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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Brandão articula mudança para o PSB


Frustrado na reunião que deveria decidir por seu nome como candidato único da base, o vice-governador Carlos Brandão deve seguir a orientação do governador Flávio Dino e trocar o PSDB pelo PSB.

A articulação, que deve ser efetivada até o início de janeiro, visa dois objetivos básicos:

1 – livrar-se da pecha de tucano e da tutela do agora candidato a presidente João Dória Júnior, após ter apoiado Eduardo Leite nas prévias;

2 – ampliar as chances de ter aliança com o PT, numa articulação nacional que poria o partido do presidente Lula longe do palanque do senador Weverton Rocha (PDT)

Essa troca do PSDB pelo PSB já havia, inclusive, sido anunciada, em julho, no blog Marco Aurélio D’Eça, no post “Brandão pode trocar PSDB pelo PSB…”

O problema para Brandão é o destino do PSDB no Maranhão.

Nem ele, nem seu principal apoiador, Flávio Dino, querem perder o ninho tucano no estado, apesar de terem interesse no PT; deixar a legenda acéfala atrairia interesse de adversários, como o próprio Weverton Rocha.

Com sua entrada surpresa no PSDB, Brandão cometeu um erro estratégico, analisado no blog Marco Aurélio D’Eça ainda em março, no post “Brandão ganhou ou perdeu com o PSDB?”

Essa articulação tirou dele dois apoiadores de peso: o deputado federal Cléber Verde, a quem sequer foi comunicada sua saída do Republicanos, e a senadora Eliziane Gama (Cidadania), que vinha cotada para assumir o PSDB no Maranhão.

Agora, o vice-governador tenta consertar o equívoco fazendo novo gesto, dessa vez em direção às esquerdas; tanto que já ate trocou suas cores de campanha do azul e amarelo para o azul e vermelho. 


Com informações do Blog do Marco D`eça

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Flávio Dino frustra Brandão e adia para 2022 decisão sobre candidato


O governador Flávio Dino (PSB) praticamente jogou uma pá-de-cal na candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), ao adiar para janeiro a decisão sobre o candidato da base.

As lideranças da base governista entenderam que Brandão não reúne as condições para ser o candidato de consenso, o que frustrou o tucano e seus aliados, que já davam como certa sua indicação.

O blog Marco Aurélio D’Eça já havia indicado que o adiamento era o caminho mais provável na reunião de hoje

Segundo apurou o blog, o posicionamento inicial do secretário de Cidades Márcio Jerry (PCdoB), pregando o adiamento, influenciou a decisão do grupo.

Embora não atenda a nenhum dos critérios para ser escolhido candidato – pelo menos por enquanto – Carlos Brandão, seus familiares e seus aliados espalhavam desde sexta-feira, 26, vídeos em que davam como certa a sua escolha.

Pressionado pelos aliados do vice-governador, Flávio Dino ainda tentou convencer lideranças já alinhadas à candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) a declarar apoio ao tucano, mas recebeu não de todos eles.

Durante a reunião, os aliados reforçaram a tese em favor de Weverton, mas aceitaram o adiamento, o que foi confirmado Por Dino.

Brandão e seus aliados deixaram a reunião frustrados.

Por Marco D'eça

sábado, 27 de novembro de 2021

Prefeitos acusam Brandão de não cumprir compromissos


Preferido da dupla Jerry e Dino para a sucessão do ano que vem, Carlos Brandão não é lá unanimidade entre prefeitos do Maranhão.

A fama de sem palavra do vice-governador do estado é antiga, mas passou a correr com mais força entre a classe política no início deste ano, quando ele se meteu a articulador político e tentou, em conluio com o governador, tomar a força a presidência da Federação dos Municípios do Maranhão.

Na ocasião, tentando passar a rasteira em Erlanio Xavier para transformar a entidade em trampolim eleitoral, Brandão e os irmãos prometeram mundos e fundos para colocar Fábio Gentil na presidência da Famem.

Sentado na cadeira de governador nas férias de Dino, Brandão recebeu uma procissão de prefeitos no Palácio dos Leões, prometendo convênios, asfaltos, pontes, ambulâncias e equipamento para gestores recém-eleitos em troca de apoio ao prefeito de Caxias.

A mobilização para tomar a Famem de assalto foi em vão. Brandão e Dino foram derrotados pela maioria dos gestores, que não aceitaram a interferência dos leões de bronze do palácio numa disputa interna corporis. Constrangido, o vice-governador não teve prestígio, muito menos moral, para garantir o cumprimento dos compromissos firmados em troca de votos na chapa encabeçada por Fábio Gentil.

domingo, 14 de novembro de 2021

Desarticulado, Brandão tem apenas o apoio de três partidos


O governador Flávio Dino (PSB), perdeu desde o início de 2021, o apoio de cinco partidos: PL, Patriotas, Avante, Pros e PTB.

