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16 março 2026

Bolsonaro está inchado e irritado no hospital, diz Carlos


O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) afirmou na noite deste domingo que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, com broncopneumonia, está inchado devido aos antibióticos que tem tomado e que está “irritado diante de tudo o que está acontecendo”.

Bolsonaro, que está preso na Papudinha desde janeiro deste ano, foi internado em Brasília na sexta-feira, quando foi diagnosticada uma broncopneumonia. O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia.

“Seu corpo está visivelmente muito inchado, em razão dos antibióticos, e seu estado psicológico segue naturalmente irritado diante de tudo o que está acontecendo”, afirmou Carlos Bolsonaro em uma rede social.

“Ainda assim, caminhamos com algumas informações que precisarão evoluir rapidamente com os advogados, mesmo que eles estejam sendo dificultados de visitar o presidente. A ideia é acelerar mais uma ação que garanta, antes de tudo, a preservação de sua vida”, prossegue o filho de Bolsonaro.

Carlos disse, ainda, que conversou com a equipe médica do ex-presidente e que esses “foram muito claros” ao dizer que “mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido”.

O relato, no entanto, não encontra respaldo nos relatórios da equipe médica que atende Bolsonaro na Papudinha, e que foram apresentados ao Supremo Tribunal Federal no sábado.

Os relatos da equipe médica de plantão da penitenciária da Papudinha mostram que o ex-presidente teve uma crise de soluço durante a noite de quinta-feira, mas que não quis tomar remédio imediatamente e disse aos plantonistas que iria tomar a medicação “após o jogo”, possivelmente referindo-se à partida entre Vasco e Palmeiras.

Depois, durante a madrugada, o ex-presidente teve “naúseas e tremores”, e foi levado na manhã desta sexta-feira ao hospital DF Star, onde está internado na UTI para tratar de uma pneumonia causada por broncoaspiração.

O mais recente boletim médico divulgado pelo DF STar, neste domingo, diz que Bolsonaro “permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (…) em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração”. O ex-presidente “evoluiu com estabilidade clínica e melhora da função renal, porém com nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue”, prossegue o documento.

Em decorrência destas alterações, a equipe médica relatou a “necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos”. Bolsonato continua sem previsão de alta da UTI, além de ter “suporte clínico intensivo e com intensificação da fisioterapia respiratória e motora”.

Até o início de março, Bolsonaro já teve direito a 144 atendimentos médicos na prisão, uma média de três consultas diárias.

15 março 2026

Com 40 mil pessoas e 182 prefeitos, Orleans Brandão lança pré-candidatura ao governo do Maranhão


Cerca de 40 mil pessoas transformaram em um grande ato popular o lançamento da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão, neste sábado (14), no Multicenter Sebrae, em São Luís. Representantes de 11 partidos (PDT, PRD, União Brasil, Republicanos, Progressistas, Cidadania, Avante, Podemos, Partido Verde e Solidariedade) e 182 prefeitos também participaram do evento, reforçando a formação de uma ampla frente voltada para o fortalecimento do diálogo e da construção de propostas para o desenvolvimento do estado.

“Tenho dedicado a minha vida a rodar o Maranhão e cuidar dos maranhenses. Meu nome é Orleans Brandão e podem espalhar aos quatro cantos do estado que o futuro chegou. E avisem em cada cidade, em cada bairro e em cada comunidade do Maranhão que o novo tempo chegou e vamos seguir em frente pelos trabalhadores, pelos municípios e por todo o Maranhão”, disse Orleans, emocionado, em seu pronunciamento de saudação aos presentes.

Com o tema “Por Todo o Maranhão”, o evento reuniu cerca de 40 mil pessoas e demonstrou a força do movimento que se consolida em torno da pré-candidatura de Orleans Brandão. Em clima festivo, milhares de participantes vindos de todas as regiões do estado, entre filiados, representantes partidários municipais, prefeitos, deputados, vereadores, lideranças comunitárias e a população em geral, engrossaram as fileiras da ampla base de apoio a Orleans ao governo estadual.

Entre os presentes estavam o governador Carlos Brandão, a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale (MDB), o ministro dos Esportes, André Fufuca; o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), prefeito de Bacabal Roberto Costa; o senador Weverton Rocha; o vice-presidente da Univimar, Mário Cardoso; o presidente da União de Vereadores, Asaf Sobrinho; os deputados federais Pedro Lucas e Isnaldo Bulhões (vice-presidente do MDB).

Saudado efusivamente pelos presentes, Orleans Brandão destacou a importância da união de forças políticas e sociais em torno de um projeto coletivo para o Maranhão, reafirmando sua disposição de disputar o governo estadual e ampliar as políticas públicas implementadas nos últimos anos.

