Na pesquisa anterior, divulgada em abril, Flávio aparecia numericamente na liderança. Em março, os dois registravam 41% cada. Em dezembro, Lula tinha vantagem de dez pontos, que caiu para sete em janeiro e cinco em fevereiro.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, este é o terceiro mês consecutivo de empate técnico entre os dois nomes. Para ele, as oscilações seguem dentro da margem de erro, indicando um cenário competitivo.
Entre os eleitores independentes — aqueles que não se identificam nem com a direita nem com a esquerda —, 35% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois em um eventual segundo turno. Outros 31% escolheriam Flávio Bolsonaro e 29% votariam em Lula. Esse grupo representa 32% do eleitorado e pode ser decisivo na disputa.
Felipe Nunes avaliou que houve uma oscilação marginal favorável a Lula entre os independentes, interrompendo uma tendência negativa observada desde janeiro.
* Lula: 42% (40% em abril e 41% em março);
* Flávio Bolsonaro: 41% (42% em abril e 41% em março);
* Indecisos: 3%;
* Branco/nulo/não vai votar: 14%.
Cenário de primeiro turno
No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%.
Felipe Nunes avaliou que houve uma oscilação marginal favorável a Lula entre os independentes, interrompendo uma tendência negativa observada desde janeiro.
Na sequência aparecem:
* Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
* Romeu Zema (Novo): 4%;
* Renan Santos (Missão): 2%.
Segundo a Quaest, 63% dos entrevistados afirmaram que já têm decisão definitiva de voto. Outros 37% disseram que ainda podem mudar de escolha.
Avaliação do governo Lula
A pesquisa também apontou melhora nos índices de avaliação do governo. A desaprovação caiu de 52% em abril para 49% em maio. Já a aprovação passou de 43% para 46%.
A avaliação negativa do governo oscilou de 42% para 39%, enquanto a avaliação positiva subiu de 31% para 34%. Outros 25% classificam a gestão como regular.
De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados dizem ter visto mais notícias negativas sobre o governo, índice menor que o registrado em abril, quando era de 48%. Já o percentual dos que enxergam mais notícias positivas subiu de 23% para 32%.
Nas últimas semanas, o governo anunciou medidas com impacto direto no cenário político e econômico, como uma nova edição do programa Desenrola, voltado para renegociação de dívidas, além da revogação da chamada “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais de até US$ 50.
A Quaest também perguntou sobre o Desenrola 2.0. Para 50% dos entrevistados, o programa é uma boa iniciativa para ajudar famílias endividadas. Outros 48% acreditam que a medida ajudará muito quem está no vermelho.
Sobre a visita de Lula ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 43% disseram que o presidente brasileiro saiu politicamente mais forte após o encontro.
Outros cenários de segundo turno
Nos demais cenários testados pela Quaest, Lula aparece à frente dos adversários.
Lula x Romeu Zema
* Lula: 44%;
* Romeu Zema: 37%.
Lula x Ronaldo Caiado
* Lula: 44%;
* Ronaldo Caiado: 35%.
Lula x Renan Santos
* Lula: 45%;
* Renan Santos: 28%.
Medo eleitoral divide eleitores
A pesquisa também investigou qual cenário político causa mais preocupação nos brasileiros. Para 44% dos entrevistados, o maior receio é a volta da família Bolsonaro ao poder. Já 42% afirmaram ter mais medo da reeleição de Lula. Outros 7% disseram temer ambos os cenários.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.



Nenhum comentário:
Postar um comentário