06 outubro 2021

Com Dino em queda, Roberto Rocha parte pra cima


A revelação da pesquisa Escutec/O Estado de que o governador Flávio Dino (PSB) está em queda (saiba mais aqui e aqui) parece ter animado o senador Roberto Rocha (sem partido).

Nas redes sociais, o parlamentar tem aumentado o tom contra o socialista.

Abaixo, o mais recente texto de Rocha contra o governador.

Um indício de que ele deve mesmo ser candidato à reeleição, num embate direto contra o próprio Dino.

“De repente o Maranhão tomou um susto. Os dados mostram que 400 mil maranhenses entraram na faixa de extrema pobreza nos primeiros cinco anos do governo Flavio Dino.

Simplesmente um a cada 5 maranhenses vive na total indigência, segundo o IBGE e a ONU;

Cerca de metade da população vive abaixo do limite de um dólar por dia, o pior cenário do Brasil;

Mais de 65% continuam vivendo na informalidade, sem garantias trabalhistas, sem carteira assinada, sem o mínimo de segurança no trabalho;

Sem contar ainda que o Maranhão está entre os três piores estados quando se trata de acesso a saúde com 93% da população dependente da saúde pública;

E a esmagadora maioria não tem saneamento básico.

Então, o que fazer?”.

05 outubro 2021

Weverton tem agenda com Lula e sinalizam aliança no Maranhão


Em Brasília para uma nova rodada de conversas em torno de alianças para 2022, o ex-presidente Lula, veja só, encaminhou um importante palanque no território do pedetista Ciro Gomes.

Antigo aliado de Weverton Rocha, o senador que lidera pesquisas ao governo maranhense, Lula recebeu o parlamentar do PDT nesta terça para uma conversa num hotel de Brasília em que praticamente fechou o apoio no estado.

A possibilidade de estar no palanque do PDT em 2022, ainda que Ciro também seja presidenciável, é uma realidade para Lula, que já disse a aliados que estará com quem tiver “50% dos votos mais um” para vencer em 2022. No Maranhão, pelas últimas pesquisas, o nome é de Rocha, que já deixou claro a diferentes interlocutores que deseja ter Lula em seu palanque em 2022. As informações são da Revista Veja

Rejeição de Flávio Dino para o Senado cresce, diz pesquisa


É de 21% o índice de rejeição do governador Flávio Dino, para a eleição ao Senado. O psdebista fica atrás apenas de Josimar de Maranhãozinho, que teve 25% de rejeição do eleitorado. Ou seja, uma diferença pífia, se comparado o aparato que o governador do Maranhão possui, para marcar seu nome na mente do eleitor. Os números são da Escutec, que realizou terceira pesquisa sobre o cenário para as eleições 2022 no Maranhão.

No ranking da rejeição, segundo a pesquisa, vêm ainda Roberto Rocha, que alcançou 11% e Othelino Neto, 8%. Concorrendo com a ex-governadora Roseana Sarney no quesito, Flávio Dino, que poderia estar a largos passos distante, só consegue empatar. Os dois ficam com 8%. Seguem Roberto Rocha (6%) e Weverton Rocha e Josimar de Maranhãozinho, 1% cada.

Os números mostram que, apesar do que está sendo mostrado ao eleitor, Flávio Dino não é o preferido absoluto para estas eleições e tem que ficar atento a nomes que parecem não ter força. A cabeça do eleitor mudou e as novas e amplas ferramentas têm ajudado a forma os conceitos e moldar opiniões. O que hoje é, pode não ser amanhã.

A pesquisa Escutec ouviu 1,4 mil eleitores nos dias 23 a 30 de setembro. O intervalo de confiança é de 90% e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Brandão demonstra insatisfação com a pré-candidatura de Felipe Camarão


O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) ainda não conseguiu digerir o lançamento, mesmo que de forma não oficial, da pré-candidatura ao Governo do secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão (PT).

Para o tucano, o surgimento inesperado do nome de Camarão no cenário de disputa atinge e enfraquece sua pré-candidatura a reeleição, uma vez que trata-se de um político que, além de deter a confiança do governador Flávio Dino (PSB), coordena pelo menos seis pastas importantes, através de aliados, na gestão do socialista, como a Casa Civil, Cultura, Governo, Planejamento e a MOB, por exemplo.

O lançamento não oficial do nome do secretário ocorreu na última sexta-feira por meio de declarações de petistas.

