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sexta-feira, 6 de maio de 2022

Denúncia à Câmara Federal abala Josimar de Maranhãozinho


“Um lutador, incansável, agregador, cumpridor de palavra”. Os elogios foram feitos pelo deputado estadual Vinícius Louro (PL) ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho, chefe maior do seu partido no Maranhão, e seu líder e mentor político. Dadas ontem durante entrevista a uma emissora de TV, as declarações foram interpretadas por observadores experientes como um esforço do parlamentar de Pedreiras para, pelo menos, minimizar a situação complicada por que passa o chefe do PL, que também se coloca como pré-candidato ao Governo do Estado. Josimar de Maranhãozinho está entre os nove deputados federais levados esta semana ao Conselho de Ética da Câmara Federal por motivos diversos, sendo que ele é o único acusado de corrupção. E o motivo: seria ele o cabeça de um de grande esquema de desvio de recursos federais destinados à saúde e à educação, tendo as falcatruas com prefeituras já desviado mais de R$ 100 milhões, de acordo com o relatório de investigação da Polícia Federal.

Campeão de votos em 2014 para a Assembleia Legislativa e em 2018 para a Câmara Federal, o federal Josimar de Maranhãozinho decidiu se lançar pré-candidato ao Governo do Estado e sua mulher, a deputada estadual Detinha, à Câmara Baixa. Após uma série de fatos o tendo como epicentro, entre eles a denúncia de corrupção, que veio a público em imagens do parlamentar com maços de dinheiro nas mãos, escandalizando o País e chocando o Maranhão, Josimar de Maranhãozinho, que chegara a alcançar mais de uma dezena de pontos percentuais, começou a desabar. À medida que as investigações da Polícia Federal avançaram, o pré-candidato do PL a governador despencou nas intenções de voto, tanto que nas últimas pesquisas sua posição é de apenas três pontos percentuais na preferência do eleitorado. Além disso, ele tem aparecido em todas as pesquisas como detentor do maior percentual de rejeição.

O fato de encontrar-se na mira da Polícia Federal e de estar denunciado por corrupção já vinha tornando Brasília um ambiente incômodo para o parlamentar. Não foi por outra razão que ele montou a estratégia de se lançar pré-candidato a governador e sua mulher, a deputada Detinha, à Câmara Federal, mas guardando no bolso do colete o projeto de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Isso porque já sabe há tempos que sua candidatura ao Governo do Estado é política e eleitoralmente inviável. Mesmo assim, jogou todo o peso das suas relações muito afinadas com o presidente nacional do PL, o notório ex-deputado federal paulista Waldemar Costa Neto, e conseguiu evitar que o senador Roberto Rocha ingressasse no seu partido e, com a influência dos Bolsonaro, fragilizasse sua chefia no braço maranhense da legenda, que hoje tem o presidente da República como filiado e candidato à reeleição.

Para evitar o isolamento no tabuleiro político estadual, e atendendo a recomendação do seu chefe partidário, Josimar de Maranhãozinho colocou o PL no grupo de apoio à pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição. Meses atrás, ele andou “ameaçando” candidatar-se ao Senado, numa tentativa de atingir o projeto senatorial do ex-governador Flávio Dino, de quem se declarou adversário. Justificada como decorrência de “desprestígio” do seu partido e seu grupo em relação ao Governo do Estado, a mágoa seria, na verdade, motivada pelo fato de o governador Flávio Dino não ter interferido nas investigações da Polícia estadual, determinadas pelo Ministério Público, sobre as denúncias. Da mesma maneira como os poderosos de Brasília não conseguiram barrar as investigações da Polícia Federal sob o comando do Ministério Público Federal.