Os três primeiros estão sob o comando do presidente do do PL no estado deputado federal Josimar Maranhãozinho, que deixou a base governista recentemente.

Já o PTB e o Pros – hoje controlados, respectivamente, pela deputada estadual Mical Damasceno e pelo vereador Chico Carvalho – são alinhados ao projeto de poder do presidente Jair Bolsonaro.

Dos 12 partidos que restam em seu grupo, Flávio Dino tem controle direto de apenas três:

O seu próprio PSB; O PCdoB, controlado pelo deputado federal Márcio Jerry;

E o PSDB, do vice-governador Carlos Brandão, que ele quer emplacar como candidato único a governador.

Outros seis compõem hoje a base de apoio do senador Weverton Rocha (PDT): DEM, PP, PRB, Cidadania e o PSL,

Sobrariam o PT e o PTC.

A decisão do PT sobre o Maranhão é exclusiva da direção nacional e do ex-presidente Lula.

O PTC, por sua vez, pertence ao ex-deputado Júnior Verde, irmão de Cléber Verde, que apoia Weverton.

A pergunta que não quer falar: como Flávio Dino pretende convencer, em tempo recorde, todas essas legendas a apoiar Carlos Brandão?

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Aliados de Brandão cobram Flávio Dino pela definição do seu candidato


Enquanto tudo indica que o governador Flávio Dino (PSB) deva escolher o seu candidato ao Palácio dos Leões apenas no ano que vem, deputados ligados ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) querem que essa decisão seja tomada este mês. Vale lembrar que foi o próprio Dino que afirmou que definiria o seu sucessor até o fim deste mês de novembro, mas agora os planos são outros.

Deputados como Yglésio Moyses (Pros) e Ariston Ribeiro (Republicanos), por exemplo, afirmam que o governador já deveria ter batido o martelo em relação ao seu futuro sucessor. Dessa forma, seria possível fazer a organização do grupo político o qual esses parlamentares fazem parte em torno da pré-candidatura de Carlos Brandão ao governo.

Yglésio acredita ainda que o adiamento da escolha de Dino dá margem para o fortalecimento de outras candidaturas, como a da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), a do ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PSD) e a do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).

“Eu não sou a favor do adiamento. Acho que a decisão já poderia estar tomada para que se pudesse fazer a organização do grupo. Quanto mais tempo se deixa para decidir, mais candidaturas aparecem, projetos ganham musculatura e isso ao final vai nos dividir se não tivermos uma possibilidade de entendimento”, destacou.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Simplício Araújo desmente fake news espalhados por aliados de Brandão


O pré-candidato do Solidariedade ao governo do estado, secretário de Indústria e Comércio e Energia, Simplício Araújo, nega que tenha declarado apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão durante um ato comemorativo ao aniversário do ex-deputado Rubens Pereira, em Matões, conforme diz um vídeo fake que está circulando em grupos de WhatsApp.

Ao se pronunciar no evento comemorativo aos aniversário dos ex-deputado Rubens Pereira, que contou com a presença do vice-governador, Simplício, após fazer uma ampla explanação sobre os trabalhos desenvolvidos pelo governo do estado que, segundo ele, não podem sofrer processo de descontinuação, fez o seguinte alerta: “Nós não devemos deixar que a politicagem ou aquele que querem felicidade para poucos e tristeza para o povo do Maranhão atrapalhe esse desenvolvimento”.

Em seguida, abraçado com Brandão, afirmou: “Estaremos juntos porque eu tenho certeza que o maio eleitor do Maranhão, que é vossa excelência o povo, que ainda não entrou na campanha, e quando entrar nessa discussão ai sim o governador Flávio Dino vai dizer: esse é o povo escolheu é também o meu candidato. Se for Brandão eu vou está com ele, como eu tenho certeza que Brandão vai está comigo se o povo me abraçar”.

Desde a noite deste domingo começou um vídeo fake anunciado uma suposta declaração de adesão do secretário ao projeto Brandão 2022, quando na verdade trata-se apenas uma montagem onde Simplício fala que estará junto com Brandão sem a complementação de frase de que Brandão também estará com ele se for o escolhido pelo governador

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Flávio Dino faz jogo duplo e corrói discurso de lealdade para 2022


Chocando-se frontalmente com o discurso de que “uma pessoa quando tem vergonha na cara, quando tem educação e tem princípios, formação, não esquece do bem que foi feito a seu favor e tem gratidão sempre”, o governador Flávio Dino (PSB) vem fazendo jogo duplo com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Confundindo a lealdade de Brandão com subserviência, Dino tem esticado a corda e liberado Felipe Camarão (PT) para acelerar tratativas em busca de alianças que cacifem o secretário de Educação para o corrida pelo governo do Estado, mesmo que isso simbolize desrespeito e coloque em xeque o apoio prometido ao tucano para a eleição do ano que vem.

