04 julho 2025

Pesquisa aponta Braide e Lahesio tecnicamente empatados na disputa pelo Governo do Maranhão


Uma nova pesquisa divulgada pelo instituto VOX Pesquisas mostra o cenário atual da corrida pelo Governo do Maranhão caso as eleições fossem realizadas hoje. A sondagem foi feita com 957 entrevistados, abrangendo as seis regiões do estado, e traz o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, na liderança das intenções de voto com 27,06%, mas tecnicamente empatado com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e candidato ao governo em 2022, Lahesio Bonfim, com 24,55%.

O secretário estadual Orleans Brandão surge ocupando o terceiro lugar com 13,27% das intenções de voto.

O atual vice-governador, Felipe Camarão, aparece em posição discreta, com 6,16%, sendo superado até pela soma de votos nulos, que representam 6,58%. Já o percentual de eleitores que não souberam ou não responderam (NS/NR) chega a 22,38%, um número significativo que indica um cenário ainda aberto e sujeito a mudanças até o pleito de 2026.

A pesquisa é do tipo estimulada, ou seja, quando os nomes são apresentados ao entrevistado, e revela o grau de conhecimento e aceitação dos potenciais candidatos entre o eleitorado maranhense.

REJEIÇÃO

O vice-governador Felipe Camarão lidera o índice de rejeição entre os possíveis candidatos ao Governo do Estado. Segundo a pesquisa, 27,89% dos eleitores afirmaram que não votariam em Camarão em hipótese alguma. Em segundo lugar no índice de rejeição aparece o empresário Orleans Brandão, com 18,70%, seguido por Lahesio Bonfim, com 7,42%, e pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que apresenta a menor rejeição entre os nomes testados, com 5,96%. Ainda segundo o levantamento, 40,03% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pergunta sobre quem não votariam de forma alguma, o que demonstra que boa parte do eleitorado ainda está em processo de avaliação ou não tem opinião formada sobre os nomes apresentados.

A pesquisa foi realizada entre 30 junho e 03 julho nas seis regiões do estado em 40 municípios, incluindo a

Grande Ilha e Região Metropolitana com totalizando 957 entrevistados com margem de erros de 4,5%.

Evolução dos números

Em abril deste ano, o mesmo instituto apontou Eduardo Braide com 31,90% das intenções, seguido pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, com 22,20%. Em terceiro lugar atual vice-governador Felipe Camarão, soma 11,16%; seguido pelo ex-senador Roberto Rocha, que registra 9,04% e Orleans Brandão aparece com 8,47%. A pesquisa também mostrava que 9,62% dos pretendiam anular o voto, enquanto 7,61% disseram que ainda não sabiam em quem votar ou preferiram não responder.

TCE manda Braide realizar melhorias nos Terminais de Integração


O Tribunal de Contas do Estado (TCE), em Sessão Plenária realizada nesta quarta-feira, 2, julgou processo de Auditoria Governamental Extraordinária, envolvendo fiscalização na modalidade levantamento, realizada na Secretaria de Trânsito e Transportes do Município de São Luís, que teve por objeto a análise do serviço público de transporte coletivo de passageiros da capital maranhense.

O objetivo da auditoria foi analisar a conformidade, a eficiência e a regularidade da prestação do serviço público de transporte coletivo de passageiros, com foco na execução contratual das concessões originadas na Concorrência Pública nº 04/2016/CPL, referentes ao exercício financeiro de 2021. A abrangência do procedimento fiscalizatório incluiu a avaliação do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA), da infraestrutura dos Terminais de Integração, da gestão contratual e da conformidade com as normas da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012).

Entre as principais conclusões dos auditores, constantes do Relatório de Instrução, estão a de que as regras constantes dos termos de concessão estão dotadas de substancial potencial lesivo à consecução das atividades de mobilidade urbana da população ludovicense e que o Município de São Luís não possui política de mobilidade urbana, uma vez que toda a gestão de transporte da cidade está sob responsabilidade das empresas concessionárias responsáveis pela exploração das linhas de ônibus.

O Ministério Público de Contas (MPC) manifestou-se no sentido de que a Prefeitura do Município de São Luís assinale prazo para que as empresas/consórcios encaminhem à Prefeitura os devidos Projetos Executivos das Melhorias dos Terminais de Integração para aprovação e que uma vez aprovados os projetos sejam encaminhados ao TCE/MA para monitoração da execução dos projetos; que, caso os projetos não sejam apresentados, seja determinado que a Prefeitura rescinda os termos de cessão, efetue a reversão dos imóveis e aplique as penalidades cabíveis, bem como informe o TCE/MA se retomará a administração dos Terminais de Integração ou se realizará novo processo de seleção para escolha de interessados em assumir a exploração dos terminais, apresentando cronograma de execução das providências necessárias.

O MPC defendeu também que a Prefeitura do Município de São Luís assinale prazo para que as concessionárias implantem a fase 2 da gestão de frota do Sistema de Bilhetagem Automática – SBA, informando aos usuários os itinerários e horários de linha, por meio da divulgação em pontos de embarque e desembarque e online.

