12 novembro 2021

Eliziane Gama é alvo da Operação 'Tanque Furado"


Apontada como uma das personalidades mais destacadas na CPI da Pandemia, mesmo não tendo integrado como titular (nem suplente), apenas convidada, a senadora Eliziena Gama (Cidadania) está envolvida em outra investigação no Senado, a Operação Política Supervisionada (OPS). Desta vez, porém, ela é investigada, pelo exagerado consumo de combustível em seu gabinete, cuja confusão contábil ela transfere para a empresa que abastece os seus veículos.

Segundo reportagem do portal Congresso em Foco, os investigadores chegaram a identificar um tanque de automóvel com 3.260 litros de combustível ao custo de R$ 15 mil. A força-tarefa foi batizada como Operação Tanque Furado e pode ser conhecida em detalhes aqui. Foram analisadas 203 notas fiscais de valor igual ou superior a R$ 500 entregues pelos parlamentares em 2019 e 2020 ao Serviço de Gestão da Ceaps, departamento do Senado responsável por autorizar o reembolso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (Ceaps).

“O trabalho é feito por voluntários de várias unidades da federação, sob a coordenação do instituto, e com o apoio do RobOps, recurso tecnológico de raspagem de dados públicos. Nos dois anos analisados, os senadores brasileiros gastaram um total de R$ 2,7 milhões com combustíveis. O valor dos reembolsos não inclui gastos com combustível de aviação. Mesmo assim, a despesa total chega a R$ 3,5 milhões se contabilizados os registros de janeiro a setembro deste ano”, diz o Congresso em Foco.

A operação identificou brechas nas prestações de contas dos seguintes senadores:

Chico Rodrigues (DEM-RR)

Cid Gomes (PDT-CE)

Eliziane Gama (Cidadania-MA)

Elmano Ferrer (PP-PI)

Humberto Costa (PT-PE)

Jarbas Vasconcelos (MDB-PE)

Mailza Gomes (PP-AC)

Mara Gabrilli (PSDB-SP)

Márcio Bittar (MDB-AC)

Rodrigo Cunha (PSDB-AL)

Sérgio Petecão (PSD-AC)

No caso da senadora Eliziane Gama, a parlamentar entregou, em outubro de 2020, uma nota com 100 NFC-e. A maior quantidade de combustível por abastecimento foi 1,4 litro e a menor, 110 mililitros. Foram vários abastecimentos que, juntos, resultam mais de R$ 4 mil para pedido de ressarcimento.

O que diz o relatório sobre essas operações:

“Nas 13 notas fiscais a seguir verificamos a falta da identificação do consumidor nas NFC-e, o que contraria o Ato do Primeiro Secretário Nº 5, de 2014, do Senado Federal, que determina que “o documento fiscal conterá a identificação do responsável pelo abastecimento”.

Identificamos um abastecimento em nome de empresa, o que também contraria o Ato

supracitado e a incidência de vários abastecimentos em um mesmo dia. Em outubro de 2020, uma das notas contém 100 NFC-e, todas com abastecimentos em quantidade ínfima de combustível, como 110ml de gasolina”.

A senadora se defende: Ela citou o Ato da Primeira Secretaria nº. 5 de 2014 para afirmar que a prestação de contas dela obedece ao que está no texto. Sobre as diversas notas fiscais com um montante único de combustível, ela disse que são “emitidas pelo fornecedor no último dia útil de cada mês” e que “notas residuais no sistema de notas eletrônicas são de responsabilidade contábil da empresa fornecedora”.

Com informações do Blog Domingos Costa

Aliados de Brandão cobram Flávio Dino pela definição do seu candidato


Enquanto tudo indica que o governador Flávio Dino (PSB) deva escolher o seu candidato ao Palácio dos Leões apenas no ano que vem, deputados ligados ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) querem que essa decisão seja tomada este mês. Vale lembrar que foi o próprio Dino que afirmou que definiria o seu sucessor até o fim deste mês de novembro, mas agora os planos são outros.

Deputados como Yglésio Moyses (Pros) e Ariston Ribeiro (Republicanos), por exemplo, afirmam que o governador já deveria ter batido o martelo em relação ao seu futuro sucessor. Dessa forma, seria possível fazer a organização do grupo político o qual esses parlamentares fazem parte em torno da pré-candidatura de Carlos Brandão ao governo.

Yglésio acredita ainda que o adiamento da escolha de Dino dá margem para o fortalecimento de outras candidaturas, como a da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), a do ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PSD) e a do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).

“Eu não sou a favor do adiamento. Acho que a decisão já poderia estar tomada para que se pudesse fazer a organização do grupo. Quanto mais tempo se deixa para decidir, mais candidaturas aparecem, projetos ganham musculatura e isso ao final vai nos dividir se não tivermos uma possibilidade de entendimento”, destacou.

