25 agosto 2026

Decisões da Justiça determinam retirada de ataques contra Iracema Vale




A disputa eleitoral no Maranhão voltou a registrar episódios envolvendo a disseminação de conteúdos considerados falsos pela Justiça Eleitoral.

Desta vez, decisões judiciais determinaram a retirada de publicações que reproduziam acusações contra Iracema Vale (MDB), deputada estadual e candidata à Câmara Federal.

As ações foram apresentadas pela defesa da candidata após a circulação, em páginas e perfis nas redes sociais, de conteúdos relacionados a declarações atribuídas a Gilbson César Soares Cutrim, condenado por homicídios e citado em outros processos criminais.

Segundo a defesa de Iracema, as declarações foram utilizadas durante o período eleitoral para alimentar publicações de cunho político e atingir a imagem da candidata.

O caso acabou levado à Justiça Eleitoral, que determinou a remoção de conteúdos publicados por páginas como “Portal Upaon Açu”, “noticiasmaranhenses”, “buxixoonline_”, “romarinho_bacabal” e “blogdocarlosmartins”.

As decisões também estabelecem consequências para os responsáveis pelas publicações, com a possibilidade de aplicação das sanções previstas na legislação eleitoral, incluindo multas que, conforme o caso, podem alcançar R$ 50 mil.

A ofensiva judicial faz parte da estratégia adotada por Iracema Vale para enfrentar o que considera uma sequência de ataques e notícias falsas disseminadas durante a campanha. A candidata afirmou que críticas, cobranças e divergências fazem parte do processo democrático, mas que acusações sem comprovação não podem ser utilizadas como instrumento de disputa eleitoral.

O episódio chama atenção para a responsabilidade de administradores de páginas, perfis e produtores de conteúdo durante o período eleitoral.

A reprodução de uma acusação nas redes sociais não afasta, por si só, a responsabilidade jurídica de quem publica ou compartilha o material.

Com as primeiras decisões favoráveis à retirada dos conteúdos, a campanha de Iracema sinaliza que pretende recorrer à Justiça a cada novo episódio que, em sua avaliação, ultrapasse os limites da crítica política e entre no campo da disseminação de informações falsas.

Em uma eleição marcada pelo intenso uso das redes sociais, o recado é direto: liberdade de expressão e crítica política não significam salvo-conduto para a divulgação de acusações sem comprovação.

Sítio Casa de Elena transforma quintal no Gapara em experiência de agroturismo

Elena Viegas, proprietária do Sítio Casa de Elena, apresenta produtos artesanais do empreendimento, que integra o Circuito de Agroturismo de São Luís. (Sebrae/ Divulgação)




Durante visita técnica, equipe do Sebrae acompanhou a estruturação do empreendimento, que une permacultura, alimentos artesanais e vivências ligadas à memória afetiva.

Geleia de amora preparada no fogão a lenha, frutas colhidas no quintal e uma área cercada por árvores, onde o ritmo da cidade parece ficar do lado de fora. Foi nesse cenário, no bairro Gapara, em São Luís, que a equipe do Sebrae realizou uma visita técnica ao Sítio Casa de Elena, empreendimento que integra o trabalho de estruturação do circuito agroturismo.

Propriedade de Elena Viegas, o sítio reúne produção de pães, doces, geleias e conservas, experiências gastronômicas e práticas relacionadas à permacultura, conjunto de princípios e práticas que busca criar sistemas de produção e de vida mais sustentáveis, inspirados no funcionamento da própria natureza. A proposta é fazer do próprio modo de vida no local uma experiência para o visitante.

Durante a visita, a equipe acompanhou de perto essa dinâmica. Entre árvores frutíferas e o preparo artesanal dos alimentos, Elena fez geleia de amora no fogão a lenha, uma demonstração prática do tipo de vivência que pretende oferecer aos turistas.

