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29 setembro 2026

O Globo diz que ‘Dino faz uso político da Justiça’




O jornal O Globo criticou, em editorial, a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em questões relacionadas às eleições de 2026 e afirmou que decisões recentes da Corte evidenciam uma preocupante politização do Judiciário durante a campanha presidencial. O texto aponta especialmente para a interferência do Supremo em decisões tomadas pela Justiça Eleitoral.

O principal episódio citado pelo jornal envolve a controvérsia sobre publicações que associaram o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação foi negada pelo candidato, que acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro André Mendonça determinou a retirada de conteúdos que apresentavam a afirmação como verdadeira.

Posteriormente, o ator e humorista Antonio Tabet levou a questão ao STF. O ministro Flávio Dino derrubou a determinação de Mendonça e autorizou o restabelecimento de publicações, sob o argumento de proteção à liberdade de expressão. A decisão acabou sendo submetida por Dino ao plenário do Supremo.

Para O Globo, entretanto, a controvérsia deveria ter permanecido inicialmente no âmbito da própria Justiça Eleitoral. O editorial considera que o recurso adequado contra a decisão individual de Mendonça seria uma análise pelo plenário do TSE e critica o mecanismo processual utilizado para levar o assunto ao Supremo.

“Desconsiderando os fatos, a legislação e toda a jurisprudência, Dino argumentou que a determinação de Mendonça violava as liberdades de expressão e religiosa. Mais chocante foi o atropelo ao TSE. Também chamou a atenção o mecanismo jurídico esdrúxulo. Dino analisou o requerimento de Tabet num processo sem conexão com a disputa presidencial. Submeteu ontem a decisão ao plenário do Supremo, no contexto de uma discussão sobre ‘censura em massa’. Mas isso em nada diminui a gravidade da intromissão”, afirma o jornal. Reportagens sobre o caso registram que o processo utilizado pelo ministro tratava inicialmente de publicações envolvendo o ex-deputado Deltan Dallagnol.

O editorial reconhece, por outro lado, que a decisão de Mendonça também poderia ser considerada excessivamente abrangente, sobretudo pelo volume de conteúdos atingidos. “Mesmo que a decisão de Mendonça pudesse ter sido exagerada — mais de mil posts foram removidos com base em critérios obscuros —, o caminho para revê-la era o plenário do TSE”, diz o texto.

O Globo também critica a reação da campanha de Flávio Bolsonaro, que recorreu ao ministro Luiz Fux para tentar restabelecer a suspensão das publicações. O jornal classificou a iniciativa como “outro disparate”, por entender que reproduziu a mesma estratégia jurídica questionada no recurso apresentado por Tabet. Fux acabou suspendendo a decisão de Dino e restabelecendo os efeitos das determinações de Mendonça.

Outro ponto destacado pelo editorial é a reação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Ele pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a adoção de um mecanismo para evitar que requerimentos de natureza eleitoral sejam direcionados automaticamente a processos em tramitação no Supremo. Nunes Marques afirmou que a sobreposição entre as Cortes pode provocar “erosão democrática, mediante o progressivo enfraquecimento das instituições incumbidas de assegurar a integridade do pleito”.

Na avaliação editorial de O Globo, os episódios aprofundam o desgaste institucional às vésperas do primeiro turno. O jornal afirma que ministros da Suprema Corte acabaram envolvidos em um “Fla-Flu eleitoral sem cabimento” e sustenta que “a erosão da credibilidade da Justiça já é a pior novidade das eleições de 2026”.

Ao concluir, o editorial defende que integrantes dos tribunais mantenham distância das disputas político-eleitorais. “Juízes movidos por qualquer outra motivação que não o cumprimento da lei contaminam a própria isenção e acabam ferindo a ideia de Estado de Direito”, afirma O Globo, que encerra classificando esse comportamento como “uma irresponsabilidade com as instituições”.

04 setembro 2026

“STF é maior do que qualquer um que o integra”, diz Dino diante de crise


O ministro Flávio Dino se manifestou em suas redes sociais nesta sexta-feira (4) e afirmou que o Supremo Tribunal Federal precisa enfrentar seus problemas com respeito aos procedimentos e ao devido processo legal. A manifestação surge diante de mais uma crise de imagem da Suprema Corte brasileira, desta vez envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça, a Polícia Federal e o caso Banco Master.

Sem citar diretamente os ministros envolvidos, Dino declarou que “o STF é maior do que qualquer um que o integra” e acrescentou que a “lealdade institucional exige enfrentar os problemas reais, com o devido processo legal e no tempo certo”.

Dino defendeu diálogo, ponderação, julgamento racional e respeito aos procedimentos. Também afirmou que ignorar a crise seria um sinal de autossuficiência e alertou para o risco de o sistema jurídico ser utilizado por forças partidárias, governos estrangeiros ou organizações criminosas.

O presidente do STF, Edson Fachin, concedeu cinco dias úteis para que os dois ministros, a PGR e a direção da PF apresentem esclarecimentos. O prazo se encerra na próxima sexta-feira (11).

01 setembro 2026

Brandão recorre contra decisão de Toffoli sobre inquérito aberto por Dino




O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Dias Toffoli que negou seguimento à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 1.351. No agravo interno, protocolado na segunda-feira (31), a defesa pede que Toffoli reconsidere a decisão ou submeta o recurso ao colegiado da Corte.

