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27 fevereiro 2026

Os recados enviados por Bolsonaro a aliados para preservar Michelle


Incomodado com as notícias de recorrentes desavenças públicas dos filhos com a esposa, Jair Bolsonaro decidiu aproveitar as visitas de aliados na Papudinha, onde cumpre pena em Brasília, para enviar recados para que tirem Michelle do alvo de novos atritos. Os desentendimentos entre Michelle e os enteados são públicos, especialmente com Eduardo e Carlos.

Ungido como sucessor político do pai, Flávio Bolsonaro sempre foi o mais próximo, mas acabou afastado por ela após divergências políticas no Ceará. Em dezembro do ano passado, foi amplamente divulgada a confusão ocorrida em Fortaleza, quando a ex-primeira-dama foi contra a aliança, defendida pelos enteados, do PL com Ciro Gomes (PSDB), possível candidato ao governo do estado. Ao saber da briga, o ex-presidente desautorizou os filhos.

Jair Bolsonaro quer acabar com essas desavenças e deu ultimato para os aliados. Por isso, envia mensagens para que não alimentem ou repliquem as críticas ácidas dos filhos e de outros bolsonaristas. Mais do que isso, o ex-presidente pede unidade dentro da direita conservadora.

Além dos ataques recebidos dos familiares, Michelle foi alvo do jornalista Allan dos Santos, ativista da extrema direita, por participar de eventos no país enquanto Bolsonaro já estava preso “como se ele estivesse morto”. Da mesma forma, entrou na mira do pastor Silas Malafaia, que criticou a esposa de Bolsonaro pela pretensão de se apresentar como principal representante do público conservador no Brasil.

O clima fechou ainda mais quando Eduardo, que está nos Estados Unidos para fugir das investigações do Supremo, usou as redes sociais para criticar abertamente a falta de engajamento de Michelle e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na pré-campanha de Flávio. A ex-primeira-dama respondeu todos os ataques. No caso de Eduardo, usou as redes sociais para divulgar um vídeo fritando bananas, gesto interpretado como resposta cifrada, em alusão a um apelido do “02”.

Em função desses episódios, a ex-primeira-dama se distanciou ainda mais dos enteados e do cenário político. Ela esperava um pedido público de desculpas, o que não ocorreu. Com o peso de uma candidatura presidencial, Flávio costura a reaproximação com a madrasta, sem sucesso até agora. Michelle ainda tenta digerir a indireta do primogênito ao insinuar suposta frustração de Michelle logo após ser escolhido pelo pai como o herdeiro bolsonarista.

O filho escolhido por Bolsonaro para concorrer ao Planalto sabe o poder de influência que a ex-primeira-dama tem sobre o eleitorado feminino e evangélico, duas fatias indispensáveis para quem deseja ocupar a cadeira de presidente. Um encontro foi ensaiado recentemente, mas não vingou. Michelle considera recompor com Flávio, mas avalia ainda não ser a hora para entrar na pré-campanha. O momento é de se dedicar ao marido, ela diz.

Enquanto Jair Bolsonaro esteve em prisão domiciliar, Michelle viajou o país para participar de eventos como presidente do PL Mulher. A turnê para fortalecer o espólio bolsonarista permaneceu quando o ex-presidente tentou violar a tornozeleira eletrônica e foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal. Pouco após, ela se licenciou do cargo partidário, suspendeu as viagens políticas e assumiu o movimento para reivindicar melhores condições de custódia para o ex-presidente, até conseguir a transferência para a Papudinha. Desde a mudança, Michelle dedica os dias ao preparo de marmitas para o marido e pouco tem participado de eventos públicos. A exceção foi a caminhada organizada por Nikolas Ferreira em janeiro.

A aliados, a ex-primeira-dama tem repetido que não ficará de fora do principal projeto do bolsonarismo. Apenas avalia que não é o momento de trocar os cuidados com o marido pelas ambições políticas dos enteados. No centro desse grande fogo cruzado familiar, entre os filhos e a esposa, Bolsonaro desta vez escolheu Michelle.

26 fevereiro 2026

Lahesio Bonfim fica fora de estratégia de Flávio Bolsonaro


Segundo colocado na disputa ao Governo do Maranhão em 2022, Lahesio Bonfim sequer foi mencionado como possibilidade ao Palácio dos Leões nos manuscritos de Flávio Bolsonaro, revelados pelo site Congresso Em Foco. Para a corrida estadual, são postos pelo pré-candidato do PL à presidência os nomes de Eduardo Braide e Roberto Rocha.

O último também é uma hipótese ao Senado, junto com a deputada federal Detinha, que faria parte da cota de Valdemar da Costa Neto.

Filiado ao Novo, que tem Romeu Zema como postulante ao Planalto, Bonfim segue se colocando como postulante ao governo estadual, embora tenha diminuído sensivelmente o ritmo de pré-campanha.

