12 setembro 2021

Dória dança, xinga o presidente e canta "olê, olê, olê, olê vamos tirar Bolsonaro do poder"


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), um dos pretendentes ao cargo de presidente da República em 2022, dançou, levantou bandeira do movimento LBBTQIA+, engrossou o coro de ofensas ao presidente Jair Bolsonaro e cantou “olê, olê, olê, vamos tirar Bolsonaro do poder”. Ele foi um dos participantes dos atos pró impeachment, neste domingo(12).

Ao subir no palanque do MBL para discursar, o governador de São Paulo pulou fazendo uma dancinha, enquanto os manifestantes xingavam o presidente da República. Assista:

Manifestação contra Bolsonaro em São Luís é um fiasco


Foram poucos os que atenderam ao chamamento dos grupos de esquerda para participar da mobilização em favor do impeachment do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, em São Luís. Apenas uns gatos pingados compareceram à manifestação, na Avenida Litorânea, na manhã deste domingo (12).

O protesto quase passou despercebido aos olhos do público, tamanho o esvaziamento. A impressão que ficou é que a grande maioria dos apoiadores da causa esquerdista não acredita que seu plano de depor Bolsonaro do cargo ou inviabilizar sua reeleição vingará.

Houve ainda quem dissesse que petistas e demais adeptos do socialismo e do comunismo não tiveram disposição de ir à orla para um programa dominical cujo roteiro parece fadado ao fracasso. De fato, pelo perfil das pessoas que defendem os ideais ditos progressistas, o horário matutino, ainda mais em pleno domingo, é incompatível com sua rotina e estilo de vida.

O fracasso do ato anti-bolsonarista na capital maranhense sinaliza que até mesmo por estas bandas, onde a rebeldia popular sempre levou à rejeição de políticos conservadores, o protagonismo da esquerda já faz parte do passado. E dia após dia amarga a condição de movimento sem futuro.

Daniel Matos

Viajando com dinheiro público, Brandão já foi denunciado por "farra das passagens" na Câmara Federal


Em meados de 2009, a denúncia que ficou conhecida como a “farra das passagens” tornou-se pública. O esquema diz respeito à utilização de verbas de passagens aéreas da Câmara Federal de forma indevida, configurando peculato por parte dos deputados beneficiados. 

Entre os denunciados está o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) que ocupou o cargo de deputado federal, hoje coincidentemente viajando para O Rio Grande do Sul, com recurso público sob o pretexto de participar da Expointer, mas também fazer política com o governador tucano Eduardo Leite.

De acordo com o inquérito da farra das passagens, 43 ex-parlamentares tiveram mais de 200 bilhetes emitidos em nome de terceiros.

Em nota, a procuradoria geral do Distrito Federal demonstrou a preocupação com o erário: “Além de avaliar os elementos que pudessem comprovar o envolvimento do ex-parlamentar no crime de peculato, a medida serviu para definir em que casos o Estado já não poderia pedir a responsabilização dos culpados pela prescrição da pretensão punitiva".

Dentre o arcabouço investigativo, estão informações fornecidas por agências e companhias aéreas, sobretudo em viagens para outros países como EUA, França e Argentina. Atualmente, o serviço de transporte aéreo da Câmara permite somente viagens nacionais.

Em novembro do ano passado, tendo em vista a plausibilidade das acusações, o caso tramitou na Justiça por meio de inúmeras ações penais apresentadas pela Procuradoria Regional da República na 1.ª Região, contudo até o momento os únicos punidos foram os servidores dos gabinetes, que acabaram sendo exonerados das suas funções.

Nesta semana, o Ministério Púbico Federal ratificou parcialmente 28 denúncias contra os ex-deputados federais viajantes pelo crime de peculato. Sendo acusados na utilização de recursos públicos a que possuíam a prerrogativa para emissão de passagens aéreas em nome de terceiros, medida essa que busca frear verba pública para interesses pessoas, Mas ao que tudo indica no Maranhão, os políticos encontraram outro meio de passeio. Entre eles o vice-governador Carlos Brandão.

Aliado de Brandão chama Flávio Dino de homossexual e comunista

Flávio Dino ao lado do prefeito de São Mateus, Ivo Rezende, e de Miltinho Aragão

Em um áudio descontrolado, o pai do prefeito de São Mateus do Maranhão, Ivo Rezende (PSB), conhecido por Francisco Aragão, usou palavras depreciativas e homofóbicas ao se referir ao governador Flávio Dino (PSB) como "baitola, homossexual e comunista". O pai do prefeito é, também, irmão do ex-prefeito Miltinho Aragão, um dos coordenadores de campanha do pré-candidato a governador, Carlos Brandão (PSDB).

Miltinho que tem atuado fortemente para viabilizar a pré-candidatura de Carlos Brandão ao governo do estado, se encontra numa verdadeira "saia justa" com as declarações do seu irmão, pois já era de conhecimento público da classe política que os aliados de Brandão não tem nenhuma simpatia com as ideologias de Flávio Dino. 

Para alguns observadores, a postura de Brandão é de um político conservador que tenta se aproximar do campo progressista no afã de se viabilizar como candidato oficial do governador Flávio Dino que ainda desfruta de grande prestígio eleitoral perante os maranhenses.

Ouça o áudio aqui

11 setembro 2021

Josimar articula chapa com Edivaldo para o Senado


Não é segredo para ninguém que o deputado federal Josimar (PL) percorre o Maranhão apresentando-se como pré-candidato ao governo do estado. O peelista tenta se viabilizar e emplacar uma parceria que lhe dê possibilidades de chegar ao segundo turno e, inclusive, com chances de vencer a disputa eleitoral de 2022.

Encostado na parede, Bolsonaro não esquece as eleições nos estados e conversa sobre alianças com aliados. No tiroteio contra os outros poderes, o presidente olha para o mapa do Maranhão e aposta numa vitória de adversários do governador Flávio Dino (PSB) nas eleições do próximo ano. Ele estimula a montagem de um palanque com Josimar e Edivaldo Júnior para revolucionar o processo político no Estado.

O encontro de prefeitos realizado pelo Diretório Estadual do PL, partido com uma das maiores bancadas no Congresso e importantes ministérios no Governo Federal, teria animado o presidente, que aposta num acordo entre os dois políticos maranhenses. O ex-prefeito ludovicense tem força na capital maranhense enquanto o deputado federal hoje conta com um apoio de pelo menos 56 prefeitos.

Com a entrada do Planalto no pleito, a eleição de 2022 poderia se transformar numa disputa das máquinas: estadual versus federal. Quem não tem curtido essa movimentação é o senador Weverton Rocha (PDT), mas esse é um tema para nossa próxima abordagem.

Isaías Rocha