11 fevereiro 2026

Alckmin pode não disputar eleição se não for vice de Lula, dizem interlocutores


O vice-presidente Geraldo Alckmin pode não disputar a eleição neste ano caso seja preterido para compor a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pela reeleição. A informação é de amigos e interlocutores de Alckmin, que demonstram incômodo com articulações internas no PT e entre assessores do presidente para substituir o atual vice.

Segundo esses aliados, Alckmin tem evitado comentar publicamente o assunto, mas, reservadamente, prefere permanecer como candidato a vice na chapa de Lula e não deseja disputar cargos eletivos em São Paulo.

Resistência a candidatura em São Paulo

De acordo com interlocutores, Alckmin não tem interesse em disputar eleição no estado de São Paulo, opção defendida por setores do PT que desejam que ele concorra ao governo paulista ou ao Senado.

Aliados também consideraram “deselegante” uma declaração recente do presidente Lula durante evento em que Alckmin estava presente. Na ocasião, Lula afirmou que Alckmin e o ministro Fernando Haddad teriam uma missão em São Paulo, o que foi interpretado como sinalização de que o vice poderia ser deslocado para uma disputa estadual.

PSB cobra permanência de Alckmin na chapa

Nesta terça-feira (10), o presidente nacional do PSB, o prefeito João Campos (PE), se reuniu com Lula para reforçar o desejo do partido de manter Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa presidencial.

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou mais cedo que a vaga seria de Alckmin caso ele queira continuar.

Bastidores indicam pressão por nome do MDB

Apesar das declarações públicas, interlocutores do governo apontam que, nos bastidores, assessores do presidente defendem que a vaga de vice seja ocupada por um nome do MDB, como estratégia para ampliar a composição ao centro.

A movimentação ocorre mesmo após reclamações do PSB, levadas diretamente a Lula por João Campos.

Com o avanço das articulações, aliados de Alckmin indicam que a permanência dele na chapa é tratada como prioridade pessoal, e que uma eventual substituição poderia levá-lo a não disputar nenhum cargo nas eleições deste ano.

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