A ADPF questiona a investigação aberta a partir de decisão do ministro Flávio Dino. Segundo a defesa, Dino determinou, de ofício, a extração de documentos da ADI nº 7.780 e seu encaminhamento à Polícia Federal para a abertura de inquérito sobre fatos atribuídos a Brandão, mantendo o caso sob supervisão do STF. Os advogados sustentam que, por ser governador, Brandão possui foro no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Toffoli negou seguimento à ação em 20 de agosto. A decisão apontou três obstáculos: insuficiência de pertinência temática, descumprimento do requisito da subsidiariedade da ADPF e predominância de interesse subjetivo e concreto do governador. A defesa contesta os três fundamentos.

Um dos principais argumentos apresentados no recurso é que a Procuradoria-Geral da República (PGR) teria defendido o envio das investigações ao STJ. A defesa cita decisão de junho deste ano na PET nº 15.437 na qual consta que os autos foram enviados à PGR, que “se manifestou pelo declínio da competência ao Superior Tribunal de Justiça”. Para os advogados, a informação demonstra que a discussão sobre o foro competente não é uma tese exclusiva de Brandão.

O recurso também afirma que a PGR não teria referendado medidas requeridas pela Polícia Federal contra outros investigados, entre elas quebras de sigilo, buscas e apreensões, prisão preventiva e afastamento de cargo público.

Afastamento do presidente do TCE-MA

Outro ponto utilizado para contestar a decisão de Toffoli é o afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). Segundo o agravo, a medida foi determinada em 17 de agosto em procedimento apontado como conexo à investigação envolvendo Brandão.

A defesa argumenta que o caso demonstra que os efeitos das investigações não atingem exclusivamente o governador, uma vez que o presidente do TCE-MA também possui foro por prerrogativa de função perante o STJ. O recurso menciona ainda medidas cautelares adotadas contra outros investigados.

Os advogados sustentam, ainda, que um aditamento apresentado à ADPF em 17 de agosto, três dias antes da decisão de Toffoli, não teria sido analisado. O documento comunicava fatos novos relacionados às investigações, incluindo a manifestação da PGR sobre a competência do STJ.

Ofício da PF é chamado de “ingerência”

O agravo apresenta ainda como fato novo um ofício enviado pela Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores da Polícia Federal diretamente a Brandão, no Palácio dos Leões.

Segundo o recurso, a PF estabeleceu prazo de cinco dias para o envio de cópias de procedimentos da Polícia Civil do Maranhão, além de processos e documentos mencionados em uma reportagem jornalística.

A defesa considera que, apesar de o documento utilizar o termo “solicitação”, a fixação de prazo caracterizaria uma requisição. Os advogados alegam que a PF não poderia exigir diretamente do governador documentos da administração e da polícia judiciária estaduais sem requisição do Ministério Público ou determinação judicial.

No recurso, a iniciativa é classificada como uma “ingerência” de órgão federal sobre a estrutura administrativa de um estado. A defesa sustenta que a medida viola a autonomia estadual e o pacto federativo.

Os advogados também destacam que parte dos documentos solicitados pela PF foi delimitada a partir de uma reportagem jornalística, inclusive com referência a uma relação manuscrita reproduzida na publicação. Para a defesa, a imprensa teria sido utilizada como “fonte e roteiro” da diligência.

Brandão pede, ao final, que o agravo seja acolhido para permitir o processamento da ADPF e a análise do pedido cautelar. A intenção é obter do Supremo uma definição sobre os limites das investigações envolvendo governadores e, especificamente, sobre a tese de que procedimentos criminais contra chefes de Executivos estaduais, quando não houver hipótese de competência do STF, devem tramitar sob supervisão do STJ.

15 agosto 2026

Brandão reage a ações relatadas por Dino e fala em perseguição



O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), manifestou-se nesta sexta-feira (14) após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de ações relacionadas à sua família e ao chamado caso Tech Office. Pelas redes sociais, Brandão classificou as acusações como falsas, denunciou uma perseguição e afirmou que deveria haver impedimento para o julgamento de quem é tratado como adversário.

“Falsas acusações não cabem a quem não tem culpa. Vê-se a reedição do roteiro de um assassinato e muitas outras inverdades sendo propagadas contra mim”, declarou o governador.

Brandão afirmou ainda que a suposta perseguição teria começado em 2024, depois de ele rejeitar o que chamou de “propostas indecorosas”. O governador, entretanto, não detalhou quais teriam sido essas propostas nem identificou os responsáveis por elas.

“Não há sigilo nesses perseguidores para inventarem tantos absurdos, mas devia haver impedimento de julgar quem é tratado como adversário. Tenho confiança de que a verdade prevalecerá”, completou.

A manifestação ocorreu após Dino tornar públicas 123 páginas de processos envolvendo investigações sobre o assassinato do empresário João Bosco, no chamado caso Tech Office, suspeitas relacionadas ao presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), Daniel Brandão, e a quebra do sigilo telefônico do senador Weverton Rocha (PDT).

24 junho 2026

Roberto Rocha se interna horas antes da audiência com Flávio Dino



Com a pressão arterial descontrolada, Roberto Rocha precisou ser internado horas antes do interrogatório marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal movida pelo ministro Flávio Dino. O episódio ocorre no mesmo dia em que o ex-senador seria ouvido pela Corte e após a Procuradoria-Geral da República (PGR) defender a rejeição do recurso apresentado por sua defesa.