21 fevereiro 2026

Após visitar Bolsonaro, Nikolas reage a Eduardo: “Não está bem”


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), visitou neste sábado (21/2) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no 19ºBatalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília.

Após a visita, Nikolas falou com a imprensa e reagiu a recentes ataques do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), “autoexilado” nos EUA, onde atua por retaliações comerciais e políticas contra autoridades brasileiras.

Em recente declaração, o filho 03 de Bolsonaro criticou Nikolas e a madrasta, Michelle Bolsoaro (PL), que, segundo Eduardo, “estão jogando o mesmo jogo” e estão com “amnésia” em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ungido pelo pai como candidato do clã à Presidência da República.

Nikolas respondeu: “Discordo que eu tenho amnésia e que a Michelle tem amnésia. E diante das situações que estão acontecendo, nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde (…). E a prioridade é nos atacar. Então isso diz muito mais sobre eles do que a mim”.

“A Michelle viveu o calvário dela. Ela, acima de tudo, é uma esposa, ela é uma mãe que tem que cuidar de uma filha, que está vindo aqui todos os dias preparando alimento para o marido dela de 70 anos, que está preso injustamente. Então eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar”, completou.

Em entrevista ao SBT News, Eduardo Bolsonaro afirmou: “Eu, pelo menos, não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora”. O senador, no entanto, confirmou presença na manifestação convocada pelo deputado no dia 1º de março na Avenida Paulista, em São Paulo.

Para o ex-deputado, o apoio de aliados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria ser mais explícito. “Pessoas que foram eleitas ou estão debaixo do guarda-chuva de Jair Bolsonaro, se dizem seguidoras das suas ordens e determinações, deveriam ter com mais afinco e se dedicado à campanha do Flávio”, declarou.

A visita do parlamentar ocorre em momento de críticas do meio bolsonarista em relação às articulações para as eleições e polêmicas com o PL em Minas Gerais.

No dia 11 de fevereiro, Nikolas afirmou ao podcast Café com Ferri que procura evitar que candidatos “não alinhados aos seus valores” sejam eleitos pela sigla em MG.

Na entrevista, ele deixou em aberto que, caso não tenha controle da chapa no Estado, entenderia como um “convite” para deixar o PL.

A afirmação foi interpretada como um ultimato no PL mineiro. Até então, o nome de Nikolas era apontado como um possível candidato ao governo do estado, mas o parlamentar declarou que disputará um novo mandato na Câmara dos Deputados.

“Vou para a reeleição no Congresso. Agora, mais do que nunca, está provado que minha voz em âmbito nacional é muito importante. E estamos trabalhando para achar um nome para o governo de Minas”, afirmou Nikolas ao Metrópoles.

11 fevereiro 2026

Quaest aponta que diferença de Lula e Flávio Bolsonaro cai para cinco pontos



Pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), aponta que o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria reeleito em 2º Turno, nas eleições de 2026.

No entanto, o levantamento demonstrou que atualmente o principal adversário do petista é o recém indicado como pré-candidato, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nos sete cenários de 2º Turno testados com nomes da Oposição, as vantagens de Lula variou entre cinco e 19 pontos.

Num eventual enfrentamento de Lula e Flávio Bolsonaro, o petista teria 43% contra 38% do filho do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro. Além disso, teríamos 2% de indecisos e 17% branco/nulo. O detalhe é que a diferença segue caindo, afinal era de sete pontos em janeiro e de dez pontos em dezembro.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

28 janeiro 2026

Caiado estuda deixar União e conversa com 3 siglas para disputar 2026


O Governador de Goiás, Ronaldo Caiado estuda deixar o União Brasil para concretizar seus planos de disputar a Presidência da República em 2026. Caiado ainda negocia com sua legenda atual, mas a coluna apurou que ele abriu conversas com outros três partidos.

As siglas às quais poderá se filiar para enfrentar Lula nas eleições de 2026 são o Solidariedade, o Podemos e o Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Aliado de Jair Bolsonaro, Tarcísio foi apontado como eventual candidato à Presidência antes da indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo próprio ex-presidente.

Em entrevista à rádio Novabrasil, concedida nesta terça-feira (27/1), Caiado disse já ter informado à direção do União Brasil sobre a possibilidade de deixar o partido caso não encontre espaço para sua candidatura.

“Já disse para o ACM Neto [vice-presidente nacional do União Brasil] que estou procurando outro partido para me candidatar. Isso é uma realidade que não posso esperar mais. Eu vou até o fim, minha história de vida credencia isso”, afirmou o governador.

Máquina de governo

Caiado defende ainda o lançamento de mais de uma candidatura da direita para enfrentar Lula, que, na avaliação do governador, estaria preparado para disputar o cargo contra apenas um adversário.

“O que Lula quer é um candidato só. Como é que você enfrenta, com um candidato só, uma máquina de governo? Vamos ser realistas. É um governo sem escrúpulos, com uma máquina toda montada para explodir um candidato só”, disse.