“A principal finalidade do Sítio Casa de Elena é resgatar as memórias afetivas, trazer as pessoas para viver uma experiência diferente, viver o comer de verdade. A gente busca fazer com que elas tenham momentos que realmente sejam reais, momentos que, futuramente, também vão ser memórias afetivas”, afirma Elena.

Do quintal para uma experiência turística

O sítio está entre os empreendimentos acompanhados pelo projeto de agroturismo do Sebrae. O trabalho integra uma estratégia de identificação e fortalecimento de propriedades da agricultura familiar com potencial para receber visitantes e transformar produção, conhecimentos e modos de vida em atrativos turísticos.

O processo começou com o mapeamento de empreendimentos e a identificação daqueles que apresentavam potencial para o agroturismo. A iniciativa, inicialmente concentrada em Raposa, passou a incorporar propriedades de Paço do Lumiar, São José de Ribamar e, mais recentemente, São Luís.

A partir da adesão dos empreendedores, o trabalho avançou para a formatação e estruturação do roteiro turístico, além da preparação dos negócios para a chegada dos visitantes. Também foram realizadas ações de apresentação do produto ao mercado, envolvendo agentes de viagens, agentes de turismo e guias, responsáveis por aproximar essas experiências do público consumidor.

Agora, uma das prioridades é ampliar a visibilidade do circuito no mercado regional, ao mesmo tempo em que os empreendimentos aperfeiçoam estruturas de acolhimento, espaços para vivências e a apresentação de seus processos produtivos.

Para Flor Castro, gestora de Turismo do Sebrae em São Luís, o diferencial desse tipo de experiência está justamente na conexão entre turismo, território e lembranças que fazem parte da história de muitas famílias.

“Esse turismo trabalha a ancestralidade da pessoa. Você relembra o quintal da sua avó, o quintal da sua mãe. É trabalhar a raiz do seu quintal, viver uma coisa que hoje em dia está se apagando. E a gente está cultivando isso através dessas atividades do agroturismo”, destaca.

A proposta é que a propriedade rural deixe de ser apenas um lugar de produção e também se torne espaço de convivência, aprendizado e lazer. No Sítio Casa de Elena, essa experiência pode começar pela própria colheita.

Cultura Empreendedora

Sítio Casa de Elena transforma quintal no Gapara em experiência de agroturismo

Durante visita técnica, equipe do Sebrae acompanhou a estruturação do empreendimento, que une permacultura, alimentos artesanais e vivências ligadas à memória afetiva.

Geleia de amora preparada no fogão a lenha, frutas colhidas no quintal e uma área cercada por árvores, onde o ritmo da cidade parece ficar do lado de fora. Foi nesse cenário, no bairro Gapara, em São Luís, que a equipe do Sebrae realizou uma visita técnica ao Sítio Casa de Elena, empreendimento que integra o trabalho de estruturação do circuito agroturismo.

Propriedade de Elena Viegas, o sítio reúne produção de pães, doces, geleias e conservas, experiências gastronômicas e práticas relacionadas à permacultura, conjunto de princípios e práticas que busca criar sistemas de produção e de vida mais sustentáveis, inspirados no funcionamento da própria natureza. A proposta é fazer do próprio modo de vida no local uma experiência para o visitante.

Durante a visita, a equipe acompanhou de perto essa dinâmica. Entre árvores frutíferas e o preparo artesanal dos alimentos, Elena fez geleia de amora no fogão a lenha, uma demonstração prática do tipo de vivência que pretende oferecer aos turistas.

Durante a visita técnica, Elena Viegas apresenta à equipe do Sebrae os espaços e as experiências oferecidas no Sítio Casa de Elena, no bairro Gapara. (Sebrae/ Divulgação)





“A principal finalidade do Sítio Casa de Elena é resgatar as memórias afetivas, trazer as pessoas para viver uma experiência diferente, viver o comer de verdade. A gente busca fazer com que elas tenham momentos que realmente sejam reais, momentos que, futuramente, também vão ser memórias afetivas”, afirma Elena.

