27 dezembro 2024

Vereadores citam “sentimento” sobre pleitear na Justiça mudança de regra para eleição da Mesa da Câmara de São Luís


Marcada para acontecer no dia 1º de janeiro, às 17h, no auditório da Fiema, após sessão solene de posse dos vereadores e vereadoras eleitos e reeleitos, a eleição para Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, biênio 2025/2026, ainda pode apresentar surpresas ao longo dos dias que a antecedem.

Parlamentares ouvidos pelo editor do Blog, cujos nomes serão preservados, citaram um “sentimento”, que pode transformar-se em “movimento”, objetivando alterar, via Justiça, o Regimento Interno da Casa para fazer com que o pleito interno ocorra de maneira secreta e com a autorização para que candidaturas avulsas sejam registradas no momento da realização do mesmo.

Atualmente, o Regimento determina que a eleição ocorra com voto aberto e nominal e não permite o lançamento de candidaturas avulsas.

O dispositivo, da maneira que está, beneficia o atual presidente do Legislativo, Paulo Victor (PSB), que detém o apoio público de pelo menos 27 pares, dos 31 – 28 contando com o voto do próprio PV – em busca do seu projeto de reeleger-se para mais um mandato.

Apenas Flávia Berthier (PL), Marquinhos (União Brasil) e Douglas Pinto (PSD) não oficializaram, até o momento, apoio ao socialista.

Este último, inclusive, não descartou a possibilidade de lançar candidatura para contrapor Paulo Victor.

Os parlamentares ouvidos pelo editor, que confirmaram o que eles classificaram de “sentimento”, justificaram o que pode se concretar em movimento, que poderá ser solicitado ao Poder Judiciário, afirmando que a mudança da regra visa garantir direito para àqueles que desejem participar da eleição, além de oferecer aos edis votantes um cenário no qual eles possam expressar seu verdadeiro desejo em relação a presidência e demais cargos sem sofrer retaliações por parte do Palácio dos Leões, que tem preferência pela continuidade de Victor.

Outro fator citado foi o legado extremamente negativo imposto pela gestão do atual presidente à quarta Câmara Municipal mais antiga do país, que vai desde denúncias e investigações do Ministério Público relacionadas a supostos desvios de recursos oriundos de emendas parlamentares; total falta de transparência; contratações com indícios de irregularidades e direcionamento; até o não pagamento correto de salários de servidores e do 13º.

Chapa – Nesta quinta-feira, 26, Paulo Victor encaminhou a Mesa Diretora a chapa, denominada de “Deuteronômio 31:6” – versículo da Bíblia que diz: “Sejam fortes e corajosos; não se assustem, nem tenham medo deles, pois é o SENHOR, nosso Deus, quem irá com vocês. Ele não os deixará, nem abandonará” – encabeçada por ele para participar da disputa.

Também a integram os vereadores Concita Pinto (PSB – 1ª vice-presidente); Beto Castro (Avante – 2º vice-presidente); Raimundo Penha (PDT – 3º vice-presidente); Aldir Júnior (PL – 1º secretário); Thyago Freitas (PRD – 2º secretário); Daniel Oliveira (PSD – 3º secretário); Clara Gomes (PSD – 4ª secretária); e Cléber Filho (MDB – 5º secretário). (Gláucio Ericeira)

26 dezembro 2024

Marinha divulga imagens de carga submersa após queda de ponte no Rio Tocantins


A Marinha do Brasil divulgou nesta quinta-feira (26) novas imagens que revelam parte da carga dos veículos que transportavam defensivos agrícolas e ácido sulfúrico, submersos no Rio Tocantins após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, localizada na divisa entre o Maranhão e o Tocantins.

Os registros, feitos por mergulhadores profissionais, mostram galões contendo defensivos agrícolas no leito do rio. Os caminhões envolvidos no acidente transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos, cargas que agora são objeto de monitoramento para evitar danos ambientais.

Com informações do Blog Marrapá 

O Globo: Brandão, Weverton, Eliziane e Fufuca no páreo pelo Senado

estratégia do governo Lula de buscar composições ao centro e até com a direita para tentar impedir o avanço do bolsonarismo no Senado na eleição de 2026 já acumula obstáculos. Há resistências do PT em diversos estados na abertura de espaços para outras legendas, além de disputas internas entre petistas e na base.

Preocupado com a governabilidade e um eventual crescimento da oposição, Lula determinou que seu partido priorize alianças para o Senado, o que em muitos casos vai significar abrir mão de candidaturas próprias. A questão se torna mais complexa, no entanto, pelas fissuras na própria base.

Ministros como Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), do Republicanos, e André Fufuca (Esporte), do PP, disputam espaço nos estados — Pernambuco e Maranhão, respectivamente — com siglas do arco de Lula e vão precisar de uma negociação intensa para garantir suas candidaturas ao Senado. Integrantes do PT, como o líder do governo na Câmara, José Guimarães, no Ceará, e o ministro Rui Costa (Casa Civil), na Bahia, também estão cotados, mas já enfrentam concorrência.

