31 julho 2021

Brandão pode se filiar ao PSB


Na semana passada, o blog publicou o post sobre a negativa de Lula do PT do Maranhão coligar-se com o PSDB. ”Tratava-se de uma apuração de bastidores da última conversa do ex-presidente com o governador maranhense sobre a sucessão de 2022, para qual o PT tem preferência em uma aliança com o PDT.

O Palácio dos Leões não desmentiu a declaração atribuída a Lula, mas a reação de bastidores começou a ser operada: segundo também apurou este blog, o vice-governador Carlos Brandão já cogita deixar novamente o PSDB para entrar no PSB, com a anuência do próprio Dino.

“Seria uma forma de convencer Lula a apoiá-lo”, justificaram lideranças do governo ouvidas nesta quinta-feira, 29.

A tese ganhou ainda mais força após conversa de Dino com o ex-ministro José Dirceu, que reafirmou as palavras de Lula e deixou claro a preferência pelo senador Weverton Rocha (PDT), “mais identificado com as lutas do PT”.

30 julho 2021

De como Flávio Dino controla até os passos da oposição para 2022

Conduzindo como quer as ações dos principais candidatos do governo à sua sucessão – inclusive a do ex-prefeito Edivaldo Júnior, que nem filiado é mais à sua base – governador impõe também aos partidos oposicionistas uma pauta que o beneficia diretamente no processo


Dois fatos ocorridos na semana passada demonstram que o governador Flávio Dino (PSB) tem o controle absoluto de sua base e manipula como quer as cordas do processo eleitoral de 2022 no Maranhão:

1 – Principais pré-candidatos governistas, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) – obrigados a assinar um “pacto” – são conduzidos pelo próprio Dino, que controla suas ações e impõe aos dois uma agenda comum “e sem brigas”, como a ocorrida no interior, no fim de semana;

2 – Mesmo impondo a Brandão e Rocha um “pacto” obrigatório, Dino recebeu o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PSD) – que não assinou pacto algum e nem mais faz parte de sua base – acatando sua candidatura a governador por um partido de oposição, o que diminui os dois governistas, em troca do apoio ao seu projeto senatorial.

Mas se controla com mão de ferro aliados e “ex-aliados”, a força de Flávio Dino se revelou ainda maior com outros dois fatos, também ocorridos semana passada, mas protagonizados pela oposição:

1 – Após noticias dando conta de que a Justiça Eleitoral irá analisar o processo de cassação de Flávio Dino – pela chamada “farra de capelães” – o MDB, partido hoje presidido pela ex-governadora Roseana Sarney, apressou-se em emitir nota “esclarecendo” que nada tinha a ver com o processo;

2 – Tão logo soube da reunião a portas fechadas de Dino e Edivaldo, o blog Marco Aurélio D’Eça contatou o presidente do PSD, Edilázio Júnior, que admitiu a possibilidade de a chapa de Edivaldo não ter candidato a senador; o ex-prefeito é, agora, uma espécie de candidato “por fora” da base dinista, condição que não foi dada aos demais nomes governistas.

Se isolados, estes fatos já são quase um tratado de força política; em conjunto, mostram o tamanho do poder de Flávio Dino.

Se for mesmo disputar a eleição de senador, Flávio Dino tem apenas pouco mais de oito meses de mandato; mas a tranquilidade com que controla todos os passos de sua sucessão – conduzindo governistas e oposicionistas – faz parecer que ele acabou de assumir o governo.

Não há na história do Maranhão nenhuma liderança que chegou ao final do mandato com tanta força popular – a ponto de não ter adversário para concorrer à vaga que ele escolheu disputar – e tanto vigor político, controlando quem é quem em seu governo e como deve agir a oposição.

Sem adversário para o Senado, decidindo os rumos da sucessão entre governistas e oposicionistas, Flávio Dino deve chegar a 2022 como o maior líder da história maranhense.

Com essas condições que lhe são concedidas por aliados e adversários, pode se tornar o senador mais votado da história, tendo ao seu lado o governador que ele quiser eleger.

E com uma oposição do tamanho que ele quiser.

Por Marco Aurelio D`eça

Polarização entre esquerda e direita enterra Brandão


Os dados da pesquisa Econométrica para o governo do Estado divulgada ontem, pelo programa Ponto e Vírgula, da Rádio 92 FM, demonstram que a eleição no Maranhão vai seguir o caminho de polarização entre a esquerda e o bolsonarismo que deve marcar o pleito nacional.

Em primeiro lugar – sem contar a ex-governadora Roseana que não deve disputar a vaga para o Palácio dos Leões –, o senador Weverton (PDT), que tem o apoio de Lula, começa a polarizar a disputa com seu companheiro de Senado Roberto Rocha (sem partido), o candidato do bolsonarismo no Maranhão.