Com aval de Dino, Camarão usou o horário de trabalho nessa segunda-feira (25) para reunir com o PSB, partido do próprio governador maranhense, maior afronta direta a Brandão nesta pré-campanha. No encontro, articulou abertamente para que na reunião com lideranças partidárias prevista para novembro seja defendida a prorrogação da decisão sobre quem será o candidato único do grupo dinista.

A ideia é empurrar a decisão para fevereiro, tempo considerado suficiente pelo secretário para fragilizar Brandão, ganhar musculatura eleitoral própria e obrigar o vice-governador a abrir mão da disputa em troca de favores políticos e indicações para cargos públicos a partir de 2023, quando estaria fora do poder.

Além disso, sempre sob fiança de Flávio Dino, Felipe Camarão abriu diálogo com o PDT, do senador e pré-candidato ao governo Weverton Rocha, por apoio. Também com o MDB da ex-governadora Roseana Sarney, com sinalização para indicação à vaga de vice.

Em paralelo, Dino também voltou a liberar o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), para defender que a escolha do candidato único do grupo seja adiada para 2022.

Apesar dos ataques, o vice-governador do Maranhão tem permanecido caninamente leal, e aguarda retribuição. Aos mais próximos, porém, tem lembrado que Dino precisará se desincompatibilizar do cargo até abril do próximo ano se quiser continuar na vida pública. Quando essa data chegar, tem salientado Carlos Brandão, o governador e quem de fato vai conduzir a própria reeleição e primeira eleição de todo o grupo encastelado no Palácio dos Leões será ele, não Flávio Dino.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Brandão admite dificuldade na união do seu grupo político


O vice-governador e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB), admitiu, em entrevista ao O Estado, que existe sim uma dificuldade na união do grupo político comandado pelo governador Flávio Dino (PSB) em torno de um único nome para as eleições de 2022, pelo menos com relação a disputa do Palácio dos Leões.

Brandão reconheceu o esforço do governador Flávio Dino em busca de uma unidade, mas disse que nem sempre isso será possível.

“A unidade é importante, mas nem toda vez se consegue. Vamos ver se a gente, até lá, consegue fazer algum esforço para estar todo mundo unido”, destacou.

O vice-governador fez questão de reconhecer que todas as pré-candidaturas possuem legitimidade, mas entende que existe um compromisso em prol da unidade de um grupo, pelo bem do Maranhão e continuidade do trabalho do governador Flávio Dino.

“Todos nós estamos trabalhando pela unidade. De fato, as candidaturas colocadas todas são legítimas, todos os pré-candidatos têm partidos, têm filiações partidárias, então é legítimo que eles possam pleitear. E todos têm projetos para o Maranhão. Agora, na carta que nós assinamos, na última reunião que fizemos, entre todos partidos e lideranças políticas, o governador foi bem claro sobre isso: primeiro foi colocado que nós teríamos apenas um candidato a senador; segundo, que o processo sucessório seria conduzido pelo governador Flávio Dino, e todos assinaram a carta; e que ele só teria um candidato [a governador]. Ele, inclusive, colocou bem claro que não iria repetir o que aconteceu em 2020, de ele ter vários candidatos e ele se manifestar apenas no segundo turno. Então ele deixou na carta que terá apenas um candidato. E que, durante esse período em que todo mundo está fazendo a sua movimentação, sua mobilização, a gente trabalharia pela unidade”, afirmou.

Brandão ainda destacou que existe uma nova reunião agendada para novembro, com todo o grupo político do governador Flávio Dino, para tratar sobre as eleições 2022. O que ainda não se sabe é se Dino “baterá o martelo” ou se postergará ainda mais a sua decisão. Clique aqui e leia a entrevista na íntegra.

É aguardar e conferir, mas a cada dia que passa, menos se acredita numa unidade e mais se aposta num racha ainda maior na base de Flávio Dino, vide que o grupo comandado pelo deputado federal, presidente do PL no Maranhão e pré-candidato ao Governo do Estado, Josimar de Maranhãozinho, já abandonou a barca dinista.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Flávio Dino manda trocar rede telefônica do Palácio dos Leões


Faltando menos de um ano para a próxima eleição, o governador Flávio Dino (PSB) determinou a realização de manutenção, reparos e substituição de peças das centrais telefônicas do Palácio dos Leões e anexos e a residência oficial do vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB), no Jardim Eldorado, bairro de classe alta vizinho ao Turu. A contratação dos serviços é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Governo (Segov), pasta que tem a missão constitucional de atender as necessidades diretas do chefe do Poder Executivo estadual.

