16 fevereiro 2026

Servidores do Socorrão 2 relatam suposta coação e articulações políticas internas


Servidores do Socorrão 2 denunciaram ao Blog do Minard uma série de supostas irregularidades envolvendo a coordenação da unidade e possíveis articulações políticas com vereadores da região da Cidade Operária.

De acordo com as informações, a coordenadora Wagna Martins estaria atuando nos bastidores para derrubar a atual direção do hospital, comandada por Manuela Dias. Ainda segundo os servidores, funcionários vêm sendo coagidos, inclusive com a prática de filmagens no momento em que assinam o ponto de entrada e saída.

Os denunciantes afirmam que a pessoa responsável por realizar as gravações seria uma servidora contratada, e que é afilhada do prefeito Eduardo Braide.

Conforme os relatos, ela atuaria com o aval da coordenação e teria afirmado que assumiria futuramente a direção da unidade, além de ameaçar exonerar servidores contratados.

Caso confirmadas, as práticas denunciadas podem configurar irregularidades administrativas e violar normas trabalhistas do serviço público municipal.

O espaço segue aberto para esclarecimentos do Executivo Municipal. (Blog do Minard)

15 fevereiro 2026

Prefeitos que deixam o cargo para disputar governos têm só 30% de sucesso desde 2002


Prefeitos de capitais que deixam o cargo antes do fim do mandato para disputar governos estaduais enfrentam um histórico de alto risco eleitoral no Brasil. Levantamento mostra que, desde 2002, apenas seis dos 19 gestores que adotaram essa estratégia conseguiram vencer — um índice de sucesso de cerca de 30%.

O tema volta ao centro do debate com a possibilidade de que prefeitos como Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, e João Campos, no Recife, deixem seus cargos até abril para entrar na disputa estadual.

Entre os casos recentes de maior repercussão política, também estão declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou priorizar os cuidados com o ex-presidente após fala do senador Flávio Bolsonaro sobre eventual candidatura dela ao Senado pelo DF, e a decisão judicial que determinou retratação do deputado Rogério Correia por montagem envolvendo o ex-presidente.

CASOS DE SUCESSO E EXEMPLOS EMBLEMÁTICOS

Entre os prefeitos que deixaram o cargo e conseguiram se eleger governadores, destacam-se dois nomes de São Paulo: João Doria, eleito em 2018, e José Serra, em 2006 — este último alvo de forte escrutínio por ter prometido cumprir o mandato municipal.

Outros casos bem-sucedidos incluem Wilma Faria (Rio Grande do Norte, 2002), Marcelo Déda (Sergipe, 2006) e, em 2010, Beto Richa (Paraná) e Ricardo Coutinho (Paraíba).

Já entre os insucessos figura o ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro, derrotado em 2002 na disputa pelo governo gaúcho — embora tenha conseguido vencer anos depois, em 2010.

Outro revés recente foi o de Alexandre Kalil, que deixou a prefeitura de Belo Horizonte para concorrer ao governo de Minas Gerais em 2022, mas foi derrotado pelo então governador Romeu Zema ainda no primeiro turno.

Segundo o cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV EAESP, a saída antecipada costuma ser vista pelo eleitor como quebra de compromisso, o que ajuda a explicar o alto índice de derrotas.

O PESO POLÍTICO DA DECISÃO

O episódio envolvendo Serra é frequentemente citado como símbolo desse desgaste. Durante a campanha de 2004, ele assinou compromisso de cumprir o mandato, mas deixou a prefeitura dois anos depois para disputar o governo — e venceu.

A decisão, no entanto, foi explorada posteriormente pelo então prefeito Fernando Haddad na eleição municipal de 2012.

Já João Doria repetiu o movimento: deixou a prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo estadual e venceu, mas fracassou ao tentar deixar o cargo de governador para disputar a Presidência, sem conseguir viabilizar sua candidatura nem eleger o sucessor Rodrigo Garcia.

O CENÁRIO NO RIO E EM PERNAMBUCO

No caso do Rio, a eventual candidatura de Eduardo Paes seria inédita entre prefeitos da capital. Historicamente, o único ex-prefeito da cidade que chegou ao governo estadual foi Marcello Alencar, eleito em 1994 após deixar o cargo e mudar de partido, rompendo com Leonel Brizola.

Outro caso fluminense foi o de Anthony Garotinho, então prefeito de Campos dos Goytacazes, eleito governador em 1998.

Analistas avaliam que a cobrança por abandonar o mandato tende a ser menor no caso de Paes, já que a possibilidade era considerada desde a eleição e a escolha do vice Eduardo Cavaliere foi interpretada como sinal de sucessão. A historiadora Marly Motta destaca, porém, que o maior desafio do prefeito será ampliar sua influência fora da capital.

No Pernambuco, João Campos enfrenta cenário semelhante. Ele deve lidar com a força da governadora Raquel Lyra, que pode disputar a reeleição, além do peso da máquina estadual. Como trunfo, carrega o legado familiar de Eduardo Campos e Miguel Arraes.