O pré-candidato conclamou as lideranças e a população a caminharem juntos em defesa de um Maranhão com ainda mais oportunidades e justiça social, fundamentos pelos quais tem trabalhado arduamente à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas, fortalecendo o diálogo com os municípios, ampliando parcerias e promovendo ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população em todas as regiões do estado.


Ciclo de crescimento

Em tom marcado por projeções para o futuro do estado, Orleans Brandão reiterou que pretende dar continuidade ao ciclo de crescimento iniciado pela atual gestão estadual. Ele fez questão de homenagear o governador Carlos Brandão, a quem atribuiu a condução de um período de reorganização administrativa e retomada de investimentos. “O Maranhão voltou a sorrir e a sonhar com um futuro diferente. Recuperou sua capacidade de investir e passou a se destacar no cenário nacional”, afirmou.

Orleans destacou que participou diretamente da execução de diversas obras estaduais ao longo dos últimos anos, uma missão recebida do governador para transformar projetos em realizações concretas. “O governador Brandão me deu uma missão muito clara: tirar os projetos do papel e fazer acontecer. E foi isso que eu fiz. As obras que todos consideravam impossíveis de serem feitas estão aí, mudando a realidade da nossa gente”, declarou.

Capacidade de Gestão

Ao abordar sua trajetória, o pré-candidato destacou a juventude como elemento de renovação política, mas afirmou que a capacidade de gestão não depende apenas da idade. “Sou jovem, sim. Mas tenho orgulho de dizer que em poucos anos já realizei mais do que muitos que tiveram oportunidade e mais tempo de fazer”, pontuou.

Para Orleans, o momento político representa uma transição entre gerações. “A geração do governador Brandão colocou o Maranhão no rumo certo. Agora é hora de uma nova geração levar o estado ainda mais longe”, declarou.

O pré-candidato afirmou que a eleição que se aproxima deve ser encarada como uma escolha sobre o futuro do estado. “Esta eleição não é sobre mim. Não é sobre poder ou sobre nomes. É sobre as famílias do Maranhão, sobre os jovens que querem oportunidade e sobre os trabalhadores que querem dignidade”, disse.

Novos Investimentos

Ele também defendeu novos investimentos em infraestrutura, logística e desenvolvimento econômico. Entre as prioridades citadas estão a construção de mais estradas, a modernização dos portos, o fortalecimento da exportação da produção maranhense, a ampliação da industrialização, do agronegócio e do turismo.

O governador Carlos Brandão mencionou os programas que Orleans ajudou a criar e executar e afirmou que os resultados positivos obtidos o credenciam a concorrer ao cargo de governador do estado.

“Ele tem o trabalho, a dedicação e o conhecimento do estado como características essenciais. Orleans sabe ouvir, sabe fazer e, hoje, entende como ninguém a realidade do Maranhão. Afirmo que, com ele, o estado vai continuar crescendo, gerando emprego e cuidando das pessoas”, declarou Brandão.

A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale, ressaltou a força e a disposição de Orleans em trabalhar pelo estado. “Eu não tenho a menor sombra de dúvida que ele será um grande governador, porque ele conhece a realidade do nosso povo e já sabe o que fazer”, disse.

O presidente da Famem, Roberto Costa, destacou a grande mobilização do evento. “Essa festa é a demonstração do prestígio do governador. O gestor das grandes obras e que conseguiu tirar um milhão de pessoas da extrema pobreza e investir pesado na educação. Essas ações precisam ter continuidade e isso será possível com Orleans Brandão”, finalizou.

13 março 2026

Candidato, ou não? Braide cumprirá agenda institucional em Brasília no fim de março


O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, participará de uma agenda oficial em Brasília (DF) entre os dias 22 e 24 de março de 2026. A viagem tem como objetivo a representação da capital maranhense na cerimônia de condecoração da 2ª Edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização.

A concessão de três diárias para o deslocamento do chefe do Executivo municipal já foi oficializada, de acordo com dados do Portal da Transparência da Prefeitura da capital.

A agenda chama atenção porque se dará, em tese, dias após a data, estipulada por aliados, segundo a qual Braide deve anunciar sua pré-candidatura ao Governo do Maranhão.


Vale aguardar se ele atenderá ao compromisso já como pré-candidato, ou não.

12 março 2026

Atingiu o teto?! Braide mantém-se há meses no mesmo patamar de votos


A mais nova pesquisa de intenção de votos sobre a corrida pelo Governo do Estado, divulgada esta semana, traz um dado que precisa ser levado em conta na análise dos índices de intenção de votos do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).

De acordo com os números, do Instituto Paraná, Braide registra 34,6% das intenções de votos. Os índices do prefeito são apenas 4 pontos maiores que os do secretário Orleans Brandão (MDB).

