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21 maio 2026

Weverton reafirma que não apoiará candidato de Lula no Maranhão


O senador Weverton Rocha (PDT), que recentemente teve seu nome envolvido nas polêmicas investigações sobre fraudes no INSS, deixou claro neste sábado (16) que não apoiará o vice-governador Felipe Camarão (PT), candidato do partido do presidente Lula para disputar o governo do Maranhão.

Em entrevista e questionado sobre se atenderia um pedido direto de Lula para engrossar a fila do candidato petista, o senador foi categórico:

“Já dei a minha palavra publicamente, todos sabem que eu estou apoiando o Orleans. Quem me conhece sabe que eu não sou de ficar voltando atrás nos meus compromissos.”

A declaração é um recado claro ao Palácio do Planalto: mesmo sendo aliado histórico do PT e do presidente Lula, Weverton não embarcará no projeto de Camarão.

Ainda assim, Weverton sinalizou que pretende se reunir com Lula nos próximos dias para tentar alinhar os ânimos:

“O presidente Lula vai me ouvir e espero que ele me compreenda. Vou ter essa reunião com ele e, de forma serena, tentar construir uma solução.”

O racha expõe uma disputa interna delicada na esquerda maranhense, onde o nome de Camarão, chancelado pelo presidente da República, ainda encontra resistência dentro da própria base aliada, e Weverton além de outros, mesmo pressionados, não dão sinais de recuo.

13 maio 2026

Presidente do PT cancela agenda com Camarão em São Luís


O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, suspendeu sua vinda ao Maranhão, que estava prevista para a próxima sexta-feira (15). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (13) pela assessoria do dirigente petista.

Edinho participaria do evento “Diálogos com o Time de Lula”, organizado pelo vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, em São Luís. O encontro tinha como objetivo reunir militantes e lideranças do PT no estado para discutir estratégias políticas e fortalecer a articulação da legenda no Maranhão.

De acordo com a assessoria, a viagem foi adiada em razão de compromissos de Edinho com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma nova data para a realização do evento ainda será definida e divulgada posteriormente.

04 maio 2026

Dinistas abraçam pré-candidatura de Eduardo Braide no interior


No mesmo fim de semana em que a direção nacional do PT confirmou a pré-candidatura de Felipe Camarão ao Governo do Estado, aliados do vice-governador do Maranhão deram demonstrações de que já não estão mais tão fechados assim com o petista.

Em três ocasiões no feriadão do Dia do Trabalhador, dinistas participaram de agendas de pré-campanha com o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD)

Em Matinha, foram dois momentos: primeiro, uma reunião com a ex-prefeita Linielda do Eldo (PCdoB), aliada do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB); depois, participação em um ato que marcou o aniversário do líder político Florimar Bastos, no qual o deputado estadual Júnior Mendonça (PCdoB) fez questão de registrar a alegria de receber Braide – apesar de jurar que segue apoiando Camarão.

Já em São Domingos do Azeitão, quem apareceu todo serelepe ao lado de Eduardo Braide foi o deputado estadual Carlos Lula (PSB) – ele participaram do Azeitão Folia.

“Muito bom estar com o prefeito Júnior do Posto e com Eduardo Braide, encontrando tanta gente querida por aqui”, destacou Lula em publicação nas redes.


03 maio 2026

Washington afirma: rejeitar nomes que apoiam o presidente é um “grande equívoco


A declaração do dirigente partidário Washington Luiz reforça o movimento de articulação política no Maranhão em torno da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da formação de uma base sólida para as eleições proporcionais.

Segundo ele, o Partido dos Trabalhadores aposta em alianças amplas nos estados como caminho para consolidar um projeto de mudanças estruturais no país. No cenário maranhense, essa estratégia ganha peso diante das disputas locais e da necessidade de unificar forças políticas em torno de candidaturas alinhadas ao governo federal.

Washington Luiz destacou ainda que rejeitar nomes que apoiam o presidente é um “grande equívoco”, defendendo que a convergência entre lideranças será decisiva para o desempenho eleitoral no estado.




30 abril 2026

Derrota histórica de Lula no Senado rouba cena de Camarão


A acachapante rejeição do Senado Federal, nesta quarta-feira (29), à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal tirou os holofotes, pelo menos no Maranhão, da decisão do PT em manter o vice-governador Felipe Camarão na disputa pelo Palácio dos Leões.

