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domingo, 20 de março de 2022

“Minha pré-candidatura tem incomodado muito”, diz Edivaldo Holanda Jr


O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao governo do Maranhão, Edivaldo Holanda Junior (PSD), afirmou em entrevista publicada na edição deste sábado (19) do jornal O Imparcial que frequentemente é alvo de fake news que tentam colocar em dúvida a sua pré-candidatura. Ele assegurou que assim como foi o primeiro pré-candidato a ter o nome oficializado na disputa pela vaga no Palácio dos Leões, pretende ser o primeiro a registrar a sua candidatura.

“Eu sei que a minha pré-candidatura tem incomodado muito. Toda semana sou surpreendido com fake news circulando, dizem que irei disputar outros cargos. O intuito é confundir a população. Mas seguimos convictos do projeto, eu, meu partido e nossos aliados”, disse Edivaldo.

Na publicação, o pessedista contou que a boa aprovação da população ao fim da sua gestão como prefeito de São Luís o motivou a concorrer ao governo do estado nas eleições deste ano. Para ele, a avaliação positiva é resposta ao trabalho sério nos seus dois mandatos na administração municipal, além da sua contribuição ao longo da trajetória pública.

“Com essa experiência que acumulo, com bons resultados, sei que posso continuar ajudando a transformar a vida das pessoas para melhor, como tenho feito ao longo da minha trajetória de quase vinte anos de vida pública. Fui o primeiro pré-candidato a ter o nome oficializado e pretendo ser o primeiro a registrar a minha candidatura também”, assegurou.

Para continuar fortalecendo a sua pré-candidatura, Edivaldo disse que vai continuar com a sua agenda nos municípios e dialogando com as lideranças e com o cidadão. “Tenho andado por todo o Maranhão, apresentando o meu nome e ouvindo os seus anseios da população. Sempre fiz política dessa forma, conversando diretamente com as pessoas”, explicou.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Weverton avança pelo apoio do PSD


Não há como negar: o senador Weverton Rocha (PDT) deu passos importantes na costura pelo apoio do PSD a sua pré-candidatura ao Governo do Estado.

Seja no primeiro, ou no segundo turno.

O PSD, como se sabe, tem como pré-candidato o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior.

Mas as recentes declarações do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, sobre a possibilidade de apoio ao colega senador pedetista abriram uma “janela de oportunidade”.

Com um detalhe: logo após afirmar à TV Mirante que Weverton tem uma candidatura “próxima à gente” e que – caso o apoio não se confirme no primeiro turno – deseja um “pacto de não agressão” que viabilize uma composição no segundo (saiba mais), Pacheco esteve em Imperatriz, justamente ao lado do pedetista.

Foi uma sinalização importante...

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Desmonte do palanque nacional do PSD pode afetar Edivaldo


O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD), abandonou a sua pré-candidatura à Presidência da República, o que pode influenciar Edivaldo Holanda Júnior (PSD) na intenção de concorrer à sucessão de Flávio Dino (PSB).

A desistência de Pacheco deve-se ao seu baixo desempenho nas pesquisas eleitorais. Os últimos levantamentos mostram que o senador conseguiu registrar, no máximo, 1% das intenções de voto.

O ex-prefeito de São Luís apresenta um desempenho um pouco melhor em comparação ao colega de partido, mas ainda assim bem distante do senador Weverton Rocha (PDT) ou da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) na disputa pelo Palácio dos Leões.

Edivaldo empatou com Carlos Brandão (PSDB) nas últimas pesquisas. Mas, em algumas regiões do estado, chega a ter 1% das intenções de voto. A desenvoltura média dele depende exclusivamente do eleitorado da capital.


Com informações do Blog Marrapá

sábado, 16 de outubro de 2021

Josimar e assessor de Edilázio abasteceram no ‘mercadão de emendas’, diz revista


Matéria publicada pela revista Crusoé diz que grupo do deputado Josimar de Maranhãozinho (PL) repassou mais de meio milhão de reais para os cofres do Partido Liberal no ano passado.

