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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Flávio Dino atribui a pobreza no Maranhão à política econômica de Bolsonaro


Em entrevista à TV Mirante nesta segunda-feira, 4, Flávio Dino atribuiu a pobreza no Maranhão à política econômica nacional.

O agora ex-governador, que se elegeu em 2014 com a promessa de tirar o estado da miséria, culpou o governo Bolsonaro pelos baixos índices econômicos e sociais do Maranhão, retirando da gestão estadual qualquer responsabilidade no que diz respeito ao combate à pobreza.

“Quem faz política econômica no Brasil é o governo federal. O governo do estado tem poucos instrumentos. O Banco Central é federal, o BNDES é federal, os bancos de desenvolvimento de modo geral são todos federais. Quando a política econômica federal é ruim, como é atualmente, é claro que todos os estados sofrem”, disse Flávio Dino.   

segunda-feira, 7 de março de 2022

Josimar investe em "buchas bolsonaristas” nas eleições 2022


Nas últimas semanas o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) intensificou suas investidas por pré-candidatos considerados “bolsonaristas” em sua legenda nas eleições deste ano. Presidente do partido do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão, Josimar negocia com várias lideranças que se notabilizaram pela luta contra a corrupção e ética na política.

A entrada de candidatos tidos como “bolsonaristas” na chapa de Josimar eleva a possibilidade de que o PL tenha uma expressiva votação. Dessa forma, o efeito direto da adesão seria o fortalecimento do projeto de Josimar de Maranhãozinho em eleger entre de 3 e 4 deputados federais nas eleições deste ano subordinados a ele.

Para tentar minimizar os impactos na filiação ao PL, os chamados “bolsonaristas” têm usado como justificativa o fato da legenda ser a mesma do presidente. Contudo, pré-candidatos que recusaram o pedido de Josimar, caso da líder conservadora Flávio Berthier, ingressar no PL é um sacrifício alto demais.

“Temos bandeiras e elas não podem ser deixadas para trás por causa de eleição. Não posso ajudar a eleger uma bancada que defenda tudo o que eu tenho repúdio. Sei que o presidente entende essa nossa posição de escolher outro partido que não seja o PL do Maranhão”.

A eleição no PL é considerada dificílima dados os números. Caso Josimar dispute a reeleição para deputado, deve manter votação acima de 100 mil votos (em 2018 ele alcançou 195 mil). Acontece que a esposa de Josimar, Detinha, também deve tentar uma vaga na Câmara Federal. A candidatura de Detinha pode diminuir a votação do marido e ambos devem transitar entre os 100 mil votos. Também concorrem na chapa os já deputados federais Junior Lourenço (117 mil votos) e Pastor Gil (47 mil votos). Ambos não eram parlamentares em 2018 e devem elevar suas votações. Outros nomes como Paulo Marinho Jr (55.755 votos em 2018) devem tornar ainda mais difícil a tentativa de bolsonaristas em conseguir “vencer” os colegas de chapa.

Fontes do partido revelaram ao blog que a entrada de três dos chamados “bolsonaristas” podem agregar de 50 a 70 mil votos na chapa que deve lançar 19 candidatos. Com a estimativa de cerca de 400 mil votos apenas dos quatro “cabeças”, o PL deveria alcançar mais 100 mil votos com os outros 11 candidatos para ter chances reais de fazer 4 deputados federais. Com absolutamente nenhum bolsonarista entre eles.

Até o momento a maior “aquisição” de Josimar foi o ex-candidato à prefeito de São Luís, Pastor Silvio Antônio. São esperados outros bolsonaristas na legenda antes do dia 2 de abril, prazo final para a filiação no partido.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

André Fufuca enquadra secretário de Flávio Dino


O secretário de Estado da Comunicação do governo Flávio Dino (PSB), Ricardo Cappelli, tomou uma invertida do deputado federas André Fucuca (PP) nas redes sociais no domingo (16).

