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09 setembro 2026

Gerp: Flávio tem 47% das intenções de voto no 2º turno; Lula, 40%




Divulgada nesta quarta-feira (9), a pesquisa eleitoral do instituto Gerp aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para as eleições de 2026.

O parlamentar aparece com 47% das intenções de voto contra 40% do petista. A diferença de sete pontos supera a margem de erro, que é de dois pontos percentuais. Os eleitores que declaram voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os indecisos que não sabem ou não responderam representam 3%.

A distância entre os dois candidatos na pesquisa divulgada nesta quarta-feira é a maior desde junho, quando Flávio e Lula estavam separados por seis pontos percentuais –45% e 39%, respectivamente.



Cenário de primeiro turno

A pesquisa também simulou um cenário de primeiro turno. Na estimulada – quando os nomes são apresentados -, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem em empate técnico. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem 42% contra 39% do presidente.

Na sequência, aparecem os seguintes candidatos:

Augusto Cury (Avante): 7%;
Ronaldo Caiado (PSD): 5%;
Renan Santos (Missão): 4%;
Pablo Marçal (PRTB): 2%;
Romeu Zema (Novo): 1%.

A pesquisa Gerp foi realizada entre os dias 3 e 8 de setembro, com 2.400 entrevistas em todo o país. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00251/2026.

31 agosto 2026

BTG/Nexus: Lula empata com Flávio Bolsonaro; Augusto Cury já é terceiro




O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) registrou forte crescimento na disputa pela Presidência da República e alcançou a terceira colocação, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31). O candidato passou de 2% para 11% das intenções de voto em uma semana.

As entrevistas foram realizadas entre sexta-feira (28) e domingo (30), após a participação de Cury na sabatina da TV Globo. O escritor também ganhou seguidores nas redes sociais depois do primeiro debate presidencial, promovido por Estadão e Band em 23 de agosto.

Apesar do avanço de Cury, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece na liderança do cenário de primeiro turno, com 39%. Na pesquisa anterior, divulgada em 24 de agosto, o petista aparecia com 41%. A variação está dentro da margem de erro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) ocupa a segunda colocação, com 33%, após registrar 37% na rodada anterior. Com isso, a vantagem de Lula sobre o candidato do PL aumentou de quatro para seis pontos percentuais.

Na sequência aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; o ativista Renan Santos (Missão), com 3%; e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 1%. Brancos e nulos somam 3%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam ou não responderam.

Em outro cenário de primeiro turno, o coach Pablo Marçal, declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, registra 3% das intenções de voto.

Na simulação de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro continuam tecnicamente empatados. O presidente aparece com 46%, contra 45% do senador, repetindo o resultado da pesquisa anterior. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheriam nenhum dos dois representam 8%, enquanto 1% não soube responder.

A Nexus entrevistou 2.005 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08900/2026.

23 agosto 2026

Renan usa fraldas geriátricas para ironizar ausência de Flávio e Lula em debate: 'dois fracassados'



O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) criticou neste domingo (23) a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) em entrevista coletiva antes do debate da TV Band, em São Paulo. Ao chegar ao evento, Renan levou duas fraldas geriátricas, uma com o nome de Lula e outra com o de Flávio, ambas escritas em vermelho, e usou o gesto para ironizar a decisão dos dois de não participar do encontro.

Em seguida, ao mostrar as fraldas, disse que os dois ausentes seriam “dois fracassados, dois criminosos, que fazem negócios com crime organizado”, acrescentando que a situação envolveria questões “que vão desde o Rio de Janeiro até o Banco Master”.
O candidato afirmou ainda que gostaria que Lula e Flávio estivessem presentes. “Eu queria que eles tivessem aqui, seria bem mais legal se eles estivessem aqui”, disse.

Renan também ironizou a ausência do candidato do Novo, Romeu Zema, que anunciou neste domingo que não participaria do debate. “Eu não lembrava que ele vinha ao debate”, afirmou.

Questionado sobre a candidatura de Pablo Marçal (PRTB) e sobre a possibilidade de o registro do influenciador ser aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Renan afirmou que Marçal foi colocado na disputa por Flávio Bolsonaro. “Marçal é só cara que o Flávio colocou para fazer barulho, e não lembrarem que ele está envolvido em corrupção”, disse.

Renan ainda criticou a ausência dos adversários ao defender que o debate eleitoral deveria ser centrado na apresentação de propostas. “Debate não é ter os puxa-sacos ao seu redor, debate é trazer as propostas”, afirmou.

05 agosto 2026

Quaest: vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro cai para cinco pontos




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% do senador Flávio Bolsonaro (PL), em um eventual segundo turno da eleição presidencial. Os números são da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5).

Em relação ao levantamento de 26 de julho, a vantagem de Lula sobre Flávio caiu de oito para cinco pontos percentuais. O presidente oscilou de 45% para 44%, enquanto o senador avançou de 37% para 39%. Os eleitores que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer somam 13%, e 4% estão indecisos.




