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quarta-feira, 23 de março de 2022

Brandão promete a mesma pasta a vários e gera crise entre aliados


A tentativa de consolidar sua base eleitoral tem levado o vice-governador Carlos Brandão (ainda no PSDB) a gerar crises entre aliados por causa de espaços no futuro governo, que começa dia 2 de abril.

Já manifestaram insatisfação com as múltiplas negociações de Brandão o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) e os estaduais Fábio Macedo (PROS) e Duarte Júnior (PSB).

Segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, o problema ocorre por que Brandão – para criar artificialmente uma base de apoio – tem loteado o governo prometendo a mesma pasta a dois ou até três pretensos apoiadores, o que gera o desgaste.

No caso de Duarte Júnior – que, segundo a imprensa ameaçou até deixar o PSB – Brandão teria oferecido o Viva Procon, gerenciado pela sua mulher, em troca do apoio do MDB.

A insatisfação de Macedo, ainda segundo apurou este blog, se dá pela decisão de Brandão de entregar o controle, do Detran ao deputado federal André Fufuca (PP); o deputado estadual tinha como certo que o órgão seria presidido pelo seu irmão, ex-prefeito de Dom Pedro Hernando Macedo.

Também esperava espaço de poder consolidado no governo Brandão o presidente do Cidadania, pastor Eliel Gama, que é irmão da senadora Eliziane Gama (Cidadania); a ele, também teria sido oferecido o mesmo Detran “dado” a Macedo e a Fufuca.

O problema para Eliel é que o Cidadania está e em federação com o PSDB, que já se posicionou pelo apoio a Weverton Rocha no Maranhão.

Para Pedro Lucas, que anunciou apoio ao vice-governador há duas semanas, a condição para garantia de espaços de poder é a entrega do União Brasil, hoje apoiando o senador Weverton Rocha (PDT); para conseguir, Fernandes precisa vencer a queda de braço com o colega deputado Juscelino Filho.

A guerra de bastidores no governo Brandão tende a se intensificar depois do dia 2 de abril, quando a gestão começa de fato e o loteamento dos espaços tende a ser intensificado.

O problema é que, depois disso, nenhum dos aliados poderá mais mudar de partido, caso seja preterido nas articulações.

Com informações do Blog do Marco D'eça

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Brandão admite dificuldade na união do seu grupo político


O vice-governador e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB), admitiu, em entrevista ao O Estado, que existe sim uma dificuldade na união do grupo político comandado pelo governador Flávio Dino (PSB) em torno de um único nome para as eleições de 2022, pelo menos com relação a disputa do Palácio dos Leões.

Brandão reconheceu o esforço do governador Flávio Dino em busca de uma unidade, mas disse que nem sempre isso será possível.

“A unidade é importante, mas nem toda vez se consegue. Vamos ver se a gente, até lá, consegue fazer algum esforço para estar todo mundo unido”, destacou.

O vice-governador fez questão de reconhecer que todas as pré-candidaturas possuem legitimidade, mas entende que existe um compromisso em prol da unidade de um grupo, pelo bem do Maranhão e continuidade do trabalho do governador Flávio Dino.

“Todos nós estamos trabalhando pela unidade. De fato, as candidaturas colocadas todas são legítimas, todos os pré-candidatos têm partidos, têm filiações partidárias, então é legítimo que eles possam pleitear. E todos têm projetos para o Maranhão. Agora, na carta que nós assinamos, na última reunião que fizemos, entre todos partidos e lideranças políticas, o governador foi bem claro sobre isso: primeiro foi colocado que nós teríamos apenas um candidato a senador; segundo, que o processo sucessório seria conduzido pelo governador Flávio Dino, e todos assinaram a carta; e que ele só teria um candidato [a governador]. Ele, inclusive, colocou bem claro que não iria repetir o que aconteceu em 2020, de ele ter vários candidatos e ele se manifestar apenas no segundo turno. Então ele deixou na carta que terá apenas um candidato. E que, durante esse período em que todo mundo está fazendo a sua movimentação, sua mobilização, a gente trabalharia pela unidade”, afirmou.

Brandão ainda destacou que existe uma nova reunião agendada para novembro, com todo o grupo político do governador Flávio Dino, para tratar sobre as eleições 2022. O que ainda não se sabe é se Dino “baterá o martelo” ou se postergará ainda mais a sua decisão. Clique aqui e leia a entrevista na íntegra.

É aguardar e conferir, mas a cada dia que passa, menos se acredita numa unidade e mais se aposta num racha ainda maior na base de Flávio Dino, vide que o grupo comandado pelo deputado federal, presidente do PL no Maranhão e pré-candidato ao Governo do Estado, Josimar de Maranhãozinho, já abandonou a barca dinista.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Lula firma alianças com PSD, MDB, PSB e PDT no Nordeste


A recente viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi bem-sucedida para a formação de alianças regionais visando as eleições de 2022. Um balanço feito pela jornalista Andréa Jubé, do Valor, aponta que Lula costurou alianças com PDT, MDB e PSD na região. “Ele fez uma rede de arrasto”, disse o vice-presidente nacional do PT, deputado José Guimarães (CE).

“No Ceará, o PT vai reeditar a aliança de 16 anos com o PDT no Ceará. O palanque articulado entre as duas siglas destina a cabeça de chapa ao PDT. O ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio deve ser o candidato ao governo cearense, mas não se descartou ainda o nome da atual vice-governadora Izolda Cela (PDT)”, informa a repórter. “Em paralelo, o PT tem palanques avançados com o MDB no Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas. No Piauí, a cabeça de chapa e a vaga ao Senado ficam com o PT. O candidato à sucessão do governador Wellington dias (PT) é o secretário estadual de Fazenda, Rafael Fonteles (PT). Por sua vez, Dias tentará voltar ao Senado. O candidato a vice-governador será um nome escolhido pelo grupo do senador Marcelo Castro, presidente do MDB local”, prossegue.

“No Maranhão, Lula terá o apoio do grupo político do ex-presidente José Sarney, com quem se reuniu em um jantar no dia 19 de agosto em São Luís. A ex-governadora Roseana Sarney vai disputar uma vaga de deputada federal. Lula tenta construir um palanque único no Estado tendo o senador Weverton Rocha (PDT) na cabeça de chapa e o governador Flávio Dino (PSB) concorrendo ao Senado”, aponta ainda o Valor.

“Em Pernambuco, também será reeditada a aliança histórica entre PT e PSB – o objetivo principal é contar com a sigla do governador Paulo Câmara na coligação nacional encabeçada por Lula. Na Bahia, o senador Jaques Wagner (PT) encabeça a chapa estadual e Otto Alencar (PSD) tentará a reeleição ao Senado.”