Do quintal para uma experiência turística

O sítio está entre os empreendimentos acompanhados pelo projeto de agroturismo do Sebrae. O trabalho integra uma estratégia de identificação e fortalecimento de propriedades da agricultura familiar com potencial para receber visitantes e transformar produção, conhecimentos e modos de vida em atrativos turísticos.

O processo começou com o mapeamento de empreendimentos e a identificação daqueles que apresentavam potencial para o agroturismo. A iniciativa, inicialmente concentrada em Raposa, passou a incorporar propriedades de Paço do Lumiar, São José de Ribamar e, mais recentemente, São Luís.

A partir da adesão dos empreendedores, o trabalho avançou para a formatação e estruturação do roteiro turístico, além da preparação dos negócios para a chegada dos visitantes. Também foram realizadas ações de apresentação do produto ao mercado, envolvendo agentes de viagens, agentes de turismo e guias, responsáveis por aproximar essas experiências do público consumidor.

Agora, uma das prioridades é ampliar a visibilidade do circuito no mercado regional, ao mesmo tempo em que os empreendimentos aperfeiçoam estruturas de acolhimento, espaços para vivências e a apresentação de seus processos produtivos.

Para Flor Castro, gestora de Turismo do Sebrae em São Luís, o diferencial desse tipo de experiência está justamente na conexão entre turismo, território e lembranças que fazem parte da história de muitas famílias.

“Esse turismo trabalha a ancestralidade da pessoa. Você relembra o quintal da sua avó, o quintal da sua mãe. É trabalhar a raiz do seu quintal, viver uma coisa que hoje em dia está se apagando. E a gente está cultivando isso através dessas atividades do agroturismo”, destaca.

A proposta é que a propriedade rural deixe de ser apenas um lugar de produção e também se torne espaço de convivência, aprendizado e lazer. No Sítio Casa de Elena, essa experiência pode começar pela própria colheita.

Equipe do Sebrae e Elena Viegas durante a visita técnica ao sítio, que combina produção artesanal de alimentos, vivências no quintal e práticas ligadas à permacultura. (Sebrae/ Divulgação)



“Se a pessoa quiser fazer um suco, ela pode colher a fruta para fazer o suco. Se quiser cozinhar no fogão a lenha, ela pode. Se quiser levar uma geleia, também pode. A gente produz de forma saudável e equilibrada para que a pessoa tenha uma vivência diferente”, explica Helena.

Produção artesanal e permacultura

Grande parte do que chega à cozinha do sítio vem da própria propriedade ou de produtores próximos. Elena explica que a prioridade é trabalhar com ingredientes cultivados sem agrotóxicos e produzir alimentos sem corantes, conservantes ou outros aditivos químicos.

“Tudo que a gente faz é com o que o sítio produz, com produtos dos quintais vizinhos que plantam também sem veneno ou, então, a gente busca nos interiores ou com pessoas que produzem sem veneno. Essa é uma questão principal para nós”, conta.

Essa forma de produzir está ligada à permacultura. Na prática, envolve o uso responsável dos recursos naturais, o cultivo diversificado, o aproveitamento do que é produzido no próprio espaço, a redução de desperdícios e uma relação mais equilibrada entre as pessoas e o ambiente.

No Sítio Casa de Elena, esses princípios aparecem no cultivo de frutas, no aproveitamento dos alimentos produzidos no quintal, na valorização de produtores locais e no modo artesanal de preparar os produtos oferecidos aos visitantes.

“A permacultura ensina que viver da natureza, viver dos frutos da terra, é muito melhor do que viver do supermercado. A gente produz de forma bem natural, o mais natural possível, e tenta fazer com que as pessoas entendam e conheçam a permacultura”, afirma Helena.

Para a empreendedora, essa característica deve ganhar ainda mais espaço nos próximos anos, com a ampliação das experiências oferecidas no sítio.