No Twitter, o auxiliar do gestor maranhense criticou o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e atual chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (PL), por suas recentes mudanças de lado político.

Ele só não esperava que Fufuquinha reavivasse na memória dos internautas uma guinada política do PCdoB que, até hoje, é tratada como tabu entre os comunistas maranhenses.

“Menos, secretário, o PC do B fez parte do governo Roseana nos anos 90. Pouco tempo depois, dizia ser a pior desgraça do Maranhão. Marcos Kowarick ocupava secretaria, inclusive”, disparou.

Com informações do Blog do Kiel Martins

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Aluísio Mendes está fora do palanque de Bolsonaro no Maranhão


O deputado federal Aluísio Mendes (PSC), já comunicou o presidente Jair Bolsonaro que não estará em seu palanque no Maranhão. A tomada de posição se deu por conta da filiação do Presidente da República ao Partido Liberal, PL, que é presidido no estado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

“Já estive com o presidente e comuniquei a ele que continuo seu amigo, seu líder no congresso nacional e pedirei votos para ele nas eleições. Mais infelizmente não poderei estar no seu palanque, se nele estiverem pessoas denunciadas por crimes como formação de bando ou quadrilha armada, furto qualificado, desvios de recursos públicos e etc, como é o caso do presidente do PL no Maranhão.” disse Mendes.

Aluísio não é apenas adversário, é um inimigo político de Josimar. Em seu histórico, coleciona discursos acalorados e recheados de acusações das mais graves possíveis contra Maranhãozinho. São considerados, portanto, arqui-inimigo políticos.

Atual presidente do PSC maranhense, Mendes precisa urgentemente adotar uma estratégia para formar uma nominata forte em seu partido visando a disputa das eleições 2022, caso contrário, diante do fim das coligações, terá de filiar em outra agremiação partidária por sobrevivência política.

domingo, 28 de novembro de 2021

Se Rocha entrar no PL, Josimar pode ceder a vaga de candidato a governador


A filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL pode mudar os planos do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que preside o partido no Maranhão, de manter sua candidatura ao Governo do Estado. O “X” da questão está no destino partidário do senador Roberto Rocha. 

Se o senador ingressar também no partido, como está previsto, e resolver disputar o Palácio dos Leões com o aval do presidente da República, é provável que a cúpula nacional do partido desencadeie uma operação no sentido de convencer o chefe do PL a ceder a vaga de candidato a governador a Roberto Rocha. 

Um interlocutor habitual e confiável de Josimar de Maranhãozinho garante que, se tal situação vier a se configurar, a cúpula do PL nada imporá ao parlamentar, devendo resolver a situação na base da conversa. 

Isso porque, segundo essa fonte, Josimar de Maranhãozinho é hoje “homem de confiança” do presidente Waldemar Costa Neto, que não tem nenhum interesse em enfraquecê-lo na sua base. E afirma que Roberto Rocha e Josimar de Maranhãozinho são amigos e estão afinados, o que assegura que, se houver a mudança, ela será negociada, sem prejuízo para o chefe do PL. 

Outra hipótese viável, mas um pouco mais distante, será Roberto Rocha disputar a senatória e Josimar de Maranhãozinho manter sua candidatura aos Leões.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Roberto Rocha articulou para tomar PL de Josimar


Teria partido do senador Roberto Rocha a articulação para que o presidente da República, Jair Bolsonaro, a pedir ao presidente nacional do PL, Waldemar da Costa Neto, a substituição do deputado federal Josimar de Maranhãozinho como presidente da sigla no Maranhão.

As informações foram divulgadas por aliados do parlamentar e nacionalmente pele CNN Brasil.É o que dizem aliados do parlamentar.

Como já é de conhecimento público, Roberto Rocha está sem partido e tem buscado sem sucesso uma legenda. Atualmente ele é conhecido por ser da tropa de choque de Bolsonaro, devido ao afinamento com o presidente da República.