Mas quando se analisa a performance de Braide ao longo de todo 2025, chega-se, inevitavelmente, a uma estagnação. Em todos os levantamentos o prefeito varia na casa dos 30 pontos e nunca superou os 35%.

Para efeito de comparação, neste mesmo período, Orleans Brandão saiu de índices abaixo de 10% para a mesma pontuação de Braide. Em alguns levantamentos, o candidato do MDB chega a superar o prefeito de São Luís, ainda que em condição de empate técnico.

Diante desses fatos concretos, sobretudo levando em consideração a força da máquina que impulsiona a candidatura de Orleans Brandão, o cenário para Eduardo Braide mostra-se incerto, faltando pouco mais de 20 dias para sua decisão de renunciar ou não à prefeitura.

Principalmente por que ele estará fora da máquina nos meses seguintes. (Marco D'eça)

11 março 2026

Movimentações partidárias agitam o cenário político no Maranhão. Confira as mudanças.


As movimentações partidárias estão a todo vapor no Maranhão com a abertura da janela partidária. O prazo final para filiações e mudanças de partido será 4 de abril, e até lá a expectativa é de intensas articulações entre lideranças políticas em todo o estado

No campo da oposição, algumas acomodações já começam a se desenhar. Os deputados estaduais Ricardo Rios, Rodrigo Lago e Leandro Bello devem se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), mesmo caminho seguido pelo ex-deputado Marco Aurélio, que deixou o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e retornou ao PSB para concorrer ao mandato de deputado federal ao lado do deputado Othelino Neto. Quem também deve concorrer à Câmara Federal pelo PSB é o vereador de São Luís, Marcelo Poeta.

Também seguiu essa direção o advogado Mávio Rocha, militante histórico do PCdoB, que recentemente anunciou sua filiação ao PSB.

Já a deputada estadual Ana do Gás, deve sair do PCdoB e pode se filiar ao Republicanos. No PT, deve entrar o deputado Francisco Nagib e no PV o irmão do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral. Ambos disputarão cadeiras na Assembleia Legislativa.

No campo do centro político, o Partido da Renovação Democrática(PRD) deve receber o reforço do deputado federal Márcio Honaiser(hoje no PDT) e do deputado estadual Yglésio Moyses. Ambos devem disputar uma vaga para deputado federal nas próximas eleições.

Pesquisa Quaest mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro


A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.

Segundo o levantamento, os dois aparecem com 41% das intenções de voto. O resultado indica crescimento do senador em relação à pesquisa anterior, realizada em fevereiro, quando ele tinha 38%, enquanto Lula registrava 43%.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Outros cenários de segundo turno

O levantamento também testou confrontos entre Lula e outros possíveis candidatos da direita.

Nos cenários simulados, o presidente aparece à frente dos adversários:Lula 42% x 33% contra Ratinho Júnior (PSD)
Lula 44% x 34% contra Romeu Zema (Novo)
Lula 42% x 26% contra Eduardo Leite (PSD)

Os números indicam que Flávio Bolsonaro é atualmente o nome mais competitivo da direita em um eventual segundo turno contra o presidente.

Cenários de primeiro turno

Na simulação de primeiro turno, Lula aparece na liderança com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30%.

Outros nomes testados foram:Ratinho Júnior (PSD) – 7%
Romeu Zema (Novo) – 3%
Renan Santos (Missão) – 1%
Aldo Rebelo (DC) – 1%

Ainda de acordo com a pesquisa:5% dos entrevistados estão indecisos
16% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo

Intenção espontânea de voto

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula aparece com 18% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 10%.

A maioria dos entrevistados (69%) declarou estar indecisa nesse cenário.

O levantamento também mostrou que 1% mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível e não poderá disputar a eleição.

Avaliação sobre governo e economia

A pesquisa também avaliou a percepção dos eleitores sobre o governo federal.

Entre os entrevistados:59% disseram que Lula não merece continuar por mais quatro anos na Presidência
37% acreditam que ele deveria permanecer no cargo

Sobre o cenário econômico:48% afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses
26% dizem que ficou igual
24% avaliam que houve melhora

Além disso, 58% consideram que o Brasil está na direção errada, enquanto 35% avaliam que o país segue no rumo certo.

Orleans vai dar demonstração de força em pré-lançamento de candidatura


A festa de pré-lançamento da candidatura do secretário Orleans Brandao (MDB) ao Governo do Estado, neste sábado, 14, no Multicenter Sebrae, pretende ser uma demonstração de força do Palácio dos Leões.

A pré-convenção reunirá praticamente todos os prefeitos maranhenses, uma dezena de partidos alinhados e, também, estarão em São Luís, deputados estaduais federais e vereadores.

