25 novembro 2025

Moraes manda comunicar TSE sobre inelegibilidade de Bolsonaro


BRASIL - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (25) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja comunicado que o ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível em função da condenação a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.

Mais cedo, o ministro determinou a execução da pena de Bolsonaro e dos demais réus condenados no núcleo 1 da trama golpista.


"Oficie à presidência do Tribunal Superior Eleitoral, nos termos do art. 1º, I, 1. 10, da Lei Complementar nº 135/2010, para fins de inelegibilidade do réu Jair Messias Bolsonaro em virtude de decisão condenatória colegiada", afirmou.

Com a condenação, Bolsonaro fica inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. De acordo com a atual redação da norma, quem é condenado por decisão judicial colegiada fica impedido de disputar as eleições pelo prazo de oito anos após o cumprimento da pena.

Dessa forma, o ex-presidente está inelegível até 2060. Nesse pleito, Bolsonaro terá 105 anos. Atualmente, ele tem 70.

Bolsonaro já está inelegível até 2030 por ter sido condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico.

A condenação ocorreu pela reunião realizada com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação.

Prefeita de Arari agride fisicamente sua empregada doméstica negra no dia Consciência Negra


A empregada doméstica Mazolina de Jesus Rodrigues (foto abaixo) procurou a Polícia Civil do Maranhão, por meio da Delegacia de Polícia de Arari, nesta quinta-feira (25), para registrar o Boletim de Ocorrência nº 00384061/2025 no qual faz graves e chocantes relatos de agressão física, verbal e psicológica contra a prefeita do município, Maria Alves Muniz, conhecida popularmente como “Simplesmente Maria”.

De acordo com senhora Mazolina, no dia 20 de novembro, feriado, Dia da Consciência Negra, por volta de meia-noite e meia, ela estava trabalhando na casa da prefeita Maria, lavando louça e ajudando a arrumar a mesa, enquanto a gestora e familiais estavam em momento de lazer sob o consume de bebida alcoólica. Após realizar seus serviços a funcionária foi para sua casa, que fica nos fundos da residência da prefeita.

Instantes após, o marido da prefeita, o senhor Bebeto Abas, chegou acompanhado do esposo da emprega doméstica, ambos embriagados e se direcionaram à cozinha, onde também estava o secretário Municipal de Cultura e outras pessoas.

Ainda segundo os relatos da senhora Mazolina, ela pediu que o seu neto fosse chamar pelo marido que estava bebendo com a prefeita e os convidados, mas “Simplesmente Maria” respondeu que o caseiro não iria sair da roda de bebida “porque quem mandava nele era a prefeita”.

A doméstica, então, foi até o marido que estava sentado perto de onde “Simplesmente Maria” estava dançando, tocou no ombro dele e pediu que fosse para casa. “chamei duas vezes e ele nem reagiu”.

Foi, então, que a prefeita Maria avançou sobre a doméstica e começou a agredi-la verbalmente: “Disse gritando que quem mandava no meu marido era ela e que ele só iria se levantar quando ela quisesse. Eu perguntei se meu marido era meu ou dela, nesse momento ela avançou de novo, me pegou nas costelas com tanta força que doeu muito, depois segurou meu braço com força e continuou me agredindo, me empurrando até a porta do quintal. Só parou porque a Zezé fechou a porta do quintal e puxou ela para trás; a Maria queria continuar me batendo. A Zezé segurou a Maria pelos braços para ela me soltar.” Relatou a mulher à Polícia.

– “Não adiantava alisar o cabelo, porque é cabelo de preto”


Mazolina de Jesus Rodrigues também diz no Boletim de Ocorrência que essa foi a primeira vez que a prefeita Maria Alves lhe agrediu fisicamente, mas que vivia sendo humilhada e agredida verbalmente por ela. “A Maria me xingava, me chamava de louca, de desgraça, caralho, de todo nome ruim. Um dia me chamou de preta e disse que não adiantava alisar o cabelo, porque era cabelo de preto.” afirma

A empregada doméstica conta que toda vez que a prefeita consumia bebida alcoólica, ela ficava agressiva, escandalosa e “esculhambava” a funcionária. “Tudo foi gravado pelas câmeras de segurança da casa, porque elas ficam ligadas o tempo todo e nunca são desligadas. No dia seguinte, quando meu marido acordou, já veio me chamando de vagabunda e mandando eu sair de casa. Pegou o revólver do vigia e disse que, se eu não saísse, ia me matar. Eu me desesperei, fiquei muito nervosa, chamei o filho dele e me levaram para a quitinete de uma amiga. Deixei o quarto trancado porque meus pertences ainda estão lá.” Concluiu.