Segundo pessoas ligadas a Josimar de Maranhãozinho, foi devido a essa proximidade que ele tentou um “pulo do gato”, para tomar o partido do deputado e atuar como um coordenador da campanha à reeleição de Bolsonaro no Maranhão.

Mas Costa Neto colocou o "pé na parede" e não aceitou a possibilidade de mudança no comando estadual do PL.

domingo, 14 de novembro de 2021

PL adia cerimônia de filiação do presidente Jair Bolsonaro


SÃO PAULO – O Partido Liberal (PL) divulgou nota neste domingo (14) anunciando o cancelamento da cerimônia de filiação do presidente Jair Bolsonaro, inicialmente marcada para o dia 22 de novembro.

“Após imensa troca de mensagens com o presidente Jair Bolsonaro, decidimos, de comum acordo, pelo adiamento da anunciada cerimônia de filiação”, informa a nota assinada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. De acordo com o partido, não há, ainda, uma nova data para o compromisso de filiação.

A filiação de Bolsonaro ao PL é mais um capítulo da aproximação entre o mandatário e os partidos do chamado “centrão” (que ocorre desde meados de 2020), e traz sinalizações sobre as estratégias de alguns dos principais atores políticos para as eleições de 2022.

sábado, 6 de novembro de 2021

Márcio Jerry retorna ao mandato de deputado para evitar voto de Gastão a favor de Bolsonaro


O Secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry retorna ao mandato de depurado federal, nesta segunda-feira(8).

“Para votar NÃO à PEC do calote nos precatórios dos professores. Votar em defesa dos professores e professoras, em defesa da educação”, disse Jerry, ao revelar ao blog do John Cutrim que volta à Secid após votação do segundo turno da PEC.

O seu suplente, Gastão Vieira, do PROS, votou pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional, que ficou conhecida como PEC do Calote.

Emendas

Às vésperas da votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos precatórios, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) liberou quase R$ 1 bilhão em emendas a deputados. Foram R$ 909,7 milhões em emendas de interesse dos deputados federais em apenas dois dias, a partir do chamado “orçamento secreto”.

Os recursos foram empenhados pelo governo nos dias 28 e 29 de outubro, conforme levantamento da ONG Contas Abertas. O empenho é a fase em que o governo reserva o dinheiro para efetuar o pagamento. No dia da votação, 3 de novembro, foram liberados mais R$ 52 milhões em emendas. Na prática, o governo empenhou, em apenas três dias, R$ 961,7 milhões para ações de interesse dos deputados.

O movimento, considerado atípico, ocorreu em um momento em que a base do governo na Câmara dos Deputados lutava para conseguir apoio para aprovar a PEC, que abre espaço para o lançamento do Auxílio Brasil, o programa social que substituirá o Bolsa Família. O governo pretende pagar R$ 400 de auxílio a cerca de 17 milhões de famílias até o fim de 2022, ano em que Bolsonaro tenta a reeleição.

Acordo

Houve acordo para pagamento de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) e necessidade de financiamento do Auxílio Brasil como principais fatores para a aprovação da PEC dos Precatórios.

O acordo permitiu que, em vez de ter os precatórios divididos em dez anos, os professores recebam 40% em 2022 e o restante em duas parcelas de 30% nos anos subsequentes.

A proposta, no entanto, foi criticada pelo deputado Professor Israel Batista (PV-DF). “Estamos aqui trazendo uma profunda insegurança jurídica para o Brasil. Precatório é decisão judicial sobre pagamento. Eu não consigo entender a vantagem de dividirmos o pagamento dos precatórios dos professores em três vezes, se a Justiça manda pagar em uma vez”, afirmou.