“É hora de dar mais um passo firme pelo nosso Maranhão. Com união, trabalho e muita energia, seguimos prontos para fazer mais e acelerar o desenvolvimento do nosso estado, ouvindo as pessoas e cuidando do que realmente importa: oportunidades e qualidade de vida. Vamos juntos seguir avançando!”, anunciou Orleans, em suas redes sociais.

O anúncio do evento lista 11 partidos na base de apoio do candidato do MDB. Não estão incluídos o PT, ainda indefinido politicamente, e o PSDB, que foi assumido recentemente pelo ex-senador Roberto Rocha.

Além do MDB, fazem parte da coligação de Orleans PDT, PRD, União Brasil, Republicanos, Progressistas, Cidadania, Avante, Podemos, Partido Verde e Solidariedade.

10 março 2026

Pesquisa mostra cenário equilibrado entre Braide e Orleans na disputa pelo governo

Levantamento divulgado nesta terça-feira (10) pelo Paraná Pesquisas aponta um cenário de equilíbrio na corrida pelo governo do Maranhão. O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), aparece numericamente na liderança das intenções de voto, mas dentro da margem de erro em relação ao secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), o que configura empate técnico entre os dois.

De acordo com o levantamento, Braide registra 34,6% das intenções de voto, enquanto Orleans Brandão soma 30,3%. A margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca os dois nomes em situação de equilíbrio na disputa.

Um dos destaques do estudo é o avanço de Orleans Brandão em relação à pesquisa anterior realizada pelo instituto em agosto de 2025. Naquele levantamento, o secretário aparecia com 20,9% das intenções de voto, contra 33,7% de Braide. No novo cenário, Orleans cresce quase dez pontos percentuais e encurta a distância para o prefeito da capital.

Na sequência da pesquisa aparece o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), com 16,1%. O vice-governador Felipe Camarão (PT) surge em quarto lugar, com 6,9%. Entre os entrevistados, 5,7% disseram não saber ou preferiram não opinar, enquanto 6,4% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados.

O instituto também simulou cenários de segundo turno. Em um confronto direto entre Braide e Orleans Brandão, o prefeito de São Luís aparece com 47,3% das intenções de voto, contra 39,1% do secretário estadual. Já em uma eventual disputa entre Orleans e Lahesio Bonfim, o secretário teria vantagem, com 47,1%, enquanto o ex-prefeito registraria 36,8%.

Para a realização do levantamento, o instituto ouviu 1.300 eleitores em diferentes regiões do Maranhão entre os dias 5 e 8 de março. A pesquisa tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-00634/2026.

02 março 2026

Lançamento da pré-candidatura de Orleans já tem data definida


Após sua ida a Brasília, o governador Carlos Brandão conversou com aliados e já disse que deixou claro aos dirigentes do PT nacional que a decisão sobre a candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB) está tomada e seguirá discutindo se é possível alguma forma de agradar os dinistas e tê-los juntos ou não.

Brandão já está programando para o próximo dia 14 de março o lançamento da pré-candidatura de Orleans ao governo do estado.

Os partidos da base reuniram e o nome já está definido, ainda articulando as outras vgas da majoritária.

O homem de confiança de Lula, José Dirceu, estará no Maranhão esta semana para tentar ainda alguma forma de conciliar os interesses dos dinistas.

27 fevereiro 2026

Os recados enviados por Bolsonaro a aliados para preservar Michelle


Incomodado com as notícias de recorrentes desavenças públicas dos filhos com a esposa, Jair Bolsonaro decidiu aproveitar as visitas de aliados na Papudinha, onde cumpre pena em Brasília, para enviar recados para que tirem Michelle do alvo de novos atritos. Os desentendimentos entre Michelle e os enteados são públicos, especialmente com Eduardo e Carlos.

Ungido como sucessor político do pai, Flávio Bolsonaro sempre foi o mais próximo, mas acabou afastado por ela após divergências políticas no Ceará. Em dezembro do ano passado, foi amplamente divulgada a confusão ocorrida em Fortaleza, quando a ex-primeira-dama foi contra a aliança, defendida pelos enteados, do PL com Ciro Gomes (PSDB), possível candidato ao governo do estado. Ao saber da briga, o ex-presidente desautorizou os filhos.

Jair Bolsonaro quer acabar com essas desavenças e deu ultimato para os aliados. Por isso, envia mensagens para que não alimentem ou repliquem as críticas ácidas dos filhos e de outros bolsonaristas. Mais do que isso, o ex-presidente pede unidade dentro da direita conservadora.