Camarão e alguns comunossocialistas comemoravam como gol em final de Copa do Mundo o aval do partido à sua candidatura, mas a derrocada histórica do presidente Lula (PT) no Senado sequestrou o debate e apagou o brilho do momento.

Nos bastidores, a manutenção da pré-candidatura é atribuída à vaidade do ministro do Supremo, Flávio Dino, embora haja quem não veja vontade no próprio vice em se manter na disputa. Camarão já insinuou, em mais de uma ocasião, a predileção por Eduardo Braide (PSD) e o desejo de concorrer ao Senado ao lado do ex-prefeito de São Luís.

27 abril 2026

PT contabiliza 12 palanques de Lula em 2026; MA é o caso mais delicado e segue travado

O PT contabiliza 12 palanques próprios e 15 alianças estaduais para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro de 2026. Faltam menos de 6 meses para o 1º turno. O presidente do partido, Edinho Silva, disse que a organização está avançada: “Estamos com 90% da campanha do presidente já organizada nos Estados. São poucos Estados que precisamos de ajustes”.

A fala foi no encerramento do 8º Congresso do PT, neste domingo (26.abr.2026), em Brasília. O detalhamento veio do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. “Esse trabalho foi eu que fiz. São 18 candidatos a senador e 12 palanques do PT e essas outras alianças”, afirmou.

A legenda disse que falta decidir: Alagoas, Paraíba e Maranhão –o último Estado é citado como o caso mais delicado.

O número confirma o cálculo antecipado por José Dirceu (PT), ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a deputado. Mais cedo, durante o congresso, ele havia falado em 12 palanques e 15 alianças. Dirceu coordena também a elaboração do novo programa de governo do PT, que será apresentado a Lula para a disputa de outubro.

Edinho Silva afirmou a jornalistas que as direções estaduais terão autonomia para montar seus próprios calendários eleitorais.

Com 12 palanques próprios e 15 alianças, o PT reconhece que não terá apoio formal de governadores em todos os Estados. Em alguns, Lula assegurou espaço com aliados, como no Rio de Janeiro, com Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo estadual.

Dos palanques próprios do PT, contabiliza 11 confirmados ou encaminhados:

Bahia – Jerônimo Rodrigues;

Ceará – Elmano de Freitas;

Distrito Federal – Leandro Grass;

Espírito Santo – Helder Salomão;

Mato Grosso do Sul – Fábio Trad;

Piauí – Rafael Fonteles;

Rio Grande do Norte – Carlos Eduardo Xavier;

Rio Grande do Sul – Edegar Pretto;

Rondônia – Expedito Neto;

Roraima – Antônia Pedrosa;

São Paulo – Fernando Haddad.

O Maranhão é o caso mais travado. A ruptura entre o governador Carlos Brandão (PSB) e Flávio Dino, ministro do STF e ex-governador do Estado, criou um racha que chegou à Justiça e ainda não foi resolvido. Dino é ex-ministro de Lula e próximo do presidente.

Na Paraíba, o PT deve abrir mão de candidatura própria e apoiar Lucas Ribeiro, do PP. O acerto ainda não está fechado.

Em Alagoas, o PT não lançará candidatura própria. A aposta é na aliança com o MDB e no apoio a Renan Filho, ex-ministro dos Transportes de Lula, que confirmou a candidatura ao governo. A articulação dos Calheiros enfrenta resistência do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP).

22 abril 2026

Reunião das Executivas nesta quinta para definir situação do PT no MA é adiada; decisão pode sair até o domingo


A reunião do Diretório Nacional com a Comissão Provisória Estadual para deliberar uma decisão acerca do posicionamento do PT no Maranhão nas eleições que ocorreria nesta quinta-feira(23), em Brasília, foi adiada. A informação foi repassada ao blog do John Cutrim por um petista que participaria da reunião.

Uma nova data deve ser marcada possivelmente até o próximo domingo, quando ocorre o encontro nacional do PT com presença do presidente Lula.

Internamente, o PT maranhense está dividido entre três teses: a candidatura própria, com o nome de Felipe Camarão; a aliança com o pré-candidato do MDB ao governo, Orleans Brandão; ou uma composição, mais remota, com o PSD, ligado ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

A expectativa é que as definições ocorram até o fim desta semana, o que deve encerrar o período de incertezas e consolidar o posicionamento do PT no Maranhão no pleito deste ano no estado.