No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 39%, ante 30% de Flávio Bolsonaro. Na rodada anterior, o petista tinha 40% e o parlamentar, 28%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 4% cada, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 2%.

Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Leonardo Avalanche (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Os indecisos representam 10%, enquanto 8% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam.

A Quaest também testou Lula contra outros possíveis adversários no segundo turno. Contra Romeu Zema, o presidente venceria por 46% a 34%. Em uma disputa com Ronaldo Caiado, o resultado seria de 45% a 37%. Diante de Renan Santos, Lula teria 45%, contra 35% do candidato do Missão.

A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026.

15 julho 2026

Quaest: vantagem de Lula é 8% para Flávio Bolsonaro num 2º Turno



Nesta quarta-feira (15), tivemos a divulgação de mais uma pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026.

No novo levantamento, o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem uma vantagem de 8% para o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 14%, e indecisos, 4%.

Vale ressaltar que a vantagem do petista, que era de seis pontos em junho, oscilou para cima dentro da margem de erro. No mês passado, Lula tinha 44% contra 38% de Flávio. Veja os números no gráfico acima.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores, entre os dias 10 a 13 de julho. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

30 junho 2026

Michelle Bolsonaro ameaça abandonar a política e reunião com Valdemar deve definir futuro da ex-primeira-dama na campanha de Flávio




Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto se encontram hoje para tentar uma solução apaziguadora que baixe a temperatura das desavenças entre a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro.

O clima, entretanto, é ruim. Michelle chegou a dizer ontem a Valdemar, numa conversa telefônica, que não quer mais saber de política, só quer “cuidar da família”. Ou seja, ela está ameaçando desistir de sua candidatura ao Senado no Distrito Federal.

Assim, é igual a zero a chance de Michelle participar na quarta-feira do evento da campanha de Flávio voltado para mulheres. Esse era o desejo de assessores de campanha do Zero Um. Seria uma forma de mostrar que o episódio do vídeo estaria superado.

Na semana passada, Valdemar classificou a briga pública entre madrasta e enteado de “muito grave” e vaticinou:

— Se nós não nos entendermos, vamos perder a eleição e quem vai pagar é o Bolsonaro.

Nos bastidores, integrantes do partido afirmam que um dos principais temas da conversa será justamente a participação de Michelle na reunião organizada por Flávio com lideranças femininas conservadoras. O encontro foi idealizado pelo senador para discutir propostas voltadas ao eleitorado feminino, segmento em que pesquisas apontam maior dificuldade para sua candidatura e no qual aliados consideram a ex-primeira-dama um dos principais ativos do bolsonarismo.

Até agora, porém, não há confirmação de que Michelle participará da agenda. Segundo interlocutores, a decisão depende do resultado da conversa desta terça-feira com Valdemar.

No partido, a avaliação é que o encontro desta terça-feira representa a melhor oportunidade para encerrar o episódio antes do início das convenções partidárias. Caso Michelle aceite participar da reunião organizada por Flávio com mulheres conservadoras, o gesto será interpretado internamente como um sinal de reaproximação e poderá marcar a retomada de sua participação na campanha presidencial do senador. Caso contrário, aliados admitem que a crise tende a permanecer aberta justamente em um dos segmentos considerados mais estratégicos para a eleição de 2026.

O encontro ocorre dias depois de Michelle divulgar um vídeo de 26 minutos em que expôs divergências com Flávio, afirmou ter sido alvo de ataques “coordenados” dos enteados e criticou a condução de decisões políticas do partido, especialmente em relação à disputa por uma vaga ao Senado no Ceará.

A movimentação de Valdemar ocorre depois de o dirigente antecipar o retorno das férias nos Estados Unidos para assumir pessoalmente a condução da crise. No último sábado, durante evento do PL em Goiás, ele fez um discurso em defesa da candidatura presidencial de Flávio e procurou afastar especulações sobre uma eventual troca de candidato.

— Flávio Bolsonaro foi escolhido pelo presidente Bolsonaro. Bolsonaro sempre fez a melhor escolha. Se escolheu Flávio, era porque era o melhor para o Brasil — afirmou.

Na ocasião, Valdemar evitou comentar diretamente os vídeos divulgados por Michelle e, ao ser questionado por jornalistas, disse que havia sido “proibido” por Jair Bolsonaro de falar sobre o assunto. (O Globo)

26 junho 2026

Flávio Bolsonaro tenta abafar crise com Michelle: “Meu coração está aberto"”




O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, voltou a tentar diminuir o desgaste provocado pelas críticas públicas feitas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (25), o parlamentar reiterou o convite para que ela participe de um encontro da pré-campanha do Partido Liberal (PL) voltado ao público feminino. As informações são do jornal O Globo.

A iniciativa ocorre após Michelle divulgar vídeos nas redes sociais criticando Flávio e afirmando ter sido “maltratada e desrespeitada” pelo senador. A divergência expôs um conflito interno no PL envolvendo a definição de alianças para as eleições no Ceará.