Além dos ataques recebidos dos familiares, Michelle foi alvo do jornalista Allan dos Santos, ativista da extrema direita, por participar de eventos no país enquanto Bolsonaro já estava preso “como se ele estivesse morto”. Da mesma forma, entrou na mira do pastor Silas Malafaia, que criticou a esposa de Bolsonaro pela pretensão de se apresentar como principal representante do público conservador no Brasil.

O clima fechou ainda mais quando Eduardo, que está nos Estados Unidos para fugir das investigações do Supremo, usou as redes sociais para criticar abertamente a falta de engajamento de Michelle e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na pré-campanha de Flávio. A ex-primeira-dama respondeu todos os ataques. No caso de Eduardo, usou as redes sociais para divulgar um vídeo fritando bananas, gesto interpretado como resposta cifrada, em alusão a um apelido do “02”.

Em função desses episódios, a ex-primeira-dama se distanciou ainda mais dos enteados e do cenário político. Ela esperava um pedido público de desculpas, o que não ocorreu. Com o peso de uma candidatura presidencial, Flávio costura a reaproximação com a madrasta, sem sucesso até agora. Michelle ainda tenta digerir a indireta do primogênito ao insinuar suposta frustração de Michelle logo após ser escolhido pelo pai como o herdeiro bolsonarista.

O filho escolhido por Bolsonaro para concorrer ao Planalto sabe o poder de influência que a ex-primeira-dama tem sobre o eleitorado feminino e evangélico, duas fatias indispensáveis para quem deseja ocupar a cadeira de presidente. Um encontro foi ensaiado recentemente, mas não vingou. Michelle considera recompor com Flávio, mas avalia ainda não ser a hora para entrar na pré-campanha. O momento é de se dedicar ao marido, ela diz.

Enquanto Jair Bolsonaro esteve em prisão domiciliar, Michelle viajou o país para participar de eventos como presidente do PL Mulher. A turnê para fortalecer o espólio bolsonarista permaneceu quando o ex-presidente tentou violar a tornozeleira eletrônica e foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal. Pouco após, ela se licenciou do cargo partidário, suspendeu as viagens políticas e assumiu o movimento para reivindicar melhores condições de custódia para o ex-presidente, até conseguir a transferência para a Papudinha. Desde a mudança, Michelle dedica os dias ao preparo de marmitas para o marido e pouco tem participado de eventos públicos. A exceção foi a caminhada organizada por Nikolas Ferreira em janeiro.

A aliados, a ex-primeira-dama tem repetido que não ficará de fora do principal projeto do bolsonarismo. Apenas avalia que não é o momento de trocar os cuidados com o marido pelas ambições políticas dos enteados. No centro desse grande fogo cruzado familiar, entre os filhos e a esposa, Bolsonaro desta vez escolheu Michelle.

26 fevereiro 2026

Lahesio Bonfim fica fora de estratégia de Flávio Bolsonaro


Segundo colocado na disputa ao Governo do Maranhão em 2022, Lahesio Bonfim sequer foi mencionado como possibilidade ao Palácio dos Leões nos manuscritos de Flávio Bolsonaro, revelados pelo site Congresso Em Foco. Para a corrida estadual, são postos pelo pré-candidato do PL à presidência os nomes de Eduardo Braide e Roberto Rocha.

O último também é uma hipótese ao Senado, junto com a deputada federal Detinha, que faria parte da cota de Valdemar da Costa Neto.

Filiado ao Novo, que tem Romeu Zema como postulante ao Planalto, Bonfim segue se colocando como postulante ao governo estadual, embora tenha diminuído sensivelmente o ritmo de pré-campanha.

A irreversibilidade da candidatura de Orleans Brandão


O cenário político maranhense atingiu um novo patamar de ebulição nesta semana. Apesar do diálogo mantido entre o governador Carlos Brandão e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o impasse sobre o posicionamento da legenda no Maranhão permanece sem solução. O fiel da balança tem sido o crescimento do secretário Orleans Brandão, cujo nome ganhou uma densidade eleitoral que altera profundamente as projeções para 2026.

​Levantamentos internos em posse do Palácio dos Leões indicam que Orleans é, atualmente, o quadro com maior viabilidade dentro do campo de apoio ao presidente Lula. Faltando oito meses para o pleito, os números dão ao governador o respaldo necessário para aguardar uma palavra final do próprio presidente da República. A consistência de Orleans no tabuleiro já provoca movimentos de realinhamento, inclusive entre aliados do pré-candidato Felipe Camarão, que passam a ventilar composições com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

​O cálculo de Carlos Brandão é estritamente pragmático: ele sustenta que um candidato viável, com base sólida e alinhamento ideológico à esquerda, é a engrenagem essencial para garantir uma votação expressiva a Lula no Maranhão. O argumento central é de que apostar em grupos que mantêm neutralidade no plano nacional poderia fragilizar a campanha de reeleição presidencial em um estado historicamente estratégico para o petismo.

