05 abril 2026

Celso Gonçalo assume comando do Agir no Maranhão


O cenário político maranhense ganha um novo movimento estratégico com a ascensão de Celso Gonçalo ao comando estadual do Partido Agir no Maranhão. Presidente do Sebrae/MA, Celso já aparece devidamente registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) como dirigente da legenda, consolidando sua posição à frente do partido no estado.

A chegada de Celso Gonçalo ao comando do Agir representa mais do que uma simples mudança partidária: ela fortalece diretamente o grupo político liderado pelo ex-prefeito de Santa Rita, Dr. Hilton Gonçalo, que desponta como um dos nomes em articulação para a disputa ao Senado Federal em 2026.

Com forte influência política e administrativa, Celso passa a ter papel estratégico na construção de alianças, no fortalecimento da sigla nos municípios e na ampliação da base de apoio ao projeto de Hilton Gonçalo, que vem se consolidando como uma das principais lideranças emergentes do Maranhão.

A movimentação reforça a musculatura do grupo Gonçalo no tabuleiro eleitoral e sinaliza que a corrida para 2026 já começou com articulações importantes nos bastidores. Sob o comando de Celso, o Agir tende a ganhar protagonismo no estado, funcionando como peça-chave dentro da estratégia que visa ampliar a presença política do grupo e via

04 abril 2026

Direção nacional do Avante anuncia filiação de Duarte Jr.

O deputado federal Duarte Jr, que lidera todas as pesquisas de intenção de voto para a Câmara dos Deputados no Maranhão, anunciou a sua filiação ao Avante, além de assumir a presidência do diretório estadual do partido. A decisão encerra semanas de indefinição partidária após o parlamentar ter sido vetado em diferentes legendas em razão de sua atuação independente na CPMI do INSS, onde exerceu o cargo de vice-presidente. Em vídeo publicado em suas redes sociais, o deputado afirmou que a escolha foi guiada pelo compromisso de manter sua independência e continuar o trabalho que vem desenvolvendo no Congresso Nacional.

A mudança partidária ocorre após Duarte Jr ter sido desfiliado da federação União Progressista (União Brasil/PP) dias depois de denunciar publicamente a relação entre o senador Ciro Nogueira e o Banco Master, e ter sido barrado no Partido Verde após votar pela quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na CPMI do INSS. O deputado também votou contra o governo na defesa do BPC para pessoas com deficiência. No Avante, Duarte terá autonomia para montar a chapa de deputados federais no estado e conduzir a estratégia eleitoral do partido para as eleições de outubro de 2026.

Ao anunciar a decisão, o deputado declarou que sua trajetória política nunca foi definida por siglas, mas por compromisso. “Eu não mudei. Continuo defendendo o que sempre defendi. Continuo enfrentando o que precisa ser enfrentado. E continuo do mesmo lado de sempre: do lado do povo”, afirmou.

Duarte Jr é autor de dezenas de projetos de lei, relator revisor da MP do programa Agora Tem Especialistas e foi responsável por requerimentos que resultaram em prisões e quebras de sigilo durante a CPMI do INSS.

02 abril 2026

Marcio Honaiser anuncia saída do PDT após 37 anos de filiação


O deputado federal Márcio Honaiser anunciou sua saída do PDT após 37 anos de filiação ao partido. A decisão foi comunicada por meio de nota pública, na qual o parlamentar afirma que a mudança ocorre em razão da atual conjuntura política.

No comunicado, Honaiser destacou a trajetória construída dentro da legenda e agradeceu aos companheiros de militância e lideranças com quem conviveu ao longo das últimas décadas. Segundo ele, o período no partido foi marcado por aprendizados e contribuições relevantes tanto para o PDT quanto para a sociedade maranhense e brasileira.

O deputado também ressaltou que a decisão foi tomada com serenidade e responsabilidade, reafirmando o compromisso com os valores que, segundo ele, sempre nortearam sua atuação pública. Ele enfatizou que a saída não diminui a importância de sua passagem pela sigla.

Ainda de acordo com a nota, a experiência no PDT foi fundamental para sua formação política e pessoal. Honaiser finalizou a manifestação agradecendo a todos que fizeram parte de sua trajetória na legenda.

Delator revela que rede de venda de sentenças no Maranhão tinha vingança e punição


Um delator na investigação que apura esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) revelou à Polícia Federal (PF) ter sido punido, por vingança, após suspender pagamentos relacionados à compra de sentenças.

Segundo a versão dele, as medidas teriam sido rapidamente adotadas pelo desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior (foto em destaque), após o delator suspender pagamentos.

De acordo com as informações apresentadas, o magistrado teria passado a atuar diretamente contra o delator após o rompimento financeiro entre as partes.

Em um dos episódios citados, em um processo de reintegração de posse, Guerreiro Júnior proferiu decisão liminar favorável a um empresário apenas duas horas após o caso ser redistribuído para sua relatoria.

Ainda conforme o delator, há indícios de que essa decisão específica teria sido “comprada” mediante a transferência de cerca de 2.000 hectares de terra ao magistrado.