Na gravação, Flávio afirmou que a reunião prevista para a próxima quarta-feira será mantida e terá como objetivo discutir propostas destinadas às mulheres brasileiras. “A reunião na próxima quarta-feira está mantida para tratar justamente das soluções que a gente vai propor para as mulheres de todo o Brasil, que acordam cedo, trabalham, estudam e cuidam das famílias”, declarou.

Em seguida, o senador voltou a fazer um apelo público para que Michelle participe do encontro. “De coração aberto, quero reforçar o convite que eu já tinha feito para a Michelle. Justamente porque eu acredito que o diálogo, o respeito e a união vão ser sempre o melhor caminho. O convite segue de pé e o coração segue aberto, Michelle, porque a gente tem que focar no nosso Brasil, resgatar nosso país e sozinho é muito mais difícil”, afirmou.

Na quarta-feira (24), Flávio havia adotado um discurso mais crítico ao comentar a ausência de resposta ao convite, afirmando que fez um “gesto de reciprocidade que Michelle não atendeu”. Segundo ele, a proposta para o encontro foi articulada junto à senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que ficaria responsável por reunir lideranças femininas conservadoras e convidar a ex-primeira-dama.

No novo vídeo, porém, o senador reduziu o tom das cobranças e afirmou compreender a posição de Michelle diante do momento vivido pela família Bolsonaro. “Toda a nossa família está passando por um momento muito difícil. Eu entendo a angústia da Michelle vendo meu pai todos os dias sofrendo com uma injustiça gigantesca. Eu também sofro muito, mas eu sigo firme”, afirmou.

Durante a manifestação, Flávio também declarou que suas decisões políticas seguem orientação de Jair Bolsonaro. “Eu estou cumprindo uma missão designada por Jair Messias Bolsonaro. Todas as minhas decisões são tomadas sempre com o respaldo dele. O Brasil se livrar do Lula e do PT, a gente tem que ter o foco nisso”, declarou.

A crise entre Flávio e Michelle teve origem na disputa sobre o posicionamento do PL no Ceará. Enquanto o senador e parte da direção nacional do partido defendem o apoio ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo estadual, Michelle se posiciona contra essa articulação.

26 maio 2026

Flávio Bolsonaro embarca para os EUA à espera de encontro com Trump nesta terça


O senador e pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), embarcou para os Estados Unidos na noite deste domingo (24), à espera de um encontro com o presidente Donald Trump.

Segundo apurou a CNN, a previsão é que um encontro com os dois aconteça na terça-feira (26). Ainda não há registro oficial sobre a reunião por parte da Casa Branca.

Um dos objetivos do encontro é tentar recuperar o fôlego na corrida presidencial após a crise desencadeada pela revelação dos contatos com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O convite para a reunião na Casa Branca, de acordo com integrantes da pré-campanha, chegou na semana passada por e-mail.

A conversa do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com Trump já vinha sendo articulada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que mantém contato com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos.

A reunião com Trump já era considerada essencial para o time de Flávio após a longa visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de mais de três horas, à Casa Branca. (CNN.)

13 maio 2026

Quaest: Lula retoma liderança com 42% das intenções de voto


Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de outubro. Lula voltou a aparecer numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio Bolsonaro.

Na pesquisa anterior, divulgada em abril, Flávio aparecia numericamente na liderança. Em março, os dois registravam 41% cada. Em dezembro, Lula tinha vantagem de dez pontos, que caiu para sete em janeiro e cinco em fevereiro.

Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, este é o terceiro mês consecutivo de empate técnico entre os dois nomes. Para ele, as oscilações seguem dentro da margem de erro, indicando um cenário competitivo.

Entre os eleitores independentes — aqueles que não se identificam nem com a direita nem com a esquerda —, 35% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois em um eventual segundo turno. Outros 31% escolheriam Flávio Bolsonaro e 29% votariam em Lula. Esse grupo representa 32% do eleitorado e pode ser decisivo na disputa.

Felipe Nunes avaliou que houve uma oscilação marginal favorável a Lula entre os independentes, interrompendo uma tendência negativa observada desde janeiro.


Cenário Lula x Flávio Bolsonaro

* Lula: 42% (40% em abril e 41% em março);

* Flávio Bolsonaro: 41% (42% em abril e 41% em março);

* Indecisos: 3%;

* Branco/nulo/não vai votar: 14%.

Cenário de primeiro turno

No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%.

Felipe Nunes avaliou que houve uma oscilação marginal favorável a Lula entre os independentes, interrompendo uma tendência negativa observada desde janeiro.

Na sequência aparecem:

* Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
* Romeu Zema (Novo): 4%;
* Renan Santos (Missão): 2%.


Outros candidatos somam 1% ou menos. Os indecisos representam 5%, enquanto 10% disseram que pretendem votar em branco, nulo ou não votar.

Segundo a Quaest, 63% dos entrevistados afirmaram que já têm decisão definitiva de voto. Outros 37% disseram que ainda podem mudar de escolha.