​Diante da irreversibilidade da candidatura de Orleans, a expectativa é que o pragmatismo de Lula prevaleça na reorganização das peças políticas, incluindo a disputa pelas vagas ao Senado. Brandão aposta que os dados eleitorais convencerão o presidente de que o secretário representa a melhor opção para consolidar o palanque lulista no Maranhão, tornando a composição do campo governista um caminho sem volta.

24 fevereiro 2026

Maranhense entra na disputa por sucessão de Lula


O maranhense Hertz Dias foi lançado nesta terça-feira (24) como pré-candidato à Presidência da República pelo PSTU. A legenda defende candidatura própria como alternativa à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e como opção para a classe trabalhadora no cenário nacional.

Hertz Dias é ativista do movimento negro, um dos fundadores do Movimento Quilombo Urbano no Maranhão, rapper e professor de História da rede pública.

Não será a primeira experiência de Hertz na disputa nacional. Em 2018, ele foi candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pela sindicalista Vera Lúcia.

Janela partidária deve alterar correlação de forças no Maranhão


O mês de fevereiro mais curto prenuncia a chegada de março e, com o avanço do calendário, chegará também o período de abertura da chamada “janela partidária”. No Maranhão, a dança das cadeiras entre os políticos de mandato que devem disputar as eleições de outubro deve alterar a correlação de forças existente atualmente.

Antes da abertura oficial, o MDB saltou de dois para dez deputados estaduais, se tornando a maior força da Assembleia Legislativa do Maranhão. O número, no entanto, deve ser modificado uma vez mais nos próximos dias. Iracema Vale, por exemplo, tem convite do PT para uma eventual disputa ao Senado.

O PSB, outrora maior força, encolheu sensivelmente. Mesmo com as chegadas de Fernando Braide, Othelino Neto e Leandro Bello, o partido sentiu as oito baixas – que migraram para o MDB – e deposita suas últimas esperanças na abertura do período oficial de trocas.

A deputada estadual Ana do Gás deve, finalmente, sair do PCdoB. Insatisfeita no partido há pelo menos dois anos, ela permaneceu até aqui no comunismo para não perder o mandato.

À direita, nomes como Mical Damasceno e Wellington do Curso devem buscar novas agremiações para suas pretensões eleitorais. Yglésio Moyses já se antecipou e migrou para o PRD.

Entre os deputados federais e o Senado Federal, o cenário é de estabilidade. A maioria dos parlamentares preside seus partidos no Maranhão, situação que os deixa confortáveis para seguir onde estão. E na Câmara Alta, Weverton preside o PDT, enquanto Eliziane tem a anuência de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, para disputar o Senado – independentemente do caminho que a sigla tome na disputa aos Leões.

23 fevereiro 2026

Situação de Esmênia para Braide repete a de Tadeu para Jackson em 2002


A história da política do Maranhão e de São Luís para as eleições de 2026 repete o quadro das eleições de 2002. Na época, o então prefeito Jackson Lago, com alta popularidade na capital, deixou o mandato no meio para concorrer ao governo do estado. E com a clareza de que seria candidato ao governo desde a eleição de 2000, a construção da candidatura começou na escolha do vice-prefeito e a história se desenrolou a partir da assunção do vice ao comando da cidade.

Jackson e seu grupo político do PDT, consolidado como maior força política de São Luís por quase 20 anos, precisava definir o vice de Jackson em 2000 já sabendo que ele seria candidato a governador em 2002. O então vice do pedetista no mandato 1997-2000 era Domingos Dutra (PT), político tarimbado e de muito brilho próprio, o que tornaria muito difícil que os pedetistas mantivessem o controle da prefeitura. Então, o vereador Chico Carvalho, de olho na presidência da Câmara Municipal, fez força para que o então presidente da Casa Tadeu Palácio fosse escolhido, assim, ele poderia chegar à presidência do Legislativo sem dificuldade.

Assim, nas articulações dos caciques do PDT, o nome de Tadeu foi bem visto, como um perfil discreto, que iria ter uma passagem tranquila pela prefeitura e se Jackson perdesse a eleição para o governo, o novo prefeito não teria peso e tamanho e para buscar a reeleição e Jackson poderia voltar ou indicar o sucessor que desejasse.

Mas os planos dos generais jakscistas acabou não funcionando. Assim que Jackson deixou a prefeitura e Tadeu assumiu, ele tratou de dar rapidamente sua cara à gestão para ganhar a musculatura que não permitisse que sua reeleição em 2004 fosse ameaçada. O novo prefeito atacou calacanhar de Aquiles de Jackson que era o transporte público (algo muito parecido com os dias de hoje). Ele diminuiu o preço da passagem de ônibus e construiu os terminais de integração, que foi revolucionário para época. Palácio também fez um grande programa educacional e de limpeza da cidade como nunca se tinha visto antes. Além disso, foi o prefeito que até hoje mais realizou concursos públicos na história de São Luís.
Política

Com esta marca forte e inesperada para o Clã duro do jacksimo no Maranhão, o ex-prefeito teve que aceitar Tadeu ser candidato à reeleição depois de sua derrota nas eleições de 2002.