Brandão se reúne com presidente do PT em Brasília em meio a articulações para 2026


O governador do Maranhão, Carlos Brandão, já está em Brasília, onde cumpre agenda política e participa de um encontro com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, nesta quarta-feira, 22. A reunião acontece em meio à preparação para o 8º Congresso Nacional do PT e deve tratar dos rumos políticos no estado, especialmente diante das movimentações nacionais da sigla visando às eleições de 2026. O vice-governador Felipe Camarão também já está na capital federal e pode participar de conversas reservadas com a cúpula petista.

Na reunião espera-se uma definição do partido sobre alinhamento ao projeto nacional liderado pelo presidente Lula, que prioriza a construção de alianças nos estados para fortalecer a disputa presidencial.

No Maranhão, esse movimento ganha relevância diante da possibilidade de o PT abrir mão de candidatura própria ao governo, mesmo tendo Camarão como nome natural, em favor de uma composição mais ampla. A articulação envolve também o fortalecimento de aliados, como o apoio ao senador Weverton Rocha, e a possível consolidação do nome de Orleans Brandão na sucessão estadual.

Com alta aprovação, Carlos Brandão se mantém como peça chave nesse processo, o que aumenta a expectativa sobre os desdobramentos da reunião e das discussões durante o congresso petista, que reunirá lideranças de todo o país entre os dias 26 e 28 de abril.

21 abril 2026

Estratégia nacional do PT influencia articulações no Maranhão


A decisão do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul de abrir mão de candidatura própria ao governo estadual passou a ser interpretada como parte de uma estratégia mais ampla, com সম্ভáveis reflexos em outros estados, incluindo o Maranhão.

Alinhada ao projeto nacional liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a orientação prioriza a formação de alianças para fortalecer o palanque da reeleição. No cenário gaúcho, o ex-candidato Edegar Pretto retirou seu nome da disputa para viabilizar o apoio à pedetista Juliana Brizola, consolidando uma composição com o Partido Democrático Trabalhista dentro dessa diretriz nacional.

O movimento já repercute no Maranhão, onde o presidente Lula sinalizou apoio à candidatura ao Senado de Weverton Rocha, ampliando o protagonismo do PDT na articulação local. Nesse contexto, cresce a possibilidade de o PT manter o alinhamento e apoiar o pré-candidato ao governo Orleans Brandão, apesar de setores internos defenderem candidatura própria, como a do vice-governador Felipe Camarão.

A avaliação sobre viabilidade eleitoral, somada à influência política do governador Carlos Brandão, com altos índices de aprovação, pesa nas discussões. A agenda inclui ainda uma reunião entre o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e Carlos Brandão em Brasília, além do congresso nacional do partido previsto para os próximos dias, que deve concentrar negociações decisivas sobre os rumos da legenda nos estados.

15 abril 2026

Assembleia defende prosseguimento de CPI contra Camarão


A Assembleia Legislativa do Maranhão pediu o indeferimento do mandado de segurança impetrado pelo vice-governador Felipe Camarão (PT) para suspender a CPI que investiga movimentações financeiras suspeitas envolvendo o petista. As informações são do jornalista Isaías Rocha.

O documento foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Maranhão na última quinta-feira (9), em atendimento à solicitação do desembargador Sebastião Bonfim. Assinado pelo procurador-geral da Alema, Bivar George Jansen Batista, o texto afirma que Camarão tenta obstruir preventivamente uma investigação do Poder Legislativo, ainda que reconheça a existência de apuração criminal em curso sobre o mesmo caso.

A manifestação também questiona a legitimidade de Camarão para barrar a comissão. “Assim, o impetrante, que não ostenta a condição de parlamentar da ALEMA e que se insurge, em verdade, contra a investigação de sua própria conduta no exercício do cargo de Vice-Governador, não detém legitimidade processual para […] sustar o exercício da função fiscalizatória do Poder Legislativo estadual”, diz o documento.

Instalada com o apoio de 24 deputados e com membros titulares e suplentes já definidos, a CPI tem prazo inicial de 120 dias para apurar denúncias baseadas em relatório do Ministério Público. O documento aponta indícios de irregularidades, como mais de mil transferências via Pix, movimentação fracionada de R$ 360 mil e aquisição de imóveis de alto padrão por Camarão.

Lula disse a Brandão que vai "resolver o MA"


No evento de posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), na terça-feira,14, o governador Carlos Brandão (MDB) falou rapidamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conversa rápida ocorreu na antesala em que as autoridades aguardavam pela chegado do presidente da República para dar posse a Guimarães.