O documento médico, datado de 23 de junho de 2026, informa que Roberto Rocha, de 60 anos, foi diagnosticado com hipertensão arterial (CID I10), condição que inviabilizou sua participação na audiência prevista no Supremo.

A audiência estava prevista para ocorrer às 14h desta terça-feira (23), por videoconferência, e faz parte da Ação Penal nº 2.843, que apura supostos crimes de calúnia e difamação atribuídos a Roberto Rocha em declarações feitas durante o período eleitoral de 2022.

Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pela rejeição do recurso apresentado por sua defesa, sustentando que não há elementos capazes de modificar as decisões já tomadas pela Primeira Turma do STF, que recebeu a queixa-crime apresentada por Dino.

No parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, a PGR também defendeu o prosseguimento regular da ação penal e afastou a possibilidade de absolvição sumária do ex-parlamentar.

O processo é acompanhado pelos advogados Carlos Sérgio de Carvalho Barros e Raul Guilherme Silva Costa, que representam Flávio Dino na ação.

Veja o boletim médico:




Entenda o caso

A disputa judicial teve origem em declarações feitas por Roberto Rocha durante a campanha eleitoral de 2022. Na ocasião, o então senador acusou Flávio Dino e integrantes de seu grupo político de exercer influência para pressionar prefeitos maranhenses.

17 junho 2026

Yglésio diz que Braide é candidato de Dino e sugere que ministro faz “chantagens”


O deputado estadual Yglésio Moyses (PRD) afirmou nesta quarta-feira (17) que Eduardo Braide (PSD) seria o verdadeiro candidato do ministro Flávio Dino ao Governo do Maranhão. Durante discurso, o parlamentar descartou que o vice-governador Felipe Camarão (PT) seria a predileção do ex-governador e apontou Braide como beneficiário das articulações atribuídas ao ministro do STF.

Yglésio também relacionou a saída de Fufuca da base governista e futuras movimentações do PL, de Josimar de Maranhãozinho, a supostas ameaças de Dino a políticos maranhenses.

“O que se repudia é o que Flávio Dino faz no Maranhão, de chantagear políticos para tentar chegar ao objetivo que tem”, declarou.

04 maio 2026

Dinistas abraçam pré-candidatura de Eduardo Braide no interior


No mesmo fim de semana em que a direção nacional do PT confirmou a pré-candidatura de Felipe Camarão ao Governo do Estado, aliados do vice-governador do Maranhão deram demonstrações de que já não estão mais tão fechados assim com o petista.

Em três ocasiões no feriadão do Dia do Trabalhador, dinistas participaram de agendas de pré-campanha com o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD)

Em Matinha, foram dois momentos: primeiro, uma reunião com a ex-prefeita Linielda do Eldo (PCdoB), aliada do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB); depois, participação em um ato que marcou o aniversário do líder político Florimar Bastos, no qual o deputado estadual Júnior Mendonça (PCdoB) fez questão de registrar a alegria de receber Braide – apesar de jurar que segue apoiando Camarão.

Já em São Domingos do Azeitão, quem apareceu todo serelepe ao lado de Eduardo Braide foi o deputado estadual Carlos Lula (PSB) – ele participaram do Azeitão Folia.

“Muito bom estar com o prefeito Júnior do Posto e com Eduardo Braide, encontrando tanta gente querida por aqui”, destacou Lula em publicação nas redes.


22 abril 2026

Lahésio diz que recebeu oferta de dinheiro para desistir da eleição


Em entrevista a uma TV web do Piauí, nesta terça-feira, o pré-candidato a governador do Maranhão, Lahésio Bonfim (Novo), afirmou ter recebido propostas financeiras para renunciar à disputa ao Palácio dos Leões e concorrer a uma vaga na Câmara Federal. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes também acusou o grupo político do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), de tentar inviabilizar sua candidatura ao governo estadual.

“Me ofereceram dinheiro para ser candidato a deputado federal (…) Eles fizeram mesmo foi humilhar”, afirmou Lahésio, que garantiu ter como provar as acusações.

O pré-candidato criticou a postura do grupo adversário, que, segundo ele, optou pelo confronto em vez do diálogo. “Eles poderiam muito bem ter chamado pro diálogo, aberto as portas, dito ‘olha, estamos te oferecendo aqui uma vaga de vice, de senador, escolham qual a chapa para nos derrotar o sistema’, mas eles não querem derrotar o sistema, eles querem se unir ao sistema”, disse.

Lahésio também interpretou a escolha da empresária Elaine dos Pneus como vice na chapa de Braide como um sinal deliberado de exclusão. “A primeira porta que eles fecharam foi a de vice, que era pra mostrar: ‘olha, nós não queremos papo, não. Nós vamos é aniquilar ele’”, afirmou.

O pré-candidato bolsonarista ainda fez referência à influência do ministro do STF Flávio Dino no campo político adversário. “Eles vão tentar de toda a forma aniquilar para ganharem sozinho, mais o dinismo, mais a turma do Dino”, concluiu Lahésio, segundo colocado na disputa ao governo estadual em 2022.

31 março 2026

Duarte Júnior dialoga com o Partido Verde e o Partido Novo em busca da reeleição para Deputado Federal


O deputado federal Duarte Júnior (sem partido) vive um momento decisivo nos bastidores da política maranhense. Após encontrar resistência em diferentes legendas e enfrentar vetos em grupos partidários estratégicos, o parlamentar passou a atuar em duas frentes para garantir uma nova filiação partidária de olho nas eleições de 2026 e, sobretudo, no projeto de disputar a Prefeitura de São Luís em 2028.

