07 fevereiro 2026

Ex-prefeito Luís Fernando tenta retornar ao cenário político de São José de Ribamar após abandonar o município

Ex-prefeito Luís Fernando tenta retornar ao cenário político de São José de Ribamar após abandonar o município.

Após abandonar o comando da Prefeitura de São José de Ribamar em 2018, deixando o município à deriva, o ex-prefeito Luís Fernando tenta, agora, reaparecer no cenário político da cidade balneária. Sem grupo político consolidado e distante da realidade local há anos, Luís Fernando busca, a duras penas, construir uma narrativa para convencer o Governo do Estado de que ainda possui força e relevância política no município.

A tentativa mais recente envolve uma reaproximação com o ex-vice-prefeito Natércio Santos, figura amplamente conhecida na cidade por seu histórico político controverso. A união soa mais como um movimento de sobrevivência política do que como um projeto sério para São José de Ribamar.

Em seus discursos, Luís Fernando insiste em afirmar que teria obtido 96% dos votos no município em eleições passadas, numa clara tentativa de vender protagonismo e força eleitoral ao governo estadual. O detalhe que ele omite — e que a população ribamarense não esquece — é que, à época, ele era candidato único. Ou seja, o percentual elevado de votos não refletia popularidade real ou aprovação popular, mas apenas a ausência de concorrência, tornando o resultado algo óbvio e matematicamente esperado.

O abandono do cargo em 2018 marcou negativamente sua passagem pela prefeitura. São José de Ribamar enfrentou instabilidade administrativa, descontinuidade de projetos e prejuízos políticos que até hoje são lembrados pela população. Desde então, Luís Fernando se afastou da cidade, perdeu base política e deixou de construir qualquer vínculo com os problemas reais vividos pelo povo ribamarense.

Agora, sem mandato, sem grupo forte e sem presença efetiva no município, o ex-prefeito tenta se reinventar politicamente apostando em discursos reciclados e alianças questionáveis. Para muitos, trata-se apenas de uma tentativa desesperada de se manter relevante, mesmo sem lastro político ou respaldo popular.

A população de São José de Ribamar acompanha com atenção — e desconfiança — mais esse movimento de quem, no passado, virou as costas para a cidade e agora tenta retornar como protagonista, ignorando sua própria história de abandono e fracasso administrativo.

Justiça nega pedido do MP para aumentar subsídio do transporte coletivo em São Luís

A Justiça do Maranhão negou o pedido do Ministério Públio par obrigar a Prefeitura de São Luís a aumentar o subsídio do transporte coletivo de São Luís.

A decisão foi proferida nesta sexta-feira (6) pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da capital, no âmbito de uma ação civil pública que discute a crise no sistema de transporte urbano.

O magistrado entendeu que a determinação de aporte imediato de recursos públicos violaria o princípio da separação de poderes e exigiria análise técnica aprofundada antes de qualquer decisão judicial.

Segundo o juiz, a concessão do pedido poderia comprometer as finanças municipais e afetar outros serviços públicos essenciais.

MP pediu aumento de subsídio do transporte coletivo de São Luís e renovação da frota.

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) havia solicitado o aumento imediato do subsídio do transporte coletivo de São Luís em R$ 0,80, elevando o valor pago por passageiro de R$ 1,35 para R$ 2,15 a partir de fevereiro de 2026.

A ação foi assinada pela promotora Lítia Cavalcanti. O MP argumentou que o valor atual não seria suficiente para cobrir os custos do sistema, especialmente diante da previsão de reajustes trabalhistas da categoria em 2026, o que poderia provocar novas paralisações no transporte público.

Além do aumento do subsídio, o Ministério Público também solicitou:

Colocação de 100 novos ônibus em circulação em até seis meses;

35% da frota nova com ar-condicionado ainda em 2026, com percentual mínimo de 10% a partir de 2027;

Retirada imediata de ônibus com mais de 10 anos de uso, conforme legislação municipal;

Apresentação da planilha de custos da tarifa atual;

Perícia judicial para apurar o custo real do serviço;

Multa diária mínima de R$ 10 mil em caso de descumprimento;

O órgão destacou que a legislação municipal estabelece idade máxima de 10 anos para ônibus convencionais, 12 anos para articulados e idade média de cinco anos por concessionária.

Na decisão, o juiz ressaltou que a definição de subsídios tarifários envolve escolhas administrativas e orçamentárias do Poder Executivo, que não podem ser impostas pelo Judiciário sem prova técnica conclusiva de ilegalidade ou omissão abusiva.

Segundo o magistrado, a determinação judicial de aumento do subsídio do transporte coletivo de São Luís exigiria análise detalhada dos impactos fiscais e da política pública de transporte.

Na ação, o MP apontou falhas recorrentes no sistema, relatadas por usuários, como:

ônibus antigos e sem manutenção;

longos intervalos entre viagens;

GPS inoperante;

superlotação em horários de pico;

falta de ônibus climatizados;

insatisfação com o valor da tarifa;

De acordo com o órgão, a situação revela falhas estruturais na concessão e dificuldades do poder público na gestão do transporte coletivo da capital maranhense. 

Senado vai avaliar quebra temporária de patente do Mounjaro


O Senado vai analisar um projeto de lei que propõe o licenciamento compulsório (suspensão temporária de patentes por interesse público) do medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro.

