18 novembro 2024

Caça a desertores compromete governabilidade e liderança de Brandão


A reeleição de Iracema Vale à presidência da Assembleia Legislativa, decidida por critério de idade após o empate histórico de 21 a 21 com Othelino Neto, revelou fissuras profundas na base aliada do governador Carlos Brandão. O resultado, marcado pelo apoio de parte dos deputados ao adversário, provocou uma reação contundente do Palácio dos Leões, que iniciou uma ofensiva contra os “desertores”. A estratégia, contudo, ameaça desintegrar o pouco que resta de coesão no Legislativo.

A experiência política mostra que perseguições internas são um tiro no pé. Em vez de fortalecer a base, ações punitivas costumam intensificar insatisfações entre parlamentares que se sentem ignorados ou desvalorizados. Para Brandão, cuja governabilidade já apresenta sinais de desgaste, insistir na força em detrimento do diálogo pode precipitar uma crise ainda maior.

Com o Palácio Manuel Beckman em ebulição, o clã Brandão enfrenta um dilema: construir pontes ou cavar um fosso ainda mais profundo com sua base. O empate na eleição foi um recado claro: sem articulação política e reciprocidade, a estabilidade do governo torna-se cada vez mais difícil de sustentar.

A política exige habilidade, não perseguição. E Carlos Brandão, conhecido pelo perfil conciliador e com o sonho de eleger-se senador da República em 2026, deveria reconhecer isso – especialmente após o alerta recebido na última quarta-feira.

Com informações do Blog do Marrapá

De como Weverton foi isolado pelos líderes pró-Othelino na “batalha da Assembleia”


Nas horas que se seguiram à histórica “batalha da Assembleia”, que levou a um duplo empate de 21X21 pela presidência da Casa, na última quarta-feira, 13, o senador Weverton Rocha (PDT) foi apontado por lideranças e profissionais de imprensa como um dos articuladores pró-deputado Othelino Neto (Solidariedade).

Mas Weverton, na verdade, estava isolado do grupo que articulava em favor de Othelino, por absoluta falta de confiança; pelo menos é o que dizem os protagonistas do episódio, que expôs a fragilidade do governo Carlos Brandão (PSB).

Um dos centros das articulações foi a festa de aniversário do deputado federal e ministro das Comunicações Juscelino Filho (União Brasil), na localidade Barra Grande, um paraíso no Piauí.O baile também serviu para intensificação da movimentação da campanha em torno de Othelino;

Presentes Neto Evangelista, Osmar Filho (PDT), Cláudia Coutinho (PDT) e Leandro Bello (Podemos); Nenhum deles, porém, tratou lá ou em outro lugar do tema Assembleia com Weverton, que é compadre de Juscelino.

Brandão precisa mudar para governar e, sobretudo, decidir sobre 2026, caso contrario, será engolido por dinistas, maranhãozistas, braidistas, wevertistas e outros que pareciam alinhados. Eles agora mostraram a cara…”, disse o trecho final da Análise da Notícia, que deixou o senador claramente irritado.

Não me coloque aonde eu não estou. Nem de longe fiquei sabendo dessa movimentação! Aliás, foram super profissionais”, reagiu ele, em mensagem de Whatsapp.

Para os apoiadores da candidatura de Othelino, Weverton perdeu a confiança por estar publicamente em rota de aproximação com o governador Carlos Brandão (PSB) para as eleições de 2026.

O problema é que, no próprio governo, acham que ele estava, sim, por trás do movimento rebelde!

Com informações do Blog do Marco Aurélio D'eça

O encontro curioso de Angélica, Huck, Whindersson e Flávio Dino


Depois da produção de 50 & Tanto, um bate-papo só de mulheres lançado em 2023 para comemorar seus 50 anos, Angélica retornou para mais encontros, agora com nomes do universo masculino. Na casa da apresentadora, eles trocaram ideias sobre temas tabus, pouco abordados pelos homens, como sexo, corpo, família, poder e vida, sempre com três convidados e uma intervenção feminina no final.

Uma dessas reuniões foi entre Luciano Huck, 53, Whindersson Nunes, 29, e Flávio Dino, 56, ministro do Supremo Tribunal Federal.

“A parte mais complicada é esse grupo que a gente forma em cada episódio. Para os três convidados estarem à vontade entre si e ao mesmo tempo terem opiniões diversas. Tem uns que eu fiquei mais nervosa de estar, como o Flávio Dino, nosso ministro, que tem todo um protocolo diferente, por ser quem é. Então a gente teve um cuidado especial. E os três juntos é uma foto muito diferente, poderes diferentes que a gente queria mostrar”.

17 novembro 2024

Lula repreende xingamento de Janja contra Elon Musk: ‘Não tem que ofender ninguém’


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repreendeu a fala da primeira-dama, Janja Lula, após a esposa xingar o empresário Elon Musk. Durante o discurso no Festival Global Contra a Fome e a Pobreza, no Rio de Janeiro, no sábado (16), o mandatário afirmou que não é preciso “ofender ninguém”.

“Eu queria dizer para vocês que essa é uma campanha em que a gente não tem que ofender ninguém, não temos que xingar ninguém. Nós precisamos apenas indignar a sociedade”, disse o presidente ao lado de Janja.

No sábado (16), Janja não poupou palavras ao falar sobre Elon Musk no G20. “Eu não tenho medo de você. Inclusive, fuck you, Elon Musk”, disse.

O humilhante fim de Roseana Sarney


Alguns aliados e pessoas próximas à ex-governadora Roseana Sarney avaliam que a ida da filha do ex-presidente José Sarney para uma secretaria do governo Brandão seria um ‘rebaixamento’, um fim humilhante de quem já ocupou cargos públicos de destaque na política do país

Roseana foi convidada pelo governador Carlos Brandão para assumir uma pasta no governo do estado, conforme publicou o conceituado blog Marrapá. A princípio a secretaria seria a de Cultura, mas a de Cidades ou Infraestrutura, de maior envergadura, estaria no radar.

De acordo com informações repassadas ao blog do John Cutrim, a ida de Roseana contemplaria Hildo Rocha, que retornaria ao mandato de deputado federal. Rocha teria feitos movimentos juntos à cúpula do MDB nacional que tem ‘pressionado’ Roseana a deixar o mandato de deputada e assumir uma secretaria de Brandão. O próprio presidente nacional Baleia Rossi e outros dirigentes emedebistas estariam destacados a convencer Roseana.

Ontem, Roseana Sarney completou 30 anos da sua primeira eleição como mandatária do Maranhão. Além de governadora por quatro mandatos, Roseana foi Senadora da República, líder do governo Lula e ainda cotada a presidente da República.

Com todo esse currículo na política, terminar sendo subordinada em uma secretaria de pouca expressão em um governo que passa por momentos de instabilidade e fragilidade seria a antecipação do fim da sua carreira pública de modo vexatório e degradante.

Vale lembrar do próprio ex-prefeito de São Luís Tadeu Palácio, que se acabou sendo secretário de Turismo da própria Roseana.

Roseana ainda não sabe qual decisão tomar, mas alguém que ainda é lembrada a disputar cargos majoritários, como o Senado, ser encostada em uma secretaria é aviltar-se ao extremo. Quem já foi Roseana Sarney, de pretensa candidata a presidente da República a hoje uma deputada (teve dificuldade de se eleger) que pode encerrar sua carreira isolada em uma secretaria. Se ao menos fosse ministério…