A chegada da denúncia ao Conselho de Ética da Câmara Federal, juntamente com as de oito parlamentares, mas com a agravante de que ele é o único acusado de corrupção, tirou Josimar de Maranhãozinho de tempo, à medida que ele corre mesmo sério risco de ser cassado, o que, se ocorrer, será um tiro mortal na sua carreira. Não é sem razão, portanto, que a tropa de choque do PL na Assembleia Legislativa passou, de uma hora para outra, a louvar sua ação política e a reafirmar o seu projeto de candidatura ao Palácio dos Leões, no qual nem seus aliados parecem acreditar.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Cassação de Josimar Maranhãozinho começa a tramitar no Conselho de Ética


O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), decidiu destravar os pedidos de quebra de decoro contra deputados e liberou 22 representações ao Conselho de Ética da Câmara para que sejam instaurados processos contra parlamentares. Nesta quarta-feira (27/4), sete destes processos já tiveram início na reunião do Conselho — a primeira após cinco meses.

Na relação, está o pedido de cassação contra Kim Kataguiri (União Brasil-SP), pelas declarações que foram tachadas de nazistas, e também contra Josimar Maranhãozinho (PL-MA), acusado de desviar dinheiro de emendas. Já contra Eduardo Bolsonaro há oito representações.

As 22 representações estão sob o comando do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), que pautou sete (delas contra seis deputados) para esta quarta-feira. As outras vão ser agendadas para as próximas semanas, de acordo com a data de acontecimentos dos fatos.

Uma representação contra Josimar Maranhãozinho (PL) foi protocolada em 3 de dezembro do ano passado e o caso estava parado. Imagens gravadas pela Polícia Federal flagraram o deputado carregando caixas com dinheiro em seu escritório. Os recursos seriam provenientes de desvios de emendas parlamentares.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Deputado é o pior parlamentar do Maranhão em Brasília


O deputado federal Zé Carlos (PT) foi considerado o pior parlamentar maranhense em 2021 em Brasília. O Ranking dos Políticos, hoje a mais gabaritada plataforma de análise política do país, classificou Zé Carlos com a pior nota entre os 21 parlamentares da bancada maranhense em Brasília.

O petista alcançou míseros 3,1 pontos no ranking. O primeiro colocado na lista, Aluísio Mendes (PSC), obteve 7,98 pontos.

Zé Carlos votou contra todos os projetos que combatiam privilégios e modernizavam o país durante o ano. Com destaque para o Marco do Saneamento Básico, que pretende universalizar o serviço nas próximas décadas (votou contra). Educação como atividade essencial durante a pandemia (votou contra). Autonomia do Banco Central que pretende diminuir a influência de governos em políticas monetárias (votou contra).

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Juiz Federal suspende reembolso de combustível de Marreca Filho


O juiz federal Renato Coelho Borelli mandou suspender o pagamento das despesas com combustíveis do deputado federal maranhense Marreca Filho (Patriota) e de todos os outros 103 parlamentares citados no relatório da Operação Tanque Furado, feito pela ONG Instituto Ops, que auditou 1.863 notas fiscais de abastecimento de veículos de deputados e assessores entre 2019 e 2020.

A ação foi proposta pelo vereador de São Paulo Fernando Holiday e pelo coordenador do Novo Lucas Pavanto.

De acordo com os dados levantados pela ONG, Marrequinha abasteceu 178 vezes no dia 9 de novembro de 2019 e 71 vezes dois dias depois (reveja).

O parlamentar, contudo, nega que tenha cometido irregularidade. Em nota, ele disse que o valor refere-se ao consumo consolidado do período de um mês.

“A norma que regula o uso da verba permite que os gastos feitos com combustível durante um mês sejam consolidados em uma única nota, que foi o que ocorreu no caso citado”, diz o comunicado oficial.

De acordo com o despacho judicial, a Câmara dos Deputados deve se abster “de realizar reembolso das despesas efetuadas com combustíveis dos deputados indicados no relatório do Instituto OPS (ID 516541876), até que ocorra a devida prestação de contas pelos parlamentares”.

Gilberto Léda