a fazer perguntas aos dois médicos que defendem o tratamento precoce que estão que depõem na comissão do Senado.

“Como não sou membro nem suplente da CPI queria solicitar para alguém que fosse que protocolasse um requerimento de destituição de Renan Calheiros da CPI. Tudo aquilo que discutimos [impedimento de Renan ao cargo] se confirmou com fatos reais. Essa postura do senador se levantar é um desrespeito não só às pessoas que estão aí, mas um desrespeito ao Senado e aos membros da CPI”, disse o filho do presidente da República.

“A postura de hoje, de se levantar, é um desrespeito não só às pessoas, mas ao Senado. É a constatação, o carimbo na testa de que não tem a menor possibilidade de continuar. Não atende a um requisito básico de alguém que tem que compor o relatório. Claramente ele não respeita o contraditório”, acrescentou.

“Comprovadamente fez uma compra fraudulenta. Gastou R$ 48 milhões para comprar respiradores de uma empresa fantasma e que não entregou os respiradores. Está constatado, está evidenciado, é um crime que a CPI, em sua grande maioria, estar interessada em investigar. Mas Renan Calheiros, para proteger seu filho… Dando a prova concreta de que está impedido de exercer essa função”, complementou.