De acordo com o edital da licitação, na modalidade pregão eletrônico, do tipo menor preço, a empresa contratada realizará a manutenção preventiva e corretiva, com substituição de peças, de todas as residências oficiais do Governo do Estado do Maranhão. O certame foi aberto em 1° de setembro deste ano, a exatos 396 dias do pleito, que tem o 1° turno marcado para 2 de outubro de 2022.

O gasto estimado do contrato é de R$ 169.223,67 (cento e sessenta e nove mil, duzentos e trinta e três reais e sessenta e sete centavos). O prazo de vigência é de 12 meses.

Entre os serviços previstos estão a “manutenção do ramal de ligação do ponto de entrega da operadora até as centrais telefônicas e das centrais até os ramais, incluídas possíveis substituições do cabeamento e remanejamento de linhas”. A empresa contratada também está obrigada a “testar e aferir os aparelhos telefônicos e emitir laudos dos aparelhos com defeito, informando os problemas encontrados e as orientações de correção dos mesmos”.

Outra obrigação assumida pela empresa contratada é a de “apresentar sugestões que viabilizem a melhoria, expansão ou adequação do sistema e seus componentes, devendo o acatamento ser de responsabilidade da contratante (Segov)”.

Comunicação sem ruídos

Ao justificar a contratação do serviço, a Segov faz as seguintes considerações no edital: necessidade de evitar problemas de conexão e comunicação, facilitando o contato dentro das Residências Oficiais do Governo do Estado do Maranhão e garantindo assim o serviço essencial realizado nesses espaços. Alega, ainda, que “o sistema de telefonia das Residências Oficiais do Governo do Estado do Maranhão (Palácio dos Leões, anexos do Palácio dos Leões e Residência do Vice-Governador), requer uma manutenção permanente para garantir um funcionamento satisfatório, evitando problemas tais como ramais inoperantes, linhas cruzadas e telefones com ruídos, garantindo assim um funcionamento eficaz”.

As especificações dos serviços contidas no edital são puramente técnicas. Não há qualquer menção a grampos telefônicos no documento. Mas, diante das articulações cada vez mais e outras movimentações políticas da pré-campanha, a tendência é que a preocupação com o risco de vazamentos de informações seja crescente. Dino e Brandão que o digam, já que tudo caminhe para que o primeiro renuncie para disputar o Senado e segundo o substitua no cargo e concorra à reeleição. Diante de tal cenário, os acertos e combinações, alguns nem um pouco republicanos, devem ser mantidos no mais absoluto sigilo.

Portanto, a preocupação em manter a rede telefônica palaciana no mais perfeito funcionamento e à prova de espionagem é mais do que justificável. Sendo assim, estaria o governador com medo de provar do próprio veneno?

Não entendeu ou esqueceu? Entenda ou relembre clicando aqui.

Abaixo, as páginas iniciais do edital da licitação:



Por Daniel Matos

sábado, 16 de outubro de 2021

Carlos Brandão continua sem força no governo de Flávio Dino


Depois do rompimento do deputado federal Josimar do Maranhãozinho com o governador Flávio Dino, o secretário de Estado da Agricultura (Sagrima), Sérgio Delmiro, que foi indicado por Josimar, procurou o vice-governador Carlos Brandão para se manter no cargo. E obteve a garantia.

Para isso, gravou um vídeo de elogios e apoio a Brandão. Seria um gesto de Dino de prestígio ao seu candidato em 2022. Aí veio o que muitos não esperavam e poucos não sabe: Brandão vem sendo refiado aos poucos da preferência do atual governador.

O secretário da Sagrima foi exonerado e em seu lugar a vaga foi entregue ao PT, e passou a ser ocupado pelo suplente de deputado estadual Zé Henrique Sousa, ligado ao pré-candidato a governador Felipe Camarão.

O não atendimento ao pedido de Brandão caiu como uma bomba entre os aliados do atual vice. Além disso, fortalece o projeto de Dino de permanecer até o final do mandato para apoiar o nome de Camarão.

Quem não viver, não verá. É só aguardar!

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Brandão demonstra insatisfação com a pré-candidatura de Felipe Camarão


O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) ainda não conseguiu digerir o lançamento, mesmo que de forma não oficial, da pré-candidatura ao Governo do secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão (PT).

Para o tucano, o surgimento inesperado do nome de Camarão no cenário de disputa atinge e enfraquece sua pré-candidatura a reeleição, uma vez que trata-se de um político que, além de deter a confiança do governador Flávio Dino (PSB), coordena pelo menos seis pastas importantes, através de aliados, na gestão do socialista, como a Casa Civil, Cultura, Governo, Planejamento e a MOB, por exemplo.