O caso agora segue para a investigação da Polícia Civil…

Com informações do Blog Domingos Costa

Posto de Combustível da família do prefeito Fred Campos é investigado por adulteração de combustível e sonegação fiscal


O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), deflagrou na manhã desta terça-feira (25) a Operação Verus, que mira um amplo esquema criminoso envolvendo sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e a atuação de uma organização criminosa que utilizava estruturas aparentemente legais para praticar irregularidades no setor de derivados de petróleo.

A ação é realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ/MA) e conta com o apoio do GAECO/MPMA, além do suporte técnico do Instituto de Criminalística do Maranhão (ICRIM), da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Instituto Combustível Legal (ICL).

Nesta primeira fase, equipes concentraram fiscalizações e diligências em postos de combustíveis localizados em São Luís (7), Imperatriz (4), Caxias (3) e Timon (2). Segundo o MPMA, foram encontradas irregularidades graves, entre elas:

• Venda de combustíveis sem autorização da ANP;

• Indícios de fraude fiscal em compras e revendas, com movimentações incompatíveis com a capacidade operacional declarada;

• Suspeita de revenda de gasolina adulterada, colocando consumidores em risco;

• Uso de maquininhas de cartão registradas em nome de terceiros, prática que indica possível ocultação de receitas e desvio de valores.



A seguir, a lista completa dos estabelecimentos investigados:

Postos investigados em São Luís (7)

• Posto São Domingos – Bequimão: Razão social: Posto de Gasolina Século Futuro Ltda – EPP

• Posto ALE – Av Beira Mar – Razão Social: Revendedora Sopetro Ltda

• Posto SHELL – Jaracati- Razão social: Super Games Comercial Ltda

• Posto Djalma Dutra – BR-135 – Razão social: M P Comércio de Combustíveis Ltda

• Posto Bacanga Areinha – Razão social: Posto Bacanga Ltda

• Posto Julia Campos Trizidela do Cohatrac – Razão social: Posto Joyce VII Eireli

• Posto FH – Filipinho – Razão social: F H Freitas e Cia Ltda


Postos investigados em Imperatriz (4)

• Darcy dos Santos Lopes

• M.H.T Derivados de Petróleo

• Auto Posto Abreu & Silva Ltda

• Ecodrive Combustíveis Ltda


Postos investigados em Caxias (3)

• Posto Mais TD Ltda

• Posto Hidrolândia Ltda

• Auto Posto Baruc Ltda


Postos investigados em Timon (2)

• J. V. Magalhães

• L. C. Oliveira de Oliveira Ltda

STF garante por unanimidade reeleição de Iracema na Alema


O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta segunda-feira, 24, o processo em que se questionava a reeleição da deputada estadual Iracema Vale à presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão.

O último voto favorável à parlamentar foi dado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, garantindo 10 votos pela manutenção do resultado do pleito – nenhum ministro votou contra.

A análise do caso prosseguiu depois de o ministro Luiz Fux cancelar um pedido de destaque que havia sido feito e após a relatora do processo, ministra Cármen Lúcia, rejeitar mais um pedido protelatório do PCdoB (relembre).

Na ação, o Solidariedade insurgia-se contra o critério de idade para desempate da eleição, que havia terminado com 21 votos para Iracema e os mesmos 21 votos para Othelino neto (SD) em novembro do ano passado.

Reunião do PL tem bronca de Michelle, Flávio ungido porta-voz de Bolsonaro e reconciliação


A reunião emergencial feita pelo Partido Liberal em Brasília na tarde desta segunda-feira, 24, teve broncas públicas entre os participantes, a escolha de um porta-voz oficial para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e momentos de reconciliação, segundo relatos feitos ao Estadão.

O encontro foi convocado pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, para debater como realinhar a tropa em defesa de Bolsonaro, preso preventivamente no sábado, 22. Cerca de 50 parlamentares se reuniram num auditório da sede do partido por quase três horas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi ungido porta-voz do pai. Ficará sob sua responsabilidade, em alinhamento com os irmãos e a madrasta Michelle, repassar aos parlamentares as orientações do ex-presidente, preso numa cela especial na Superintendência Regional da Polícia Federal.

