13 maio 2026

Quaest: Lula retoma liderança com 42% das intenções de voto


Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de outubro. Lula voltou a aparecer numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio Bolsonaro.

Na pesquisa anterior, divulgada em abril, Flávio aparecia numericamente na liderança. Em março, os dois registravam 41% cada. Em dezembro, Lula tinha vantagem de dez pontos, que caiu para sete em janeiro e cinco em fevereiro.

Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, este é o terceiro mês consecutivo de empate técnico entre os dois nomes. Para ele, as oscilações seguem dentro da margem de erro, indicando um cenário competitivo.

Entre os eleitores independentes — aqueles que não se identificam nem com a direita nem com a esquerda —, 35% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois em um eventual segundo turno. Outros 31% escolheriam Flávio Bolsonaro e 29% votariam em Lula. Esse grupo representa 32% do eleitorado e pode ser decisivo na disputa.

Felipe Nunes avaliou que houve uma oscilação marginal favorável a Lula entre os independentes, interrompendo uma tendência negativa observada desde janeiro.


Cenário Lula x Flávio Bolsonaro

* Lula: 42% (40% em abril e 41% em março);

* Flávio Bolsonaro: 41% (42% em abril e 41% em março);

* Indecisos: 3%;

* Branco/nulo/não vai votar: 14%.

Cenário de primeiro turno

No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%.

Felipe Nunes avaliou que houve uma oscilação marginal favorável a Lula entre os independentes, interrompendo uma tendência negativa observada desde janeiro.

Na sequência aparecem:

* Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
* Romeu Zema (Novo): 4%;
* Renan Santos (Missão): 2%.


Outros candidatos somam 1% ou menos. Os indecisos representam 5%, enquanto 10% disseram que pretendem votar em branco, nulo ou não votar.

Segundo a Quaest, 63% dos entrevistados afirmaram que já têm decisão definitiva de voto. Outros 37% disseram que ainda podem mudar de escolha.

Avaliação do governo Lula

A pesquisa também apontou melhora nos índices de avaliação do governo. A desaprovação caiu de 52% em abril para 49% em maio. Já a aprovação passou de 43% para 46%.

A avaliação negativa do governo oscilou de 42% para 39%, enquanto a avaliação positiva subiu de 31% para 34%. Outros 25% classificam a gestão como regular.

De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados dizem ter visto mais notícias negativas sobre o governo, índice menor que o registrado em abril, quando era de 48%. Já o percentual dos que enxergam mais notícias positivas subiu de 23% para 32%.

Nas últimas semanas, o governo anunciou medidas com impacto direto no cenário político e econômico, como uma nova edição do programa Desenrola, voltado para renegociação de dívidas, além da revogação da chamada “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais de até US$ 50.

A Quaest também perguntou sobre o Desenrola 2.0. Para 50% dos entrevistados, o programa é uma boa iniciativa para ajudar famílias endividadas. Outros 48% acreditam que a medida ajudará muito quem está no vermelho.

Sobre a visita de Lula ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 43% disseram que o presidente brasileiro saiu politicamente mais forte após o encontro.

Outros cenários de segundo turno

Nos demais cenários testados pela Quaest, Lula aparece à frente dos adversários.

Lula x Romeu Zema

* Lula: 44%;
* Romeu Zema: 37%.

Lula x Ronaldo Caiado

* Lula: 44%;
* Ronaldo Caiado: 35%.

Lula x Renan Santos

* Lula: 45%;
* Renan Santos: 28%.

Medo eleitoral divide eleitores

A pesquisa também investigou qual cenário político causa mais preocupação nos brasileiros. Para 44% dos entrevistados, o maior receio é a volta da família Bolsonaro ao poder. Já 42% afirmaram ter mais medo da reeleição de Lula. Outros 7% disseram temer ambos os cenários.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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