“Agora, o nosso plano é transformar o sítio em referência da permacultura em São Luís e ampliar o projeto para que possa receber mais e mais pessoas com qualidade. A gente espera oferecer ao nosso público cada dia uma coisa melhor, sempre ter uma novidade, um diferencial”, projeta.

Elena Viegas, proprietária do Sítio Casa de Elena, apresenta produtos artesanais do empreendimento, que integra o Circuito de Agroturismo de São Luís. (Sebrae/ Divulgação)

Conhecimento que prepara o negócio para o mercado

A construção dessa experiência também passa pela organização do empreendimento como negócio. Elena destaca que o acompanhamento do Sebrae contribuiu para etapas como precificação, embalagem, apresentação dos produtos e organização comercial.

“O Sebrae me ensinou muita coisa. Me ensinou a precificar, a deixar o produto de uma forma que a pessoa entenda o que é, com todas as informações necessárias. Dá informações de como apresentar, como precificar, como embalar, como mostrar o produto, como montar uma vitrine. Quando eu tenho alguma dúvida, estou no Sebrae, porque ele vem dando um suporte para que você chegue onde quer chegar”, afirma.

O acompanhamento técnico busca justamente combinar essas duas dimensões: preservar a identidade de cada propriedade e, ao mesmo tempo, prepará-la para receber visitantes e acessar o mercado turístico.

No Gapara, esse movimento já pode ser percebido entre os pés de frutas, os produtos artesanais e o fogo aceso no fogão a lenha. O que antes poderia ser visto apenas como um quintal produtivo passa a ganhar outra dimensão: torna-se experiência, produto turístico e possibilidade de geração de renda.

Procure o Sebrae – Para mais informações sobre as iniciativas desenvolvidas pelo Sebrae, procure a Unidade de Negócios do Sebrae em São Luís, localizada no Multicenter Negócios e Eventos, ou a Central de Atendimento, no 0800 570 0800 (telefone e WhatsApp). Acompanhe ainda os canais digitais do Sebrae no Maranhão: Instagram (@sebraemaranhao) e YouTube (https://www.youtube.com/sebraemaranhao).

Quaest/TV Mirante: 54% preferem governador alinhado ao presidente Lula




A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) mostra que a maioria dos eleitores maranhenses prefere que o próximo governador do estado seja aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, 54% defendem esse alinhamento político.

Outros 25% afirmam preferir um governador independente, enquanto 16% querem que o próximo chefe do Executivo estadual seja aliado de Flávio Bolsonaro (PL). Não souberam ou não responderam 5% dos entrevistados.

O levantamento também mediu diretamente o peso eleitoral de um eventual apoio de Lula. Para 45% dos entrevistados, o apoio do presidente aumenta a chance de votar em determinado candidato ao Governo do Maranhão. Outros 30% afirmam que o apoio não altera sua decisão, enquanto 21% dizem que a manifestação de Lula diminui a possibilidade de voto no candidato. Outros 4% não souberam ou não responderam.

Os números são diferentes quando a Quaest questiona os eleitores sobre a influência de Flávio Bolsonaro. Apenas 17% afirmam que o apoio do candidato do PL à Presidência aumenta a chance de votar em um candidato ao Palácio dos Leões.

Para 35%, uma manifestação de apoio de Flávio não altera a decisão de voto. Já 43% afirmam que o apoio do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro diminui a chance de votar no candidato beneficiado. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Os dados indicam, portanto, maior potencial de transferência positiva de votos por parte de Lula no Maranhão. Enquanto o petista tem saldo positivo de 24 pontos percentuais entre os que dizem aumentar (45%) e diminuir (21%) a chance de voto, Flávio apresenta saldo negativo de 26 pontos: 17% dizem aumentar e 43%, diminuir.

A Quaest ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob os números MA-02558/2026 e BR-01389/2026.

