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06 janeiro 2026

Depoimentos do prefeito e da primeira-dama de Turilândia são adiados pelo MP


As oitivas do prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e da primeira-dama do município, Eva Curió, previstas para ocorrer nesta terça-feira (6), foram adiadas para o dia 9 de janeiro deste ano. Ambos são investigados na Operação Tântalo II, que apura um esquema de corrupção em Turilândia envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal.

De acordo com informações preliminares, o adiamento foi solicitado pela defesa dos investigados e aceito pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA).

Paulo Curió e Eva Curió chegaram a se deslocar até a sede do MP, em São Luís, onde os depoimentos estão sendo realizados.

Operação investiga desvio de mais de R$ 56 milhões

O MPMA iniciou nesta semana os depoimentos dos investigados na Operação Tântalo II, que revelou um esquema de corrupção responsável pelo desvio de mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos de Turilândia.

Segundo o Ministério Público, o prefeito Paulo Curió é apontado como líder da organização criminosa e principal destinatário dos valores desviados por meio de empresas supostamente criadas de forma fictícia para fraudar contratos públicos.

Apenas uma investigada falou até agora

Na segunda-feira (5), primeira data das oitivas, apenas uma das seis pessoas convocadas decidiu prestar depoimento. A chefe do Setor de Compras da Prefeitura de Turilândia, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, negou qualquer participação no esquema de corrupção em Turilândia.

De acordo com o MP, Gerusa é investigada por supostamente auxiliar na gestão financeira dos recursos desviados e por ocultar a não execução de contratos firmados entre a Prefeitura e empresas envolvidas. Os demais investigados exerceram o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Investigados convocados para depor

Além de Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, também foram convocados na segunda-feira:

Eustáquio Diego Fabiano Campos – médico neurocirurgião, acusado de atuar como agiota em campanhas políticas;

Clementina de Jesus Pinheiro – pregoeira do município;

Wandson Jonath Barros – contador, apontado como controlador financeiro dos desvios;

Janaína Soares Lima – ex-vice-prefeita e proprietária do Posto Turi;

Marlon de Jesus Arouche Serrão – marido de Janaína e também proprietário do Posto Turi.

Próximas oitivas

Na quarta-feira (7), devem prestar depoimento a vice-prefeita de Turilândia, Tânya Karla Cardoso Mendonça, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva.

Após a conclusão de todas as oitivas, o Ministério Público deve confrontar os depoimentos com as provas já reunidas no inquérito e, na sequência, formalizar a denúncia à Justiça contra os envolvidos no esquema de corrupção em Turilândia. (Imirante)

22 dezembro 2025

Gaeco desbarata esquema de R$ 56 milhões em Turilândia


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Maranhão deflagrou, na manhã desta segunda-feira (22), a Operação Tântalo II, com o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão.

As ordens foram expedidas pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. A ação é desdobramento da Operação Tântalo, realizada em fevereiro.

Segundo procedimento investigatório instaurado no GAECO, há indícios de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro, supostamente praticados na gestão do prefeito Paulo Curió, no município de Turilândia.

As investigações envolvem empresas como Posto Turi, SP Freitas Júnior Ltda., Luminer e Serviços Ltda., MR Costa Ltda., AB Ferreira Ltda., Climatech Refrigeração e Serviços Ltda., JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda., WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura Ltda., além de pessoas físicas, servidores públicos, particulares e agentes políticos.

A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 9.445.213,17 nas contas dos investigados. O valor corresponde à diferença entre o montante inicialmente identificado, de R$ 33.979.768,02, e o total posteriormente apurado do dano ao erário, estimado em R$ 56.328.937,59.

Curió é marido de Eva do Curió, que tem chamado a atenção no meio político pela estrutura milionária montada para a pré-campanha a deputada estadual,

25 novembro 2025

Posto de Combustível da família do prefeito Fred Campos é investigado por adulteração de combustível e sonegação fiscal


O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), deflagrou na manhã desta terça-feira (25) a Operação Verus, que mira um amplo esquema criminoso envolvendo sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e a atuação de uma organização criminosa que utilizava estruturas aparentemente legais para praticar irregularidades no setor de derivados de petróleo.

