16 fevereiro 2026

NOVO diz que vai pedir inelegibilidade de Lula por desfile na Sapucaí


O Partido Novo prepara ação no Tribunal Superior Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida será protocolada após o registro oficial da candidatura do petista, que pode ser feito até 15 de agosto, conforme o calendário eleitoral.

A legenda informou que ingressará com Ação de Investigação Judicial Eleitoral sob a alegação de que o enredo da Acadêmicos de Niterói, com ataques a desafetos e adversários, configurou abuso de poder político e econômico ao utilizar recursos públicos para promover a imagem de Lula em período pré-eleitoral.

Segundo o presidente do partido, Eduardo Ribeiro, houve propaganda eleitoral antecipada custeada com dinheiro público. Ele afirmou que não se trata de debate político, mas de fato jurídico, cuja consequência prevista em lei é clara e rigorosa.

Antes de anunciar a nova ação, o Novo já havia adotado outras medidas. Na terça-feira, 10, protocolou representação no TSE acusando Lula e o PT de propaganda antecipada durante o Carnaval de 2026. No pedido, requereu multa de R$ 9,6 milhões e tutela de urgência para impedir a execução do samba-enredo no desfile do próximo ano. O caso ainda não foi analisado.

Na quinta-feira, 12, a sigla também acionou o Tribunal de Contas da União para apurar possível desvio de finalidade e uso indevido da estrutura da Presidência da República na organização do carro alegórico da escola.

Prefeito Dr. Julinho prestigia segundo dia de Carnaval no Circuito Alessandra Santos, em Ribamar


O prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho, marcou presença no segundo dia oficial de folia do município, neste domingo (15), no Circuito Alessandra Santos. Acompanhado de secretários municipais e populares, o gestor percorreu o trajeto da festa, que reuniu uma grande multidão em um ambiente de paz, alegria e respeito à diversidade cultural.

Durante o evento, Dr. Julinho destacou a importância de manter viva a tradição carnavalesca da cidade e elogiou a organização do evento. "É uma alegria imensa ver nosso povo nas ruas, celebrando com harmonia e resgatando a essência do Carnaval. Estamos aqui para fortalecer a cultura local e garantir que todos possam aproveitar com segurança e dignidade", afirmou o prefeito durante o percurso.


O público pôde conferir apresentações de blocos tradicionais que são patrimônio da cidade, como o Bloquinho Infantil, que encantou as famílias, e o tradicional Xerinho de Xeriz, que arrastou foliões de todas as idades.

A festa continuou animada seguida por uma sequência de grandes atrações que exaltaram a cultura afro-brasileira e a diversidade musical. O Afro Didara subiu ao circuito, abrindo caminho para o Bloco Afro Aruanda, que emocionou o público com seus ritmos e performances.

O segundo dia de Carnaval no Circuito Alessandra Santos reafirmou São José de Ribamar como um dos destinos mais vibrantes da folia no Maranhão, unindo tradição, inovação e a força da cultura popular. A festa continua nos próximos dias com mais atrações e blocos no circuito da cidade.

Servidores do Socorrão 2 relatam suposta coação e articulações políticas internas


Servidores do Socorrão 2 denunciaram ao Blog do Minard uma série de supostas irregularidades envolvendo a coordenação da unidade e possíveis articulações políticas com vereadores da região da Cidade Operária.

De acordo com as informações, a coordenadora Wagna Martins estaria atuando nos bastidores para derrubar a atual direção do hospital, comandada por Manuela Dias. Ainda segundo os servidores, funcionários vêm sendo coagidos, inclusive com a prática de filmagens no momento em que assinam o ponto de entrada e saída.

Os denunciantes afirmam que a pessoa responsável por realizar as gravações seria uma servidora contratada, e que é afilhada do prefeito Eduardo Braide.

Conforme os relatos, ela atuaria com o aval da coordenação e teria afirmado que assumiria futuramente a direção da unidade, além de ameaçar exonerar servidores contratados.

Caso confirmadas, as práticas denunciadas podem configurar irregularidades administrativas e violar normas trabalhistas do serviço público municipal.

O espaço segue aberto para esclarecimentos do Executivo Municipal. (Blog do Minard)

15 fevereiro 2026

Prefeitos que deixam o cargo para disputar governos têm só 30% de sucesso desde 2002


Prefeitos de capitais que deixam o cargo antes do fim do mandato para disputar governos estaduais enfrentam um histórico de alto risco eleitoral no Brasil. Levantamento mostra que, desde 2002, apenas seis dos 19 gestores que adotaram essa estratégia conseguiram vencer — um índice de sucesso de cerca de 30%.

O tema volta ao centro do debate com a possibilidade de que prefeitos como Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, e João Campos, no Recife, deixem seus cargos até abril para entrar na disputa estadual.