O lançamento não oficial do nome do secretário ocorreu na última sexta-feira por meio de declarações de petistas.

No dia seguinte, em entrevista ao Programa Ponto Continuando, o próprio Camarão, que participava na Conferência Estadual do PC do B, confirmou sua disposição de concorrer ao Palácio dos Leões.

Neste evento, o presidente do partido e secretário estadual das Cidades, Márcio Jerry, reconheceu a condição de pré-candidato do titular da SEDUC.

A pré-candidatura de Felipe Camarão vem sendo construída pelo próprio Dino nos bastidores.

O primeiro passo foi filia-lo ao PT, o que desagradou petistas históricos e detentores de mandato.

O segundo foi dado agora, através de declarações públicas de filiados ao partido defendendo o nome de Camarão como opção petista na disputa majoritária.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Irmão de Brandão fraudou documentos para desviar verbas federais, aponta TCU


Documento obtido pela reportagem do Blog mostra que o ex-prefeito de Colinas, José Henrique Barbosa Brandão, fraudou documentos para desviar verbas federais durante o seu mandato.

A informação consta na tomada de contas especial instaurada pela então Coordenação-Geral para Assuntos de Inventariança da Secretaria Federal de Controle do Tribunal de Contas da União (TCU) contra o ex-gestor em decorrência de irregularidades na execução do Convênio 485/92, firmado com o extinto Ministério da Integração Regional – MIR com vistas à construção de estradas vicinais na zona rural de Colinas.

À época, José Henrique, que é irmão do vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, contratou a empresa J. André Rocha Construções, de nome fantasia, Construtora Rocha Ltda, para executar as obras.

Em uma fiscalização nos documentos dos contratos, os auditores do Tribunal de Contas da União constaram que o plano de trabalho havia sido rasurado para alterar a extensão da estrada de 30 km para 3,0 km; a prestação de contas se referia à execução de 2 km de estrada, uma vez que a planilha de serviços utilizada no orçamento de obra anexo à proposta de convênio continha quantitativos referentes à construção de 3 km de estradas e a planilha empregada na licitação/contrato apresentava os mesmos quantitativos, mas registrava 2 km como a extensão da obra, o que seria indício de simulação de procedimentos.

O TCU aponta que o extrato bancário demonstrava o saque de uma certa quantia em 17 de junho, um dia após a assinatura do contrato com a empresa executora da obra, enquanto a nota fiscal havia sido emitida em 29 de junho, o que se caracterizou em pagamento antecipado com infringência aos arts. 62 e 63 da Lei 4.320/64.

Os auditores afirmaram ainda que a grafia constante das notas fiscais emitidas pela Construtora Rocha era a mesma em outras notas fiscais de outras sociedades empresariais contratadas pela Prefeitura, bem assim em formulários para emissão de ordem bancária e expedientes elaborados no âmbito da Prefeitura Municipal.

Outra irregularidade encontrada na documentação é que a Construtora Rocha recebeu pagamento de verbas federais mediante os cheques nominais oriundos da conta específica do convênio, números 640461 e 640462, transferidos para duas contas bancárias, pertencentes a Marcus Barbosa Brandão, irmão de José Henrique Brandão, e à empresa Disvali – Distribuidora de Bebidas do Vale Itapecuru Ltda., que tem como sócios os próprios irmãos.

Segundo o Tribunal, a Construtora Rocha foi aberta em 18/2/1993, logo após o início da gestão dor irmão de Brandão na prefeitura, com ramo de atividade registrado como comércio atacadista de material de construção, ao invés de construção civil.

A Corte de Contas destacou também que embora a documentação não tenha sido submetida a exame grafotécnico, verificou-se que houve similitude na escrita das notas fiscais da Construtora Rocha e de outras empresas, bem como de guias de depósito bancário preenchidas no órgão municipal, tomando-se, como exemplo, as palavras “prefeitura”, “Colinas” e “Dias”, o formato da letra “r” na maioria das palavras e os numerais grafados. “Portanto, são fortes os indícios de que esses documentos fiscais sejam fictícios”, disse.

“A Construtora Rocha recebeu pagamento por meio de cheques nominais oriundos da conta específica do convênio. No entanto, a Secex/MA apurou mediante inspeção que, no verso desses cheques, constou a anotação de que tais ordens de pagamento foram endossadas para as contas bancárias ao ex-prefeito e seu irmão Marcus Brandão, havendo, assim, indicação de que os recursos do convênio não foram destinados às obras e sim a pessoas vinculadas ao [ex] gestor”, constatou o TCU.

domingo, 26 de setembro de 2021

Flávio Dino não quer união de Carlos Brandão com Josimar de Maranhãozinho


Além de querer ser o candidato único a senador de todos os partidos que fazem parte da sua base, o governador Flávio Dino não abre mão de indicar o vice na chapa de Carlos Brandão. A gula é maior que a barriga.