A Crusoé se refere a Maranhãozinho como “deputado do mercadão de emendas”. Ele é um dos parlamentares investigados por suposto envolvimento em um esquema de compra e venda de emendas no Congresso Nacional.

O deputado Edilázio Júnior (PSD)também é envolvido no esquema através de advogado nomeado em seu gabinete. Segundo a publicação, além do próprio Josimar, que transferiu 314,4 mil reais para as contas dos diretórios nacional e estadual do PL, a legenda também foi contemplada com mais 270 mil reais repassados por dois advogados que defendem Maranhãozinho e mais uma série de políticos do Centrão.

‘Um deles, José Helias Sekeff do Lago, também é assessor parlamentar do deputado maranhense Edilázio Junior, do PSD, aliado de Maranhãozinho. Ele recebe salário bruto de 15,7 mil reais e doou 150 mil reais para o PL por meio de oito transferências feitas entre os dias 8 e 20 de maio do ano passado’, diz a matéria.

Sekeff é nomeado no escritório político em São Luís do deputado maranhense. Edilázio é genro da desembargadora do Tribunal de Justiça do Maranhão, Nelma Sarney.

O advogado disse à Crusoé que o trabalho como assessor da Câmara é uma atividade “complementar”.

“Eu estou servidor, mas sou advogado. Trabalho para o cara do PSD, mas advogo para esse pessoal todinho, do PL, do PP, para várias prefeituras, para grandes construtoras. Pode parecer estranho, mas eu tenho capacidade para fazer isso (doação de 150 mil reais) e tenho como provar. Só no ano passado meu escritório faturou 6 milhões de reais”.

O poderoso assessor para atividades complementares do genro da desembargadora foi o advogado de Maranhãozinho nas eleições de 2018

A movimentação financeira do operador do Direito resume bem como funciona o Centrão no Nordeste, segundo a revista. Embora esteja lotado em um gabinete do PSD e tenha doado dinheiro para o PL, Sekeff diz que hoje é dirigente local do Progressistas, partido do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e do presidente da Câmara, Arthur Lira.

O repasse ao PL, Sekeff disse que foi uma doação para ajudar um amigo prefeito que não pode falar quem é.

“Ele estava saindo (da prefeitura) e me pediu: ajuda lá o Josimar que ele está precisando”.

A Crusoé ressalta na matéria que em sua mais recente edição, Maranhãozinho é um dos parlamentares investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de compra e venda de emendas parlamentares:

“Parte da verba vem do orçamento paralelo usado pelo governo Jair Bolsonaro para comprar apoio político no Congresso. Segundo a investigação, o dinheiro das emendas é repassado a prefeituras maranhenses indicadas pelo deputado e depois transferido a empresas de fachada pertencentes ao grupo político de Maranhãozinho. Na sequência, a verba vai para a conta da Construtora Madry, uma empresa que está em nome do próprio parlamentar e de sua irmã”.




Com informações do Blog do Garrone

sábado, 9 de outubro de 2021

Adriano Sarney inicia articulaçōes e garante filiação de Dalton Arruda no Partido Verde


Depois que as regras para as eleições foram formuladas e determinada o fim das coligações, os pré-candidatos começaram a procurar novos partidos para tentarem assegurar o mínimo de possibilidade eleitoral em 2022.

Depois que o deputado de mandato César Pires anunciou que iria entrar no partido PSD, comandado pelo deputado federal Edilázio, o pré-candidato a deputado estadual Dalton Arruda tratou logo de procurar novos parceiros para também poder ter viabilidade eleitoral.

Na noite de ontem, Dalton mais uma vez foi visto com o comandante do Partido Verde e, agora, pré-candidato a deputado federal Adriano Sarney.

“Dessa vez, Minard, espero que você escreva que Dalton é que vem para o PV, e não eu que irei para o PSD”, disse Adriano em tom bem humorado ao titular do Blog.