Avaliação do governo Lula

A pesquisa também apontou melhora nos índices de avaliação do governo. A desaprovação caiu de 52% em abril para 49% em maio. Já a aprovação passou de 43% para 46%.

A avaliação negativa do governo oscilou de 42% para 39%, enquanto a avaliação positiva subiu de 31% para 34%. Outros 25% classificam a gestão como regular.

De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados dizem ter visto mais notícias negativas sobre o governo, índice menor que o registrado em abril, quando era de 48%. Já o percentual dos que enxergam mais notícias positivas subiu de 23% para 32%.

Nas últimas semanas, o governo anunciou medidas com impacto direto no cenário político e econômico, como uma nova edição do programa Desenrola, voltado para renegociação de dívidas, além da revogação da chamada “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais de até US$ 50.

A Quaest também perguntou sobre o Desenrola 2.0. Para 50% dos entrevistados, o programa é uma boa iniciativa para ajudar famílias endividadas. Outros 48% acreditam que a medida ajudará muito quem está no vermelho.

Sobre a visita de Lula ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 43% disseram que o presidente brasileiro saiu politicamente mais forte após o encontro.

Outros cenários de segundo turno

Nos demais cenários testados pela Quaest, Lula aparece à frente dos adversários.

Lula x Romeu Zema

* Lula: 44%;
* Romeu Zema: 37%.

Lula x Ronaldo Caiado

* Lula: 44%;
* Ronaldo Caiado: 35%.

Lula x Renan Santos

* Lula: 45%;
* Renan Santos: 28%.

Medo eleitoral divide eleitores

A pesquisa também investigou qual cenário político causa mais preocupação nos brasileiros. Para 44% dos entrevistados, o maior receio é a volta da família Bolsonaro ao poder. Já 42% afirmaram ter mais medo da reeleição de Lula. Outros 7% disseram temer ambos os cenários.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

12 abril 2026

Flávio diz que Bolsonaro e todos os ‘perseguidos’ subirão com ele a rampa do Planalto


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que, se vencer as eleições neste ano, o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai “subir a rampa” do Palácio do Planalto, em janeiro de 2027, com “todas as pessoas perseguidas”.

A declaração ocorreu neste sábado (11), em entrevista a jornalistas em Porto Alegre (RS). “Se Deus permitir, nós vamos vencer essa eleição no 1º turno. Há projetos tramitando no Congresso Nacional. Não é uma anistia, mas é zerar o jogo de verdade, para fazer justiça não só ao presidente Bolsonaro, mas à Débora do Batom”, afirmou Flávio, mencionando Débora Rodrigues dos Santos. A cabeleireira foi condenada a 14 anos de prisão pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

“O Congresso entende isso, só que uma parte dele ainda tem um certo medo de votar um projeto como esse. Porque claramente não é inconstitucional. A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional”, ressaltou.

Flávio também disse acreditar que, após as eleições de outubro, o Congresso vai aprovar a anistia aos condenados pelos atos golpistas. “É por isso que eu falo: não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”, reiterou.

Flávio está na capital gaúcha por ocasião do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Zucco (PL-RS) ao governo estadual. Mais cedo, ele participou de um café da manhã com mulheres e disse que o PT vai ser “irrelevante” a partir do ano que vem.

Além de apoiar Zucco, o parlamentar também endossa as pré-candidaturas dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Sanderson (PL-RS) para o Senado.

08 abril 2026

Os números da nova pesquisa Meio/Ideia para a Presidência


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 40,4% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 37%, segundo pesquisa Meio/Ideia publicada nesta quarta-feira, 8. O resultado significa que os dois estão empatados tecnicamente. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.

Os dados são relativos ao cenário estimulado de primeiro turno, mas o empate técnico se repete no segundo turno: Flávio, com 45,8%, ultrapassa numericamente Lula, que tem 45,5%.

O levantamento aponta também para uma disputa estabilizada neste momento. Na rodada anterior, em março, Lula tinha 40,3% e Flávio, 35%, no primeiro turno – ambos oscilaram dentro da margem.

No segundo pelotão, três nomes estão empatados tecnicamente. Ronaldo Caiado (PSD) tem 6,5% e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), registraram 3% das intenções de voto cada.

Indecisos são 8,5% e brancos e nulos, 1%. Aldo Rebelo (DC) tem 0,6%.

A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 3 e 7 de abril. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00605/2026-BRASIL.

Segundo turno

Empate técnico com Flávio à parte, Lula ganha de todos os outros demais candidatos no segundo turno. Ele tem seis pontos percentuais de vantagem contra Caiado (45% a 39%) e contra Zema (44,7% a 38,7%).

A margem sobe para 18,6 pontos contra Renan Santos, a quem Lula venceria por 45% a 26,4%.

Decisão de voto

A Meio/Ideia detectou que os eleitores se tornaram mais indecisos na hora de definir em quem votar. Em janeiro, primeira rodada do levantamento, 64,5% diziam que estavam decididos e 35,5% respondiam que ainda poderiam mudar de voto.