Após um cumprimento, Carlos Brandão falou com Lula sobre as eleições no Maranhão. A conversa foi rápida e o que presidente disse somente que vai “resolver o Maranhão” e chamou o presidente nacional do PT, Edinho Silva, para reunir com o governador maranhense na próxima semana.

O encontro (o terceiro, na verdade) deve ocorrer antes que Edinho Silva sente com os membros da comissão provisória do PT no estado. Esta reunião tem data já definida: dia 23 antes do início do encontro de táticas eleitorais do PT nacional.

Mas, apesar da animação dos petistas palacianos com o desenrolar da ida de Brandão a Brasília, a solução que se desenha é de palanque duplo de Lula no estado com o “CNPJ do PT” ficando em casa mesmo com a candidatura própria de Felipe Camarão, vice-governador do estado.

08 abril 2026

Rubens é enquadrado pela Direção Nacional do PT ao defender aliança com Braide


O deputado federal Rubens Júnior terminou enquadrado pelo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, ao insistir na aliança com Eduardo Braide (PSD) durante reunião da Executiva Nacional nesta terça-feira.

Segundo fontes do Maranhão em Brasília, o parlamentar teria defendido a composição com o ex-prefeito de São Luís, pré-candidato à sucessão no Palácio dos Leões, no encontro que tratou da definição das estratégias para os palanques estaduais.

A reação foi imediata. Edinho criticou os posicionamentos de Braide e rechaçou qualquer aproximação. Na discussão, teria se referido ao pessedista com termos associados à direita, como “fascista”, entre outras expressões.

Na avaliação de quem presenciou o entrevero, o episódio reforçou a inviabilidade de qualquer aliança com Braide e justificou a decisão nacional de priorizar a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), apesar das pressões supremas e do lobby comunossocialista em favor do opositor do governador Carlos Brandão.

01 abril 2026

Análise: o risco de exportar o isolamento de Braide para o Estado


Eduardo Braide finalmente desceu do muro e anunciou o que todos já sabiam: quer o Palácio dos Leões. Mas o anúncio levanta uma questão que não cabe em um filtro de rede social: se Braide não conseguiu dialogar com 31 vereadores em São Luís, como pretende governar um estado com 217 municípios e uma Assembleia Legislativa que não aceita monólogos?

Vamos aos fatos…

Um “Secretariado de Enfeite”

A gestão Braide na capital virou um laboratório de instabilidade. O exemplo mais evidente está na condução da SMTT: sete secretários em pouco mais de cinco anos. Longe de indicar dinamismo, a sequência de trocas expõe um padrão de substituições recorrentes, quase sempre às vésperas de crises já delineadas — como se a mudança de comando pudesse, por si só, conter problemas estruturais. Some-se a isso a Secretaria Municipal de Comunicação, que há mais de um ano segue sem titular, evidenciando um prefeito que centraliza e asfixia quem “ousa” chefiar a pasta.

O Governo da Judicialização

Braide tem adotado uma estratégia perigosa: quando o diálogo falha — e ele falha quase sempre por falta de iniciativa do prefeito — a solução é correr para o Judiciário. O problema é que, enquanto o prefeito se ancora em liminares, a população amarga as consequências. Foram 11 greves de rodoviários em sua gestão. Enquanto ele briga nos tribunais, o trabalhador fica na parada.

No âmbito estadual, o litígio constante paralisaria o Maranhão. Prova disso é que, em todos os episódios de greve, o sistema semiurbano — sob responsabilidade do Estado — garantiu a continuidade do serviço. O Governo sempre se fez presente com seu corpo técnico, priorizando a negociação direta para resolver impasses, ao contrário do Município, que frequentemente depende de “canetadas” judiciais para solucionar conflitos.

A falta de diálogo tem preço, e quem paga é o contribuinte. O isolamento de Braide gerou o imbróglio dos R$ 19 milhões gastos com o aplicativo 99 — um montante drenado do tesouro municipal porque o prefeito não soube (ou não quis) sentar à mesa com as categorias e o legislativo para construir uma solução real.

Egocentrismo vs. Representatividade

A democracia é, por definição, um exercício de polifonia, jamais um monólogo autárquico. Ao longo de seis anos, Eduardo Braide cultivou um hermetismo institucional que não apenas ignora a liturgia do cargo, mas atropela a legitimidade de vereadores e representantes eleitos pelo voto popular. Esse egocentrismo político, que sobreviveu nos limites da capital sob o oxigênio das redes sociais, é quimicamente incompatível com o ecossistema estadual.