O relato aponta também que, após a suposta aquisição de decisões judiciais, o delator suspendeu o pagamento das parcelas anuais referentes à compra da propriedade rural.

A partir desse momento, segundo ele, passou a sofrer uma sequência de decisões judiciais desfavoráveis, proferidas com rapidez incomum e em desacordo com as normas legais.

Operação, pilhas de dinheiro e bolsas de luxo
Uma operação foi deflagrada nessa quarta-feira (1º/4). Ao todo, foram apreendidos 26 smartphones e 38 mídias digitais, entre HDs e pen drives. A operação também resultou no sequestro de 20 veículos, avaliados em R$ 13.524.183,00. Além disso, foram confiscados R$ 573.955,00 em espécie e US$ 8.360,00. Entre os itens de destaque, as autoridades apreenderam um helicóptero, bolsas de luxo, joias e acessórios. Os três últimos itens estão avaliados em cerca de R$ 500 mil.

Dois desembargadores, Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Júnior, foram afastados.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais em processos, com prioridade seletiva e distribuição estratégica.

A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias, especialmente ligadas a conflitos agrários.

A coluna apurou que os alvos da operação foram:

Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)
Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)
Douglas Lima da Guia – juiz de direito
Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de direito
Lúcio Fernando Penha Ferreira – ex-assessor
Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora
Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora
Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor
Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor do TJMA
Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora
Ulisses César Martins de Sousa – advogado
Eduardo Aires Castro – advogado
Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário
Lucena Infraestrutura Ltda – empresa investigada
Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado
Aline Feitosa Teixeira – investigada
Jorge Ivan Falcão Costa – investigado

Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema, afastamento de cinco servidores, monitoramento eletrônico de seis investigados, proibição de acesso ao TJMA e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões.

As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas. As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba. Segundo a PF, as penas somadas podem chegar a 42 anos de prisão. (Do Metrópoles)

01 abril 2026

Análise: o risco de exportar o isolamento de Braide para o Estado


Eduardo Braide finalmente desceu do muro e anunciou o que todos já sabiam: quer o Palácio dos Leões. Mas o anúncio levanta uma questão que não cabe em um filtro de rede social: se Braide não conseguiu dialogar com 31 vereadores em São Luís, como pretende governar um estado com 217 municípios e uma Assembleia Legislativa que não aceita monólogos?

Vamos aos fatos…

Um “Secretariado de Enfeite”

A gestão Braide na capital virou um laboratório de instabilidade. O exemplo mais evidente está na condução da SMTT: sete secretários em pouco mais de cinco anos. Longe de indicar dinamismo, a sequência de trocas expõe um padrão de substituições recorrentes, quase sempre às vésperas de crises já delineadas — como se a mudança de comando pudesse, por si só, conter problemas estruturais. Some-se a isso a Secretaria Municipal de Comunicação, que há mais de um ano segue sem titular, evidenciando um prefeito que centraliza e asfixia quem “ousa” chefiar a pasta.

O Governo da Judicialização

Braide tem adotado uma estratégia perigosa: quando o diálogo falha — e ele falha quase sempre por falta de iniciativa do prefeito — a solução é correr para o Judiciário. O problema é que, enquanto o prefeito se ancora em liminares, a população amarga as consequências. Foram 11 greves de rodoviários em sua gestão. Enquanto ele briga nos tribunais, o trabalhador fica na parada.

No âmbito estadual, o litígio constante paralisaria o Maranhão. Prova disso é que, em todos os episódios de greve, o sistema semiurbano — sob responsabilidade do Estado — garantiu a continuidade do serviço. O Governo sempre se fez presente com seu corpo técnico, priorizando a negociação direta para resolver impasses, ao contrário do Município, que frequentemente depende de “canetadas” judiciais para solucionar conflitos.

A falta de diálogo tem preço, e quem paga é o contribuinte. O isolamento de Braide gerou o imbróglio dos R$ 19 milhões gastos com o aplicativo 99 — um montante drenado do tesouro municipal porque o prefeito não soube (ou não quis) sentar à mesa com as categorias e o legislativo para construir uma solução real.

Egocentrismo vs. Representatividade

A democracia é, por definição, um exercício de polifonia, jamais um monólogo autárquico. Ao longo de seis anos, Eduardo Braide cultivou um hermetismo institucional que não apenas ignora a liturgia do cargo, mas atropela a legitimidade de vereadores e representantes eleitos pelo voto popular. Esse egocentrismo político, que sobreviveu nos limites da capital sob o oxigênio das redes sociais, é quimicamente incompatível com o ecossistema estadual.

O Maranhão é um mosaico de forças centrífugas; tentar submeter 217 municípios ao isolamento de um gabinete é condenar o estado a um imobilismo anacrônico, onde a paralisia administrativa é o preço cobrado pela ausência de diálogo.

Se Eduardo Braide transformou a relação com a Câmara de São Luís em um campo de batalha jurídico, o que ele fará com a Assembleia Legislativa? O Maranhão aguenta um governador que governa de costas para os outros representantes do povo? São questões que precisam ser avaliadas pelo eleitorado.