Sem espaço na federação União Progressista, barrado no MDB e também sem ambiente favorável no PSB após o rompimento com seu grupo político de origem — os chamados dinistas —, Duarte busca alternativas para manter viabilidade eleitoral e preservar protagonismo no cenário estadual.

A primeira via em análise é o PV, legenda pela qual poderia disputar uma vaga de deputado federal dentro da Federação PT-PCdoB-PV, que deverá estar alinhada ao projeto nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. No entanto, essa possibilidade enfrenta forte resistência interna. Nos bastidores, Duarte é visto como um nome indigesto por setores da federação e acumula vetos tanto no PT quanto no PCdoB, o que torna o caminho incerto e politicamente desgastante.

Diante desse quadro de insegurança, Duarte Júnior também abriu diálogo com o Partido Novo. A legenda surge como uma alternativa mais segura para uma candidatura competitiva à Câmara Federal, com a perspectiva de uma votação expressiva que possa fortalecê-lo politicamente e credenciá-lo para uma futura disputa pela Prefeitura de São Luís, em 2028.

Caso a filiação ao Novo se concretize, o movimento representará uma guinada significativa na trajetória política de Duarte Júnior. Ao longo da carreira, o deputado transitou por diferentes espectros ideológicos e partidários, acumulando passagens e alianças que vão da esquerda à direita. Embora muitos o identifiquem com pautas mais conservadoras, Duarte também esteve próximo de grupos ligados ao campo comunista e socialista, além de já ter se alinhado ao Republicanos, partido com forte influência do segmento evangélico e da Igreja Universal.

A movimentação reforça o momento de reposicionamento vivido pelo parlamentar, que tenta reconstruir pontes políticas após o distanciamento dos dinistas e encontrar uma legenda capaz de oferecer não apenas abrigo eleitoral em 2026, mas também estrutura para sustentar um projeto majoritário no futuro.

Nos bastidores, a avaliação é de que a próxima escolha partidária de Duarte Júnior poderá definir não apenas sua sobrevivência política imediata, mas também o tamanho de sua ambição para os próximos anos. 
(Com informações do Blog Diego Emir)

O SUMIÇO DE FRED CAMPOS: Prefeito de Paço do Lumiar “desaparece” de solenidade com a presença do Governador


PAÇO DO LUMIAR – O cenário político maranhense pegou fogo nesta semana, e o calor das chamas parece ter afugentado um dos aliados mais vocais do governo estadual. Após as recentes movimentações no Supremo Tribunal Federal (STF) que colocaram em xeque a permanência do governador Carlos Brandão no cargo, o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, protagonizou um “sumiço” digno de roteiro de suspense.

A Cadeira Vazia na Hemodiálise

O estopim da polêmica ocorreu durante a inauguração do novo Centro de Hemodiálise da cidade. O evento, que deveria ser um marco de gestão e parceria entre Estado e Município, contou com a presença de Brandão, mas registrou uma ausência ensurdecedora: a do próprio prefeito Fred Campos.

Nos bastidores da Praça da Família, o comentário é um só: Fred teria se “trancado em casa” para evitar a foto ao lado de um governador sob mira judicial. Para quem sempre buscou os holofotes e a proximidade com o poder, o isolamento repentino soou como uma estratégia de sobrevivência — ou, para os críticos, uma traição política em curso.

A “Lista Negra” do Prefeito?

A grande dúvida que paira sobre a política luminense é se Carlos Brandão acaba de entrar para a suposta lista de “aliados descartáveis” de Fred Campos. O histórico do prefeito é marcado por rompimentos e distanciamentos convenientes. No tabuleiro de apostas da cidade, pergunta-se agora se o governador terá o mesmo destino de outros nomes que já estiveram no círculo de Fred, como:

Edilázio Júnior

Nelma Sarney

Rubens Pereira Jr.

Márcio Jerry

Felipe Camarão

“Fred Campos é um mestre na arte de estar no lado vencedor. Se o barco do Brandão balança, ele é o primeiro a pular para a areia seca”, disparou um opositor que preferiu não se identificar.

Silêncio Estratégico ou Medo do Desgaste?

Enquanto a população de Paço do Lumiar aguarda explicações, a assessoria do prefeito mantém o silêncio. A ausência na entrega do Centro de Hemodiálise — uma obra vital para a saúde local — não foi apenas uma quebra de protocolo, foi um sinal político claro de que a lealdade luminense pode ter prazo de validade.

O isolamento de Fred Campos levanta a questão: ele está protegendo sua imagem de uma possível queda do governador ou está apenas esperando para ver quem será o próximo “dono da caneta” no Maranhão?

A política de Paço do Lumiar segue em compasso de espera, mas uma coisa é certa: em terra de incertezas, o esconderijo de Fred Campos diz muito mais do que qualquer discurso de palanque. (Blog O Intocável)

30 março 2026

Brandão diz ao STF que pedido de afastamento tem motivação política


O governador Carlos Brandão apresentou resposta ao Supremo Tribunal Federal contra o pedido de afastamento protocolado pelo PCdoB. A ação, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, trata de suposto nepotismo na gestão estadual, citando pessoas que foram há meses afastadas da gestão estadual.

Na manifestação, Brandão afirma que o processo foi motivado pelo rompimento político entre o governo e o partido, e não por fundamentos jurídicos.