A ação é realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ/MA) e conta com o apoio do GAECO/MPMA, além do suporte técnico do Instituto de Criminalística do Maranhão (ICRIM), da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Instituto Combustível Legal (ICL).

Nesta primeira fase, equipes concentraram fiscalizações e diligências em postos de combustíveis localizados em São Luís (7), Imperatriz (4), Caxias (3) e Timon (2). Segundo o MPMA, foram encontradas irregularidades graves, entre elas:

• Venda de combustíveis sem autorização da ANP;

• Indícios de fraude fiscal em compras e revendas, com movimentações incompatíveis com a capacidade operacional declarada;

• Suspeita de revenda de gasolina adulterada, colocando consumidores em risco;

• Uso de maquininhas de cartão registradas em nome de terceiros, prática que indica possível ocultação de receitas e desvio de valores.



A seguir, a lista completa dos estabelecimentos investigados:

Postos investigados em São Luís (7)

• Posto São Domingos – Bequimão: Razão social: Posto de Gasolina Século Futuro Ltda – EPP

• Posto ALE – Av Beira Mar – Razão Social: Revendedora Sopetro Ltda

• Posto SHELL – Jaracati- Razão social: Super Games Comercial Ltda

• Posto Djalma Dutra – BR-135 – Razão social: M P Comércio de Combustíveis Ltda

• Posto Bacanga Areinha – Razão social: Posto Bacanga Ltda

• Posto Julia Campos Trizidela do Cohatrac – Razão social: Posto Joyce VII Eireli

• Posto FH – Filipinho – Razão social: F H Freitas e Cia Ltda


Postos investigados em Imperatriz (4)

• Darcy dos Santos Lopes

• M.H.T Derivados de Petróleo

• Auto Posto Abreu & Silva Ltda

• Ecodrive Combustíveis Ltda


Postos investigados em Caxias (3)

• Posto Mais TD Ltda

• Posto Hidrolândia Ltda

• Auto Posto Baruc Ltda


Postos investigados em Timon (2)

• J. V. Magalhães

• L. C. Oliveira de Oliveira Ltda

29 agosto 2023

Ostentação com dinheiro público! Operador financeiro de Josimar compra carrões avaliados em mais de 2 milhões

Alvo do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) no bojo da operação ‘Maranhão Nostrum’, em 2021 (reveja aqui), o empresário Igor Castelo Branco, sócio proprietário da empresa Almeida e Lima, fez duas megas aquisições nos últimos dias.

Apontado nas investigações, à época, como um dos principais operadores financeiros do deputado federal Josimar Maranhãozinho, o empresário adquiriu, de uma só vez, dois carrões de luxo.

Trata-se de duas Range Rover Sport, ano 2023, zero km. O superesportivo de luxo foi lançado este ano e chegou ao Brasil com preço inicial de 985 mil, podendo chegar a casa dos 1,3 milhão.

Segundo apurou reportagem do Blog, o operador financeiro comprou um para uso próprio e deu outro de presente para sua esposa.

Por conta do valor e alto padrão, pouquíssimas unidades são vistas pelas ruas da capital maranhense.

O dinheiro para tanto luxo explicasse nos altos contratos já mantidos por Igor Castelo Branco em prefeituras ligadas ao deputado.

No total, mais de 40 milhões foram movimentados via prefeitura de Zé Doca, Centro do Guilherme, e Maranhãozinho. 

Com estilo de vida esbanjador, Igor nunca escondeu de onde vinha tanto dinheiro.

Levantando do Blog do Maldine Vieira apura, agora, se o empresário ainda vem mantendo contrato nas prefeituras ligadas ao deputado, ou se a operação do Gaeco foi o suficiente para freia-lós.