A proposta (PL 160/2026), apresentada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL), também prevê a produção do remédio no Brasil e a ampliação do acesso ao tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto estabelece que poderá ser concedida licença compulsória do remédio, de forma temporária e não exclusiva, conforme o artigo 71 da Lei de Propriedade Industrial. Na prática, isso permitirá que o poder público ou empresas autorizadas produzam o medicamento no país, desde que cumpram as normas sanitárias e regulatórias.

Licença compulsória poderá ser adotada

De acordo com a proposta, a licença compulsória poderá ser adotada quando houver comprovação de insuficiência de oferta do medicamento, preços elevados e impacto relevante na saúde pública. A decisão dependeria de análise técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na justificativa do projeto, Dra. Eudócia cita casos em que o Brasil já adotou esse tipo de licenciamento para facilitar o acesso da população a medicamentos. Em 2007, o governo federal concedeu uma licença compulsória para o remédio para HIV/Aids Efavirenz, após tentar, sem sucesso, reduzir o preço junto à fabricante. "Com isso, instituiu-se a produção nacional pelo setor público e a aquisição por preços significativamente menores", relata a autora.

O mecanismo também foi permitido na pandemia do coronavírus. Em 2021, o Congresso aprovou autorização para o governo brasileiro decretar licença compulsória temporária de patente de vacinas, testes de diagnóstico e medicamentos para o enfrentamento da covid-19, lembra a senadora.

Obesidade é reconhecido como grave problema de saúde

O projeto também reconhece a obesidade como um grave problema de saúde pública no Brasil e determina que o Estado crie políticas eficazes de prevenção e tratamento. O texto prevê ainda que o SUS garanta acesso integral e equitativo ao tratamento medicamentoso para pacientes que atendam aos critérios clínicos, com acompanhamento por equipes multiprofissionais.

A senadora afirma que a obesidade tem crescido de forma contínua no Brasil e já atinge cerca de um terço da população adulta. Dados citados indicam prevalência superior a 24% em 2023, com projeções de chegar a cerca de 30% até 2030.

O texto também aponta que o excesso de peso afeta mais da metade da população adulta — estimativas chegam a cerca de 60% — e está associado ao aumento de doenças como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e alguns tipos de câncer. "São razões legítimas que justificam a necessidade de intervenção pública imediata", conclui a senadora.

Sobre o medicamento

O Mounjaro (tirzepatida) é um medicamento injetável aprovado recentemente pela Anvisa para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Ele auxilia no controle glicêmico e na perda de peso em pacientes.

Tramitação

O projeto ainda será analisado pelas comissões temáticas do Senado antes de seguir para votação em Plenário. Caso aprovado, também precisará passar pela Câmara dos Deputados.

06 fevereiro 2026

Procurador de São Luís é relacionado a negócios de Daniel Vorcaro, do Master


Documentos obtidos pela jornalista Camila Bomfim, da GloboNews, indicam que o procurador do município de São Luís, Daniel Leite, teria sido utilizado em uma complexa rede financeira para viabilizar a compra pulverizada de ações do Banco de Brasília (BRB), em operações atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Segundo a apuração, publicada nesta sexta-feira (6), fundos e pessoas ligadas a Vorcaro adquiriram cerca de 12% das ações do BRB por meio de transações consideradas atípicas e de difícil rastreamento, o que levou a Polícia Federal a abrir inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta e possíveis operações circulares.

A mesma estratégia teria sido utilizada em outras transações envolvendo o advogado de Vorcaro, Daniel Monteiro, e fundos como Delta, Borneo, Celeno e Albali, além da empresa Titan, compondo uma engrenagem financeira destinada a ocultar a real titularidade das ações e dificultar o rastreio dos recursos utilizados.

As operações foram comunicadas ao Banco Central em abril de 2025, um mês após o anúncio da intenção do BRB de adquirir 58% do Banco Master, o que reforçou as suspeitas da PF sobre uma tentativa de Vorcaro manter influência no banco comprador, mesmo após a venda de sua instituição.

Além de procurador do Município de São Luís, Daniel Leite é professor universitário e sócio em um escritório de advocacia que leva seu nome na capital maranhense.

TRT decide por multas e bloqueios de empresas de ônibus em São Luís


O vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região, desembargador Gerson de Oliveira, reagiu ao descumprimento da decisão judicial que colocou fim na greve do transporte público na Grande Ilha.

Nesta sexta-feira (06), ao contrário do que foi decidido, apenas os ônibus semiurbanos estavam circulando, sendo que os ônibus urbanos (São Luís) ficaram nas garagens.

Diante do cenário, o desembargador Gerson de Oliveira decidiu impor multa de R$ 500 mil a cada 24h em caso de descumprimento da decisão. Já que o TRT foi informado que os rodoviários encontraram os portões fechados das garagens nas empresas que circulam na área urbana.

“Não estamos mais em fase de conciliação, estamos em fase de descumprimento de acordo. Eu garanto à população que as medidas estão sendo tomadas, são medidas amargas, duras, que precisam ser tomadas”, afirmou o desembargador em entrevista a uma emissora de rádio.

É aguardar e conferir, afinal se a decisão seguir sendo descumprida, não fica descartada outras sanções, até mesmo pedidos de prisões.