14 janeiro 2026

O desentendimento entre Michelle e Flávio Bolsonaro


De acordo com bolsonaristas ligados a Michelle Bolsonaro, o motivo da ex-primeira-dama ter publicado ontem em suas redes sociais um vídeo de Tarcísio de Freitas com críticas a Lula ocorreu depois de uma discussão entre ela e Flávio Bolsonaro por assuntos familiares e relativos à saúde de Jair Bolsonaro.

Aliados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) viram o vídeo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, publicado por ela nas redes sociais como um recado ao enteado mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com quem ficou contrariada pelo anúncio da pré-candidatura à Presidência.

A publicação desta terça-feira (13) também seria uma forma da ex-primeira-dama testar a popularidade de Tarcísio.

Uma pessoa próxima a Michelle diz que as redes sociais dela e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se tornaram dois grandes termômetros do bolsonarismo. A partir do engajamento em cada publicação, afirma, é possível captar o que o eleitorado tem pensado.

Michelle ficou incomodada por ter sido pega de surpresa com o lançamento da pré-candidatura de Flávio. A ex-primeira-dama tinha visitado Jair Bolsonaro (PL) na véspera do anúncio, em dezembro, mas os dois não trataram de política na meia hora em que estiveram juntos. Flávio, por sua vez, não procurou a madrasta para contar que havia sido escolhido pelo pai.

No vídeo publicado por Michelle nesta terça, Tarcísio critica a política econômica do governo Lula (PT). “Quando você tem mais inflação, o juro sobe ou o juro baixa? É isso que está acontecendo, o país está gastando demais”, diz o governador no trecho selecionado.

Correligionários da ex-primeira-dama encararam a publicação também como um sinal de que ela ainda não estaria plenamente convencida de que Flávio seja o melhor nome do campo bolsonarista para disputar a Presidência contra Lula.

Michelle se desentendeu publicamente com os enteados no fim do ano passado por conta da aliança que estava sendo costurada pelo PL com Ciro Gomes (PSDB) para o Governo do Ceará.

Depois do episódio, Bolsonaro pediu para que a família se reconciliasse e demonstrasse estar unida. Michelle pediu desculpas para Flávio e também ouviu dele um pedido de desculpas. Quando a relação parecia melhorar, Flávio anunciou que havia recebido o aval do pai para concorrer a presidente.

O filho mais velho de Bolsonaro voou de Brasília para São Paulo para avisar a decisão ao governador de São Paulo pessoalmente, mas não procurou a madrasta nem mesmo por telefone. Em entrevista à Folha em 8 de dezembro, o senador admitiu que ela pode ter “ficado surpreendida”.

“Acredito que possa ter ficado surpreendida porque eu não sei se o presidente Bolsonaro conversava diretamente com ela sobre isso. Comigo ele conversava. E pode ser que ela tenha ficado surpresa no momento ali, mas com toda certeza ela imaginava que esse esse era um cenário bem possível”, disse.

Pessoas próximas à ex-primeira-dama contam que o encontro dela com Bolsonaro em 4 de dezembro —um dia antes do anúncio de Flávio— foi sensível porque a filha do casal, Laura, estava junto.

Quatro dias após o anúncio de Flávio, Michelle comunicou que daria uma pausa na agenda de compromissos políticos. A ex-primeira-dama desmarcou um encontro nacional que ocorreria no Rio de Janeiro em 13 de dezembro e deixou a presidência do PL Mulher de forma temporária, alegando questões de saúde.

Pessoas próximas à ex-primeira-dama dizem que ela queria passar mais tempo com a filha, que havia acabado de entrar de férias. Michelle, na visão de aliados, tampouco conseguiria esconder o descontentamento por ter sido atropelada politicamente.

A ex-primeira-dama vai retomar a agenda de viagens pelo país em 6 de fevereiro, começando por Palmas (TO). O presidente do diretório do PL em Tocantins, senador Eduardo Gomes, que é pré-candidato à reeleição, diz que é grande a expectativa pelo evento.

“Michelle é uma figura pública amplamente reconhecida em toda o país que vem cumprindo essa agenda partidária de maneira muito significativa e trazendo para as fileiras do PL lideranças femininas muito importantes para o Brasil”, afirma o senador.

21 dezembro 2025

Em nota, Iracema manifesta solidariedade a Weverton


A presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB) manifestou-se nesta sexta-feira, 19, em nota oficial, solidária ao senador Weverton Rocha (PDT), alvo de operação da Polícia Federal, na quinta-feira, 18.

“Confio que a Justiça esclarecerá os acontecimentos com a serenidade e o rigor próprios do Estado Democrático de Direito”, afirmou a parlamentar. Na nota, a presidente da Assembleia destacou a trajetória política do senador pedetista; lembrou também que Weverton Rocha tem atuado uma vida em favor do Maranhão.

“As circunstâncias em anda diminuem a trajetória de compromisso público e dedicação com que o senador tem atuado ao longo de sua vida pública”, reafirmou Iracema Vale.