Como demonstração de força, o governador foi o responsável pelo impedimento de uma aliança entre o seu vice-Carlos Brandão e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho numa chapa para as eleições de 2022.

Dino prefere como vice na chapa de Brandão, o secretário de Educação, Felipe Camarão, ou, quem sabe, o deputado federal Márcio Jerry. Ocorre que Brandão, caso ganhe a disputa no próximo ano, deve ficar no cargo até abril de 2006, abrindo a vaga para o seu vice e se candidatando a senador. Exatamente o quer não quer o atual governador.

Mas Brandão não abre mão do apoio de Josimar por reconhecer o potencial eleitoral do parlamentar, que hoje tem 56 prefeitos ao seu lado e duas bancadas, uma na Câmara Federal e outra na Assembléia Legislativa, além de quatro partidos.

O atual vice jogou forte com a proposta de ceder ao deputado do PL as pastas da Agricultura, SECID e Detran, a partir de abril de 2022. Josimar do Maranhãozinho ainda segue com o firme propósito na disputa para governador.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Escândalo envolve parentes de Carlos Brandão com dinheiro público da Prefeitura de Colinas

Levantamento feito pelo reportagem mostra que familiares do vice-governador, Carlos Brandão (PSDB), podem ter sido beneficiados em licitações públicas da Prefeitura de Colinas, interior do Estado.

Os irmãos Daniel Itapary Brandão e Jesus Boabaid de Oliveira Itapary Neto, ambos sobrinhos de Brandão, são advogados pessoais da prefeita Valmira Miranda. Eles atuam há anos na defesa da gestora em processos nas Justiças Federal e Estadual nos quais é ré por malversação de verbas públicas da Educação, atos de Improbidade Administrativa e corrupção.

Mesmo atuando como causídicos da prefeita, o que demonstra claramente uma relação pessoal, eles movimentaram R$ 1.403.060 milhão em contratos por meio de outra empresa, a Gás do Sertão.

A distribuidora foi contratada para fornecer gás e água para as Secretarias Municipais de Educação, Saúde, Administração e Assistência Social de Colinas no período de 2017 a 2020. Já nesse ano, a empresa da família do vice-governador voltou a ganhar licitações na Prefeitura e fechou contratos no montante de R$ 641.455,00 mil

Em consulta ao sistema do Poder Judiciário, o Blog apurou que Daniel Brandão advoga para Valmira Miranda desde 2012 e Jesus Boabaid entrou para as causas jurídicas em 2015, o que teria, supostamente, favorecido a Gás do Sertão em certames públicos

Além dos irmãos, a empresa tem como sócios o empresário Marcus Barbosa Brandão, irmão de Carlos Brandão, e Nathália Itapary Brandão Castro, filha do ex-prefeito Zé Henrique

O blog deixa o espaço reservado para o contraditório.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Líderes evangélicos do MA iniciam leilão de votos dos fiéis para as eleições


O vice-governador Carlos Brandão recebeu nesta semana líderes evangélicos e presidentes de denominações e convenções. Na prática, a reunião inicia o período de leilão do apoio político aos possíveis candidatos ao governo em 2022.

Nos últimos anos pastores e líderes evangélicos ganharam lugar de destaque na política maranhense ao garantirem o voto dos fiéis. As negociações, no entanto, visam apenas ganhos pessoais. Nenhum político maranhense que aluga o apoio de líderes evangélicos se vê obrigado a defender pautas como a família, antiaborto, religião ou respeito ao cristianismo. Basta pagar, receber o voto dos fiéis e pronto.

No Maranhão o apoio de pastores e religiosos não vem condicionado à defesa de pautas evangélicas. A coisa é tão escancarada que se um satanista requerer uma reunião com essas lideranças, é improvável que eles se neguem a ouvir a proposta.

A situação pode ser vista pela completa inexistência da defesa de pautas conservadoras no estado. O contraste do silêncio dos pastores e líderes evangélicos após a eleição e seu entusiasmo por reuniões e eventos de apoio antes mostram que o apoio não custa compromisso político. É apenas uma relação de compra e venda.

Participaram do evento com Carlos Brandão, Paulo Luís Araújo (Igrejas Adventistas do 7º Dia), Davi Luna (Sínodo das Igrejas Presbiterianas do Brasil no Maranhão), Aquiles Valente (Convenção das Igrejas Batistas Brasileira), Apóstolo Jacy (Instituto Ômega do Brasil), Sandro Henrique (Assembleia de Deus), Cícero (Igrejas Ass. De Deus Ministério Madureira), Erasmo (Ministério Internacional MAIS Shalom), Bispo Elton (Igreja Sara Nossa Terra), Diogo Maia (Igreja Batista Lagoinha no Maranhão) e Pr. Paulo Sérgio (presidente conselho de pastores de Imperatriz).