O líder do PT, deputado Bohn Gass (PT-RS), também criticou a proposta. “Queremos que o professor receba integralmente o que lhe é devido, que o município e os estados tenham o apoio e que não se precise dar calote, muito menos, fazer chantagem irresponsável e mentir para a população dizendo que, se esse projeto não for aprovado, não haverá dinheiro para programas sociais”, disse.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Partidos articulam formação de federações e jogo político no Maranhão promete embolar


Duas semanas após o Congresso derrubar o veto presidencial e manter a possibilidade de os partidos se organizarem em federações, algumas das maiores legendas do país iniciam negociações: PP, PL e Republicanos abriram conversas nesse sentido, assim como o MDB com o Avante e o Solidariedade.

Os movimentos ocorrem logo após a criação do União Brasil, resultado da fusão entre DEM e PSL, que deverá ser a maior agremiação da Câmara assim que for oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que deve ocorrer no início da 2022. Também há negociações envolvendo Cidadania, Rede e PV, e, na esquerda, do PCdoB com o PSB.

Na semana passada, o ministro-chefe da Casa Civil e presidente licenciado do PP, Ciro Nogueira, trabalhou em duas frentes. Ele conversou com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e enviou mensagem ao presidente do Republicanos, Marcos Pereira, sugerindo que as três legendas se unam numa federação, com o objetivo de eleger uma bancada expressiva no Congresso nas eleições de 2022.

A ideia é assinar uma “união estável” entre os três partidos que já compõem a base do governo e normalmente votam juntos em boa parte dos temas, como, por exemplo, em pautas econômicas.

O eventual nascimento dessa tríade é uma tentativa de reequilibrar as forças no Congresso e, com isso, fazer frente ao recém-formado União Brasil, que só depende da chancela do TSE para existir, de fato. Uma vez oficializada, a nova legenda deverá contar com 81 deputados federais.

Somados, PP, PL e Republicanos teriam 116 deputados federais (42 do PP, 43 do PL e 31 do Republicanos), mais 12 senadores (7 do PP, 4 do PL e um do Republicanos), além de aumentar o tempo de propaganda na TV. Essa última alteração pode abrir caminho para o presidente Jair Bolsonaro ingressar no PP, com o qual tem negociado, para disputar a reeleição em 2022.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Eliziane chama integrantes de manifestação do dia 7 de golpistas e criminosos


A senadora Eliziane Gama (Cidadania) usou as redes sociais para afirmar que a manifestação do último dia 7 de setembro era golpista. Mesmo com a ausência de incidentes violentos e a participação de famílias, a senadora insistiu na retórica de ataque aos atos que começou em 3 de setembro, quando a senadora chamou os atos de “criminosos”.

domingo, 29 de agosto de 2021

PSD de Edilázio Jr perde o comando da Funasa


O Partido Social Democrático, PSD, presidido no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Júnior, começou a perder seus indicados no governo Jair Bolsonaro (sem partido). Saiu, nesta sexta-feira, 27, Giovanne da Silva do comando da Fundação Nacional de Saúde.

Giovanne havia sido indicado pelo PSD, que virou oposição a planeja lançar Rodrigo Pacheco como candidato da terceira via à Presidência da República.

Com isso o PSD perde o orçamento de 2,8 bilhões de reais. No seu lugar, assumiu um preposto de Valdemar Costa Neto, do PL, Miguel da Silva Marques. O chefão do PL vinha reivindicando a Funasa.

Aqui no Maranhão, o filho do ex-prefeito de Barreirinhas, Albérico Ferreira Filho (MDB) e atual Superientende da Funasa no Maranhão, Augusto Ferreira, que havia sido indicado por Edilázio deve perder o cargo para alguém indicado pelo presidente estadual do PL e deputado federal, Josimar de Maranhãozinho.

É aguardar para conferir.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Flávio Dino: Toparia ser vice de Lula em 2022; sou torcedor da 3ª via, mas falta união


O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), disse, em entrevista ao UOL News, que seria uma honra ser candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “se houvesse uma convergência”.