POSSÍVEIS NOVOS MOVIMENTOS

Outro nome cotado é o prefeito de Maceió João Henrique Caldas (JHC), que avalia deixar o cargo, embora aliados considerem improvável uma candidatura caso o ministro Renan Filho entre na disputa.

Fora das capitais, há precedentes de sucesso, como Cássio Cunha Lima, que deixou a prefeitura de Campina Grande e se elegeu governador da Paraíba.

Reconhecimento facial leva à prisão de três foragidos no Carnaval de São Luís


Três foragidos da Justiça foram presos durante as primeiras noites de Carnaval na Avenida Litorânea, em São Luís, após serem identificados pelo sistema de reconhecimento facial da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Duas prisões ocorreram na sexta-feira, 13. Um homem com mandado por débito de pensão alimentícia foi localizado pelas câmeras e detido pela Polícia Militar após tentar fugir. Na mesma noite, foi preso um investigado por homicídio ocorrido em julho do ano passado no município de Turilândia.

No sábado, 14, uma mulher condenada por roubo e com mandado expedido pela 2ª Vara de Execuções Penais de São Luís foi identificada pelo sistema e presa por descumprimento do regime semiaberto.

Segundo a Segurança Pública, 35 câmeras com reconhecimento facial estão em operação na Avenida Litorânea, com apoio de drones e patrulhamento aéreo. Os presos foram encaminhados à base da Polícia Civil instalada no circuito e colocados à disposição da Justiça.

Com fé e tradição, São José de Ribamar dá início ao Carnaval 2026 com Banho de Cheiro de matriz africana

A cidade de São José de Ribamar, liderada pelo prefeito Dr. Julinho (PODEMOS), iniciou o Carnaval neste sábado (14) com um evento que uniu fé, tradição e resistência cultural. Organizado pela Secretaria Municipal de Cultura em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda (SEMAS), o primeiro dia de Carnaval na cidade foi marcado pelo tradicional e cultural Banho de Cheiro dos povos de matriz africana, realizado no Circuito Alessandra Santos.

O evento reuniu lideranças religiosas, moradores e turistas em um ato de celebração às identidades africanas que formam a base cultural do Maranhão. Com cânticos, defumação e distribuição de cheiro, o ritual simbolizou a purificação e as boas-vindas para os dias de festa.

O prefeito Dr. Julinho destacou a importância de a gestão municipal valorizar as manifestações de matriz africana como parte fundamental da identidade ribamarense: "O Banho de Cheiro não é apenas um ritual; é o reconhecimento da contribuição dos povos de terreiro para a nossa cultura. Nossa gestão está comprometida em promover um Carnaval inclusivo, que respeite e exalte todas as crenças e tradições."




A programação especial contou com a presença de importantes lideranças do município, que conduziram as cerimônias e reforçaram a importância da representatividade. Mãe Jandira, do Terreiro de Mina A Joia do Rei, uma das anfitriãs do evento, celebrou a abertura oficial e a visibilidade concedida às tradições afro: "Ver a prefeitura abraçar nossa cultura e colocar o Banho de Cheiro como abertura oficial do Carnaval é uma emoção imensa. Isso mostra que nossa fé e nossa luta estão sendo vistas e respeitadas. Que esse cheiro bom abra os caminhos para um Carnaval de paz, alegria e muita união entre todos os ribamarenses. É uma vitória do nosso povo de terreiro."

Também marcou presença Mãe Claudete, coordenadora de Promoção da Igualdade Racial do município e delegada da Federação de Umbanda. Para ela, o evento representa um passo concreto na luta contra a intolerância religiosa e na valorização da diversidade: "Estamos aqui hoje para ocupar este espaço que é nosso por direito. O Banho de Cheiro é um patrimônio imaterial que carrega a história dos nossos ancestrais. É assim que se constrói uma cidade mais justa: garantindo que todos os povos tenham vez e voz, especialmente no Carnaval, que é a festa da diversidade."

O evento no Circuito Alessandra Santos só confirma que o Carnaval da cidade será um dos mais inclusivos e culturalmente ricos de São José de Ribamar, unindo a tradição religiosa à alegria contagiante da folia.

Paço do Lumiar não terá Carnaval em 2026; prefeito Fred Campos não explica os motivos


Neste ano de 2026, a covardia do prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, gerou ainda mais insatisfação da população e uma enxurrada de críticas nas redes sociais.

O gestor sumiu da cidade nesse período carnavalesco e, até agora, sequer emitiu uma nota explicando os motivos que levaram ao cancelamento do carnaval.

A festa momesca movimenta a economia da cidade, gerando renda a diversos profissionais como mototaxistas, ambulantes e comerciantes locais. Contudo, para além de não realizar o circuito oficial até agora não se pronunciou a respeito do cancelamento dos 4 (quatro) dias de Carnaval.

Também chama atenção o silêncio dos artistas e manifestações culturais luminenses que, na campanha eleitoral de 2024, chegaram a gravar vídeo em apoio ao prefeito, exaltando o seu compromisso com a cultura popular. Agora esses mesmos artistas, silenciaram junto com o prefeito.

É o Paço do Lumiar em outro patamar...