O Maranhão é um mosaico de forças centrífugas; tentar submeter 217 municípios ao isolamento de um gabinete é condenar o estado a um imobilismo anacrônico, onde a paralisia administrativa é o preço cobrado pela ausência de diálogo.

Se Eduardo Braide transformou a relação com a Câmara de São Luís em um campo de batalha jurídico, o que ele fará com a Assembleia Legislativa? O Maranhão aguenta um governador que governa de costas para os outros representantes do povo? São questões que precisam ser avaliadas pelo eleitorado.

30 março 2026

Flávio Bolsonaro tem 45,2% contra 44,1% de Lula no 2º turno, diz pesquisa


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm empate técnico nos cenários de 1º e 2º turnos, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisa nesta segunda-feira (30/3).

No cenário de 1º turno, Lula aparece com 41,3% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 37,8%, configurando um empate técnico, já que a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ficaria com 3,6% dos votos, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 3%. Veja:


Flávio aparece numericamente à frente de Lula no cenário de 2º turno, em um confronto direto com Lula. De acordo com o levantamento, Flávio tem 45,2%, e Lula,, 44,1%. Contando com a margem de erro de 2,2 pontos, o dois teriam um empate técnico neste cenário. Veja:


No comparativo entre os dois pré-candidatos, Lula apresentou aumento de 0,3% nas intenções de voto, no comparativo com levantamento divulgado pelo mesmo instituto em fevereiro de 2026. O petista subiu de 43,8% para 44,1%.

Já o senador Flávio Bolsonaro cresceu 0,8%, passando de 44,4% para 45,2% na mesma comparação.

Para o levantamento, foram entrevistados 2.080 eleitores entre 25 e 28 de março, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%

25 março 2026

Tese de eleição indireta em afastamento de Camarão é fake news


Na esteira da divulgação de que o procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro, pediu ao Tribunal de Justiça o afastamento do vice-governador Felipe Camarão (PT), alguns dinistas passaram a divulgar uma teoria da conspiração sem qualquer base no regramento jurídico.

Dizem eles que o objetivo por trás da petição do chefe do MPMA é garantir caminho livre para o governador Carlos Brandão (sem partido) renunciar ao mandato e ser candidato a senador nas eleições deste ano, sem que o petista assuma o comando do Estado.

Neste caso, segue a tresloucada narrativa, a Assembleia realizaria uma eleição indireta para governador, elegendo Orleans Brandão (MDB), que partiria, então, para uma tentativa de reeleição em outubro, já sentado na cadeira de governador.

Pura fake news…

E por um motivo simples: afastamento não é cassação.

Se Felipe Camarão for afastado, ele não perde o mandato. Portanto, não haveria que se falar em nova eleição para um cargo que não estaria definitivamente vago.

No caso de um afastamento, segue-se a linha sucessória constitucional: convoca-se a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB), para assumir o posto. Como ela não tem pretensões de ser candidata a governadora, certamente renunciaria ao direito – já que, se assumisse depois do dia 4 de abril, só poderia ser candidata ao Executivo em outubro.

Assim, o próximo na linha de sucessão, o presidente do Tribunal de Justiça – que no mês que vem já será o desembargador Ricardo Duailibe -, seria chamado.

E apenas isso.

Nesse ínterim, Camarão lutaria para reverter o afastamento e, conseguindo, voltaria normalmente para assumir a vaga de Brandão. (Gilberto Léda)

Atlas/Bloomberg: Flávio Bolsonaro lidera 2º turno contra Lula, dentro da margem de erro


Nova sondagem Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (25), aponta um cenário de polarização acirrada para a sucessão presidencial. No principal recorte, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 47,6% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 46,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Considerando a margem de erro de um ponto percentual, os dois candidatos estão em situação de empate técnico. O grupo de indecisos, brancos e nulos soma 5,8%. Em comparação ao levantamento de fevereiro, Flávio cresceu 1,3 ponto, enquanto Lula oscilou 0,4 ponto para cima.

A pesquisa também testou o atual presidente contra outros nomes da direita e centro-direita. Confira os resultados:

A Atlas/Bloomberg simulou ainda embates com figuras que, por razões políticas ou jurídicas, não estão formalmente no páreo:Tarcísio de Freitas (Republicanos): 

- O governador de São Paulo venceria numericamente com 47,2% contra 46,3% de Lula.