11 novembro 2021

Bolsonaro no PL de Josimar, atrapalha as pré-candidaturas de Lahesio Bonfim e Roberto Rocha


A provável ida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o Partido Liberal deve mexer no tabuleiro eleitoral maranhense e implodir as pré-candidaturas de pelo menos dois bolsonaristas ao Palácio dos Leões em 2022.

São eles: o senador Roberto Rocha (PSDB) e o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PTB).

Quem manda no PL no estado é o deputado federal Josimar Maranhãozinho, que já foi da base do governador Flávio Dino (PSB), mas virou oposição no meio do ano e busca se viabilizar como terceira via na disputa pelo comando do Poder Executivo do Estado na eleição do ano que vem.

No caso de Rocha, desde que perdeu o comando do PSDB maranhense para o vice-governador Carlos Brandão, tem dito que aguarda uma definição de Bolsonaro para se filiar ao mesmo partido. Se Bolsonaro confirmar a filiação ao PL, a tendência é de que o senador siga o mesmo caminho, mas desde que entre na legenda como liderado e apoiador da pré-candidatura de Josimar, aliado do manda-chuva nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Já Lahesio, que recentemente deixou o PSL para se filiar ao PTB, tem se colocado na disputa apenas sob a expectativa de ser o escolhido de Bolsonaro no Maranhão, possibilidade que se encerrará instantaneamente caso o presidente se filie ao partido de Josimar Maranhãozinho.

Sob esse novo cenário, a tendência é de que Josimar, que já possui musculatura própria, cresça na preferência do eleitorado bolsonarista no estado, inclusive entre evangélicos.

Com informações do Blog Atual 7

Weverton se consolida como opção para o Governo do Maranhão


A pesquisa Econométrica divulgada na terça-feira (09) pelo Sistema Difusora de Comunicação mostra que o senador Weverton Rocha, do PDT, é quem reúne as melhores condições de dar continuidade ao legado de Flávio Dino (PSB) à frente do Palácio dos Leões.

Quando considerada a pré-candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), Weverton aparece tecnicamente empatado na liderança da disputa pelo Governo do Maranhão. Nos cenários em que a filha do “ex-oligarca” José Sarney (MDB) não aparece, o senador pedetista assume a liderança de vez, com duas vezes mais intenções de votos do que o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

Brandão, aliás, “passa sufoco” para superar os demais opositores do governador, aparecendo quase empatado com os ex-aliados Roberto Rocha (sem partido) e Edivaldo Holanda Junior (PSD). Até o sibilino Lahésio Bonfim, prefeito da minúscula São Pedro dos Crentes e inimigo figadal de Dino, figura tecnicamente empatado com o vice de Colinas.

Apesar da pirotecnia e do lobby do governador em seu favor, Felipe Camarão (PT) decepciona, sendo superado por Josimar de Maranhãozinho (PL) e superando apenas o lanterna Simplício Araújo (Solidariedade). Se somadas, as intenções de votos de Camarão e Simplício sequer superam os índices de Maranhãozinho, que rompeu recentemente com o grupo governista. Aliás, mais se aproximam da margem de erro da pesquisa.

Recentemente, Dino reafirmou os critérios estabelecidos em julho para escolha do sucessor: identificação ideológica com os programas da atual gestão, capacidade de agregação política e potencial eleitoral. O chefe do Executivo estadual também confirmou para este mês a decisão sobre o nome a ser apoiado por toda a sua base aliada.

Além de atender o critério “quantitativo”, o pré-candidato pedetista é apoiado por maior parte do colegiado de partidos governistas e o único capaz de reunir os programas de Lula e Dino no mesmo palanque.

A julgar por estes fatores, não há motivos para postergar a escolha, como querem Brandão, Simplício e Felipe Camarão.

10 novembro 2021

Flávio Dino é o segundo candidato a senador mais rejeitado, conforme pesquisa Econométrica


São cada vez mais reais as chances do governador Flávio Dino não sair candidato ao Senado Federal. Por um simples motivo: ele vem derretendo cada vez mais nas pesquisas e assim que sair do trono para se desincompatibilizar do cargo, a queda vai ser bruta.

Pesquisa Escutec feita em outubro, apontou que Dino só vem caindo tipo o Vasco da Gama. Em julho do ano passado chegou a ter mais de 70%, liderando com ampla vantagem. Já em novembro baixou para 60% e em março deste ano ficou com 51% e em outubro despencou para 44%.

O Instituto Econométrica comprovou a queda do governador e o apontou no seu recente levantamento que ele figura como o segundo candidato ao Senado mais rejeitado pelo eleitorado maranhense. A pesquisa foi realizada entre os dias 3 a 6 de novembro.

Ainda assim, Dino continua liderando, mas vendo pelo retrovisor o senador Roberto Rocha, que foi quem mais cresceu nas últimas pesquisas dos dois institutos. Confira abaixo o cenário pesquisado pela Econométrica:


Com informações do Blog do Luís Cardoso