“A via processual foi acionada não por genuína questão jurídica, mas sim como prolongamento da disputa político-partidária travada extra autos”, diz trecho da manifestação enviada à Corte. O governador também declarou que “não se revela tolerável que atores político-partidários lancem mão da via judicial para fins alheios à tutela de direitos, transformando o Poder Judiciário em arena de rixa eleitoral”.

O caso tem como pano de fundo o distanciamento entre Brandão e o grupo remanescente do ex-governador Flávio Dino. Na defesa, o governo nega descumprimento de decisões judiciais e sustenta que não houve permanência irregular de servidores afastados.

19 março 2026

Instituto Quaest divulga pesquisa para o governo do Maranhão; Veja os números


O Instituto Quaest divulgou nesta quarta-feira, 18, pesquisa encomendada pela TV Mirante com intenção de votos para o governo estadual e também para o Senado. Pelos números, há um empate entre os pré-candidatos Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD) no cenário espontâneo. O levantamento foi realizados nos dias 12 a 16 de março ouvindo 900 eleitores em 49 municípios maranhenses. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança é de 95%. O registro da pesquisa tem protocolo MA – 07211/2026.

No cenário espontâneo (quando não é apresentado o nome do candidato ao entrevistado), tanto o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, quanto o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, alcançaram 15% das intenções de votos. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), é citado por 7% dos ouvidos e o vice-governador, Felipe Camarão (PT), 5%.

No quadro comparativo com a pesquisa de outubro de 2025, o pré-candidato que mais cresceu foi o emedebista: 10 pontos percentuais.




Os cenários estimulados mostram vantagem do prefeito da capital. No primeiro, Braide aparece com 35%, Orleans com 24%, Lahesio Bonfim com 11% e Camarão com 7%. Mas se a disputa não tiver Felipe Camarão os números são esses: Eduardo Braide com 37%, Orleans Brandão com 26% e Lahesio Bonfim com 13%.

Já no cenário sem Lahesio Bonfim, Braide alcança 39%, Orleans Brandão, 26% e Felipe Camarão, 9%. Se a disputa não tiver o prefeito de São Luís, o cenário fica com Orleans liderando com 31%, Lahesio com 19% e Camarão com 16%.




Considerando cenários de segundo turno, o prefeito da capital ganharia na disputa em que aparece com o emedebista e com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. No cenário com Orleans, Braide alcança 46% contra 33%. Já na disputa com Bonfim, o prefeito de São Luís chega a 52% e Lahesio, 23%.




Outra pergunta entre os questionários da Quaest é sobre a sucessão comandada pelo governador Carlos Brandão (sem partido). Neste cenário, com a pergunta se o governador merece eleger o seu sucesso, 57% dos eleitores disseram que sim, que merece eleger o sucessor. Outros 33% afirmaram que não.



18 março 2026

Base política de Josimar Maranhãozinho reafirma união e mantém apoio em todo o Maranhão


Nos últimos dias, o cenário político maranhense tem evidenciado um movimento claro de união em torno da liderança do deputado federal Josimar Maranhãozinho. Prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e diversas lideranças políticas têm se manifestado publicamente nas redes sociais, reafirmando apoio e reconhecimento ao trabalho construído ao longo dos anos.

As manifestações destacam, sobretudo, a presença política ativa do parlamentar nos municípios, marcada por parcerias e proximidade com a população. Em diferentes regiões do estado, aliados ressaltam a importância da atuação de Josimar para o desenvolvimento local e para o fortalecimento de políticas públicas.

O volume de declarações espontâneas chama atenção e demonstra a solidez de um grupo político que segue coeso, com forte capilaridade e articulação em diversas cidades maranhenses.

Para analistas políticos, o momento revela não apenas fidelidade das lideranças, mas também o reconhecimento de uma trajetória consolidada, construída com diálogo e presença constante junto às bases.

Dinistas querem Esmênia no PCdoB ou PSB


O apoio do campo dinista a uma eventual candidatura de Eduardo Braide ao governo do Maranhão passou a ser condicionado a ajustes na chapa. Além da indicação de uma vaga ao Senado, aliados do grupo defendem a filiação da vice-prefeita Esmênia Miranda a uma legenda alinhada, como PCdoB ou PSB.

A exigência é tratada internamente como etapa para consolidar a aliança.

Presidente estadual do PSD, Braide não sinaliza adesão à proposta. A avaliação é de que mudanças nesse momento podem interferir na composição do projeto.

O cenário se desenrola às vésperas do prazo legal para desincompatibilização. Faltam 18 dias para que o prefeito decida se renuncia ao mandato e entra na disputa pelo Palácio dos Leões. (Blog Marrapá)

17 março 2026

Advogados de Brandão se manifestam para Dino reconsiderar decisões sobre Adin do TCE


O governador Carlos Brandão (sem partido) apresentou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de reconsideração ou envio de análise para o pleno da Corte Suprema da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do caso da escolha de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e as decisões atreladas a ação dadas pelo ministro Flávio Dino, relator do processo, que dizem respeito a investigações da Polícia Federal determinadas por Dino.


Na peça, os advogados de Carlos Brandão dizem que o relator da Adin deu decisão após manifestação da advogada mineira Ana Clara Alcântara, que não faz parte da ação, sobre o processo de escolha de conselheiro do TCE. Ela acusou o governador maranhense de compra de vagas de conselheiro.