Este cenário coloca muito em evidência como a história se repete hoje. A vice-prefeita Esmênia Miranda não é conhecida pelo grande público e fica à sombra do prefeito Eduardo Braide, que não deixa nem ela e nem nenhum secretário ter destaque. Braide, assim, como Jackson há época, escolheu um vice que acredita que poderia ter brilho maior que o dele e controlar a eleição de 2028 caso perca a eleição de governador este ano.

Resta à vice-prefeita quando se tornar prefeita ter o mesmo ímpeto de Tadeu Palácio. Ter uma marca forte e rápida para que ela seja dona da prefeitura e construa sua própria popularidade e marca, atacando os pontos fracos de Braide na gestão.

Com isso, Esmênia garante musculatura e, mesmo aliada, não permite que Braide interfira na sua reeleição em 2028. (Clodoaldo Correa)

Brandão diz que vai conversar com Lula e que tendência é de neutralidade do presidente no MA


O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), tem a expectativa de que o presidente Lula não participe da disputa estadual deste ano. “Acho que a tendência do presidente Lula é ficar neutro”, avalia.

Brandão rompeu com o seu vice, Felipe Camarão (PT), que pretende se candidatar. Já o governador apoiará seu sobrinho e secretário, Orleans Brandão (MDB).

Devido à disputa com Camarão, Brandão desistiu de concorrer ao Senado, como Lula queria, e agora espera uma conversa com o presidente para definir sua chapa.

Já o grupo remanescente do ex-governador Flávio Dino trabalha pelo apoio do PT e de Lula e, diferente de Brandão, não quer a neutralidade do presidente no Maranhão.

Diversos nomes da base são cotados para disputar o posto, como Weverton Rocha, André Fufuca e Eliziane Gama. “Vou discutir com ele, porque, na realidade, quem vai precisar do Senado é ele”, afirma.

21 fevereiro 2026

Após visitar Bolsonaro, Nikolas reage a Eduardo: “Não está bem”


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), visitou neste sábado (21/2) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no 19ºBatalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília.

Após a visita, Nikolas falou com a imprensa e reagiu a recentes ataques do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), “autoexilado” nos EUA, onde atua por retaliações comerciais e políticas contra autoridades brasileiras.

Em recente declaração, o filho 03 de Bolsonaro criticou Nikolas e a madrasta, Michelle Bolsoaro (PL), que, segundo Eduardo, “estão jogando o mesmo jogo” e estão com “amnésia” em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ungido pelo pai como candidato do clã à Presidência da República.

Nikolas respondeu: “Discordo que eu tenho amnésia e que a Michelle tem amnésia. E diante das situações que estão acontecendo, nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde (…). E a prioridade é nos atacar. Então isso diz muito mais sobre eles do que a mim”.

“A Michelle viveu o calvário dela. Ela, acima de tudo, é uma esposa, ela é uma mãe que tem que cuidar de uma filha, que está vindo aqui todos os dias preparando alimento para o marido dela de 70 anos, que está preso injustamente. Então eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar”, completou.

Em entrevista ao SBT News, Eduardo Bolsonaro afirmou: “Eu, pelo menos, não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora”. O senador, no entanto, confirmou presença na manifestação convocada pelo deputado no dia 1º de março na Avenida Paulista, em São Paulo.

Para o ex-deputado, o apoio de aliados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria ser mais explícito. “Pessoas que foram eleitas ou estão debaixo do guarda-chuva de Jair Bolsonaro, se dizem seguidoras das suas ordens e determinações, deveriam ter com mais afinco e se dedicado à campanha do Flávio”, declarou.

A visita do parlamentar ocorre em momento de críticas do meio bolsonarista em relação às articulações para as eleições e polêmicas com o PL em Minas Gerais.

No dia 11 de fevereiro, Nikolas afirmou ao podcast Café com Ferri que procura evitar que candidatos “não alinhados aos seus valores” sejam eleitos pela sigla em MG.

Na entrevista, ele deixou em aberto que, caso não tenha controle da chapa no Estado, entenderia como um “convite” para deixar o PL.

A afirmação foi interpretada como um ultimato no PL mineiro. Até então, o nome de Nikolas era apontado como um possível candidato ao governo do estado, mas o parlamentar declarou que disputará um novo mandato na Câmara dos Deputados.