Maranhão e Portugal estreitam laços comerciais com novos voos, hotéis e missão empresarial

Ligação direta com Lisboa, empreendimentos portugueses e missão empresarial prevista para novembro ampliam as possibilidades de intercâmbio comercial

Representantes do Sebrae Maranhão e da Câmara Brasil-Portugal no Maranhão durante reunião que discutiu novas oportunidades de conexão entre os dois mercados. (Sebrae/ Divulgação)






A partir de outubro, quem sair de São Luís rumo a Lisboa poderá atravessar o Atlântico sem escala. A nova rota da TAP Air Portugal chega acompanhada de outros movimentos que aproximam Maranhão e Portugal: investimentos no setor turístico, articulações empresariais e uma missão técnica prevista para novembro.

Esse cenário esteve no centro da reunião realizada nesta segunda-feira (24) entre representantes do Sebrae Maranhão e da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo e Serviços Brasil-Portugal. Participaram do encontro o diretor superintendente do Sebrae Maranhão, Albertino Leal; o presidente da Câmara Brasil-Portugal no Maranhão, Júlio Moreira Gomes Filho; a gerente da Unidade de Ambiente de Negócios, Larissa Leite; e o analista Luiz Fernando Ramos.

Para Albertino Leal, a nova ligação aérea pode acelerar a aproximação entre os dois mercados e abrir espaço para novas relações comerciais.

“Essa relação tende a se aperfeiçoar com os voos, que estão se iniciando no mês de outubro, e isso vai trazer uma relação comercial mais forte. Temos que preparar os nossos investidores para que esse negócio aconteça efetivamente. Temos missões sendo construídas, relações de amizade entre cidades também sendo constituídas, além de situações como a Economia do Mar, que é um tema fundamental para o Maranhão”, destacou o diretor.

Portugal amplia presença no Maranhão

A TAP Air Portugal inicia, em outubro de 2026, a rota direta entre São Luís e Lisboa, primeira ligação aérea internacional regular da capital maranhense com a Europa. Com a operação, o Maranhão passa a ser o sexto estado do Nordeste atendido pela companhia portuguesa.

No mesmo período, o grupo Vila Galé prevê a abertura de dois hotéis em São Luís, no antigo prédio da Casa Maranhão, no Centro Histórico. Entre eles está o Vila Galé Collection Ópera, ampliando a presença de investimentos portugueses no turismo local.

Para Júlio Moreira Gomes Filho, a relação histórica entre Maranhão e Portugal pode abrir caminho para novas conexões comerciais.

“Isso aqui é um gigante adormecido no Brasil. Existe uma ligação histórica entre Portugal e Maranhão que, além de muito forte na parte cultural, está se estreitando cada vez mais para possibilitar o estreitamento comercial entre os dois”, afirmou.

O encontro reforça o potencial do Maranhão para ampliar relações econômicas e atrair novas oportunidades de intercâmbio, inovação e desenvolvimento empresarial. (Sebrae/ Divulgação)

Fundada em 15 de junho de 2026, a Câmara Brasil-Portugal já desenvolve projetos em São Luís e planeja expandir a atuação para Imperatriz e outros municípios.

Outro ponto discutido foi a missão técnica a Portugal prevista para novembro. A proposta é levar empresários, industriais e microempreendedores maranhenses para conhecer o mercado português, ampliar contatos e identificar possibilidades de negócios.

A programação ainda está em construção e deve reunir atividades voltadas a serviços, intercâmbio empresarial e aproximação comercial.

Economia do Mar entra na agenda

Entre os setores com potencial para aproximar Maranhão e Portugal está a chamada Economia do Mar, que reúne atividades econômicas relacionadas aos oceanos e às zonas costeiras, como transporte marítimo, pesca, turismo, logística portuária e geração de energia.