A operação da Polícia Federal não teve o aval da Procuradoria-Geral de Justiça, que considerou “frágeis os indícios contra Weverton Rocha”.

O senador segue a rotina política em Brasília e no Maranhão…

18 dezembro 2025

Pesquisa mostra aprovação de Lula, Brandão, Braide e “força” de Dino no MA


Pesquisa encomendada pelo PT nacional e divulgada nesta quarta-feira (17), apresenta os índices de aprovação dos governos Lula, Carlos Brandão (sem partido) e Eduardo Braide (PSD) no Maranhão.

De acordo com o instituto OMA Pesquisas, que ouviu 1.200 eleitores entre os dias 19 e 22 de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 62% de aprovação.

O governador aparece com 64%. Já o prefeito de São Luís registra o melhor desempenho entre os três, com 68%.

O levantamento também mediu o peso eleitoral de lideranças nacionais e estaduais. Segundo os dados, 54% afirmam que votariam em um candidato apoiado por Lula. O governador surge como o segundo principal cabo eleitoral do estado, com potencial de influência sobre 45% do eleitorado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino (ex-PCdoB) pode influenciar a decisão de voto de 44% dos entrevistados. A família Sarney é citada por 30%, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 27%.

16 dezembro 2025

A fala de Tarcísio sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro e os ‘adultos na sala’


Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) tem repetido o mesmo discurso toda vez que é questionado em conversas mais reservadas sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência em 2026.

De acordo com o relato de diferentes interlocutores, sempre cuidando de começar dizendo que, por sua formação militar, não vai ser desleal ou ingrato com Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo tem deixado claro que não concorda com a candidatura de Flávio – nem com o timing e nem com a escolha do ex-presidente.

Para Tarcísio, ninguém aguenta mais polarização – “esses caras são malucos”, ele costuma dizer, referindo-se aos bolsonaristas – e Lula é um “candidato antigo” e obsoleto.

Por isso, na avaliação dele, vai chegar o momento em que “os adultos vão entrar na sala” e definir uma candidatura de oposição independente do bolsonarismo.

Por “adultos”, entenda-se os governadores da direita, os líderes do Centrão e, claro, ele, Tarcísio.

A base dessa candidatura independente, na avaliação de Tarcísio, seria um projeto de país comum, voltado para a responsabilidade fiscal, uma proposta linha dura na segurança pública e uma reforma política que ele tem citado em termos genéricos.

Quem ouve o governador falar sai da conversa com a certeza de que, se o cavalo da Presidência da República passar selado, ele monta.

09 dezembro 2025

Rodoviários ameaçam nova greve na Grande Ilha


O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, afirmou nesta quarta-feira (9) que empresas do sistema urbano de São Luís e semirubano da Grande Ilha não teriam efetuado o pagamento dos salários de novembro, que deveriam ter sido quitados no último dia 5, e outras estariam em débito com a primeira parcela do 13º salário. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Brito afirmou que, caso a situação não seja regularizada imediatamente, “medidas duras” serão adotadas, acenando para uma nova greve geral na capital.

A pressão surge em um cenário ainda marcado pelos impactos da paralisação dos trabalhadores da empresa 1001, menos de um mês atrás e que deixou milhares de passageiros sem ônibus por quase duas semanas

Na ocasião, motoristas e cobradores cruzaram os braços por atraso de salários, benefícios e pendências trabalhistas, afetando moradores de mais de 30 bairros, que enfrentaram longas esperas, superlotação e dependência do transporte por aplicativo.

08 dezembro 2025

União Brasil decide por expulsar ministro do Turismo do partido


Depois de não atender a determinação da legenda, o ministro do Turismo, Celso Sabino, foi expulso do União Brasil, nesta segunda-feira (08), após reunião da Executiva Nacional.

Por meio de nota, o partido afirmou que a decisão é uma resposta à decisão de Sabino, que decidiu contrariar a determinação do União Brasil e permaneceu no Governo Lula.

“A expulsão decorre de uma representação apresentada contra Sabino, que permaneceu no Governo Federal, em atitude contrária a uma determinação do partido anunciada em setembro envolvendo todos os filiados”, diz trecho do comunicado divulgado pela legenda.

Sabino foi eleito deputado federal pelo União no Pará, e está licenciado do cargo ocupando o cargo de Ministro do Turismo.

O deputado federal e Líder do União Brasil na Câmara Federal, Pedro Lucas, participou da reunião que culminou com a expulsão de Celso Sabino do partido.

30 novembro 2025

Voo que saiu de São Luís sob ameaça de bomba é alvo de investigação da PF


A Polícia Federal deflagrou na manhã deste sábado (29) uma nova etapa da Operação Plano de Voo. A ação apura a falsa ameaça de bomba registrada em 7 de agosto deste ano em um voo comercial que saiu de São Luís com destino a Campinas. Um pouso emergencial foi feito em Brasília após um bilhete manuscrito ser encontrado no banheiro da aeronave apontando a existência de explosivos no compartimento de cargas.