Com informações do Blog do Minard

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Edivaldo evita visitas no interior do Maranhão


Mais de um mês depois do ato político em que formalizou sua filiação e pré-candidatura ao Palácio dos Leões em 2022 pelo PSD, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, tem evitado viajar pelo interior do Maranhão.

Pouco conhecido depois do Estreito dos Mosquitos, que separa a Ilha de Upaon-Açu do continente, Edivaldo tem mantido apenas agendas na própria capital, a maioria dentro da própria residência.

O isolamento destoa do histórico montado pelo seu marketing eleitoral, de que poderia transitar pela cidade livremente porque teria deixado a gestão municipal com alta aprovação popular. Por consequência, sugere que o projeto político que traçou para a eleição do ano que vem não é para valer ou tende a implodir, possibilidade que prejudicaria neoaliados.

Também longe de entrevistas, Edivaldo Júnior impede questionamentos desagradáveis sobre casos de suposta corrupção e de como deixou São Luís para seu sucessor, Eduardo Braide (Podemos).

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Lula firma alianças com PSD, MDB, PSB e PDT no Nordeste


A recente viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi bem-sucedida para a formação de alianças regionais visando as eleições de 2022. Um balanço feito pela jornalista Andréa Jubé, do Valor, aponta que Lula costurou alianças com PDT, MDB e PSD na região. “Ele fez uma rede de arrasto”, disse o vice-presidente nacional do PT, deputado José Guimarães (CE).

“No Ceará, o PT vai reeditar a aliança de 16 anos com o PDT no Ceará. O palanque articulado entre as duas siglas destina a cabeça de chapa ao PDT. O ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio deve ser o candidato ao governo cearense, mas não se descartou ainda o nome da atual vice-governadora Izolda Cela (PDT)”, informa a repórter. “Em paralelo, o PT tem palanques avançados com o MDB no Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas. No Piauí, a cabeça de chapa e a vaga ao Senado ficam com o PT. O candidato à sucessão do governador Wellington dias (PT) é o secretário estadual de Fazenda, Rafael Fonteles (PT). Por sua vez, Dias tentará voltar ao Senado. O candidato a vice-governador será um nome escolhido pelo grupo do senador Marcelo Castro, presidente do MDB local”, prossegue.

“No Maranhão, Lula terá o apoio do grupo político do ex-presidente José Sarney, com quem se reuniu em um jantar no dia 19 de agosto em São Luís. A ex-governadora Roseana Sarney vai disputar uma vaga de deputada federal. Lula tenta construir um palanque único no Estado tendo o senador Weverton Rocha (PDT) na cabeça de chapa e o governador Flávio Dino (PSB) concorrendo ao Senado”, aponta ainda o Valor.

“Em Pernambuco, também será reeditada a aliança histórica entre PT e PSB – o objetivo principal é contar com a sigla do governador Paulo Câmara na coligação nacional encabeçada por Lula. Na Bahia, o senador Jaques Wagner (PT) encabeça a chapa estadual e Otto Alencar (PSD) tentará a reeleição ao Senado.”

domingo, 29 de agosto de 2021

PSD de Edilázio Jr perde o comando da Funasa


O Partido Social Democrático, PSD, presidido no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Júnior, começou a perder seus indicados no governo Jair Bolsonaro (sem partido). Saiu, nesta sexta-feira, 27, Giovanne da Silva do comando da Fundação Nacional de Saúde.

Giovanne havia sido indicado pelo PSD, que virou oposição a planeja lançar Rodrigo Pacheco como candidato da terceira via à Presidência da República.

Com isso o PSD perde o orçamento de 2,8 bilhões de reais. No seu lugar, assumiu um preposto de Valdemar Costa Neto, do PL, Miguel da Silva Marques. O chefão do PL vinha reivindicando a Funasa.