Um deputado federal então perguntou a Flávio qual orientação os bolsonaristas deveriam seguir, uma vez que Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os Estados Unidos para trabalhar por sanções contra o STF, tem agido em dissonância com a atuação do PL em solo brasileiro.

“Isso vocês podem deixar que eu vou resolver”, respondeu Flávio.

O senador chegou a dar uma bronca pública no marqueteiro do PL, Duda Lima, sobre as inserções que a legenda tem promovido na TV, no rádio e na internet, convocando apoiadores a se filiarem. “Por que o meu pai não está nas inserções?”, questionou Flávio de cima do palco.

Michelle foi outra a puxar a orelha dos colegas. Ela criticou as brigas e a “lavagem de roupa suja” em público que têm sido feitas nas últimas semanas, expondo fragilidades e desunião no bolsonarismo.

Ela citou nominalmente Gilvan da Federal (PL-ES) ao se queixar da postura do deputado — que chegou a reclamar publicamente de uma vistoria feita dias atrás pelos senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), Izalci Lucas (PL-DF) e Marcio Bittar (PL-AC) ao Complexo Penitenciário da Papuda.

A intenção dos senadores era denunciar o estado da prisão que pode receber Bolsonaro a partir da execução da pena. Gilvan afirmou na ocasião ser “inadmissível” ver senadores admitindo a prisão do ex-presidente.

Michelle argumentou que quem mais sofre pela prisão de Bolsonaro é ela, enquanto esposa, e que os correligionários precisam conversar a sós para lidar com insatisfações, em vez de expô-las na internet. Ela não comentou a visita que fez neste domingo ao marido.

A ex-primeira-dama também afirmou que “reza pela vida e pela alma” de Moraes, para que ele melhore e tenha mais juízo em suas decisões, e disse que, como cristã, não vai rezar para desejar o mal a ninguém.

O encontro teve momentos de reconciliação. Michelle, que tem convivência difícil com os enteados, chamou Renan Bolsonaro ao palco ao fim do evento para a oração pelo ex-presidente. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, rasgou elogios ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que tem sido alvo de críticas da família Bolsonaro nos últimos meses.

Um dos advogados de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno fez uma explicação do que ele considera ser pontos graves do processo que culminou na condenação do cliente, segundo relatos. Ele afirmou que não adiantaria o ex-presidente contratar os melhores advogados do mundo que o desfecho do julgamento não mudaria.

Bueno disse que Bolsonaro é vítima de violações de direitos humanos, e que, pelo fato de ter a saúde deteriorada e pela idade avançada e também por ser militar, o cliente deveria ficar numa cela especial num quartel-general do Exército, assim como o general Braga Netto, também condenado por tentativa de golpe.

Realinhamento de discurso e novo gás pela anistia

Na saída da reunião, o tom foi outro. Flávio e o senador Rogério Marinho (PL-RN) deram entrevista em que acusaram Moraes de intolerância religiosa e defenderam a retomada do projeto de lei da anistia no Congresso.

Flávio afirmou que um eventual projeto de lei que foque na redução de penas dos condenados no 8 de Janeiro não interessa ao PL. Mas os parlamentares defendem que a proposta seja primeiro colocada em votação para então se votar qual o texto a ser aprovado.

“Não abrimos mão de buscar isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes, ainda mais depois desse último ato de tirar o presidente Bolsonaro da prisão domiciliar com base em intolerância religiosa”, afirmou o senador.

A acusação de intolerância religiosa reside no fato de que Moraes embasou parte de sua decisão na convocação de uma vigília que o próprio senador convocou para a noite do sábado. O ministro entendeu que ela poderia provocar uma confusão que facilitaria uma eventual fuga de Bolsonaro.

“Eu fiz um chamado para orar pelo presidente Bolsonaro, pela sua saúde, por justiça. E de uma forma mirabolante nós vimos isso ser transformado, ser criminalizado. Fomos acusados de organização criminosa por querer exercer nosso direito ao culto. Que isso sirva de alerta a todas as lideranças religiosas deste País, que se não abrirem o olho agora amanhã será tarde demais”, disse Flávio.