O avião, que transportava 170 passageiros, precisou ser evacuado na pista, mobilizando forças de segurança e equipes especializadas para vistoria. Embora nenhum artefato tenha sido identificado, o incidente paralisou parte das operações do aeroporto e causou o redirecionamento de outros voos.

As investigações da PF apontaram uma suspeita principal, que foi alvo de mandado de busca e apreensão. O material recolhido não foi detalhado, e o caso segue sob sigilo, procedimento considerado padrão em apurações que envolvem riscos à aviação civil.

25 novembro 2025

Moraes manda comunicar TSE sobre inelegibilidade de Bolsonaro


BRASIL - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (25) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja comunicado que o ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível em função da condenação a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.

Mais cedo, o ministro determinou a execução da pena de Bolsonaro e dos demais réus condenados no núcleo 1 da trama golpista.


"Oficie à presidência do Tribunal Superior Eleitoral, nos termos do art. 1º, I, 1. 10, da Lei Complementar nº 135/2010, para fins de inelegibilidade do réu Jair Messias Bolsonaro em virtude de decisão condenatória colegiada", afirmou.

Com a condenação, Bolsonaro fica inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. De acordo com a atual redação da norma, quem é condenado por decisão judicial colegiada fica impedido de disputar as eleições pelo prazo de oito anos após o cumprimento da pena.

Dessa forma, o ex-presidente está inelegível até 2060. Nesse pleito, Bolsonaro terá 105 anos. Atualmente, ele tem 70.

Bolsonaro já está inelegível até 2030 por ter sido condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico.

A condenação ocorreu pela reunião realizada com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação.

Reunião do PL tem bronca de Michelle, Flávio ungido porta-voz de Bolsonaro e reconciliação


A reunião emergencial feita pelo Partido Liberal em Brasília na tarde desta segunda-feira, 24, teve broncas públicas entre os participantes, a escolha de um porta-voz oficial para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e momentos de reconciliação, segundo relatos feitos ao Estadão.

O encontro foi convocado pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, para debater como realinhar a tropa em defesa de Bolsonaro, preso preventivamente no sábado, 22. Cerca de 50 parlamentares se reuniram num auditório da sede do partido por quase três horas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi ungido porta-voz do pai. Ficará sob sua responsabilidade, em alinhamento com os irmãos e a madrasta Michelle, repassar aos parlamentares as orientações do ex-presidente, preso numa cela especial na Superintendência Regional da Polícia Federal.

Um deputado federal então perguntou a Flávio qual orientação os bolsonaristas deveriam seguir, uma vez que Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os Estados Unidos para trabalhar por sanções contra o STF, tem agido em dissonância com a atuação do PL em solo brasileiro.

“Isso vocês podem deixar que eu vou resolver”, respondeu Flávio.

O senador chegou a dar uma bronca pública no marqueteiro do PL, Duda Lima, sobre as inserções que a legenda tem promovido na TV, no rádio e na internet, convocando apoiadores a se filiarem. “Por que o meu pai não está nas inserções?”, questionou Flávio de cima do palco.

Michelle foi outra a puxar a orelha dos colegas. Ela criticou as brigas e a “lavagem de roupa suja” em público que têm sido feitas nas últimas semanas, expondo fragilidades e desunião no bolsonarismo.

Ela citou nominalmente Gilvan da Federal (PL-ES) ao se queixar da postura do deputado — que chegou a reclamar publicamente de uma vistoria feita dias atrás pelos senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), Izalci Lucas (PL-DF) e Marcio Bittar (PL-AC) ao Complexo Penitenciário da Papuda.

A intenção dos senadores era denunciar o estado da prisão que pode receber Bolsonaro a partir da execução da pena. Gilvan afirmou na ocasião ser “inadmissível” ver senadores admitindo a prisão do ex-presidente.

Michelle argumentou que quem mais sofre pela prisão de Bolsonaro é ela, enquanto esposa, e que os correligionários precisam conversar a sós para lidar com insatisfações, em vez de expô-las na internet. Ela não comentou a visita que fez neste domingo ao marido.

A ex-primeira-dama também afirmou que “reza pela vida e pela alma” de Moraes, para que ele melhore e tenha mais juízo em suas decisões, e disse que, como cristã, não vai rezar para desejar o mal a ninguém.

O encontro teve momentos de reconciliação. Michelle, que tem convivência difícil com os enteados, chamou Renan Bolsonaro ao palco ao fim do evento para a oração pelo ex-presidente. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, rasgou elogios ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que tem sido alvo de críticas da família Bolsonaro nos últimos meses.

Um dos advogados de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno fez uma explicação do que ele considera ser pontos graves do processo que culminou na condenação do cliente, segundo relatos. Ele afirmou que não adiantaria o ex-presidente contratar os melhores advogados do mundo que o desfecho do julgamento não mudaria.