Aqui no Maranhão, o filho do ex-prefeito de Barreirinhas, Albérico Ferreira Filho (MDB) e atual Superientende da Funasa no Maranhão, Augusto Ferreira, que havia sido indicado por Edilázio deve perder o cargo para alguém indicado pelo presidente estadual do PL e deputado federal, Josimar de Maranhãozinho.

É aguardar para conferir.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Edivaldo não consegue ultrapassar o Estreito do Mosquistos


Pré-candidato ao governo do Estado, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior (PSD) ainda não conseguiu sair do Estreito dos Mosquitos para levar seu nome ao resto do Maranhão.

E o pior. Só consegue se reunir com os caciques do seu partido, o deputado federal Edilázio Júnior e o deputado estadual César Pires.

Neste final de semana, enquanto os outros pré-candidatos rodam o Maranhão alavancando seus projetos, a agenda de Holandinha se resumiu a um cafezinho com Pires em sua própria casa.

Como sua legenda não tem base no interior, e seus novos partidários não parecem preocupados em ajudar o pré-candidato, o projeto de Edivaldo tem grande chance de subir na janela.

Na história da política do Maranhão, nunca um candidato conseguiu se eleger apenas com a força da capital.

A situação de Holandinha não é nada boa nesse momento.

Marrapá

sábado, 7 de agosto de 2021

Contrariando o PSD, vereadora Karla Sarney participa de manifestações em defesa pelo voto impresso


A vereadora por São Luís, Karla Sarney (PSD), saiu às ruas de Brasília em manifestação pelo voto auditável nas eleições de 2022.

“Voto auditável já! A proposta não tem como objetivo retornar ao sistema de votação em cédula de papel. Pelo contrário, o intuito é que o voto continue sendo na urna eletrônica, mas após a confirmação do voto eletrônico, este seja impresso, conferido e automaticamente depositado em outra urna totalmente lacrada. Tudo sem contato direto com o papel”, escreveu a vereadora em suas redes sociais.

Importante ressaltar dois pontos nesse posicionando da vereadora Sarney, primeiro é que o presidente nacional do seu partido, Gilberto Kassab, é contra o voto impresso.

Outro destaque é o fato da proposta ter sido derrotada no nascedouro. Nesta quinta-feira (05) a Comissão do Voto Impresso na Câmara derrubou, por 23 votos a 11, a proposta bolsonarista para retomar a contagem manual dos votos.

Aliás, o deputado federal Edilázio Júnior, presidente estadual do PSD e familiar da vereadora, votou contra o voto impresso, defendido pela parlamentar da capital maranhense.

Ainda na capital federal, Karla conseguiu ser atendida em audiência pela Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves, a quem ela não economizou elogios e alega ter discutido assuntos relacionados a projetos em favor das mulheres.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Sem presença da classe política, Edivaldo se filia ao PSD


Sem presença da classe política maranhense, principalmente, dos prefeitos do próprio partido, assim foi o ato de filiação de Edivaldo Holanda Júnior no PSD, em cerimônia realizada no início desta tarde em Brasília, numa minúscula sala na sede nacional da sigla.

Edivaldo merecia uma “boas-vindas” à sua altura e condizente com seu tamanho político, entretanto, isso não aconteceu. E se a logística da filiação desagradou, o discurso de Edivaldo foi pior ainda. Quem esperava algo contundente, teve de se contentar com palavras mornas.

Com um tom ameno, Holanda Júnior confirmou sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões e disse que a partir de agora trabalhará para levar seu nome aos quatro cantos do Maranhão.

Quem participou?
Dos 18 deputados federais maranhenses, apenas um estava no evento, Edilázio Júnior, exatamente o presidente estadual do PSD;

Dos 42 deputados estaduais, apenas um se fez presente, César Pires;

Dos 31 vereadores de São Luís, só um estava lá, Karla Sarney;

Dos 217 prefeitos maranhenses, apenas dois participaram do ato: Letícia de Siba, de Bacurituba e Accioly Cardoso, de São Raimundo das Mangabeiras.

