19 fevereiro 2026

Moraes está com “sangue nos olhos”


Aliados do ministro do STF Alexandre de Moraes no Judiciário afirmam que ele está com o “sangue nos olhos” para descobrir quem está por trás do acesso indevido aos dados fiscais de sua esposa, a advogada Viviane Barci.

De acordo com um influente ministro do Supremo próximo a Moraes, o magistrado demonstra, nos bastidores, que “vai para cima” de quem organizou o que ele considera como uma “pancadaria” contra a Corte.

De acordo com esse magistrado próximo a Moraes, o ministro do STF desconfia haver “banqueiros” e membros do Poder Executivo por trás do vazamento dos dados. Até mesmo a imprensa estaria na mira de Moraes.

Desde o fim de 2025, vale lembrar, foi graças à imprensa que veio à tona a notícia de que o escritório da esposa de Moraes tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, montante que foge do padrão do mercado.

Moraes, como revelou a coluna, quebrou os sigilos de quatro servidores públicos suspeitos de acessar os dados de ministros do STF e de seus familiares. O objetivo dele é saber se eles venderam esses dados — e quem pagou.

18 fevereiro 2026

Brandão vai a Brasília na expectativa de definição do PT sobre aliança no MA


Passado o período de carnaval, a classe política retorna às articulações políticas para as eleições de 2026. Um dos pontos mais esperado é a decisão sobre a relação do PT e do MDB no Maranhão para a sucessão estadual. Tanto o presidente nacional do PT, Edinho Silva, quanto do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, já declararam que os partidos não estarão no mesmo palanque.

E para saber se a situação é irreversível, o governador Carlos Brandão (sem partido) quer ouvir do próprio Edinho Silva qual a decisão do PT. O maranhense estará em Brasília na próxima semana com a expectativa de reunir com o petista mesmo sabendo que o próprio Edinho falou aos membros do PT do Maranhão que a conversa final será com o presidente Lula.

Como já mostrado pela coluna, a ideia do Palácio dos Leões é garantir a neutralidade do presidente Lula mesmo o PT apoiando outro candidato. Uma repetição bem parecida com a que ocorreu em 2014.

O argumento será sustentado pela justificativa do tamanho do grupo comandado por Brandão com mais de 150 prefeitos e que podem garantir o apoio incondicional a reeleição de Lula mesmo sem ele declarar apoio ao candidato do governo que será Orleans Brandão.

Esta solução em nada agrada os dinistas que trabalham para que isso não ocorra e contam com a força suprema da Praça dos Três Poderes. A mesma força que age para não levar o PT a apoiar Orleans Brandão para levar a uma substituição da cadidatura do emedebista.

Escola que homenageou Lula, Acadêmicos de Niterói fica em último é rebaixada no Rio


A escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula (PT) no desfile deste ano na Sapucaí, foi rebaixada um ano após ascender ao Grupo Especial. Na apuração, nesta quarta (18), a agremiação somou apenas 264,6 pontos.

Além de saudar a história do petista, a apresentação também fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), rival de Lula retratado como o palhaço Bozo na avenida.

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, assistiu à homenagem com o presidente e causou surpresa ao não desfilar. Ela era esperada no último carro da escola e foi substituída pela cantora Fafá de Belém.

O samba-enredo gerou controvérsia devido ao risco de resultar em propaganda política antecipada no ano eleitoral. Lula deve concorrer à reeleição em 2026.

O presidente esteve em um camarote na Sapucaí, de onde acenou para apoiadores nas arquibancadas.

A escola recebeu as menores notas em 7 dos 9 quesitos: comissão de frente, bateria, mestre-sala e porta-bandeira, alegorias e adereços, harmonia, fantasia e enredo.

As únicas notas máximas obtidas pela agremiação foram em samba-enredo.

A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que abriu os desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro com um enredo em homenagem ao presidente Lula, mirou grupos religiosos evangélicos, representantes do agronegócio e a oposição ao governo. No documento entregue à entidade responsável pela organização da festa, a agremiação definiu a ala como “neoconservadores em conserva”.




A ala integrou o 5º setor do desfile, intitulado “Assim que se firma a soberania”, e representa um grupo que, segundo o texto, atua fortemente em oposição a Lula. A apresentação ocorreu na madrugada de segunda-feira, 16.

“O humor segue em voga para caracterizar os chamados ‘neoconservadores’. Um grupo que atua fortemente em oposição a Lula, votando contra a maioria das pautas defendidas por ele, como privatizações e o fim da escala de trabalho 6×1. O movimento em ascensão no Brasil passou a se associar, dentro do campo político, aos seguidores da extrema direita”, diz o roteiro apresentado pela escola à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa).

A Acadêmicos de Niterói também detalha a concepção da fantasia. Segundo o documento, os “neoconservadores” defendem a “dita família tradicional”, formada exclusivamente por um homem, uma mulher e os filhos.

