28 fevereiro 2026

Iracema reafirma compromisso do Parlamento com trabalhadores rurais e o desenvolvimento do campo


A presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, deputada Iracema Vale (MDB), participou nesta quarta-feira (25), do Encontro Estadual de Sustentabilidade Político-Financeira promovido pela FETAEMA, com o tema “Organizar e Dialogar: Compromisso Coletivo faz a Luta Avançar!”.

A presidenta destacou a importância da organização das entidades representativas e da união de esforços entre instituições para garantir avanços concretos nas políticas públicas voltadas ao meio rural.

Durante o encontro, Iracema Vale reafirmou o compromisso do Parlamento Estadual com o diálogo permanente e a construção coletiva de soluções que promovam mais desenvolvimento, dignidade e oportunidades no campo.

O evento reuniu dirigentes de sindicatos filiados para fortalecer estratégias e ampliar o debate em torno das pautas que impactam diretamente os trabalhadores e trabalhadoras rurais agricultores familiares do Maranhão.

A mesa de diálogo foi coordenada pela presidenta da FETAEMA, Angela Silva, e contou com contribuições das diretoras da Federação, Nilvane dos Santos e Gersina Vieira Marques, além do secretário de Políticas Sociais da CONTAG, Erinaldo Lima.

27 fevereiro 2026

Outdoors sem assinatura pressionam Braide por liberação de recursos ao Aldenora Bello


Outdoors instalados em diferentes pontos de São Luís nos últimos dias passaram a cobrar do prefeito Eduardo Braide o repasse de recursos ao Hospital do Câncer Aldenora Bello, em São Luís. As peças trazem mensagens atribuídas a familiares de pacientes que realizam tratamento oncológico na unidade, pedindo que o município efetive o envio de verbas destinadas ao hospital.

Uma das placas diz que o prefeito “fecha os olhos” e “é contra” o trabalho desenvolvido pela unidade hospitalar, que é referência no tratamento de câncer no Maranhão e atende pacientes de diversas regiões do estado.

Os recados enviados por Bolsonaro a aliados para preservar Michelle


Incomodado com as notícias de recorrentes desavenças públicas dos filhos com a esposa, Jair Bolsonaro decidiu aproveitar as visitas de aliados na Papudinha, onde cumpre pena em Brasília, para enviar recados para que tirem Michelle do alvo de novos atritos. Os desentendimentos entre Michelle e os enteados são públicos, especialmente com Eduardo e Carlos.

Ungido como sucessor político do pai, Flávio Bolsonaro sempre foi o mais próximo, mas acabou afastado por ela após divergências políticas no Ceará. Em dezembro do ano passado, foi amplamente divulgada a confusão ocorrida em Fortaleza, quando a ex-primeira-dama foi contra a aliança, defendida pelos enteados, do PL com Ciro Gomes (PSDB), possível candidato ao governo do estado. Ao saber da briga, o ex-presidente desautorizou os filhos.

Jair Bolsonaro quer acabar com essas desavenças e deu ultimato para os aliados. Por isso, envia mensagens para que não alimentem ou repliquem as críticas ácidas dos filhos e de outros bolsonaristas. Mais do que isso, o ex-presidente pede unidade dentro da direita conservadora.

Além dos ataques recebidos dos familiares, Michelle foi alvo do jornalista Allan dos Santos, ativista da extrema direita, por participar de eventos no país enquanto Bolsonaro já estava preso “como se ele estivesse morto”. Da mesma forma, entrou na mira do pastor Silas Malafaia, que criticou a esposa de Bolsonaro pela pretensão de se apresentar como principal representante do público conservador no Brasil.

O clima fechou ainda mais quando Eduardo, que está nos Estados Unidos para fugir das investigações do Supremo, usou as redes sociais para criticar abertamente a falta de engajamento de Michelle e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na pré-campanha de Flávio. A ex-primeira-dama respondeu todos os ataques. No caso de Eduardo, usou as redes sociais para divulgar um vídeo fritando bananas, gesto interpretado como resposta cifrada, em alusão a um apelido do “02”.