Luz amarela
O pouco prestígio político acendeu a luz amarela no PSD, pois fica nítido que Edivaldo sofrerá resistências em diversos municípios maranhenses nas eleições de 2022. Tornando a tarefa mais difícil para os deputados Edilázio Jr e César Pires (ainda no PV)


quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Pecha de ‘inconfiável’ revela início de um triste fim de Edivaldo


É quase unânime na classe política a avaliação de que o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda, deixou o prefeitura surfando em ondas tranquilas com relação à sua imagem.

Mas ao mesmo tempo em que deixou o Palácio de La Ravardière com uma imagem bem avaliada e popularidade da mesma forma, foi ainda no comando do Executivo da capital que EdeH começou um calvário que nenhum político quer para si: o da falta de confiança.

E o fator determinante para essa falta de confiança aconteceu na eleição de 2020 quando preferiu ficar em cima do muro, um erro crasso em política, que gerou suas consequências naturais.

Durante a eleição, a dúvida assombrou a cabeça de todos. Para Eduardo Braide, Edivaldo fazia o jogo de Flávio Dino, que por sua vez tinha certeza que ele era controlado por Weverton Rocha e Desertores. Na prática, Weverton nunca viu esse apoio.

Resultado, Flávio Dino nunca mais quis recebê-lo; Weverton e sua “Galera Açodada” ensaiaram até uma convocação sua à CPI da Covid-19 em Brasília e Eduardo Braide, nem se fala, jamais vai confiar em fazer qualquer acordo com o isolado e individualista Edivaldo Holanda Júnior.

Ou seja, juventude, carisma e a imagem de bom filho parecem ficar em quinto plano para os principais nomes da política do Maranhão, restando ao desgastado deputado federal Edilázio Júnior (PSD) acolher a perdida ovelha, que por mais que possa aparecer com aprovação popular não descartável, parece viver mais o começo de um triste fim do que propriamente um bom começo.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

De como Flávio Dino controla até os passos da oposição para 2022

Conduzindo como quer as ações dos principais candidatos do governo à sua sucessão – inclusive a do ex-prefeito Edivaldo Júnior, que nem filiado é mais à sua base – governador impõe também aos partidos oposicionistas uma pauta que o beneficia diretamente no processo


Dois fatos ocorridos na semana passada demonstram que o governador Flávio Dino (PSB) tem o controle absoluto de sua base e manipula como quer as cordas do processo eleitoral de 2022 no Maranhão:

1 – Principais pré-candidatos governistas, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) – obrigados a assinar um “pacto” – são conduzidos pelo próprio Dino, que controla suas ações e impõe aos dois uma agenda comum “e sem brigas”, como a ocorrida no interior, no fim de semana;

2 – Mesmo impondo a Brandão e Rocha um “pacto” obrigatório, Dino recebeu o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PSD) – que não assinou pacto algum e nem mais faz parte de sua base – acatando sua candidatura a governador por um partido de oposição, o que diminui os dois governistas, em troca do apoio ao seu projeto senatorial.

Mas se controla com mão de ferro aliados e “ex-aliados”, a força de Flávio Dino se revelou ainda maior com outros dois fatos, também ocorridos semana passada, mas protagonizados pela oposição:

1 – Após noticias dando conta de que a Justiça Eleitoral irá analisar o processo de cassação de Flávio Dino – pela chamada “farra de capelães” – o MDB, partido hoje presidido pela ex-governadora Roseana Sarney, apressou-se em emitir nota “esclarecendo” que nada tinha a ver com o processo;

2 – Tão logo soube da reunião a portas fechadas de Dino e Edivaldo, o blog Marco Aurélio D’Eça contatou o presidente do PSD, Edilázio Júnior, que admitiu a possibilidade de a chapa de Edivaldo não ter candidato a senador; o ex-prefeito é, agora, uma espécie de candidato “por fora” da base dinista, condição que não foi dada aos demais nomes governistas.