Entre os casos recentes de maior repercussão política, também estão declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou priorizar os cuidados com o ex-presidente após fala do senador Flávio Bolsonaro sobre eventual candidatura dela ao Senado pelo DF, e a decisão judicial que determinou retratação do deputado Rogério Correia por montagem envolvendo o ex-presidente.

CASOS DE SUCESSO E EXEMPLOS EMBLEMÁTICOS

Entre os prefeitos que deixaram o cargo e conseguiram se eleger governadores, destacam-se dois nomes de São Paulo: João Doria, eleito em 2018, e José Serra, em 2006 — este último alvo de forte escrutínio por ter prometido cumprir o mandato municipal.

Outros casos bem-sucedidos incluem Wilma Faria (Rio Grande do Norte, 2002), Marcelo Déda (Sergipe, 2006) e, em 2010, Beto Richa (Paraná) e Ricardo Coutinho (Paraíba).

Já entre os insucessos figura o ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro, derrotado em 2002 na disputa pelo governo gaúcho — embora tenha conseguido vencer anos depois, em 2010.

Outro revés recente foi o de Alexandre Kalil, que deixou a prefeitura de Belo Horizonte para concorrer ao governo de Minas Gerais em 2022, mas foi derrotado pelo então governador Romeu Zema ainda no primeiro turno.

Segundo o cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV EAESP, a saída antecipada costuma ser vista pelo eleitor como quebra de compromisso, o que ajuda a explicar o alto índice de derrotas.

O PESO POLÍTICO DA DECISÃO

O episódio envolvendo Serra é frequentemente citado como símbolo desse desgaste. Durante a campanha de 2004, ele assinou compromisso de cumprir o mandato, mas deixou a prefeitura dois anos depois para disputar o governo — e venceu.

A decisão, no entanto, foi explorada posteriormente pelo então prefeito Fernando Haddad na eleição municipal de 2012.

Já João Doria repetiu o movimento: deixou a prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo estadual e venceu, mas fracassou ao tentar deixar o cargo de governador para disputar a Presidência, sem conseguir viabilizar sua candidatura nem eleger o sucessor Rodrigo Garcia.

O CENÁRIO NO RIO E EM PERNAMBUCO

No caso do Rio, a eventual candidatura de Eduardo Paes seria inédita entre prefeitos da capital. Historicamente, o único ex-prefeito da cidade que chegou ao governo estadual foi Marcello Alencar, eleito em 1994 após deixar o cargo e mudar de partido, rompendo com Leonel Brizola.

Outro caso fluminense foi o de Anthony Garotinho, então prefeito de Campos dos Goytacazes, eleito governador em 1998.

Analistas avaliam que a cobrança por abandonar o mandato tende a ser menor no caso de Paes, já que a possibilidade era considerada desde a eleição e a escolha do vice Eduardo Cavaliere foi interpretada como sinal de sucessão. A historiadora Marly Motta destaca, porém, que o maior desafio do prefeito será ampliar sua influência fora da capital.

No Pernambuco, João Campos enfrenta cenário semelhante. Ele deve lidar com a força da governadora Raquel Lyra, que pode disputar a reeleição, além do peso da máquina estadual. Como trunfo, carrega o legado familiar de Eduardo Campos e Miguel Arraes.

POSSÍVEIS NOVOS MOVIMENTOS

Outro nome cotado é o prefeito de Maceió João Henrique Caldas (JHC), que avalia deixar o cargo, embora aliados considerem improvável uma candidatura caso o ministro Renan Filho entre na disputa.

Fora das capitais, há precedentes de sucesso, como Cássio Cunha Lima, que deixou a prefeitura de Campina Grande e se elegeu governador da Paraíba.

Reconhecimento facial leva à prisão de três foragidos no Carnaval de São Luís


Três foragidos da Justiça foram presos durante as primeiras noites de Carnaval na Avenida Litorânea, em São Luís, após serem identificados pelo sistema de reconhecimento facial da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Duas prisões ocorreram na sexta-feira, 13. Um homem com mandado por débito de pensão alimentícia foi localizado pelas câmeras e detido pela Polícia Militar após tentar fugir. Na mesma noite, foi preso um investigado por homicídio ocorrido em julho do ano passado no município de Turilândia.

No sábado, 14, uma mulher condenada por roubo e com mandado expedido pela 2ª Vara de Execuções Penais de São Luís foi identificada pelo sistema e presa por descumprimento do regime semiaberto.

Segundo a Segurança Pública, 35 câmeras com reconhecimento facial estão em operação na Avenida Litorânea, com apoio de drones e patrulhamento aéreo. Os presos foram encaminhados à base da Polícia Civil instalada no circuito e colocados à disposição da Justiça.