Agora, os decididos caíram para 48,6%, enquanto os que declaram que ainda podem mudar subiram para 51,4%.

Avaliação de governo

A pesquisa também aponta que a avaliação do governo estabilizou, ou seja, variou apenas dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Questionados sobre o conceito que davam para o governo, 10,7% responderam “ótimo” (eram 12% no mês passado); 21,5% escolheram “bom” (eram 22,6%); “regular” foi a escolha de 19% (18,3%); “ruim” registrou 15% (16,3%) e “péssimo”, 31,4% (29%).

O levantamento também perguntou qual é a maior ameaça à democracia brasileira: a mais citada, com 42,5%, foi a concentração de poder no Judiciário, seguida da corrupção na classe política, com 16,5%.

A maior parcela dos entrevistados, 41%, se declararam contra qualquer tipo de anistia, enquanto 32% são favoráveis à medida inclusive para Jair Bolsonaro (PL) e os militares. Outros 21% são a favor da anistia somente para os manifestantes e não os líderes do 8 de Janeiro. Não so

30 março 2026

Flávio Bolsonaro tem 45,2% contra 44,1% de Lula no 2º turno, diz pesquisa


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm empate técnico nos cenários de 1º e 2º turnos, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisa nesta segunda-feira (30/3).

No cenário de 1º turno, Lula aparece com 41,3% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 37,8%, configurando um empate técnico, já que a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ficaria com 3,6% dos votos, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 3%. Veja:


Flávio aparece numericamente à frente de Lula no cenário de 2º turno, em um confronto direto com Lula. De acordo com o levantamento, Flávio tem 45,2%, e Lula,, 44,1%. Contando com a margem de erro de 2,2 pontos, o dois teriam um empate técnico neste cenário. Veja:


No comparativo entre os dois pré-candidatos, Lula apresentou aumento de 0,3% nas intenções de voto, no comparativo com levantamento divulgado pelo mesmo instituto em fevereiro de 2026. O petista subiu de 43,8% para 44,1%.

Já o senador Flávio Bolsonaro cresceu 0,8%, passando de 44,4% para 45,2% na mesma comparação.

Para o levantamento, foram entrevistados 2.080 eleitores entre 25 e 28 de março, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%

25 março 2026

Atlas/Bloomberg: Flávio Bolsonaro lidera 2º turno contra Lula, dentro da margem de erro


Nova sondagem Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (25), aponta um cenário de polarização acirrada para a sucessão presidencial. No principal recorte, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 47,6% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 46,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Considerando a margem de erro de um ponto percentual, os dois candidatos estão em situação de empate técnico. O grupo de indecisos, brancos e nulos soma 5,8%. Em comparação ao levantamento de fevereiro, Flávio cresceu 1,3 ponto, enquanto Lula oscilou 0,4 ponto para cima.

A pesquisa também testou o atual presidente contra outros nomes da direita e centro-direita. Confira os resultados:

A Atlas/Bloomberg simulou ainda embates com figuras que, por razões políticas ou jurídicas, não estão formalmente no páreo:Tarcísio de Freitas (Republicanos): 

- O governador de São Paulo venceria numericamente com 47,2% contra 46,3% de Lula.

- Michelle Bolsonaro (PL): A ex-primeira-dama aparece com 47%, enquanto o petista tem 46,8%. 

- Jair Bolsonaro (PL): Mesmo inelegível, o ex-presidente teria 47,4% contra 46,6% de Lula — uma inversão do resultado de 2022, quando Lula venceu com 50,9% dos votos válidos.

A pesquisa ouviu 5.028 brasileiros via recrutamento digital aleatório entre 18 e 23 de março. O nível de confiança é de 95% e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04227/2026.

Lula lidera primeiro turno

O atual presidente lidera todos os cenários de primeiro turno testados pela pesquisa, seguido por Flávio ou Tarcísio, que já declarou apoio ao filho do ex-presidente.

No cenário hoje considerado mais provável, com Ronaldo Caiado como candidato do PSD, Lula teria 45,9%, enquanto Flávio Bolsonaro apareceria com 40,1%. Na sequência apareceriam: Renan Santos (Missão), com 4,4%; Caiado, com 3,7%; Romeu Zema (Novo), com 3,1%; e Aldo Rebelo, com 0,6%. Brancos e nulos seriam 1,9% e os que não souberam responder são 0,3%.

Se o candidato do PSD for o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Lula teria 45,5% e Flávio somaria 42,4%. Na sequência, Renan Santos teria 4,6%, Renan Santos registraria 3,7%, Eduardo Leite teria 1,2% e Aldo Rebelo ficaria com 0,8%. Neste caso, os brancos e nulos seriam 1,6% e os que não souberam responder seriam 0,3%.

Já em um cenário, em que Lula é substituído pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), Flávio Bolsonaro aparece à frente, com 40,1% das intenções de voto, contra 37,6% do petista. Na última semana, Haddad anunciou a pré-candidatura ao governo de São Paulo.