Se isolados, estes fatos já são quase um tratado de força política; em conjunto, mostram o tamanho do poder de Flávio Dino.

Se for mesmo disputar a eleição de senador, Flávio Dino tem apenas pouco mais de oito meses de mandato; mas a tranquilidade com que controla todos os passos de sua sucessão – conduzindo governistas e oposicionistas – faz parecer que ele acabou de assumir o governo.

Não há na história do Maranhão nenhuma liderança que chegou ao final do mandato com tanta força popular – a ponto de não ter adversário para concorrer à vaga que ele escolheu disputar – e tanto vigor político, controlando quem é quem em seu governo e como deve agir a oposição.

Sem adversário para o Senado, decidindo os rumos da sucessão entre governistas e oposicionistas, Flávio Dino deve chegar a 2022 como o maior líder da história maranhense.

Com essas condições que lhe são concedidas por aliados e adversários, pode se tornar o senador mais votado da história, tendo ao seu lado o governador que ele quiser eleger.

E com uma oposição do tamanho que ele quiser.

Por Marco Aurelio D`eça

terça-feira, 27 de julho de 2021

Eleições 2022: Roberto Rocha pode compor chapa com Edivaldo no PSD


O desacreditado senador Roberto Rocha (ainda no PSDB) está tentando se filiar no PSD, presidido no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Júnior.

Fontes revelam que o senador esteve na residência do genro da desembargador Nelma Sarney, no bairro do Calhau em São Luís, conversando exatamente sobre a possibilidade de ingressar na legenda.

Projetando as eleições de 2022, Roberto quer disputar o senado federal contra Flávio Dino (PSB) mesmo ciente que não tem chances contra o atual governador do Maranhão.

Para Rocha, perder para Dino será a saída mais honrosa antes de um longo período de ostracismo que lhe aguarda, antecedente à sua aposentadoria.

Já o filho do senador, o ex-vereador por São Luís Roberto Júnior, será candidato a federal pelo partido que o pai filiar, obviamente, usando da influência junto ao presidente Jair Bolsonaro, as emendas e as benesses dos cargos do governo federal no Maranhão.

E caso Edilázio aceite Roberto Rocha, o senador poderá repetir a dobradinha que fez nas eleições municipais de 2012, quando foi o candidato a vice-prefeito de São Luís na chapa encabeçada por Edivaldo Holanda Júnior, apesar de para eleições do ano que vem o ex-prefeito tenha assumido compromisso com Dino para o Senado em 2022.

domingo, 25 de julho de 2021

Oposição? Edilázio Júnior e PSD enfrentam dificuldades com Edivaldo


O deputado federal Edilázio Júnior, presidente estadual do PSD tem que resolver e/ou tentar conviver com algo indigesto para as eleições do ano que se aproxima.

O parlamentar é árduo opositor do governador Flávio Dino (PSB) e não abre mão desse posicionamento.

Além de ser integrante familiar do grupo Sarney na política do Maranhão, Edilázio mantém postura contrário ao governo Dino – entre tantos motivos – porque tem convicção que o governador interferiu por duas vezes consecutivas (2017 e 2019) na eleição do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em movimentos de bastidores que não permitiram sua sogra, a desembargadora Nelma Sarney, vencer a disputa pela presidência do Palácio Clóvis Bevilácqua.

Portanto, a oposição do comandante do PSD estadual em relação ao Palácio dos Leões é algo pessoal e irreversível.

Porém, dada a dinâmica da política, o pré-candidato a governador do partido de Edilázio é intimamente ligado a Flávio Dino.

Embora estivessem distantes desde o segundo turno das eleições de 2020, semana passada o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior esteve no Palácio dos Leões reunido com o governador do Maranhão em encontro não divulgado pela imprensa e, na oportunidade, deixou muito claro que irá votar com Dino para o senado na eleição de 2022.