O relator do processo, conselheiro-substituto Melquizedeque Nava Neto, acolheu integralmente o Parecer do Ministério Público de Contas (MPC) e apresentou ao Pleno voto, que foi acolhido integralmente pelos conselheiros presentes à Sessão Plenária, com as seguintes determinações: que o Prefeito do Município de São Luís assinale prazo para que as empresas/consórcios encaminhem à Prefeitura os devidos Projetos Executivos das Melhorias dos Terminais de Integração para aprovação e que uma vez aprovados os projetos sejam encaminhados ao TCE/MA para monitoração da execução dos projetos, que caso os projetos não sejam apresentados, seja determinado que a Prefeitura rescinda os termos de cessão, efetue a reversão dos imóveis e aplique as penalidades cabíveis, bem como informe o TCE/MA se retomará a administração dos Terminais de Integração ou se realizará novo processo de seleção para escolha de interessados em assumir a exploração dos terminais, apresentando cronograma de execução das providências necessárias.

E que seja estabelecido prazo para que as concessionárias implantem a fase 2 da gestão de frota do Sistema de Bilhetagem Automática – SBA, informando aos usuários os itinerários e horários de linha, por meio da divulgação em pontos de embarque e desembarque e online.

03 julho 2025

Deputado Ariston fala sobre 2026 e reafirma apoio a Dr. Hilton Gonçalo para o Senado

Com o cenário político de 2026 começando a se desenhar nos bastidores, o deputado estadual Ariston Gonçalo adotou uma postura firme e equilibrada ao declarar que ainda não definiu apoio a nenhum pré-candidato ao Governo do Estado. Segundo o parlamentar, seu foco neste momento é a reeleição para a Assembleia Legislativa e o fortalecimento do projeto do ex-prefeito Dr. Hilton Gonçalo rumo ao Senado Federal.

“Tenho total respeito por todos os nomes que estão surgindo como pré-candidatos ao governo, mas acredito que ainda não é o momento de tratar disso. Agora é hora de trabalhar, fortalecer nossa base e caminhar com responsabilidade”, afirmou Ariston.

O deputado reforçou que segue comprometido com o seu mandato, atuando diariamente na Assembleia em defesa dos maranhenses e das pautas que impactam diretamente a vida da população. Ele também destacou a importância da candidatura de Dr. Hilton Gonçalo, seu aliado político, como um projeto sério e viável para representar o Maranhão no Senado.

“Meu foco está claro: continuar servindo o povo com trabalho, me preparar para a reeleição e contribuir com a caminhada do Dr. Hilton Gonçalo. Essa é a prioridade agora. O debate sobre o Governo vai chegar no tempo certo, com diálogo e maturidade política”, completou.

A declaração de Ariston reforça seu posicionamento de responsabilidade e estratégia, evitando precipitações e priorizando o compromisso com sua base eleitoral e com o desenvolvimento do Maranhão. 

PP pressiona para que Fufuca deixe o governo Lula; aliado acredita que ele entrega o cargo em breve


O PP aumentou a pressão pela saída do ministro André Fufuca diante do desgaste entre governo e Congresso. A crise se intensificou após a derrubada do aumento do IOF, que Lula tenta reverter no STF.

A sigla, que se federou com o União Brasil, sinaliza distanciamento do governo e prepara apoio a um nome de centro-direita em 2026. Fufuca já foi alertado sobre o descontentamento da bancada.

Centrão e partidos aliados, como Republicanos e PSD, também mostram sinais de afastamento. A federação PP-União avalia se alinhar a nomes como Tarcísio, Caiado ou alguém da família Bolsonaro.

Em entrevista à coluna Radar, da Veja, o deputado e presidente do PP em São Paulo, Maurício Neves, disse que Fufuca aceitou o convite do presidente Lula para compor o governo por questões pessoais, e não partidárias. O maranhense substituiiu Ana Moser.

Segundo o líder regional da sigla, Ciro Nogueira não contestou a adesão de Fufuca ao atual governo por enxergar no ministro um potencial aglutinador de votos no Maranhão, região que cedeu 71,14% dos votos a Lula em 2022.

Mas ele crê que com o mau momento do governo Lula, Fufuca não deve hesitar, em um futuro próximo, a acatar uma ordem de Ciro para que deixe o barco.

“Ele (Fufuca) tem um bom relacionamento com o presidente Ciro, tem um protagonismo no partido, foi líder do partido, então sempre foi um cara de confiança e é um grande deputado, e eu acho que ele vai acabar acatando e muito em breve vai entregar esse ministério”, afirmou Neves.

Com informações do Blog do Clodoaldo Correa

Assembleia pede ao STF o fim do travamento político no TCE do Maranhão


A Assembleia Legislativa do Maranhão protocolou uma nova petição no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (2), pedindo o fim da paralisia que impede a escolha de novos conselheiros para o Tribunal de Contas do Estado (TCE/MA).

Segundo a petição, o motivo que originou o processo já não existe mais: as leis foram corrigidas e até quem entrou com a ação, o Solidariedade, reconheceu que não há mais problema. A Advocacia Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também confirmaram isso.

O processo, todavia, continua travado.

O motivo? A entrada de terceiros sem ligação com o caso, como uma advogada de Minas Gerais que tentou participar do processo mesmo sem representar nenhuma entidade ligada ao tema. A Assembleia afirma que isso virou um “palco político”, usado por adversários para tumultuar e impedir que o Estado funcione normalmente.

Ao fim, a Assembleia pede que o STF reconheça que a ação perdeu o sentido e libere o processo para que os novos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado sejam escolhidos. O recado é claro: a Constituição deve ser respeitada, e não usada como arma em disputa política.