A decisão de Dino foi para a Polícia Federal instaurar inquérito para investigar o caso. Segundo argumentam os advogados de Brandão, o STF não tem competência para fazer tal determinação e que, constitucionalmente, o correto seria encaminhar a Procuradoria Geral da República para as devidas providências.

Além disso, os advogados afirmam ainda na petição que é necessário que os argumentos usados pela advogada sejam desvinculados da Adin sobre a escolha de conselheiro do TCE, cujo teor é de análise de constitucionalidade e que seja feito o julgamento da ação, paralisada por tempo indeterminado pelo ministro Flávio Dino.

“A ação direta de inconstitucionalidade é instrumento de controle normativo abstrato. Não se presta à conversão, por derivação incidental, em espaço de formação de juízo criminal sobre fatos concretos imputados a pessoas determinadas. A manutenção, sem apreciação, de decisão que promove esse desvio funcional aprofunda indevidamente a deformação objetiva do processo constitucional”, argumentam os advogados.

Por fim, há os argumentos sobre a competência de análise de processos contra governadores de Estado. Os advogados alegam que o STF não é o local para julgamento do chefe do poder Executivo. O foro prevê que as ações contra governadores sejam analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Dr. Hilton recebe apoio do prefeito de Afonso Cunha e presidente da Câmara de São João dos Patos


No último sábado, 14, o prefeito de Afonso Cunha, Pedro Medeiros, esteve em São Luís para uma reunião considerada produtiva com o pré-candidato ao Senado Federal, Dr. Hilton Gonçalo. Durante o encontro, o gestor municipal apresentou as principais demandas de Afonso Cunha, com foco em parcerias voltadas para melhorias na infraestrutura e no fortalecimento dos serviços essenciais oferecidos à população.

Segundo Pedro Medeiros, o diálogo com lideranças comprometidas é fundamental para transformar projetos em resultados concretos para os municípios. Ele destacou que Dr. Hilton Gonçalo demonstrou sensibilidade às pautas apresentadas e reafirmou disposição em contribuir com a busca por novos investimentos e mais desenvolvimento para Afonso Cunha.

Além do prefeito afonsum-cunhense, também participou da reunião o presidente da Câmara Municipal de São João dos Patos, Fernandinho Soares. Durante o encontro, tanto Pedro Medeiros quanto Fernandinho declararam apoio à pré-candidatura de Dr. Hilton Gonçalo ao Senado Federal, reforçando alinhamento político em torno do projeto para 2026.

A agenda em São Luís consolida mais um movimento de fortalecimento do nome de Dr. Hilton Gonçalo na corrida por uma vaga no Senado, reunindo lideranças municipais de diferentes regiões do Maranhão em torno de sua pré-candidatura.

15 março 2026

Com 40 mil pessoas e 182 prefeitos, Orleans Brandão lança pré-candidatura ao governo do Maranhão


Cerca de 40 mil pessoas transformaram em um grande ato popular o lançamento da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão, neste sábado (14), no Multicenter Sebrae, em São Luís. Representantes de 11 partidos (PDT, PRD, União Brasil, Republicanos, Progressistas, Cidadania, Avante, Podemos, Partido Verde e Solidariedade) e 182 prefeitos também participaram do evento, reforçando a formação de uma ampla frente voltada para o fortalecimento do diálogo e da construção de propostas para o desenvolvimento do estado.

“Tenho dedicado a minha vida a rodar o Maranhão e cuidar dos maranhenses. Meu nome é Orleans Brandão e podem espalhar aos quatro cantos do estado que o futuro chegou. E avisem em cada cidade, em cada bairro e em cada comunidade do Maranhão que o novo tempo chegou e vamos seguir em frente pelos trabalhadores, pelos municípios e por todo o Maranhão”, disse Orleans, emocionado, em seu pronunciamento de saudação aos presentes.

Com o tema “Por Todo o Maranhão”, o evento reuniu cerca de 40 mil pessoas e demonstrou a força do movimento que se consolida em torno da pré-candidatura de Orleans Brandão. Em clima festivo, milhares de participantes vindos de todas as regiões do estado, entre filiados, representantes partidários municipais, prefeitos, deputados, vereadores, lideranças comunitárias e a população em geral, engrossaram as fileiras da ampla base de apoio a Orleans ao governo estadual.

Entre os presentes estavam o governador Carlos Brandão, a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale (MDB), o ministro dos Esportes, André Fufuca; o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), prefeito de Bacabal Roberto Costa; o senador Weverton Rocha; o vice-presidente da Univimar, Mário Cardoso; o presidente da União de Vereadores, Asaf Sobrinho; os deputados federais Pedro Lucas e Isnaldo Bulhões (vice-presidente do MDB).

Saudado efusivamente pelos presentes, Orleans Brandão destacou a importância da união de forças políticas e sociais em torno de um projeto coletivo para o Maranhão, reafirmando sua disposição de disputar o governo estadual e ampliar as políticas públicas implementadas nos últimos anos.

O pré-candidato conclamou as lideranças e a população a caminharem juntos em defesa de um Maranhão com ainda mais oportunidades e justiça social, fundamentos pelos quais tem trabalhado arduamente à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas, fortalecendo o diálogo com os municípios, ampliando parcerias e promovendo ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população em todas as regiões do estado.