Está mais do que na hora dos fiéis deixarem de ser negociados neste tipo de evento.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

As dificuldades de Brandão em ser candidato de Dino


A quarenta e cinco dias da esperada reunião que decidirá quem será o candidato de Flávio Dino ao governo, o vice-governador Carlos Brandão nem de perto preenche os requisitos estabelecidos por Dino para a escolha do sucessor.

A carta elaborada em julho deste ano pelo governador e subscrita por todos os partidos do grupo governista prevê que será escolhido aquele que tiver adesão dos movimentos sociais, melhor desempenho nas pesquisas qualitativas e quantitativas, apoio do maior número de partidos e afinidade ideológica para tocar os programas do atual governo adiante.

O documento reconhecia as pré-candidaturas de Weverton Rocha, Carlos Brandão, Simplício Araújo e Josimar de Maranhãozinho, que rompeu com o governador na semana passada. Dos quatro, apenas o senador Weverton Rocha parece ter avançado para atender os critérios acordados no encontro do Palácio dos Leões.

O vice-governador Carlos Brandão não conseguiu adesão de um partido sequer. Pelo contrário. Abdicou da liderança do PSDB no Maranhão em troca de acordos políticos.

No quesito pesquisas, o tucano aparece tecnicamente empatado com o prefeito de São Pedro dos Crentes, o sibilino Lahesio Bonfim, atrás de Edivaldo Holanda Junior, Roberto Rocha, Roseana Sarney e Weverton Rocha. Em alguns levantamentos, ele chega a empatar com Simplício Araújo e Josimar Maranhãozinho, dois pré-candidatos que não devem seguir adiante na disputa.

Sobre os fatores ‘identificação ideológica’ e ‘apoio dos movimentos sociais’, a passagem de Luís Inácio Lula da Silva pelo estado no mês passado serviu como divisor de águas e indicativo de que Flávio Dino não encontrará clima para subir o palanque do vice tucano no pleito do ano que vem.

Carlos Brandão está em apuros.

domingo, 12 de setembro de 2021

Viajando com dinheiro público, Brandão já foi denunciado por "farra das passagens" na Câmara Federal


Em meados de 2009, a denúncia que ficou conhecida como a “farra das passagens” tornou-se pública. O esquema diz respeito à utilização de verbas de passagens aéreas da Câmara Federal de forma indevida, configurando peculato por parte dos deputados beneficiados. 

Entre os denunciados está o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) que ocupou o cargo de deputado federal, hoje coincidentemente viajando para O Rio Grande do Sul, com recurso público sob o pretexto de participar da Expointer, mas também fazer política com o governador tucano Eduardo Leite.

De acordo com o inquérito da farra das passagens, 43 ex-parlamentares tiveram mais de 200 bilhetes emitidos em nome de terceiros.

Em nota, a procuradoria geral do Distrito Federal demonstrou a preocupação com o erário: “Além de avaliar os elementos que pudessem comprovar o envolvimento do ex-parlamentar no crime de peculato, a medida serviu para definir em que casos o Estado já não poderia pedir a responsabilização dos culpados pela prescrição da pretensão punitiva".

Dentre o arcabouço investigativo, estão informações fornecidas por agências e companhias aéreas, sobretudo em viagens para outros países como EUA, França e Argentina. Atualmente, o serviço de transporte aéreo da Câmara permite somente viagens nacionais.

Em novembro do ano passado, tendo em vista a plausibilidade das acusações, o caso tramitou na Justiça por meio de inúmeras ações penais apresentadas pela Procuradoria Regional da República na 1.ª Região, contudo até o momento os únicos punidos foram os servidores dos gabinetes, que acabaram sendo exonerados das suas funções.

Nesta semana, o Ministério Púbico Federal ratificou parcialmente 28 denúncias contra os ex-deputados federais viajantes pelo crime de peculato. Sendo acusados na utilização de recursos públicos a que possuíam a prerrogativa para emissão de passagens aéreas em nome de terceiros, medida essa que busca frear verba pública para interesses pessoas, Mas ao que tudo indica no Maranhão, os políticos encontraram outro meio de passeio. Entre eles o vice-governador Carlos Brandão.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

O jogo mudou: Flávio Dino terá fortes concorrentes para o Senado


Acabou-se o que era doce. A situação cômoda na disputa ao Senado Federal em 2022 começa a virar pesadelo. Duas fortes pré-candidaturas estão prestes a aparecer no cenário político maranhense.