A pesquisa também questionou qual dos possíveis resultados da eleição causa mais medo aos eleitores. Para 47,4%, a maior preocupação é a reeleição de Lula, enquanto 44,5% apontam a eleição de Flávio Bolsonaro. Outros 7,4% afirmam que ambos os cenários os preocupam igualmente.

11 março 2026

Pesquisa Quaest mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro


A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.

Segundo o levantamento, os dois aparecem com 41% das intenções de voto. O resultado indica crescimento do senador em relação à pesquisa anterior, realizada em fevereiro, quando ele tinha 38%, enquanto Lula registrava 43%.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Outros cenários de segundo turno

O levantamento também testou confrontos entre Lula e outros possíveis candidatos da direita.

Nos cenários simulados, o presidente aparece à frente dos adversários:Lula 42% x 33% contra Ratinho Júnior (PSD)
Lula 44% x 34% contra Romeu Zema (Novo)
Lula 42% x 26% contra Eduardo Leite (PSD)

Os números indicam que Flávio Bolsonaro é atualmente o nome mais competitivo da direita em um eventual segundo turno contra o presidente.

Cenários de primeiro turno

Na simulação de primeiro turno, Lula aparece na liderança com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30%.

Outros nomes testados foram:Ratinho Júnior (PSD) – 7%
Romeu Zema (Novo) – 3%
Renan Santos (Missão) – 1%
Aldo Rebelo (DC) – 1%

Ainda de acordo com a pesquisa:5% dos entrevistados estão indecisos
16% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo

Intenção espontânea de voto

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula aparece com 18% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 10%.

A maioria dos entrevistados (69%) declarou estar indecisa nesse cenário.

O levantamento também mostrou que 1% mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível e não poderá disputar a eleição.

Avaliação sobre governo e economia

A pesquisa também avaliou a percepção dos eleitores sobre o governo federal.

Entre os entrevistados:59% disseram que Lula não merece continuar por mais quatro anos na Presidência
37% acreditam que ele deveria permanecer no cargo

Sobre o cenário econômico:48% afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses
26% dizem que ficou igual
24% avaliam que houve melhora

Além disso, 58% consideram que o Brasil está na direção errada, enquanto 35% avaliam que o país segue no rumo certo.

21 fevereiro 2026

Após visitar Bolsonaro, Nikolas reage a Eduardo: “Não está bem”


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), visitou neste sábado (21/2) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no 19ºBatalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília.

Após a visita, Nikolas falou com a imprensa e reagiu a recentes ataques do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), “autoexilado” nos EUA, onde atua por retaliações comerciais e políticas contra autoridades brasileiras.

Em recente declaração, o filho 03 de Bolsonaro criticou Nikolas e a madrasta, Michelle Bolsoaro (PL), que, segundo Eduardo, “estão jogando o mesmo jogo” e estão com “amnésia” em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ungido pelo pai como candidato do clã à Presidência da República.

Nikolas respondeu: “Discordo que eu tenho amnésia e que a Michelle tem amnésia. E diante das situações que estão acontecendo, nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde (…). E a prioridade é nos atacar. Então isso diz muito mais sobre eles do que a mim”.

“A Michelle viveu o calvário dela. Ela, acima de tudo, é uma esposa, ela é uma mãe que tem que cuidar de uma filha, que está vindo aqui todos os dias preparando alimento para o marido dela de 70 anos, que está preso injustamente. Então eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar”, completou.

Em entrevista ao SBT News, Eduardo Bolsonaro afirmou: “Eu, pelo menos, não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora”. O senador, no entanto, confirmou presença na manifestação convocada pelo deputado no dia 1º de março na Avenida Paulista, em São Paulo.

Para o ex-deputado, o apoio de aliados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria ser mais explícito. “Pessoas que foram eleitas ou estão debaixo do guarda-chuva de Jair Bolsonaro, se dizem seguidoras das suas ordens e determinações, deveriam ter com mais afinco e se dedicado à campanha do Flávio”, declarou.

A visita do parlamentar ocorre em momento de críticas do meio bolsonarista em relação às articulações para as eleições e polêmicas com o PL em Minas Gerais.

No dia 11 de fevereiro, Nikolas afirmou ao podcast Café com Ferri que procura evitar que candidatos “não alinhados aos seus valores” sejam eleitos pela sigla em MG.

Na entrevista, ele deixou em aberto que, caso não tenha controle da chapa no Estado, entenderia como um “convite” para deixar o PL.

A afirmação foi interpretada como um ultimato no PL mineiro. Até então, o nome de Nikolas era apontado como um possível candidato ao governo do estado, mas o parlamentar declarou que disputará um novo mandato na Câmara dos Deputados.

“Vou para a reeleição no Congresso. Agora, mais do que nunca, está provado que minha voz em âmbito nacional é muito importante. E estamos trabalhando para achar um nome para o governo de Minas”, afirmou Nikolas ao Metrópoles.