Ele ainda declarou que é “um torcedor da terceira via”, que, para ele, seria positivo para o Brasil: “Isolaria a barbárie, mas [terceira via] tem dificuldade de união”.

“É difícil que haja um crescimento ao ponto de passar do Bolsonaro, mas já foi mais difícil. Hoje não é impossível, é improvável, mas pode acontecer”, avaliou Dino.

Para ele, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode derreter e não estar no 2º turno das eleições de 2022, enquanto Lula é figura garantida na disputa.

“O Lula não estará fora [do pleito] porque esteve, direta ou indiretamente, protagonizando as eleições de 1989 até 2018, enquanto o Bolsonaro, sim, [pode não ir para o 2º turno], com a inflação, combustível e gás, pode ser que derreta mesmo e outro candidato consiga se firmar”, disse.

domingo, 22 de agosto de 2021

Ciro Nogueira articula fusão dos partidos PP e PSL para 2022


O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, está articulando um “super partido” para as eleições de 2022, que deve agregar o PP e PSL e deve adotar o número 11. A informação foi veiculada nesta sexta-feira (20), pela CNN Brasil.

A ideia é que o novo partido tenha cunho social-liberal. O estatuto da nova legenda, que deve fundir PP e PSL, já tem sido discutido pelos dirigentes das três siglas, que consideram adotar a palavra “liberal” no nome.

O Republicanos chegou a ser sondado para fazer parte da nova sigla, mas o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, refutou a hipótese.

A ideia é que o superpartido seja viabilizado para as eleições presidenciais de 2022 e se torne uma janela partidária para deputados e senadores de siglas como DEM e MDB.

Para facilitar a fusão, a proposta discutida é que o partido não apoie nenhum nome à sucessão presidencial, não filie o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e libere alianças estaduais.

A expectativa é de que a legenda seja presidida pelo atual dirigente do PSL, Luciano Bivar, e tenha Ciro Nogueira, do PP, como secretário-geral.

A meta é que, com novas filiações, a nova sigla tenha pelo menos 130 deputados federais e 17 senadores. Além de acesso a um fundo partidário de R$ 2 bilhões.

Com a interrupção das negociações com o Patriotas, Bolsonaro hoje avalia se filiar a duas siglas: PTB e PRTB.

sábado, 21 de agosto de 2021

Roberto Rocha demonstra decepção com o governo Bolsonaro


O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), relator da reforma tributária no Senado (PEC 110/19), se irritou em um debate mediado por ele com a participação do ministro Paulo Guedes e do secretário especial da Receita Federal, José Tostes, na nesta sexta-feira (20/8). O debate em questão foi marcado para se discutir uma reforma ampla, desejo da indústria e de vários setores empresariais.

Durante a fala de Tostes, no entanto, o secretário limitou-se a falar sobre os detalhes envolvendo a reforma tributária faseada, que o governo tenta aprovar. Tostes fez comentários sobre a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), projeto que já está na Câmara e que não avançou desde o ano passado, apesar de ter um relator definido. Para Roberto Rocha, a insistência de Tostes em falar sobre o PL da CBS na Câmara é um sinal de que o governo desistiu de fazer uma reforma tributária ampla.

“Lamento muito ter que dizer, mas parece que estamos num faz de conta. Como se vê, o secretário Tostes discutiu o PL que está na Câmara, que cria a CBS. A CBS, em verdade, é uma demonstração de que desistiram da PEC da reforma ampla. Nós estamos tentando levá-la adiante. Percebo que há um bom ambiente no Senado para a aprovação desta matéria”, argumentou.

E continuou: “Uma CBS sem operações, como defende o governo, não pode ser chamado de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), porque é absolutamente incompatível com o IVA. E se tiver operações, é flagrantemente inconstitucional porque se choca com o artigo 195 da Constituição Federal. Logo, a CBS para ter eficácia, teria que ser feita por emenda constitucional, que é o que se propõe o debate hoje. O debate de hoje não é para falar sobre o PL da Câmara, é para discutir a PEC 110”, disparou.