Bueno disse que Bolsonaro é vítima de violações de direitos humanos, e que, pelo fato de ter a saúde deteriorada e pela idade avançada e também por ser militar, o cliente deveria ficar numa cela especial num quartel-general do Exército, assim como o general Braga Netto, também condenado por tentativa de golpe.

Realinhamento de discurso e novo gás pela anistia

Na saída da reunião, o tom foi outro. Flávio e o senador Rogério Marinho (PL-RN) deram entrevista em que acusaram Moraes de intolerância religiosa e defenderam a retomada do projeto de lei da anistia no Congresso.

Flávio afirmou que um eventual projeto de lei que foque na redução de penas dos condenados no 8 de Janeiro não interessa ao PL. Mas os parlamentares defendem que a proposta seja primeiro colocada em votação para então se votar qual o texto a ser aprovado.

“Não abrimos mão de buscar isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes, ainda mais depois desse último ato de tirar o presidente Bolsonaro da prisão domiciliar com base em intolerância religiosa”, afirmou o senador.

A acusação de intolerância religiosa reside no fato de que Moraes embasou parte de sua decisão na convocação de uma vigília que o próprio senador convocou para a noite do sábado. O ministro entendeu que ela poderia provocar uma confusão que facilitaria uma eventual fuga de Bolsonaro.

“Eu fiz um chamado para orar pelo presidente Bolsonaro, pela sua saúde, por justiça. E de uma forma mirabolante nós vimos isso ser transformado, ser criminalizado. Fomos acusados de organização criminosa por querer exercer nosso direito ao culto. Que isso sirva de alerta a todas as lideranças religiosas deste País, que se não abrirem o olho agora amanhã será tarde demais”, disse Flávio.

24 novembro 2025

TRT-16 manda Braide pagar subsídio diretamente ao SET


Em decisão liminar proferida na tarde desta segunda-feira (24/11), nos autos do Dissídio Coletivo de Greve (DCG) nº 0016211-71.2025.5.16.0000, o desembargador Luiz Cosmo da Silva Júnior, do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão), indeferiu o pedido do Município de São Luís para realização de depósito judicial incidental e pagamento direto aos trabalhadores, determinando ao ente público o imediato pagamento dos valores devidos a título de subsídio diretamente ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), cumprindo estritamente os termos e fluxos estabelecidos no Acordo Judicial celebrado em 2024 entre as partes.Eventos culturais

Ao SET e às suas consorciadas, o magistrado determinou o prazo de 12 (doze) horas, a partir do recebimento dos valores repassados pelo Município, para a quitação das folhas de pagamento em atraso (salários, tickets e adiantamentos), comprovando o pagamento nos autos. Em caso de descumprimento, recairá sobre os sócios e dirigentes a pena de multa pessoal e imediata desconsideração da personalidade jurídica para constrição de bens pessoais. Tal determinação acolhe o requerimento juntado ao processo pelo Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA).

Já o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) deve cumprir fielmente a decisão liminar proferida pelo desembargador, abstendo-se de deflagrar paralisação total. Caso a categoria delibere pelo movimento paredista, o STTREMA deverá garantir a circulação mínima de 80% (oitenta por cento) da frota de ônibus em todas as linhas e horários, sob pena de multa diária de R$100.000,00 (cem mil reais), a ser suportada pelo ente sindical, sem prejuízo da declaração de abusividade da greve.

23 novembro 2025

Lula reafirma que governo não interfere no Judiciário ao comentar prisão de Bolsonaro


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (23) que não pretende comentar em profundidade a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Joanesburgo, na África do Sul, onde Lula participou da 20ª Cúpula de Líderes do G20.

Lula reforçou que o Palácio do Planalto não interfere em decisões do Judiciário e que o processo contra Bolsonaro seguiu os ritos legais.

“Eu não faço comentário sobre uma decisão da Suprema Corte. A Justiça tomou uma decisão, ele foi julgado, teve todo o direito à presunção de inocência. Foram praticamente dois anos e meio de investigação, de delação, de julgamento”, afirmou.

“Então, a Justiça decidiu, está decidido. Ele vai cumprir a pena que a Justiça determinou, e todo mundo sabe o que ele fez”, completou.

PRISÃO PREVENTIVA APÓS VIGÍLIA E DANO À TORNOZELEIRA

Jair Bolsonaro foi preso preventivamente no sábado (22), após Moraes entender que uma vigília convocada na porta do condomínio onde o ex-presidente estava em prisão domiciliar poderia comprometer a ordem pública.

Além disso, pesou para a decisão o episódio em que Bolsonaro tentou danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda — fato que, segundo Moraes, indica risco de fuga. O dispositivo, usado para monitoramento, precisou ser trocado durante a madrugada.

A decisão judicial tem 17 páginas, nas quais o ministro fundamenta a necessidade da prisão preventiva.

Embora Bolsonaro tenha sido condenado a 27 anos e três meses pela tentativa de golpe de Estado, a prisão atual não é decorrente dessa condenação.