O Blog teve conhecimento que nessa reunião também estava presente o presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry. Diante disso, ficam alguns questionamentos:

Como será desbaratado esse nó na eleição do próximo ano?

Como Edilázio irá conciliar essa situação?

Existirá relação de confiança entre o presidente do PSD e o candidato a governador do partido?

Domingos Costa

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Insegurança de Edivaldo e relação com Dino preocupa líderes do PSD


A insegurança de Edivaldo Holanda Júnior em relação ao governador Flávio Dino (PSB), seu padrinho político, já começa a prejudicar os planos do PSD, partido que diz pretender filiá-lo no próximo mês para a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Como Edivaldo tem se escondido da imprensa para evitar perguntas incomodas, ao longo da semana, coube aos deputados Edilázio Júnior e César Pires falarem por ele. Os parlamentares, porém, acabaram batendo cabeça, expondo a falta de rumo do partido para a corrida.

Enquanto Edilázio, em inédito e súbito tom amistoso, defendeu que o PSD respeitará “se Edivaldo decidir manter uma boa relação com o governador [Flávio Dino]”, Pires apontou o contrário, e cravou que Edivaldo Júnior “poderá catalisar todas as forças de oposição” em torno de seu nome.

Indiferente à desorientação provocada e oscilante sobre trair ou não seu criador, o próprio Edivaldo sequer anuncia em suas redes sociais se é mesmo pré-candidato ao Governo do Estado.

domingo, 18 de julho de 2021

Advogado Dalton Arruda será candidato a Deputado Estadual pelo PSD


O advogado Dalton Arruda se filiou ao Partido Social Democrático, PSD, e vai disputar uma das vagas para Assembleia Legislativa nas eleições de 2022.

O causídico é um dos mais renomados advogados das causas previdenciárias do Maranhão e já foi candidato a deputado federal obtendo mais de 20 mil votos.

"O Dr Dalton é um advogado respeitado em nosso estado. É uma pessoa que chega pra somar, para fortalecer ainda mais o nosso partido. Uma pessoa nova, com ideias novas. Muito engrandece a nós do PSD um nome da qualidade e de grande envergadura, que é pré-candidato a deputado estadual", disse o presidente do PSD e deputado federal, Edilázio Jr.

“Agora, com mais experiência e acreditando no projeto do PSD, vamos rodar o Maranhão para abraçar a causa de vários maranhenses que têm todos os dias negados seus direitos principais”, ressaltou Dalton sobre seu projeto.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

As possibilidades de Edivaldo nas eleições de 2022


O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, se filiará ao PSD, partido comandado no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Júnior, aliado da família Sarney e opositor do governador Flávio Dino (PSB), no dia 04 de agosto, em cerimônia que será realizada em Brasília.

Edivaldo deixou a Prefeitura com uma gestão bem avaliada pela população. Apesar de ter passado praticamente três anos inerte, após a sua reeleição, em 2016, o ex-pedetista, utilizando recursos de um empréstimo milionário contraído junto a Caixa Econômica Federal, deixou o gabinete; autorizou dezenas de obras; e entregou outras dezenas em importantes áreas, principalmente nos setores da infraestrutura e paisagismo.

Foi uma virada e tanto, não se pode negar.

Passados seis meses, o ex-prefeito reapareceu na cena política ao anunciar sua filiação à sigla presidida por Edilázio.

O deputado federal já afirmou que Edivaldo será o candidato do PSD a sucessão de Flávio Dino, em 2022.

O projeto ganhou mais entusiasmo, com destaque na mídia, após o ex-prefeito aparecer bem avaliado, com dois dígitos, em uma pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Escutec.