O senador afirmou, então, que “claramente” há pouca vontade, por parte do governo, de realizar a discussão de uma reforma ampla, que inclua todos os impostos sobre consumo — que oneram mais as classes mais pobres. O que se vê, segundo ele, é uma tentativa de votar projetos isolados, na Câmara, onde se tem encontrado dificuldades, tanto no caso da CBS quanto no PL 2337/21, que altera o imposto de renda.

“Esse é um desabafo de quem está carregando esse piano quase sozinho durante três anos. E eu aprendi que brigar não é bom, e sabendo que vai perder, é burrice. Então, nós vamos concluir essa sessão hoje e vou convidar outro senador para, daqui em diante, seguir esse trabalho”, disse ele, referindo-se aos debates do tema no Senado.

Relatório final

O senador prometeu apresentar o relatório final, “de forma impreterível, na próxima semana, cumprindo meu papel como relator da PEC 110 aqui no Senado Federal para alterar, de fato, a base de consumo que é onde está a maioria ou quase a totalidade das pessoas mais pobres do país”.

O senador disse, ainda, que os esforços para tentar fazer as pazes com a economia têm se mostrado ser em vão. Rocha trabalha em uma nova versão do seu relatório com a ajuda de tributaristas como Melina Rocha, há alguns meses. Havia conversas com o governo e com a presidência do Senado Federal para colocar a PEC 110 para andar, em vez do modelo faseado proposto pelo Executivo.

Na semana passada, após se encontrar com representantes da indústria, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), chegou a dizer que a vontade da presidência do Senado era dar continuidade ao projeto de reforma ampla. Do Correio Braziliense

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Mesmo crescendo no governo, PP resiste a filiar Bolsonaro


O deputado federal André Fufuca (PP) encontra-se com um baita problema na sua mesa de trabalho no posto de atual presidente nacional do partido: a tentativa de filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seus filhos e sua tropa de choque ao seu partido.

Corre o zumzum dando conta de que o presidente está em conferência com os líderes do partido – além de André Fufuca, pesam na legenda o deputado federal alagoano Arthur Lira, presidente da Câmara Federal, e o senador piauiense Ciro Nogueira, atual chefe da Casa Civil – para definir uma posição. Isso porque boa parte dos deputados federais do PP já avisou que não quer saber do presidente e sua turma no partido, criando assim um clima de constrangimento para os líderes.

Antes do PP, Jair Bolsonaro foi rejeitado no PMB, depois mirou no Patriotas, que igualmente lhe fechou as portas por meio de uma crise entre apoiadores e não apoiadores do presidente dentro do partido. Agora está causando um estica-encolhe dentro do PP presidido no Maranhão e no plano nacional pelo deputado federal André Fufuca, onde também é rejeitado por parte dos deputados federais do partido. 

Nos três casos, a rejeição ao presidente é justificada pelo temor de que Jair Bolsonaro e sua tropa estabeleçam um clima de bagunça dentro do partido. No caso específico do Maranhão, o temor dos líderes é que o senador Roberto Rocha acompanhe o presidente e reivindique o comando estadual do partido. Nesse contexto de rejeição, sua procura poderá terminar nos portões do PTB, que poderá ser apressada com o presidente do partido, Roberto Jefferson, na cadeia. Parece ser o único em que o presidente será acolhido, caso resolva entrar. É o sonho colorido da presidente do partido no Maranhão, deputada Mical Damasceno.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Bolsonaro perde apoio dos evangélicos


Jair Bolsonaro já não é mais uma unanimidade entre os evangélicos brasileiros, cada vez mais divididos em relação ao presidente em quem votaram maciçamente em 2018.