O prazo para a defesa recorrer termina apenas na segunda-feira (24). Após o trânsito em julgado e esgotamento dos recursos, a prisão pela condenação deve ocorrer nos próximos dias.

Como a pena ultrapassa oito anos, o ex-presidente deverá iniciar o cumprimento em regime fechado, o que significa que a prisão preventiva deve ser imediatamente sucedida pela prisão definitiva.

RELAÇÃO COM DONALD TRUMP

Questionado sobre possíveis impactos da prisão de Bolsonaro na relação diplomática com os Estados Unidos, especialmente diante da eleição de Donald Trump, Lula foi categórico ao afirmar que não há motivo para preocupação.

“Trump tem que saber que somos um país soberano, que a gente decide. E o que a gente decide aqui, está decidido”, disse o presidente, reforçando que o Brasil não admite interferência externa em decisões judiciais internas.

A Cúpula do G20 em Joanesburgo, encerrada neste domingo, marcou a segunda participação de Lula no evento desde o início de seu terceiro mandato.

22 novembro 2025

Moraes rejeita novo pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro


Em decisão publicada neste sábado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro da concessão de prisão domiciliar humanitária ao réu e a autorização de novas visitas.

Os pedidos haviam sido apresentados nesta sexta-feira (21). Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar.

O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília. Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

Neste sábado, no entanto, Moraes decretou a prisão preventiva do ex-presidente e estipulou que as visitas devem ser previamente autorizadas pelo STF, com exceção da dos advogados e da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu.

Com isso, Moraes considerou prejudicados os pedidos feitos anteriormente de prisão domiciliar humanitária ao réu e a autorização de novas visitas.

Está agendada para amanhã a audiência de custódia do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro afirmou que irá recorrer da decisão.

Tentativa de fuga

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada em cumprimento a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por conta da convocação de vigília, neste sábado (22), nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.

Segundo Moraes, a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”.

O ministro do STF afirma ainda que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada deste sábado

Prefeitura de Icatu quer empréstimo milionário de R$ 14 milhões

A cidade de Icatu foi surpreendida com o Projeto de Lei nº 17/2025, enviado pela gestão Walace Azevedo à Câmara Municipal, autorizando um empréstimo gigantesco de R$ 14 milhões. O valor chamou atenção e gerou polêmica nas redes sociais, principalmente porque o município ainda enfrenta problemas básicos, como ruas sem infraestrutura, unidades de saúde sobrecarregadas e escolas precisando de reformas urgentes.

Apesar de a Prefeitura afirmar que o dinheiro será usado para obras e investimentos, a população quer saber: por que um novo endividamento desse tamanho Afinal, onde pretende-se usar R$ 14 milhões?

O projeto lista uma chuva de promessas:

 • Calçamento, drenagem, estradas vicinais, praças, quadras, campos…

 • Poços, pontes, casas populares…

 • Equipamentos hospitalares, veículos, energia solar…

 • Até revitalização turística entrou no pacote.

Uma lista enorme, tão grande que muitos moradores já ironizam: “Com tudo isso, Icatu vira Dubai!”

EMPRÉSTIMO SERÁ DESCONTADO DIRETO DA CONTA DO MUNICÍPIO

Pelo texto da lei, a instituição financeira poderá debitar automaticamente da conta da Prefeitura as parcelas do empréstimo, inclusive juros, tarifas e demais encargos.

Ou seja: entrou dinheiro do município, o banco pode pegar a parte dele antes de qualquer outra prioridade.

Impacto financeiro ‘baixo’ População duvida

A justificativa afirma que a parcela de R$ 58 mil por mês representa apenas 1,63% da receita.

Mas muitos moradores questionam:

Se o impacto é tão baixo assim, por que não fizeram essas obras antes?

Críticas crescem enquanto o projeto corre para ser votado

Nas redes sociais, moradores cobram transparência, explicações e detalhes sobre quais obras realmente sairão do papel.

Outros lembram que ainda existem situações pendentes, como obras paradas, serviços inacabados e disputas judiciais envolvendo concursos anteriores.

E agora?

O projeto está nas mãos dos vereadores, que decidirão se Icatu vai assumir — ou não — essa nova dívida milionária.

A pergunta que ecoa na cidade é uma só:

R$ 14 MILHÕES VÃO MELHORAR A VIDA DO POVO OU VIRAR MAIS UMA PROMESSA QUE NÃO SAI DO PAPEL?

Com informações do Rosário Informa

Bolsonaro é preso preventivamente a pedido da Polícia Federal


Jair Bolsonaro (PL) foi preso na manhã deste sábado (22) após cumprimento de mandado de prisão preventiva solicitado pela Polícia Federal. As informações foram publicadas inicialmente pelo G1, que destaca que a medida não se trata do cumprimento de pena, mas de uma ação cautelar autorizada pela Justiça.