As possibilidades para Edivaldo no pleito do ano que vem são claras. No primeiro cenário, encararia, de fato, uma candidatura ao Palácio dos Leões, sendo que terá um trabalho hercúleo para estadualizar o seu nome e contribuir, em outra ponta, para o crescimento do PSD no Estado – o partido, ano passado, só elegeu cinco prefeitos, só para citar este exemplo – o que lhe daria o suporte necessário para fazer com que o seu projeto ganhasse corpo através de um grupo político que ele pudesse chamar de seu.

No segundo cenário, o ex-prefeito concorreria na eleição majoritária. No entanto, na condição de candidato ao Senado em uma chapa encabeçada por outro nome.

Vale lembrar que PSD e PDT, partido presidido pelo senador Weverton Rocha, pré-candidato ao Palácio dos Leões mais bem avaliado nas pesquisas divulgadas até o momento, mantêm bom relacionamento.

Já no último cenário, Edivaldo disputaria a eleição proporcional – para deputado estadual ou para deputado federal – com amplas chances de vitória.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Pacheco se aproxima do PSD e deve disputar Planalto em 2022


O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o PSD, presidido por Gilberto Kassab, estão próximos de anunciar a filiação do senador visando sua candidatura ao Planalto em 2022. Segundo as informações, a ida do mineiro para o partido é quase certa e o anúncio pode vir ainda nesta semana. Em nota, o senador disse que não discutirá eleições ainda.

“Não discutirei agora o processo eleitoral de 2022. Meu compromisso é com a estabilidade do país, e isso exige foco nos muitos problemas que ainda temos em 2021”, declarou Pacheco.

Pacheco ainda aguarda últimas definições e acertos com o partido para anunciar sua filiação. A filiação do senador é um desejo antigo de Kassab, que o trata como favorito para liderar uma 3ª via presidencial como alternativa à polarização entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A cúpula da sigla já vinha dizendo que terá candidato próprio e avaliava que Pacheco é da política tradicional, mas representa uma renovação. O partido confiava que “na hora certa”, o senador embarcaria no projeto.

O PSD foi um dos que mais cresceu em 2020. A bancada tem representantes governistas e oposicionistas. Para evitar um racha na sigla, queriam um nome próprio no pleito do ano que vem.

Os resultados das 8 eleições presidenciais de 1989 para cá mostram que a ideia de uma 3ª via tem muito de wishful thinking–quando se confunde desejo com probabilidade real– e quase nada de conexão com a realidade do país.

No último mês, o movimento por uma 3ª via única se intensificou entre os partidos. Reunião dos presidentes de 5 partidos de centro realizada em 16 de junho terminou com “pré-compromisso” sobre a necessidade de uma 3ª via contra “extremos”. No entanto, nenhum nome foi definido no encontro.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Exclusivo! Braide pode apoiar Edivaldo para Governo

Não será surpresa o apoio do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), ao ex-prefeito da capital Edivaldo Júnior para o Governo do Estado em 2022. As articulações está sendo liderada pelo presidente do PSD/MA, o deputado federal Edilázio Júnior, que tem servido como ¨elo¨ que liga Braide ao seu antecessor no Palácio de La Ravardière.

Sem compromisso para o governo estadual, Braide iniciou um diálogo com Edivaldo Jr e, se concretizado, o acordo começa na eleição de 2022 e perpassa para 2024, quando o atual prefeito da capital disputará reeleição.

De acordo com fontes, Braide estaria disposto a apoiar Edivaldo porque em primeiro lugar ganharia um importantíssimo aliado para sua reeleição e, segundo, não teria o próprio Holanda Júnior como seu adversário na próxima disputa municipal.

Porém, Eduardo Braide condiciona o apoio a Edivaldo com a garantia de que terá o apoio incondicional do ex-prefeito mesmo se ele não vencer a eleição para governo do estado. Edilázio Júnior, portanto, seria uma espécie de “fiador” do acordo entre os “cavalheiros”.

Há quem diga que o acerto já foi selado entre as partes, pois, é um ótimo negócio para as partes. Obviamente, Braide e Edivaldo negam qualquer tratativa nesse sentido.

Domingos Costa