Ciclo de crescimento

Em tom marcado por projeções para o futuro do estado, Orleans Brandão reiterou que pretende dar continuidade ao ciclo de crescimento iniciado pela atual gestão estadual. Ele fez questão de homenagear o governador Carlos Brandão, a quem atribuiu a condução de um período de reorganização administrativa e retomada de investimentos. “O Maranhão voltou a sorrir e a sonhar com um futuro diferente. Recuperou sua capacidade de investir e passou a se destacar no cenário nacional”, afirmou.

Orleans destacou que participou diretamente da execução de diversas obras estaduais ao longo dos últimos anos, uma missão recebida do governador para transformar projetos em realizações concretas. “O governador Brandão me deu uma missão muito clara: tirar os projetos do papel e fazer acontecer. E foi isso que eu fiz. As obras que todos consideravam impossíveis de serem feitas estão aí, mudando a realidade da nossa gente”, declarou.

Capacidade de Gestão

Ao abordar sua trajetória, o pré-candidato destacou a juventude como elemento de renovação política, mas afirmou que a capacidade de gestão não depende apenas da idade. “Sou jovem, sim. Mas tenho orgulho de dizer que em poucos anos já realizei mais do que muitos que tiveram oportunidade e mais tempo de fazer”, pontuou.

Para Orleans, o momento político representa uma transição entre gerações. “A geração do governador Brandão colocou o Maranhão no rumo certo. Agora é hora de uma nova geração levar o estado ainda mais longe”, declarou.

O pré-candidato afirmou que a eleição que se aproxima deve ser encarada como uma escolha sobre o futuro do estado. “Esta eleição não é sobre mim. Não é sobre poder ou sobre nomes. É sobre as famílias do Maranhão, sobre os jovens que querem oportunidade e sobre os trabalhadores que querem dignidade”, disse.

Novos Investimentos

Ele também defendeu novos investimentos em infraestrutura, logística e desenvolvimento econômico. Entre as prioridades citadas estão a construção de mais estradas, a modernização dos portos, o fortalecimento da exportação da produção maranhense, a ampliação da industrialização, do agronegócio e do turismo.

O governador Carlos Brandão mencionou os programas que Orleans ajudou a criar e executar e afirmou que os resultados positivos obtidos o credenciam a concorrer ao cargo de governador do estado.

“Ele tem o trabalho, a dedicação e o conhecimento do estado como características essenciais. Orleans sabe ouvir, sabe fazer e, hoje, entende como ninguém a realidade do Maranhão. Afirmo que, com ele, o estado vai continuar crescendo, gerando emprego e cuidando das pessoas”, declarou Brandão.

A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale, ressaltou a força e a disposição de Orleans em trabalhar pelo estado. “Eu não tenho a menor sombra de dúvida que ele será um grande governador, porque ele conhece a realidade do nosso povo e já sabe o que fazer”, disse.

O presidente da Famem, Roberto Costa, destacou a grande mobilização do evento. “Essa festa é a demonstração do prestígio do governador. O gestor das grandes obras e que conseguiu tirar um milhão de pessoas da extrema pobreza e investir pesado na educação. Essas ações precisam ter continuidade e isso será possível com Orleans Brandão”, finalizou.

25 fevereiro 2026

Rumores reacendem denúncias de áudios vazados com uso do nome de Flávio Dino contra Brandão


A decisão firme do governador Carlos Brandão de permanecer no cargo até o fim do mandato e uma rumorosa onda de boatos sobre afastamento do chefe do executivo maranhense, incluindo operações da polícia federal em secretarias de estado, reacenderam denúncias de áudios vazados com o uso do nome do ministro Flávio Dino. Nas últimas 48 horas, uma ‘robusta’ matéria do site Diário do Poder e um pronunciamento, na câmara federal, do deputado Hildo Rocha (MDB), trouxeram o assunto à tona. Há informações seguras de que novos áudios podem ser divulgados, o que aumentaria o clima de tensão que envolve hoje o subdividido grupo que assumiu o comando do estado em janeiro de 2015.

A repercussão nacional da matéria

A publicação do Diário do Poder ampliou a visibilidade de um tema que já circulava com intensidade nos bastidores da política maranhense. A reportagem reuniu relatos e informações sobre mensagens e conversas em que o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal foi mencionado como suposto mentor de articulações políticas envolvendo o cenário estadual.

Segundo o conteúdo divulgado, a circulação desses materiais, mesmo sem confirmação oficial, contribuiu para intensificar o ambiente de desconfiança entre lideranças políticas. A narrativa apresentada aponta que o nome do ministro Flávio Dino estaria sendo citado em contextos de pressão política e disputas de poder, o que elevou o grau de tensão entre diferentes grupos.

A matéria também destaca que a ausência de posicionamentos públicos claros sobre os conteúdos que circulam mantém o tema em evidência. O resultado é um ambiente político marcado por versões concorrentes, interpretações divergentes e narrativas que extrapolam os limites do debate interno e alcançam repercussão nacional.


O pronunciamento no plenário da Câmara

O tema ganhou novo impulso após o discurso do deputado Hildo Rocha, nessa terça-feira, 24, na tribuna da Câmara Federal. Em pronunciamento formal, o parlamentar relatou episódios que, segundo ele, vêm sendo comentados no meio político maranhense e que envolvem o uso do nome de Flávio Dino em supostas ameaças e pressões.