- Michelle Bolsonaro (PL): A ex-primeira-dama aparece com 47%, enquanto o petista tem 46,8%. 

- Jair Bolsonaro (PL): Mesmo inelegível, o ex-presidente teria 47,4% contra 46,6% de Lula — uma inversão do resultado de 2022, quando Lula venceu com 50,9% dos votos válidos.

A pesquisa ouviu 5.028 brasileiros via recrutamento digital aleatório entre 18 e 23 de março. O nível de confiança é de 95% e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04227/2026.

Lula lidera primeiro turno

O atual presidente lidera todos os cenários de primeiro turno testados pela pesquisa, seguido por Flávio ou Tarcísio, que já declarou apoio ao filho do ex-presidente.

No cenário hoje considerado mais provável, com Ronaldo Caiado como candidato do PSD, Lula teria 45,9%, enquanto Flávio Bolsonaro apareceria com 40,1%. Na sequência apareceriam: Renan Santos (Missão), com 4,4%; Caiado, com 3,7%; Romeu Zema (Novo), com 3,1%; e Aldo Rebelo, com 0,6%. Brancos e nulos seriam 1,9% e os que não souberam responder são 0,3%.

Se o candidato do PSD for o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Lula teria 45,5% e Flávio somaria 42,4%. Na sequência, Renan Santos teria 4,6%, Renan Santos registraria 3,7%, Eduardo Leite teria 1,2% e Aldo Rebelo ficaria com 0,8%. Neste caso, os brancos e nulos seriam 1,6% e os que não souberam responder seriam 0,3%.

Já em um cenário, em que Lula é substituído pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), Flávio Bolsonaro aparece à frente, com 40,1% das intenções de voto, contra 37,6% do petista. Na última semana, Haddad anunciou a pré-candidatura ao governo de São Paulo.

A pesquisa também questionou qual dos possíveis resultados da eleição causa mais medo aos eleitores. Para 47,4%, a maior preocupação é a reeleição de Lula, enquanto 44,5% apontam a eleição de Flávio Bolsonaro. Outros 7,4% afirmam que ambos os cenários os preocupam igualmente.

23 março 2026

Denúncia contra Felipe pode inviabilizar palanque com Braide



A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão contra o vice-governador Felipe Camarão pode inviabilizar uma possível aliança com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, nas eleições deste ano. Quarto colocado nas pesquisas para o Governo do Estado, o petista vinha ensaiando disputar o Senado com o apoio de Braide, que lidera os levantamentos de intenção de voto ao Palácio dos Leões. A movimentação, patrocinada pelos comunossocialistas que cercam o petista, tentava reposicionar o dinismo no estado, mas sofreu forte impacto após a repercussão nacional do caso.

A aproximação esbarrou nas denúncias reveladas no último fim de semana, que apontam a existência de um suposto esquema de movimentações financeiras atípicas envolvendo o vice-governador.

De acordo com a representação assinada pelo procurador-geral Danilo José de Castro Ferreira, há indícios de uso de terceiros, incluindo policiais militares ligados ao Gabinete Militar, para operar recursos milionários. O relatório cita mais de 1.085 transferências via Pix, R$ 360 mil em operações fracionadas para dificultar rastreamento e a aquisição de imóveis de alto padrão, avaliados em cerca de R$ 4,7 milhões, sem vínculo direto formal com Camarão, além de pagamentos de despesas pessoais e indícios de utilização de interpostas pessoas para ocultação de valores.

Nos bastidores, o episódio já é comparado ao chamado “carro do milhão”, envolvendo um familiar de Braide durante a pré-campanha de 2024. Na ocasião, o caso não ganhou tração suficiente para afetar o desempenho eleitoral do prefeito, que venceu ainda no primeiro turno. A avaliação agora, porém, é diferente. Aliados consideram que a denúncia atual tem maior consistência e potencial de desgaste, sendo vista como mais robusta e agressiva, o que pode comprometer de vez a construção de um palanque conjunto e aprofundar o isolamento político de Camarão.