Em terceiro lugar aparece o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior (sem partido), que também deve ter apoio da ala bolsonarista para o pleito.

Com isso, Weverton é o único candidato da esquerda com chances reais de vitória nas eleições do ano que vem.

Com esse cenário cristalizado pelas últimas pesquisas, quem deve ficar pelo caminho é o vice-governador Carlos Brandão (PSDB). A polarização entre a esquerda e o bolsonarismo enterra as pretensões do tucano, que deverá ser apoiado pelo governador de São Paulo João Dória (PSDB).

Dória até tenta se vender como um candidato competitivo e uma alternativa à Lula e Bolsonaro, mas, pelo menos no Maranhão, as pesquisas demonstram que ele é inexistente. O que atrapalha o seu candidato no estado.

Prefeitura de Morros planeja volta às aulas da rede municipal em Agosto


A Secretaria de Educação do município de Morros, promoveu nesta quinta-feira (29), uma reunião com todos os diretores e equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação para definir como será o retorno as aulas dos alunos da Educação Básica. O prefeito Milton Santos (Paraíba), acompanhou a reunião.

Segundo o secretário de Educação, Mário Alberto, as aulas deverão ser retomadas em agosto, mas de forma híbrida. "Essa reunião com os gestores foi para traçar de forma planejada o retorno das aulas da Educação Básica de forma híbrida, uma migração gradual com organização, responsabilidade e seguindo todas as normas sanitárias devido a pandemia", destacou o secretário Municipal de Educação.

Aulas Híbridas
As escolas com o ensino híbrido terão as atividades realizadas por grupos de alunos para cada semana. Em uma semana, parte dos alunos terá aulas presenciais e na semana seguinte terão aulas remotas, assim sucessivamente. Para as escolas que não retornarem no formato híbrido, as atividades letivas seguirão através do ensino remoto, até que sejam preparadas e anunciadas para o novo formato de ensino.

Para o prefeito de Morros, antes que as aulas retornem, é necessário dialogar com todos os gestores para que o início das atividades escolares sejam feitas da forma correta com o consenso de todos.

"Daremos o total apoio e estrutura necessária para que as aulas sejam retomadas. A educação é uma prioridade na nossa gestão, tenho certeza que a transição de forma híbrida com planejamento será positiva", afirmou o prefeito Paraíba.

Ascom

Empresa de fachada do laranja de Josimar pode ter movimentado R$ 4,7 milhões


Em mais um episódio de uma série de denúncias feitas contra o deputado federal maranhense Josimar Maranhãozinho e o vereador Renato dos Santos Lima Filho, o Renatinho, a reportagem chegou, desta vez, a um contrato milionário fruto de convênio federal celebrado via Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – CODEVASF.

Referente à execução de obras de pavimentação asfáltica, o convênio foi firmado com o município de Maranhãozinho em dezembro de 2019, com valor global de R$ 4,7 milhões, conforme aponta dados do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse – SINCOV.

À época, a Companhia era comandada por João Francisco Jones Fortes Braga, aliado de primeiro escalão de Josimar.

Jones, conforme noticiou a imprensa nacional, chegou empenhar R$ 75 milhões em favor de municípios controlados pelo parlamentar a partir de um esquema envolvendo a compra de emendas de outros parlamentares,. Entre os contemplados estavam as cidades de Zé Doca, Centro do Guilherme e Maranhãozinho,

Seguindo os passos do dinheiro público e realizando o cruzamento de dados, chegamos a Concorrência Pública Nª 002/2020, Processo Administrativo 038/2020, que teve como única participante e, portanto, vencedora, a empresa P R L Pereira, apontada como uma das principais integrantes o ‘consórcio empresarial’ criado pelo deputado federal para operar em prefeituras, e que é controlada pelo vereador Renato Filho. O contrato foi assinado em junho de 2020 pelo ‘testa de ferro’ e primo do vereador, identificado como Paulo Renato Lima Pereira.

Convênio federal de R$ 4,7 milhões pode ter sido ‘desovado’ através da P R L Pereira.

Apesar do serviço de alta complexidade em povoados do município, o prazo vigente das obras foi de apenas 180 dias, o que coloca em xeque sua real execução. Além disso, conforme apurou a reportagem, a empresa não teria qualquer capacidade técnica para executar os serviços por se tratar de mera fachada.

A principal suspeita é que a empresa tenha sido utilizada para ‘lavar’ o convênio através da emissão de notas fiscais frias. Vale lembrar, que toda essa trama aconteceu entre junho e dezembro de 2020, período em que os olhos estavam voltados ao combate à Covid-19, o que reforça a suspeita do desvio dinheiro público. Nas próximas matérias o blog trará mais detalhes sobre o caso, aguardem!.

Empresa de fachada teria que executar obras de asfaltamento em nove povoados do município de Maranhãozinho.


Maldine Vieira