“Vou para a reeleição no Congresso. Agora, mais do que nunca, está provado que minha voz em âmbito nacional é muito importante. E estamos trabalhando para achar um nome para o governo de Minas”, afirmou Nikolas ao Metrópoles.

Oposição que se diz lulista tenta sabotar obra de Lula para atingir Brandão em São Luís


A obsessão da oposição ao governador Carlos Brandão ultrapassou todos os limites do razoável. Depois de tentar embargar a extensão da Litorânea por meio de denúncia no Ministério Público Federal (MPF), agora o mesmo grupo parte para uma ofensiva nacional, espalhando suspeitas e plantando factoides sobre a execução da obra. O alvo declarado é Brandão — mas o dano político recai diretamente sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem eles juram ser aliados.

A extensão da Litorânea é fruto de parceria entre os governos federal e estadual, e se consolida como uma das maiores intervenções de infraestrutura da história recente do Maranhão. Com cronograma acelerado e impacto direto na mobilidade, no turismo e na economia de São Luís, a obra virou símbolo de eficiência administrativa. E é justamente isso que incomoda a oposição do “quanto pior, melhor”.

Ao nacionalizar críticas e levantar a palavra “irregularidade” sem provas concretas, esses setores fornecem munição pronta para adversários históricos de Lula atacarem o governo federal. Em vez de fortalecer o campo político ao qual dizem pertencer, escolhem alimentar narrativas que desgastam o próprio presidente. É uma estratégia quase irresponsável, movida mais por vaidade eleitoral do que por qualquer compromisso com a população.

No fim, fica evidente a contradição: para tentar desgastar Brandão no Maranhão, a oposição não hesita em colocar em risco uma entrega estratégica que pode ser inaugurada por Lula antes do período eleitoral.

A pergunta que aliados do governador fazem é: os dinistas estão do lado do presidente ou apenas usam o nome dele quando convém? Porque, na prática, atacar a extensão da Litorânea é atacar uma obra de Lula — e isso diz muito sobre as prioridades dessa turma.

Filiação de Iracema no MDB, não inviabiliza sua ida para o PT


Bastou o MDB do Maranhão oficializar o nome da atual presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, como nova integrante da legenda, para que alguns questionassem a relação histórica da deputada com o PT e cravassem uma recusa ao convite recebido.

No entanto, essa além de ser uma leitura rasa é equivocada. A filiação, nesse momento, de Iracema no MDB, não inviabiliza a sua ida, ainda em 2026, para o PT.

Iracema deixou o PSB justamente pelo fato do partido ter ido para a oposição ao Governo Brandão e não querer integrar um bloco parlamentar oposicionista na ALEMA. Se fosse agora para o PT, a situação seria exatamente a mesma, já que o PT integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado do PCdoB e PV. Iracema seria voto vencido, já que seria minoria, e ficaria num bloco oposicionista.

Diante do cenário, mostrando lealdade ao governador Carlos Brandão e seu grupo político, Iracema se filiou no MDB, partido comandado pelo secretário de Assuntos Municipalistas do Maranhão, Orleans Brandão, pré-candidato ao comando do Palácio dos Leões.

Só que a ida para o PT e disputar a eleição pelo partido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não só não está descartada, como é um possibilidade enorme, principalmente se o PT for apoiar Orleans Brandão.

Por fim, vale lembrar que o convite para Iracema retornar ao PT, partido pelo qual passou décadas, foi feito pelo próprio presidente nacional do PT, Edinho Silva. Ou seja, uma eventual refiliação de Iracema é um desejo da direção nacional.

18 fevereiro 2026

Desfile em homenagem a Lula foi um desastre na avaliação do PT e do Planalto

Todas as pesquisas e trackings que o Palácio do Planalto teve acesso apontam numa só direção: foi catastrófico para Lula o desfile da Acadêmicos de Niterói.

Não só o conjunto da obra não agradou a quem a essa altura o governo deveria querer seduzir — os evangélicos. Foi pior: a ala que representou a “família tradicional” dentro de uma lata de conservas está sendo vista no próprio governo como um desastre.

“Todo um trabalho de aproximação com os evangélicos foi jogado fora”, diz um líder petista.

Um ministro de Lula chega a dizer que essa ala é a “prova de que o governo não teve qualquer interferência na concepção do desfile”.

O fato é que o PT já começou desde ontem a tentar baixar o fogo.

Diz Edinho Silva, presidente do PT:

— A Acadêmicos de Niterói teve e tem autonomia para definir seu enredo e suas alegorias, tentar utilizar uma construção da escola para atacar o presidente Lula chega a ser ridículo; todos sabem do respeito que ele tem pela comunidade evangélica, e pelas suas lideranças.

(Lauro Jardim)