“Conversando com alguns líderes, que tinham muitas expectativas nesse discurso de moral cristã, de representações dos direitos da família evangélica, percebi que muitos se arrependeram de ter votado em Bolsonaro e estão preparados para outra mudança. Esse público não é uníssono”, explica à AFP Kléber Lucas, cantor gospel e pastor declaradamente antibolsonarista na Igreja Batista Soul, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo pesquisa do Instituto Ipec, publicada no fim de junho, 59% dos evangélicos disseram “não confiar em Bolsonaro”.

“Para muitos evangélicos, mesmo conservadores, houve uma radicalização do Bolsonaro em relação à sua postura diante da pandemia, sua agressividade, sua defesa quase que irretocável com relação à violência, seu apreço pela ditadura”, explicou Ronilso Pacheco, pesquisador e mestrando do Union Theological Seminary, da Universidade de Columbia, em Nova York.

A pandemia deixou mais de 550.000 mortos no Brasil, devido em grande parte à caótica gestão de Bolsonaro, segundo especialistas.

“Como o movimento evangélico ainda está muito na base da pirâmide social, a falta de recursos e a pobreza aumentada, a distância entre os mais ricos e os mais pobres têm feito o povo refletir um pouco mais”, avalia César Carvalho, pastor da Comunidade Cristã Novo Dia, em Jacarepaguá, também na zona oeste do Rio.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Alta de preços dos combustíveis é culpa de Bolsonaro, diz Flávio Dino


O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que a culpa pela alta de preços dos derivados de petróleo, como o botijão de gás e os combustíveis, é dos governadores do país. Para Bolsonaro, os tributos estaduais são os responsáveis e os governadores deveriam, nas suas palavras, colaborar para o fim desses impostos.

O repórter Jô Miyagui, do Seu Jornal, na TVT, conversou sobre o assunto com o governador do Maranhão, Flávio Dino, que desmente Bolsonaro. “Este tema relativo aos impostos deve ser resolvido pelo Congresso Nacional no âmbito da reforma tributária. Eu particularmente sou a favor do fim do ICMS, eu acho que ele deve ser extinto no Brasil. Mas nenhum governador pode fazer isso sozinho”, disse.

Dino lembra que existem regras que o Poder Executivo deve seguir. “O Presidente da República deveria saber disso, mas ele não sabe de quase nada de positivo, só de coisas negativas. Então, ele deveria saber que existe uma Constituição, existe o Código Tributário Nacional, existe a Lei de Responsabilidade Fiscal, que os governadores têm que cumprir. Você não pode fazer renúncia de receita sem a previsão da compensação. Existe o Confaz, o Conselho Nacional de Política Fazendária, que é do Ministério da Economia”, afirma.

‘Política criminosa’
Para o governador do Maranhão, Bolsonaro deveria saber essas coisas, mas não sabe ou não quer saber. “Ou finge não saber e quer se esconder das suas próprias responsabilidades. Basta você comparar: o ICMS sempre existiu. E por que recentemente houve essa disparada no preço dos derivados de petróleo? Por conta de uma política equivocada, criminosa, de equiparação de preços ao mercado internacional em dólar.”

Com a política cambial que o Governo Federal praticou, segundo analisa o governador, o país teve uma disparada na depreciação do Real frente ao dólar. “Foi isso que aconteceu e os preços no mercado interno dispararam, atentando para os outros preços. E somando a isso tivemos a inflação de alimentos, esse desastre da pobreza que o Bolsonaro criou. E aí ele finge não ser presidente da república, e quer sempre culpar os governadores.” 

domingo, 25 de julho de 2021

Flávio Dino teria alertado Lula sobre possível atentado em 2022


O Governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), teria alertado o ex-presidente Lula (PT), no encontro dos 2 em São Paulo realizado em 15 de julho, sobre o risco de atentado durante a campanha eleitoral de 2022, segundo informações do Metrópoles.