O Maranhão possui cerca de 640 quilômetros de litoral e um complexo portuário que ocupa posição estratégica na costa brasileira. A localização do estado na Margem Equatorial amplia as possibilidades de desenvolvimento de cadeias ligadas ao ambiente marítimo e cria pontos de interesse comuns com Portugal, país com forte tradição econômica e tecnológica relacionada ao mar.

A reunião desta segunda-feira colocou esses diferentes movimentos dentro de uma mesma perspectiva: transformar uma relação histórica entre Maranhão e Portugal em uma conexão também de mercado. Com novos voos, investimentos, missões empresariais e setores econômicos em comum, a distância entre São Luís e Lisboa começa a ficar menor também para os negócios.

24 agosto 2026

Partido NOVO tenta tirar Roberto Rocha da disputa pelo governo do Maranhão


O NOVO, partido de Lahesio Bonfim, acionou a Justiça Eleitoral para tentar impedir a candidatura de Roberto Rocha (PRTB) ao Governo do Maranhão. A ofensiva partiu da candidata a deputada federal Lariane Telles Mendonça, que apresentou uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura e pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) o indeferimento do registro de Rocha.

A impugnação coloca no centro da disputa a filiação partidária de Roberto Rocha ao PRTB. Segundo a ação, o vínculo utilizado para sustentar a candidatura ao governo foi reconhecido por decisão judicial proferida em menos de 48 horas, sem contraditório e com base em documentos que a autora classifica como unilaterais. A sentença ainda é contestada pelo NOVO e não transitou em julgado.

O NOVO sustenta que Roberto Rocha continua registrado oficialmente como filiado à legenda desde 1º de abril de 2026, sem anotação de desfiliação no Sistema de Filiação Partidária da Justiça Eleitoral. Ao mesmo tempo, Rocha afirma ter ingressado no PRTB poucos dias depois. A ação aponta que não houve comunicação formal de saída do NOVO.

A própria certidão do sistema FILIA apresentada no processo registra Roberto Rocha com filiação regular ao NOVO e sem data de desfiliação. Para a autora da impugnação, a coexistência dos vínculos coloca em dúvida a validade da filiação ao PRTB utilizada para registrar a candidatura ao Governo do Maranhão.

A ação também usa a atuação política de Rocha nos meses seguintes como argumento contra a filiação ao PRTB. Mesmo após a data em que afirma ter ingressado na nova legenda, Roberto Rocha continuou sendo apresentado publicamente como integrante do NOVO e pré-candidato ao Senado. Em junho, chegou a admitir publicamente a possibilidade de disputar o governo pela legenda de Lahesio Bonfim.

Outro ponto explorado na impugnação são contribuições financeiras feitas por Roberto Rocha ao NOVO. O processo apresenta quatro recibos de R$ 200 cada. Três pagamentos foram realizados em julho, mais de três meses depois da data em que o candidato afirma já estar filiado ao PRTB.

A candidata do NOVO ainda aponta indícios de fraude e simulação no reconhecimento da filiação ao PRTB. Entre os elementos citados estão a rapidez da decisão judicial, a ausência de contraditório, a permanência de Rocha nos registros do NOVO e uma divergência sobre a data da nova filiação. A ficha apresentada registra 3 de abril, enquanto a decisão judicial reconheceu 4 de abril, último dia do prazo legal de filiação para as eleições de 2026.

No pedido ao TRE-MA, Lariane Telles requer o indeferimento da candidatura de Roberto Rocha por suposta ausência de condição de elegibilidade. Também pede que sejam reconhecidos os alegados indícios de fraude e simulação e, alternativamente, que o julgamento do registro seja suspenso até a decisão definitiva sobre a filiação partidária.

A impugnação ainda solicita o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral para análise dos fatos apontados. O pedido não significa que Roberto Rocha esteja fora da eleição. A candidatura permanece submetida à análise da Justiça Eleitoral, que decidirá se a filiação ao PRTB é válida para sustentar sua disputa pelo Governo do Maranhão.