16 fevereiro 2026

NOVO diz que vai pedir inelegibilidade de Lula por desfile na Sapucaí


O Partido Novo prepara ação no Tribunal Superior Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida será protocolada após o registro oficial da candidatura do petista, que pode ser feito até 15 de agosto, conforme o calendário eleitoral.

A legenda informou que ingressará com Ação de Investigação Judicial Eleitoral sob a alegação de que o enredo da Acadêmicos de Niterói, com ataques a desafetos e adversários, configurou abuso de poder político e econômico ao utilizar recursos públicos para promover a imagem de Lula em período pré-eleitoral.

Segundo o presidente do partido, Eduardo Ribeiro, houve propaganda eleitoral antecipada custeada com dinheiro público. Ele afirmou que não se trata de debate político, mas de fato jurídico, cuja consequência prevista em lei é clara e rigorosa.

Antes de anunciar a nova ação, o Novo já havia adotado outras medidas. Na terça-feira, 10, protocolou representação no TSE acusando Lula e o PT de propaganda antecipada durante o Carnaval de 2026. No pedido, requereu multa de R$ 9,6 milhões e tutela de urgência para impedir a execução do samba-enredo no desfile do próximo ano. O caso ainda não foi analisado.

Na quinta-feira, 12, a sigla também acionou o Tribunal de Contas da União para apurar possível desvio de finalidade e uso indevido da estrutura da Presidência da República na organização do carro alegórico da escola.

15 fevereiro 2026

Prefeitos que deixam o cargo para disputar governos têm só 30% de sucesso desde 2002


Prefeitos de capitais que deixam o cargo antes do fim do mandato para disputar governos estaduais enfrentam um histórico de alto risco eleitoral no Brasil. Levantamento mostra que, desde 2002, apenas seis dos 19 gestores que adotaram essa estratégia conseguiram vencer — um índice de sucesso de cerca de 30%.

O tema volta ao centro do debate com a possibilidade de que prefeitos como Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, e João Campos, no Recife, deixem seus cargos até abril para entrar na disputa estadual.

Entre os casos recentes de maior repercussão política, também estão declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou priorizar os cuidados com o ex-presidente após fala do senador Flávio Bolsonaro sobre eventual candidatura dela ao Senado pelo DF, e a decisão judicial que determinou retratação do deputado Rogério Correia por montagem envolvendo o ex-presidente.

CASOS DE SUCESSO E EXEMPLOS EMBLEMÁTICOS

Entre os prefeitos que deixaram o cargo e conseguiram se eleger governadores, destacam-se dois nomes de São Paulo: João Doria, eleito em 2018, e José Serra, em 2006 — este último alvo de forte escrutínio por ter prometido cumprir o mandato municipal.

Outros casos bem-sucedidos incluem Wilma Faria (Rio Grande do Norte, 2002), Marcelo Déda (Sergipe, 2006) e, em 2010, Beto Richa (Paraná) e Ricardo Coutinho (Paraíba).

Já entre os insucessos figura o ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro, derrotado em 2002 na disputa pelo governo gaúcho — embora tenha conseguido vencer anos depois, em 2010.

Outro revés recente foi o de Alexandre Kalil, que deixou a prefeitura de Belo Horizonte para concorrer ao governo de Minas Gerais em 2022, mas foi derrotado pelo então governador Romeu Zema ainda no primeiro turno.

Segundo o cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV EAESP, a saída antecipada costuma ser vista pelo eleitor como quebra de compromisso, o que ajuda a explicar o alto índice de derrotas.

O PESO POLÍTICO DA DECISÃO

O episódio envolvendo Serra é frequentemente citado como símbolo desse desgaste. Durante a campanha de 2004, ele assinou compromisso de cumprir o mandato, mas deixou a prefeitura dois anos depois para disputar o governo — e venceu.

A decisão, no entanto, foi explorada posteriormente pelo então prefeito Fernando Haddad na eleição municipal de 2012.

Já João Doria repetiu o movimento: deixou a prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo estadual e venceu, mas fracassou ao tentar deixar o cargo de governador para disputar a Presidência, sem conseguir viabilizar sua candidatura nem eleger o sucessor Rodrigo Garcia.

O CENÁRIO NO RIO E EM PERNAMBUCO

No caso do Rio, a eventual candidatura de Eduardo Paes seria inédita entre prefeitos da capital. Historicamente, o único ex-prefeito da cidade que chegou ao governo estadual foi Marcello Alencar, eleito em 1994 após deixar o cargo e mudar de partido, rompendo com Leonel Brizola.

Outro caso fluminense foi o de Anthony Garotinho, então prefeito de Campos dos Goytacazes, eleito governador em 1998.

Analistas avaliam que a cobrança por abandonar o mandato tende a ser menor no caso de Paes, já que a possibilidade era considerada desde a eleição e a escolha do vice Eduardo Cavaliere foi interpretada como sinal de sucessão. A historiadora Marly Motta destaca, porém, que o maior desafio do prefeito será ampliar sua influência fora da capital.