22 março 2026

Denúncias contra Camarão ganham repercussão nacional: ‘rede de laranjas’


As denúncias envolvendo Felipe Camarão ganharam ampla repercussão nacional neste fim de semana após reportagens publicadas por veículos como O Globo e Metrópoles abordarem as suspeitas de um esquema financeiro que envolveria o uso de terceiros para movimentação de recursos. Segundo O Globo, uma ‘rede de laranjas’ era utilizada para ocultar transações milionárias, conforme apontado pelo procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira. Ainda de acordo com a denúncia, o petista teria se beneficiado desse mecanismo para “ocultar transferências milionárias via Pix”, com valores incompatíveis com a renda declarada.

Já a coluna do jornalista Paulo Cappelli, no Metrópoles, cita relatórios do Coaf que indicam que o vice-governador recebeu milhões em créditos considerados de “outras origens”, além de centenas de depósitos sem identificação e um elevado número de transações via Pix, o que, segundo o Ministério Público, reforça indícios de um fluxo financeiro incompatível com os rendimentos formais.

Em resposta, Camarão reagiu publicamente e classificou o caso como perseguição política, afirmando ter recebido “com indignação o vazamento criminoso do suposto pedido de afastamento”. O vice-governador declarou ainda que não teve acesso prévio à investigação e apontou “clara finalidade de exposição seletiva e constrangimento público”.

20 março 2026

PGJ pede afastamento de Felipe Camarão e aponta movimentações milionárias suspeitas


O procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, encaminhou ao Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão um pedido de afastamento cautelar do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, no âmbito de uma investigação sigilosa que apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro e irregularidades financeiras.

O documento revela um conjunto de movimentações consideradas atípicas, com valores milionários incompatíveis com a renda declarada do agente político.

De acordo com o Ministério Público, foram identificados mais de R$ 4,6 milhões em créditos além dos rendimentos salariais, além de centenas de depósitos em dinheiro sem identificação de origem e operações fracionadas, prática que pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.

A apuração também aponta a existência de uma rede de movimentação financeira envolvendo terceiros, incluindo policiais militares ligados ao gabinete institucional, que teriam atuado como operadores, recebendo valores, fragmentando quantias e realizando repasses em benefício do vice-governador.

Outro ponto destacado no documento diz respeito ao pagamento de despesas pessoais por terceiros, como hospedagens, tributos e outras obrigações, além de transferências diretas e indiretas que envolveriam pessoas próximas ao núcleo familiar.

Há ainda indícios relacionados à aquisição de imóveis de alto valor, que somam cerca de R$ 4,7 milhões, considerados incompatíveis com os rendimentos formais e sem a devida correspondência nas declarações fiscais.

Diante do exposto, o Ministério Público sustenta que a permanência de Felipe Camarão no cargo representa risco à investigação, podendo haver interferência na produção de provas, influência sobre testemunhas e ocultação de informações.

Por isso, foi solicitado o afastamento imediato do cargo, inclusive sem a oitiva prévia dos investigados, como forma de preservar a eficácia das diligências em andamento.

O caso agora está sob análise do TJMA.

BIRUTA DE AEROPORTO: Felipe Camarão já admite ser candidato ao Senado

O vice-governador Felipe Camarão (PT), em postagem nas redes sociais admitiu a possibilidade de concorrer ao Senado na chapa que deverá ter o prefeito de São Luís Eduardo Braide candidato ao Governo do Estado.

Ao fazer uma leitura da pesquisas divulgada pelo Instituto Quaest contratada pela TV Mirante, o até agora pré-candidato do PT ao governo, surpreendeu ao avaliar que Braide poderá vencer a eleição no primeiro turno.

Sobre os dois nomes que lideram a disputa para o Senado, o vice-governador disse acreditar que o governador Carlos Brandão (sem partido) e a deputada Roseana Sarney (MDB) não serão candidatos e que ele pode ser.

“Brandão já anunciou que fica até o fim do mandato e não pode ser candidato ao Senado. Por outro lado eu posso ser candidato a senador, quem sabe. Tem muito jogo pela frente”.

Em um segunda postagem, Felipe Camarão, que vem percorrendo o Maranhão em pré-campanha, disse que ao fazer os cálculos sobre votos válidos para governador, observou que “os números ficam assim: Braide 45,5%, Orleans 31,2% e Lahersio Bonfim 14,3%. Neste caso ele estaria fora do páreo na disputa pelo governo

Camarão não disse se pretende ser candidato na chapa de Braide, mas pela forma como dirigiu s mensagens, inclusive cravando a possibilidade de vitória no primeiro turno e admitindo que pode ser candidato ao Senado, tudo leva a crê que conversações estejam ocorrendo nos bastidores da eleição para uma futura