Dino estaria convencido de que as próximas eleições serão marcadas por atos de violência devido à possibilidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) perder a disputa.

Conselheiros do ex-presidente também estariam recomendando a Lula uma mínima exposição física durante uma eventual campanha eleitoral. A expectativa é que o petista dedique maior parte do tempo à gravação de programas de rádio e tv e aos debates políticos, além de ações nas redes sociais.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Roseana busca apoio de Bolsonaro para anular reeleição de Flávio Dino


O MDB do Maranhão enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no início desta semana, novos recursos do partido nas ações que questionam a derrota de Roseana Sarney para Flávio Dino nas eleições estaduais de 2018, quando o governador do Maranhão foi reeleito no primeiro turno com cerca de 60% dos votos válidos.

O MDB alega que perdeu a eleição em razão de suposto abuso da máquina pública na contratação de capelães pelos órgãos de segurança do Estado e na execução do Programa Mais Asfalto nos municípios; e busca reverter a derrota em ações nos tribunais que já foram rejeitadas, de forma unânime, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), seguindo parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), que considerou não haver prova de qualquer ilícito nos processos.

A estratégia do grupo de Roseana Sarney, agora, é tentar obter o apoio do presidente Jair Bolsonaro junto ao TSE, incorporando à sua equipe jurídica o advogado Admar Gonzaga, ex-ministro da Corte e responsável pela frustrada tentativa de criação do partido Aliança Pelo Brasil, intencionada por Bolsonaro.

Segundo o advogado Carlos Sérgio de Carvalho Barros, que lidera a defesa do governador Flávio Dino nas ações, é normal que haja recursos nesse tipo de ação, mas não há chance de que manobras políticas mudem o resultado dos processos. “Não condiz com a história do TSE e com o perfil de seus dignos membros”, afirmou Carlos Sérgio, ressaltando que todas as provas produzidas nos processos foram favoráveis à defesa do governador. “As alegações do MDB se sustentam em opiniões e especulações de blogueiros vinculados a veículos de mídia do próprio grupo Sarney”, ressaltou.

Segundo Carlos Sérgio, “não adianta fazer barulho na mídia quando não há provas no processo. Blogueiro não julga processo, presidente não manda em tribunal, e na democracia quem decide eleição é o povo”.

No TSE, os recursos foram distribuídos ao ministro Carlos Horbach, e devem ser enviados para parecer da Procuradoria Geral Eleitoral antes de ser levados a julgamento.

Horbach está no TSE desde 2017, quando foi nomeado pelo então presidente Michel Temer como ministro substituto, tendo sido reconduzido ao cargo em 2019, e nomeado como titular pelo presidente Bolsonaro em maio deste ano.

sábado, 17 de julho de 2021

Flávio Dino alerta: Bolsonaro não está fora do páreo


O governador Flávio Dino (PSB) alertou nesta sexta-feria, 16, em entrevista ao site Metrópoles, para o risco de se minimizar a força do presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

¨O Bolsonaro enfraqueceu muito, não há dúvida, mas ele ainda é um candidato forte e não pode ser minimizado¨, ponderou o governador.

Dino avalia que um dos erros da eleição de 2018 foi, justamente, achar que, por ser despreparado e incompetente, Bolsonaro jamais seria eleito.

¨Era tão absurdo que uma pessoa tão despreparada, desqualificada, ganhasse a eleição, que ninguém acreditava. Então, muitos erraram nisso, eu inclusive¨, reconhece.

Para o governador do Maranhão, é preciso a unidade das frentes de oposição ao presidente; mas ele reconhece que esta aliança parece cada dia mais difícil no primeiro turno.

¨Parece ser difícil uma conveniência plena no primeiro turno. Eu diria que, nesse momento, ela é impossível. Mas é necessário criar um ambiente de diálogo para que no segundo turno haja essa integração com o objetivo de derrotar Bolsonaro¨, argumentou Flávio Dino.

Marco D´eça