No Pernambuco, João Campos enfrenta cenário semelhante. Ele deve lidar com a força da governadora Raquel Lyra, que pode disputar a reeleição, além do peso da máquina estadual. Como trunfo, carrega o legado familiar de Eduardo Campos e Miguel Arraes.

POSSÍVEIS NOVOS MOVIMENTOS

Outro nome cotado é o prefeito de Maceió João Henrique Caldas (JHC), que avalia deixar o cargo, embora aliados considerem improvável uma candidatura caso o ministro Renan Filho entre na disputa.

Fora das capitais, há precedentes de sucesso, como Cássio Cunha Lima, que deixou a prefeitura de Campina Grande e se elegeu governador da Paraíba.

11 fevereiro 2026

Quaest aponta que diferença de Lula e Flávio Bolsonaro cai para cinco pontos



Pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), aponta que o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria reeleito em 2º Turno, nas eleições de 2026.

No entanto, o levantamento demonstrou que atualmente o principal adversário do petista é o recém indicado como pré-candidato, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nos sete cenários de 2º Turno testados com nomes da Oposição, as vantagens de Lula variou entre cinco e 19 pontos.

Num eventual enfrentamento de Lula e Flávio Bolsonaro, o petista teria 43% contra 38% do filho do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro. Além disso, teríamos 2% de indecisos e 17% branco/nulo. O detalhe é que a diferença segue caindo, afinal era de sete pontos em janeiro e de dez pontos em dezembro.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

10 fevereiro 2026

A estratégia de Lula em tirar o Centrão de Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 2 principais motivos para querer afastar o Centrão da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. O petista, que tentará à reeleição, quer reduzir o tempo de propaganda do adversário no rádio e na televisão e sem apoio formal dos partidos, facilita a montagem de alianças nos Estados.

Ainda que a televisão e o rádio não sejam mais tão influentes, as propagandas políticas curtas, chamadas de spots, ainda têm impacto por pegar o eleitor de surpresa. Especialmente os mais pobres, que ainda assistem mais à TV aberta e ouvem mais rádio.

A neutralidade do PP e do União Brasil, juntos na federação União Progressista, seria funcional para Lula: reduziria o tempo de TV de Flávio e deixaria palanques estaduais livres, evitando uma nacionalização precoce da disputa. Especialmente no Nordeste, região onde o Centrão tem mais deputados e senadores..

Sem a formalização de apoio a um nome, o tempo de propaganda a quem um partido teria direito é dividido para os candidatos.

A estratégia de Lula, no entanto, pode ter sido prejudicada pela revelação de que o petista recebeu na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência, o presidente do PP, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

No encontro, que foi realizado em 22 de dezembro de 2025, Lula e Ciro firmaram acordos para estabelecer alguns limites sobre como cada lado vai se comportar na disputa eleitoral de 2026. A reunião era para ter sido super reservada, mas vazou para a imprensa. O efeito colateral acabou sendo uma possível aproximação do PP a Flávio, nome que até então encontrava resistência interna no partido.

Depois do vazamento da reunião de dezembro, o senador disse ao Poder360 que o apoio do PP à candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro “só depende dele [Flávio]”. Ciro quer de Flávio uma campanha menos voltada ao eleitor bolsonarista e mais foco em obter apoios no centro político. 

Ao deixar que a conversa com Ciro se tornasse pública, Lula pode ter dado um presente ao principal adversário. Ainda é cedo para saber se Flávio saberá capitalizar e se o desgaste do chefe do PP será minimizado ao longo do tempo.

Ciro procurou Lula em busca de uma saída negociada. Lula, ao expô-lo, acabou dando exatamente o motivo para ele ir embora – politicamente ferido e empurrado de volta ao colo do adversário.

09 fevereiro 2026

Real Time Big Data divulga pesquisa para presidente da República; veja os números


presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026 em diferentes cenários simulados pela nova pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (9). O estudo também indica o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário do petista nas projeções estimuladas, com ampla vantagem sobre os demais nomes testados.

No primeiro cenário apresentado pelo levantamento, Lula soma 39% das intenções de voto, mantendo uma liderança confortável. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 30%. Em seguida, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), registra 10%, ficando bem atrás dos dois primeiros colocados.

Em uma segunda simulação, o instituto substituiu Ratinho Jr. pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Nesse recorte, Lula amplia ligeiramente sua vantagem e alcança 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro sobe para 32%. Caiado aparece com 6%. Considerando a margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o governador goiano fica tecnicamente empatado com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que registra 4%.

A Real Time Big Data também testou um terceiro cenário, incluindo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). Nessa projeção, Lula mantém 40% das intenções de voto, seguido novamente por Flávio Bolsonaro, com 32%. Eduardo Leite aparece com 5%, em empate técnico com Romeu Zema (4%) e com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo, que marca 3%.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do país, entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevistas presenciais. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06428/2026.