13 agosto 2023

Deputada Federal do MA encerra grupos de WhatsApp após Operação da PF

Com receio de possíveis repercussões após a operação “Véu de Maquiavel” — na qual seu sobrinho, o vereador Aldir Junior, é um dos investigados pelo GAECO — a deputada federal Detinha ordenou o encerramento de todos os grupos do WhatsApp que estavam sob seu comando. 

Na última sexta-feira (11), a ordem foi cumprida de forma rápida e eficaz, eliminando qualquer vestígio dos grupos secretos no WhatsApp. Curiosamente, o grupo “Detinha Polo Grande Ilha” foi o primeiro a ser excluído.

Fica a pergunta: qual a razão da pressa em desfazer-se desse grupo com tamanha rapidez?

O que esse grupo escondia de tão importante?

17 março 2022

Gaeco deflagra ação contra suposto esquema na Secretaria de Infraestrutura de ITZ


O Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (GAECO), juntamente com a Policia Civil do Estado do Maranhão, com o apoio operacional do GAECO – RJ e do Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO), em apoio a investigação em curso na 1ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público de Imperatriz, realizam na manhã desta quinta-feira, 17, nas cidades de Imperatriz (MA), Rio de Janeiro (RJ) e São Miguel (TO), a Operação Impacto.

A Operação resultou na prisão preventiva de um servidor público vinculado a Superintendência de Limpeza Pública Urbana de Imperatriz, investigado pelo suposto cometimento dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidades documentais e fraudes licitatórias associado com outros servidores da Secretaria de de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sinfra) e de outros órgãos públicos do Município de Imperatriz.

As investigações se iniciaram após representação formulada pela 1º Promotoria de Justiça Especializada na defesa do Patrimônio Público de Imperatriz, dando conta de uma possível organização criminosa com atuação no âmbito da Sinfra e Superintendência de Limpeza Pública Urbana de Imperatriz, integrada por agentes públicos e por particulares, dividida em núcleos administrativo e empresarial, estruturada para o desvio de verbas públicas do erário municipal.

No curso da investigação, foram colhidos indícios de que um grupo criminoso organizado atuou para direcionar, em favor de uma empresa, a Concorrência Pública 003/2017-SINFRA (processo licitatório 22.01.027/2017-SINFRA), destinado a contratação de firma especializada em limpeza pública urbana pelo prazo de doze meses. O processo efetivamente resultou na contratação, em maio de 2018, da empresa investigada, pelo valor de R$ 25.968.018,96. O valor foi elevado ao total de R$ 58.183.579,48 depois de dois aditivos que estenderam o contrato até março de 2021.

Além de uma prisão preventiva, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, em endereços vinculados aos investigados, nas cidades de Imperatriz (MA), Rio de Janeiro (RJ) e São Miguel (TO), assim como na sede da empresa e em algumas Secretarias Municipais de Imperatriz, com o objetivo de coletar elementos documentais probatórios.

A decisão judicial, deferida pela 1ª Vara Criminal de Organização Criminosa da Comarca de São Luís/MA, além das medidas cautelares pessoais e probatórias, determinou, ainda, a indisponibilidade e bloqueio de bens de valores correspondentes ao ganho econômico supostamente conseguido pelos agentes, calculado em R$ 10 milhões. Este valor foi o confirmado pericialmente, até o momento, resultado de superfaturamento nos pagamentos realizados.

Foi determinado, ainda, o afastamento temporário de quatro servidores públicos investigados. Entre eles estão o secretário e subsecretário da Sinfra de Imperatriz, o superintendente de Limpeza Pública Urbana e um fiscal do contrato, que foram afastados por tempo indeterminado dos cargos públicos.

Após os procedimentos de praxe, o preso será encaminhado ao Instituto Médico Legal para realização de exame de corpo de delito, com posterior encaminhamento a Unidade Prisional de Imperatriz, onde permanecerá à disposição da Justiça.