Segundo as informações preliminares divulgadas pelo G1, Bolsonaro foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal logo após a detenção. Como se trata de prisão preventiva, a medida é aplicada para evitar riscos à investigação, como possível fuga, destruição de provas ou obstrução de Justiça. Até o momento, não foram divulgados mais detalhes sobre os fundamentos jurídicos ou o inquérito que motivou a ordem de prisão.

A medida se torna um dos momentos mais significativos do cenário político brasileiro recente, já que o ex-presidente vinha sendo alvo de diferentes frentes de investigação desde o fim de seu mandato. Com a prisão preventiva, o caso passa a um novo estágio, aumentando a pressão sobre aliados e ampliando a tensão no ambiente político nacional.

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro provocou uma reação imediata entre parlamentares bolsonaristas. A decisão saiu poucas horas depois de Flávio Bolsonaro convocar uma vigília na noite de sexta-feira (21) em frente ao condomínio do ex-presidente. Segundo a CNN, Bolsonaro também teria tentado romper a tornozeleira eletrônica durante a madrugada de sábado, o que pesou na decisão. Ele foi levado para uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e a custódia está prevista para domingo.

A base bolsonarista reagiu com ataques diretos ao STF e discursos de perseguição. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que, se a prisão estiver ligada à vigília, Moraes seria um “psicopata de alto grau”. André Fernandes (PL-CE) disse que cancelou sua agenda no Ceará e está indo para Brasília para apoiar o ex-presidente, chamando Moraes de “assassino do Clezão”.

Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que “Moraes quer matar Bolsonaro” e perguntou qual ameaça à ordem pública haveria em “um ato de oração”. Bia Kicis (PL-DF) chamou a decisão de “injustiça colossal” e disse que a prisão coloca “em risco a vida do maior líder da direita”. Carol De Toni (PL-SC) afirmou que Bolsonaro “não cometeu crime algum” e que a prisão é um dos “maiores absurdos da justiça brasileira”.

Nos bastidores, há preocupação sobre uma possível nova escalada de tensão, similar ao clima que antecedeu os atos golpistas de 8 de janeiro. A direita enfrenta agora o maior teste de unidade desde o fim do governo Bolsonaro, dividida entre quem aposta na radicalização e quem teme novo desgaste institucional.

19 novembro 2025

PL Antifacção: do Maranhão, só Jerry e Rubens Jr. votaram contra


A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão prévia de bens do investigado em certas circunstâncias. O texto será enviado ao Senado.

O Plenário aprovou nesta terça-feira (18) um substitutivo do relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), para o Projeto de Lei 5582/25, do Poder Executivo.

Foram 370 votos a favor do texto do relator, 110 votos contrários e 3 abstenções.

Dos 18 deputados federais do Maranhão, apenas Rubens Júnior e Márcio Jerry votaram contra. Votaram a favor Allan Garcês, Aluisio Mendes, Amanda Gentil, Cléber Verde, Detinha, Josimar de Maranhãozinho, Hildo Rocha, Pedro Lucas, Duarte Jr., Josivaldo JP, Junior Lourenço, Márcio Honaiser, Juscelino Filho, Marreca Filho e Pastor Gil. Fábio Macedo não registrou presença.

Domínio social

O substitutivo tipifica várias condutas comuns de organizações criminosas ou milícias privadas e atribui a elas pena de reclusão de 20 a 40 anos em um crime categorizado como domínio social estruturado. O favorecimento a esse domínio será punido com reclusão de 12 a 20 anos

O texto do relator prevê ainda a apreensão prévia de bens do investigado em certas circunstâncias com a possibilidade de perdimento desses bens antes do trânsito em julgado da ação penal.

Chamado pelo relator de marco legal do combate ao crime organizado, o projeto impõe várias restrições ao condenado por qualquer desses dois crimes (domínio ou favorecimento), como proibição de ser beneficiado por anistia, graça ou indulto, fiança ou liberdade condicional.

Dependentes do segurado não contarão com auxílio-reclusão se ele estiver preso provisoriamente ou cumprindo pena privativa de liberdade, em regime fechado ou semiaberto, em razão de ter cometido qualquer crime previsto no projeto.

As pessoas condenadas por esses crimes ou mantidas sob custódia até o julgamento deverão ficar obrigatoriamente em presídio federal de segurança máxima se houver indícios concretos de que exercem liderança, chefia ou façam parte de núcleo de comando de organização criminosa, paramilitar ou milícia privada.

Já aquele que apenas praticar atos preparatórios para ajudar a realizar as condutas listadas poderá ter a pena reduzida de 1/3 à metade.

O texto considera facção criminosa toda organização criminosa ou mesmo três ou mais pessoas que empregam violência, grave ameaça ou coação para controlar territórios, intimidar populações ou autoridades.

O enquadramento vale ainda quando atacarem serviços, infraestrutura ou equipamentos essenciais e também se praticarem ocasionalmente “quaisquer atos” destinados à execução dos crimes tipificados no projeto.