Do lado do senador Weverton Rocha, o primeiro colocado na pesquisas, considerando que Roseana Sarney deve mesmo disputar a eleição para a Câmara Federal, já existe uma movimentação para lançar o nome do presidente da Famem, Erlânio Xavier, na disputa a uma vaga de senador.

O grupo que segue Rocha tem mais de 70 prefeitos, a maioria dos deputados federais, estaduais, vice-prefeitos, vereadores e dois senadores, incluindo Eliziane Gama. Uma força capaz de jogar por terras o plano de Dino, tão logo ele deixe o cargo de governador em janeiro e anuncie seu apoio ao vice Carlos Brandão.

Do outro lado outro grupo não menos poderoso liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, com 60 prefeitos, bom número de deputado estaduais, federais, vice-prefeitos, ex-prefeitos e vereadores. Com certeza o bloco de Josimar já entrará no carnaval com um nome ao Senado, diminuindo as forças do governador de plantão.

O senador Roberto Rocha é hoje o maior adversário do governo estadual e deve sair candidato ao Governo do Estado, sem descartar a possibilidade de também chegar em 2022 optando mesmo como postulante ao Senado, o que vai piorar a vida de Flávio Dino.

Um documento assinado por líderes de partidos, espertamente elaborado por Dino no Palácio dos Leões, consiste no apoio a ele como candidato único ao Senado, mas já foi jogado aos ventos, caindo e sumindo nas águas da baia de São Marcos.

A briga será feia e promete. O que mostra a inabilidade política de Flávio Dino na condução da sua própria sucessão.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Suposta permanência de Flávio Dino irrita Brandão


Não se sabe se por bravata ou por insegurança na condução do processo eleitoral de 2022, mas o fato é que o governador Flávio Dino (PSB) tem falado cada vez mais da possibilidade de ficar no cargo até o final do mandato.

E essa insistência no assunto tem irritado o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e seus aliados no Palácio dos Leões.

Patinando nas pesquisas e sem espaço para articulações políticas que garantam a viabilização da sua candidatura, Brandão sabe que depende absolutamente da perspectiva de assumir o governo em abril para convencimento de possíveis aliados no interior.

Sem essa perspectiva ele perde cada vez mais importância no processo eleitoral.

Pior: ao manifestar interesse na possibilidade de ficar no mandato até o final, Flávio Dino deixa claro que o objetivo não é fortalecer Brandão, mas criar as condições para eleger o secretário Felipe Camarão (PT).

– Se eu ficar no cargo, elejo qualquer um – é o que pensa o governador, segundo relato de pelo menos cinco deputados estaduais e secretários ouvidos pelo blog Marco Aurélio D’Eça.

A possibilidade é tão real que os auxiliares do governador – como o também pré-candidato Simplício Araújo (Solidariedade) – e deputados estaduais, como Duarte Júnior (PSB), já falam, publicamente sobre o assunto.

Tanto que, na semana passada, Dino adiou a data da decisão sobre o candidato do governo, de novembro para março de 2022.

E assim, Brandão vai perdendo cada vez mais importância como pré-candidato.

domingo, 29 de agosto de 2021

Flávio Dino perdeu o controle da própria sucessão


Os mais recentes movimentos – e, principalmente, as mais recentes declarações – de membros proeminentes do grupo de Flávio Dino (PSB) fazem crer que a possibilidade de um racha entre o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT), na disputa pelo Governo do Maranhão, está mexendo com as estruturas da base alinhada ao Palácio dos Leões.

A iminência de um rompimento é tamanha que aliados mais próximos do governador já admitem: se o clima for de desunião para 2022, ele tende a permanecer no governo até o fim do mandato. Assim, conduziria sua própria sucessão com mais poder.

Já se falava disso nos bastidores, mas, nesta semana, o secretário de Estado da Indústria Comércio e Energia, Simplício Araújo (SD) – ele também um pré-candidato a governador – decidiu tratar do assunto em público, durante entrevista à Rádio Mirante AM.

Seria uma correção de rumos.

A provável saída de Flávio Dino do governo – já que ele pretende ser candidato a senador – tem provocado um fenômeno incomum ao socialista: a cada dia que passa, mais se aproxima sua desincompatibilização e, consequentemente, menos poder ele tem.

O que pode estar se refletindo nas atitudes do grupo.

Prova disso é que já existe um movimento, aparentemente nascido das entranhas dos Leões, de defesa de uma alternativa ao próprio Dino para o Senado. Erlanio Xavier, prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem, seria o nome.

É um cenário que, se mantido, sugere a total perda de controle do processo sucessório por Dino até as eleições do ano que vem. E ele não está acostumado a isso.

Por isso, tem cara de recado a avaliação de Simplício Araújo sobre o assunto.