Durante a fala, o deputado mencionou um vídeo gravado por um vereador do município de Colinas que afirma ter sido alvo de ameaças atribuídas ao deputado Márcio Jerry, ligado ao ex-governador. Segundo o relato apresentado na tribuna, teria sido mencionada a possibilidade de uma operação da Polícia Federal no município com o objetivo de atingir familiares do governador Carlos Brandão. Márcio Jerry rebateu o vídeo no mesmo dia, negando peremptoriamente ter feito tais ameaças. Disse, também em um vídeo, que a conversa com o vereador foi em relação a emendas parlamentares de sua autoria, após insinuações “sem fundamento” do parlamentar municipal.

Em outro momento do pronunciamento, Hildo Rocha também citou uma conversa que teria acontecido no ano passado, na qual um deputado maranhense afirmou que o ministro Flávio Dino teria defendido a renúncia de Brandão ao mandato até o início de abril para disputar o Senado. Caso isso não acontecesse, segundo o relato reproduzido no plenário, haveria a possibilidade de afastamento do governador por decisão judicial.

Ao tratar do tema, Hildo Rocha declarou preferir acreditar que o nome de Dino esteja sendo utilizado indevidamente por terceiros, sem autorização, como forma de pressão política ou tentativa de intimidação. Ele pediu que a informação fosse levada oficialmente ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal para que houvesse manifestação pública sobre o assunto.

O deputado também solicitou que o pronunciamento fosse divulgado pela “Voz do Brasil”, ampliando a publicidade do caso e reforçando o pedido de esclarecimentos institucionais.

A repercussão simultânea da reportagem nacional e do pronunciamento no plenário federal aumentou a tensão no cenário político maranhense. O episódio se soma a um ambiente já marcado por disputas internas, movimentações estratégicas e divergências dentro do grupo que governa o estado desde 2015.

Até o momento, não houve manifestação pública do ministro Flávio Dino sobre as citações feitas no discurso do parlamentar nem sobre os conteúdos mencionados na reportagem.

Fontes fidedignas falaram a O INFORMANTE sobre a existência de outros áudios gravados que poderiam vir à tona.

21 fevereiro 2026

Oposição que se diz lulista tenta sabotar obra de Lula para atingir Brandão em São Luís


A obsessão da oposição ao governador Carlos Brandão ultrapassou todos os limites do razoável. Depois de tentar embargar a extensão da Litorânea por meio de denúncia no Ministério Público Federal (MPF), agora o mesmo grupo parte para uma ofensiva nacional, espalhando suspeitas e plantando factoides sobre a execução da obra. O alvo declarado é Brandão — mas o dano político recai diretamente sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem eles juram ser aliados.

A extensão da Litorânea é fruto de parceria entre os governos federal e estadual, e se consolida como uma das maiores intervenções de infraestrutura da história recente do Maranhão. Com cronograma acelerado e impacto direto na mobilidade, no turismo e na economia de São Luís, a obra virou símbolo de eficiência administrativa. E é justamente isso que incomoda a oposição do “quanto pior, melhor”.

Ao nacionalizar críticas e levantar a palavra “irregularidade” sem provas concretas, esses setores fornecem munição pronta para adversários históricos de Lula atacarem o governo federal. Em vez de fortalecer o campo político ao qual dizem pertencer, escolhem alimentar narrativas que desgastam o próprio presidente. É uma estratégia quase irresponsável, movida mais por vaidade eleitoral do que por qualquer compromisso com a população.

No fim, fica evidente a contradição: para tentar desgastar Brandão no Maranhão, a oposição não hesita em colocar em risco uma entrega estratégica que pode ser inaugurada por Lula antes do período eleitoral.

A pergunta que aliados do governador fazem é: os dinistas estão do lado do presidente ou apenas usam o nome dele quando convém? Porque, na prática, atacar a extensão da Litorânea é atacar uma obra de Lula — e isso diz muito sobre as prioridades dessa turma.

13 fevereiro 2026

Toffoli decidiu sair do caso Master após fala de Dino sobre contexto político do caso


O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um clima de forte desconforto interno nesta sexta-feira (13). O estopim foi a publicação, pelo portal Poder360, de diálogos sigilosos ocorridos durante uma reunião reservada entre os ministros na última quinta-feira (12).

O encontro selou a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado “Caso Master”, que investiga fraudes financeiras no banco do empresário Daniel Vorcaro.

A cúpula do Judiciário avalia que houve um vazamento seletivo e descontextualizado. Segundo interlocutores, a divulgação de trechos que mostram uma maioria favorável à permanência de Toffoli na condução do inquérito teria o objetivo de blindar a imagem do magistrado, sugerindo que sua saída foi um gesto de desprendimento, e não uma resposta a pressões por suspeição.

De acordo com as informações vazadas, oito dos dez ministros presentes teriam se manifestado pela manutenção de Toffoli no caso. Entre os nomes citados como apoiadores estão Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Apenas o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia teriam defendido abertamente o afastamento do relator original. Procurado, Toffoli negou categoricamente ter sido a fonte do vazamento das conversas.

Apesar do suposto apoio majoritário, o cenário mudou após uma intervenção do ministro Flávio Dino. Ele teria alertado sobre o “contexto político” sensível em torno do Banco Master, o que convenceu Toffoli de que seu afastamento seria o melhor caminho para evitar o desgaste da instituição, segundo o Blog do Valdo Cruz.

A estratégia de saída voluntária serviu a um propósito jurídico crucial: evitou uma decretação formal de suspeição. Com isso, todos os atos e decisões já tomados por Toffoli no processo permanecem válidos, blindando a investigação de eventuais anulações futuras.