Em função desses episódios, a ex-primeira-dama se distanciou ainda mais dos enteados e do cenário político. Ela esperava um pedido público de desculpas, o que não ocorreu. Com o peso de uma candidatura presidencial, Flávio costura a reaproximação com a madrasta, sem sucesso até agora. Michelle ainda tenta digerir a indireta do primogênito ao insinuar suposta frustração de Michelle logo após ser escolhido pelo pai como o herdeiro bolsonarista.

O filho escolhido por Bolsonaro para concorrer ao Planalto sabe o poder de influência que a ex-primeira-dama tem sobre o eleitorado feminino e evangélico, duas fatias indispensáveis para quem deseja ocupar a cadeira de presidente. Um encontro foi ensaiado recentemente, mas não vingou. Michelle considera recompor com Flávio, mas avalia ainda não ser a hora para entrar na pré-campanha. O momento é de se dedicar ao marido, ela diz.

Enquanto Jair Bolsonaro esteve em prisão domiciliar, Michelle viajou o país para participar de eventos como presidente do PL Mulher. A turnê para fortalecer o espólio bolsonarista permaneceu quando o ex-presidente tentou violar a tornozeleira eletrônica e foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal. Pouco após, ela se licenciou do cargo partidário, suspendeu as viagens políticas e assumiu o movimento para reivindicar melhores condições de custódia para o ex-presidente, até conseguir a transferência para a Papudinha. Desde a mudança, Michelle dedica os dias ao preparo de marmitas para o marido e pouco tem participado de eventos públicos. A exceção foi a caminhada organizada por Nikolas Ferreira em janeiro.

A aliados, a ex-primeira-dama tem repetido que não ficará de fora do principal projeto do bolsonarismo. Apenas avalia que não é o momento de trocar os cuidados com o marido pelas ambições políticas dos enteados. No centro desse grande fogo cruzado familiar, entre os filhos e a esposa, Bolsonaro desta vez escolheu Michelle.

26 fevereiro 2026

Lahesio Bonfim fica fora de estratégia de Flávio Bolsonaro


Segundo colocado na disputa ao Governo do Maranhão em 2022, Lahesio Bonfim sequer foi mencionado como possibilidade ao Palácio dos Leões nos manuscritos de Flávio Bolsonaro, revelados pelo site Congresso Em Foco. Para a corrida estadual, são postos pelo pré-candidato do PL à presidência os nomes de Eduardo Braide e Roberto Rocha.

O último também é uma hipótese ao Senado, junto com a deputada federal Detinha, que faria parte da cota de Valdemar da Costa Neto.

Filiado ao Novo, que tem Romeu Zema como postulante ao Planalto, Bonfim segue se colocando como postulante ao governo estadual, embora tenha diminuído sensivelmente o ritmo de pré-campanha.

A irreversibilidade da candidatura de Orleans Brandão


O cenário político maranhense atingiu um novo patamar de ebulição nesta semana. Apesar do diálogo mantido entre o governador Carlos Brandão e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o impasse sobre o posicionamento da legenda no Maranhão permanece sem solução. O fiel da balança tem sido o crescimento do secretário Orleans Brandão, cujo nome ganhou uma densidade eleitoral que altera profundamente as projeções para 2026.

​Levantamentos internos em posse do Palácio dos Leões indicam que Orleans é, atualmente, o quadro com maior viabilidade dentro do campo de apoio ao presidente Lula. Faltando oito meses para o pleito, os números dão ao governador o respaldo necessário para aguardar uma palavra final do próprio presidente da República. A consistência de Orleans no tabuleiro já provoca movimentos de realinhamento, inclusive entre aliados do pré-candidato Felipe Camarão, que passam a ventilar composições com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

​O cálculo de Carlos Brandão é estritamente pragmático: ele sustenta que um candidato viável, com base sólida e alinhamento ideológico à esquerda, é a engrenagem essencial para garantir uma votação expressiva a Lula no Maranhão. O argumento central é de que apostar em grupos que mantêm neutralidade no plano nacional poderia fragilizar a campanha de reeleição presidencial em um estado historicamente estratégico para o petismo.

​Diante da irreversibilidade da candidatura de Orleans, a expectativa é que o pragmatismo de Lula prevaleça na reorganização das peças políticas, incluindo a disputa pelas vagas ao Senado. Brandão aposta que os dados eleitorais convencerão o presidente de que o secretário representa a melhor opção para consolidar o palanque lulista no Maranhão, tornando a composição do campo governista um caminho sem volta.