— O partido precisa de estratégia. Se o presidente Lula ganhar a eleição e a extrema-direita tiver maioria no Senado, vai ser uma situação extremamente difícil. Tem lugar que não tem nem como cogitar candidaturas do PT. Vamos discutir também a eleição de aliados — avalia o senador Humberto Costa (PT-PE), que comandou Grupo de Trabalho Eleitoral do partido na eleição de 2024 e é cotado para repetir a tarefa daqui a dois anos.

No Maranhão, o grupo que antes era comandado pelo ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino está desagregado. O magistrado brigou com o governador Carlos Brandão (PSB), e o PT também tem se afastado da gestão atual.

Enquanto o vice-governador Felipe Camarão (PT) é apontado como candidato à sucessão do governo estadual, Brandão articula outros nomes. A divisão também impacta as candidaturas ao Senado.

Pelo menos quatro nomes alinhados ao governo federal almejam a vaga. São eles o ministro André Fufuca, o próprio governador Brandão e os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), que devem buscar a reeleição.

Brandão é visto como nome natural do grupo que comanda o estado como candidato ao Senado, mas a outra vaga na chapa é disputada, principalmente entre Fufuca e Eliziane. Já Weverton, que em 2026 se afastou do grupo do PSB, busca uma reaproximação, mas ainda não há garantia se vai concorrer pela oposição ou pela base estadual.

— Não vejo um caminho bom para o nosso grupo rachado, porque favorece quem está do lado de fora. Mas não tem nada visceral ainda. Defendo que o mesmo grupo de 2022 permaneça unido em 2026 — apontou Fufuca.

Com informações de O Globo

25 dezembro 2024

Flávio Dino voltará para a política. A dúvida é quando, avalia jornalista


Quem está perto de Flávio Dino não tem dúvida de que o ministro do Supremo voltará para a política. A dúvida é se será em 2030 ou antes. Dino continua, segundo essas fontes, disposto a disputar o pós-Lula, o que, se a saúde do presidente permitir, acontecerá apenas ao fim de um eventual quarto mandato.

Mas, caso surja um vácuo de nomes para disputar em 2026, diante de uma eventual desistência ou impossibilidade de Lula para disputar um novo mandato, a avaliação é que Dino pode antecipar esses planos, segundo o jornalista Guilherme Amado do Metrópoles.

Dino não queria ter ido para o STF. Seu plano era permanecer no governo, ganhar protagonismo e ser o nome da sucessão — plano abortado pela decisão de Lula de colocá-lo no Supremo.

Ataque certeiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino fez uma ofensiva certeira ao Congresso Nacional ao bloquear o pagamento de R$ 4,2 bilhões de emendas nesta segunda-feira (23/12). Líderes envolvidos com o desenho do Orçamento de 2025 apontaram à coluna que a decisão veio num momento em que o Legislativo não pode reagir, não somente porque está em recesso, mas porque passa por um momento de vácuo de poder nas duas Casas.

Os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-AP), presidiram suas últimas sessões na semana passada. Nesta segunda, o Congresso entrou em recesso e, quando voltar a funcionar, elegerá os novos presidentes de ambas as Casas. O amplo favorito para chefiar os deputados é Hugo Motta (Republicanos-PB), enquanto o futuro comandante dos senadores deve ser Davi Alcolumbre (União-AP).

Ou seja: até fevereiro, o Congresso não deve reagir porque Lira e Pacheco estão de saída, ao mesmo tempo em que Motta e Alcolumbre ainda não assumiram seus cargos oficialmente. Líderes partidários também afirmaram, sob reserva, que enfrentam dificuldades para se comunicar entre si. Vários estão “de férias” nos seus estados e não estão comparecendo com assiduidade aos grupos de WhatsApp.

Relator do Orçamento de 2025, que não pôde ser votado no fim deste ano, o senador Ângelo Coronel afirmou que não há como prever possíveis alterações no texto. O parlamentar ressalta que as exigências do STF já foram cumpridas com os novos parâmetros de transparência das emendas, aprovados pelo Congresso e sancionado pelo governo Lula.

“As exigências estão sendo cumpridas, tanto para rastreamento como transparência. Confesso que não entendi essa decisão. Acho que o ministro Dino pode ter dado uma decisão que já foi dada, pedindo a lei 210, acordada entre os Poderes. Quanto à transparência passada, o Senado fez um sistema em que parlamentares entram e geram um oficio mostrando que as emendas sem autor identificado eram dele”, disse o relator à coluna.

Coronel afirmou que ainda não conseguiu entrar em contato com Rodrigo Pacheco para falar sobre a decisão de Flávio Dino.

24 dezembro 2024

Risco de desmoronamento impede resgate de caminhões sobre ponte que colapsou entre Maranhão e Tocantins


Dois caminhões e dois carros permanecem sobre a ponte que colapsou no Rio Tocantins, enquanto o risco de um novo desmoronamento impede a remoção dos veículos.

Além do perigo estrutural, há ameaça de contaminação por ácido sulfúrico, pois dois caminhões carregados com a substância caíram no rio.

Pelo menos 15 pessoas seguem desaparecidas, entre elas caminhoneiros, mulheres, crianças e políticos.

Autoridades do Maranhão e do Tocantins monitoram a situação e avaliam os próximos passos.

O governo Lula prometeu contratar a reconstrução da estrutura por R$ 100 milhões até o final deste ano.