No dia seguinte, em entrevista ao Programa Ponto Continuando, o próprio Camarão, que participava na Conferência Estadual do PC do B, confirmou sua disposição de concorrer ao Palácio dos Leões.

Neste evento, o presidente do partido e secretário estadual das Cidades, Márcio Jerry, reconheceu a condição de pré-candidato do titular da SEDUC.

A pré-candidatura de Felipe Camarão vem sendo construída pelo próprio Dino nos bastidores.

O primeiro passo foi filia-lo ao PT, o que desagradou petistas históricos e detentores de mandato.

O segundo foi dado agora, através de declarações públicas de filiados ao partido defendendo o nome de Camarão como opção petista na disputa majoritária.

04 outubro 2021

Irmão de Brandão fraudou documentos para desviar verbas federais, aponta TCU


Documento obtido pela reportagem do Blog mostra que o ex-prefeito de Colinas, José Henrique Barbosa Brandão, fraudou documentos para desviar verbas federais durante o seu mandato.

A informação consta na tomada de contas especial instaurada pela então Coordenação-Geral para Assuntos de Inventariança da Secretaria Federal de Controle do Tribunal de Contas da União (TCU) contra o ex-gestor em decorrência de irregularidades na execução do Convênio 485/92, firmado com o extinto Ministério da Integração Regional – MIR com vistas à construção de estradas vicinais na zona rural de Colinas.

À época, José Henrique, que é irmão do vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, contratou a empresa J. André Rocha Construções, de nome fantasia, Construtora Rocha Ltda, para executar as obras.

Em uma fiscalização nos documentos dos contratos, os auditores do Tribunal de Contas da União constaram que o plano de trabalho havia sido rasurado para alterar a extensão da estrada de 30 km para 3,0 km; a prestação de contas se referia à execução de 2 km de estrada, uma vez que a planilha de serviços utilizada no orçamento de obra anexo à proposta de convênio continha quantitativos referentes à construção de 3 km de estradas e a planilha empregada na licitação/contrato apresentava os mesmos quantitativos, mas registrava 2 km como a extensão da obra, o que seria indício de simulação de procedimentos.

O TCU aponta que o extrato bancário demonstrava o saque de uma certa quantia em 17 de junho, um dia após a assinatura do contrato com a empresa executora da obra, enquanto a nota fiscal havia sido emitida em 29 de junho, o que se caracterizou em pagamento antecipado com infringência aos arts. 62 e 63 da Lei 4.320/64.

Os auditores afirmaram ainda que a grafia constante das notas fiscais emitidas pela Construtora Rocha era a mesma em outras notas fiscais de outras sociedades empresariais contratadas pela Prefeitura, bem assim em formulários para emissão de ordem bancária e expedientes elaborados no âmbito da Prefeitura Municipal.

Outra irregularidade encontrada na documentação é que a Construtora Rocha recebeu pagamento de verbas federais mediante os cheques nominais oriundos da conta específica do convênio, números 640461 e 640462, transferidos para duas contas bancárias, pertencentes a Marcus Barbosa Brandão, irmão de José Henrique Brandão, e à empresa Disvali – Distribuidora de Bebidas do Vale Itapecuru Ltda., que tem como sócios os próprios irmãos.

Segundo o Tribunal, a Construtora Rocha foi aberta em 18/2/1993, logo após o início da gestão dor irmão de Brandão na prefeitura, com ramo de atividade registrado como comércio atacadista de material de construção, ao invés de construção civil.

A Corte de Contas destacou também que embora a documentação não tenha sido submetida a exame grafotécnico, verificou-se que houve similitude na escrita das notas fiscais da Construtora Rocha e de outras empresas, bem como de guias de depósito bancário preenchidas no órgão municipal, tomando-se, como exemplo, as palavras “prefeitura”, “Colinas” e “Dias”, o formato da letra “r” na maioria das palavras e os numerais grafados. “Portanto, são fortes os indícios de que esses documentos fiscais sejam fictícios”, disse.

“A Construtora Rocha recebeu pagamento por meio de cheques nominais oriundos da conta específica do convênio. No entanto, a Secex/MA apurou mediante inspeção que, no verso desses cheques, constou a anotação de que tais ordens de pagamento foram endossadas para as contas bancárias ao ex-prefeito e seu irmão Marcus Brandão, havendo, assim, indicação de que os recursos do convênio não foram destinados às obras e sim a pessoas vinculadas ao [ex] gestor”, constatou o TCU.