“A fantasia traz uma lata de conserva, com uma defesa da dita família tradicional, formada exclusivamente por um homem, uma mulher e os filhos. Na cabeça dos componentes, há uma variação de elementos para enumerar os grupos que levantam a bandeira do neoconservadorismo. São eles: os representantes do agronegócio (na figura de um fazendeiro), uma mulher de classe alta (perua), os defensores da ditadura militar e os grupos religiosos evangélicos. No Congresso Nacional, formam um bloco conservador que defende pautas como flexibilização do porte de armas, exaltação às Forças Armadas, interesses do agronegócio e dos valores tradicionais da família”, continua o texto.

O enredo da escola, intitulado “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o operário do Brasil”, apresentou a trajetória política do presidente e encerrou o desfile com uma “ode à soberania nacional”, contrapondo o que classifica como avanço da extrema direita, representado, entre outros elementos, pelas latas em conserva.

Repercussão

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira, 17, que o desfile “cometeu prática de preconceito religioso dirigido aos cristãos”. A entidade citou especificamente a ala das latas em conserva.

Parlamentares da oposição também afirmaram que a representação teve caráter depreciativo.

Antes mesmo de o desfile ocorrer, o enredo já havia sido alvo de críticas da oposição, que protocolou ações na Justiça para tentar barrar a apresentação da escola por suposta propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder.

A oposição questiona o aporte financeiro de R$ 1 milhão realizado pela Embratur, com interveniência do Ministério da Cultura, à escola. Um termo de colaboração firmado entre a empresa pública de fomento ao turismo e a Liesa prevê investimento total de R$ 12 milhões (R$ 1 milhão para cada escola do Grupo Especial), destinado oficialmente à promoção internacional do carnaval do Rio como produto turístico.

O Partido Novo, por exemplo, informou que pretende apresentar nova ação. Após o desfile, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, também afirmou que vai protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra supostos crimes eleitorais cometidos pelo PT.

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, reagiu às críticas e classificou como “ridícula” a tentativa de transformar a homenagem ao presidente Lula em desgaste político.

Especialistas divergem sobre a eventual configuração de crime eleitoral. O advogado eleitoral Walber Agra, autor da ação que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível, avalia que a homenagem não teve gravidade suficiente para responsabilização no TSE.

Já a advogada eleitoral Marina Morais discorda. Para ela, a ação é cabível, pois uma investigação poderia esclarecer como o evento foi financiado, concebido e qual seu eventual impacto no eleitorado.

Desfile em homenagem a Lula foi um desastre na avaliação do PT e do Planalto

Todas as pesquisas e trackings que o Palácio do Planalto teve acesso apontam numa só direção: foi catastrófico para Lula o desfile da Acadêmicos de Niterói.

Não só o conjunto da obra não agradou a quem a essa altura o governo deveria querer seduzir — os evangélicos. Foi pior: a ala que representou a “família tradicional” dentro de uma lata de conservas está sendo vista no próprio governo como um desastre.

“Todo um trabalho de aproximação com os evangélicos foi jogado fora”, diz um líder petista.

Um ministro de Lula chega a dizer que essa ala é a “prova de que o governo não teve qualquer interferência na concepção do desfile”.

O fato é que o PT já começou desde ontem a tentar baixar o fogo.

Diz Edinho Silva, presidente do PT:

— A Acadêmicos de Niterói teve e tem autonomia para definir seu enredo e suas alegorias, tentar utilizar uma construção da escola para atacar o presidente Lula chega a ser ridículo; todos sabem do respeito que ele tem pela comunidade evangélica, e pelas suas lideranças.

(Lauro Jardim)

17 fevereiro 2026

Brandão se solidariza com famílias de maranhenses mortos em acidente em SP


O governador do Maranhão, Carlos Brandão, se pronunciou em suas redes sociais sobre o acidente que matou maranhenses na BR-153, nas proximidades de Marília, em São Paulo. O ônibus levava 51 trabalhadores para lavouras de maçã em Santa Catarina.

“Nossas equipes de governo estão mobilizadas para prestar apoio às vítimas e aos familiares dos seis maranhenses que perderam a vida no acidente com o ônibus na BR-153, em Marília-SP, que seguia para Santa Catarina. A Defesa Civil do Maranhão está em contato com a Defesa Civil de São Paulo, a quem agradeço por todo o apoio que temos recebido. Me solidarizo com as famílias neste momento de dor e peço a Deus que fortaleça todos os atingidos por essa tragédia”, afirmou.

O coletivo havia saído de Governador Nunes Freire e teria perdido o controle após a explosão de um pneu. O acidente deixou oito mortos e dezenas de feridos.

Segundo as autoridades paulistas, o ônibus não tinha autorização para realizar transporte interestadual de passageiros. O caso está sob investigação.