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30 março 2026

Brandão diz ao STF que pedido de afastamento tem motivação política


O governador Carlos Brandão apresentou resposta ao Supremo Tribunal Federal contra o pedido de afastamento protocolado pelo PCdoB. A ação, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, trata de suposto nepotismo na gestão estadual, citando pessoas que foram há meses afastadas da gestão estadual.

Na manifestação, Brandão afirma que o processo foi motivado pelo rompimento político entre o governo e o partido, e não por fundamentos jurídicos.

“A via processual foi acionada não por genuína questão jurídica, mas sim como prolongamento da disputa político-partidária travada extra autos”, diz trecho da manifestação enviada à Corte. O governador também declarou que “não se revela tolerável que atores político-partidários lancem mão da via judicial para fins alheios à tutela de direitos, transformando o Poder Judiciário em arena de rixa eleitoral”.

O caso tem como pano de fundo o distanciamento entre Brandão e o grupo remanescente do ex-governador Flávio Dino. Na defesa, o governo nega descumprimento de decisões judiciais e sustenta que não houve permanência irregular de servidores afastados.

29 março 2026

Orleans destaca a grandiosidade da Av. Metropolitana durante entrega da segunda etapa da via


“Estamos fazendo a maior obra de mobilidade urbana da história do Maranhão, e não apenas retornos”, afirmou o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, durante a entrega da segunda etapa da Avenida Metropolitana, feita pelo governador Carlos Brandão, neste sábado (29), em São Luís.

A nova etapa da via representa um avanço significativo na infraestrutura viária da Grande Ilha, ampliando a capacidade de circulação e criando novas alternativas de deslocamento para moradores da capital e de municípios da ilha.

Durante o evento, Orleans Brandão reforçou a grandiosidade da Avenida Metropolitana e os benefícios diretos para a população.

“Estamos concluindo mais uma etapa dessa obra que estava no rol das consideradas obras impossíveis, que ninguém tirava do papel, e que agora está sendo concretizada por um homem obstinado que é o governador Brandão. Com a Metropolitana, estamos garantindo maior fluidez ao trânsito, reduzindo o tempo de deslocamento e levando mais qualidade de vida para quem utiliza essas vias todos os dias”, ressaltou Orleans.

Eixo de Integração

Com 4,36 quilômetros de extensão, o novo trecho conecta o Conjunto São Raimundo ao retorno da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), consolidando um importante eixo de integração urbana. A avenida foi projetada com seis pistas de rolamento, ciclovia, calçadas acessíveis, canteiro central estruturado e iluminação pública moderna.

Com infraestrutura moderna e planejamento estratégico para dar fluidez ao trânsito, a Avenida Metropolitana é um dos principais investimentos em mobilidade urbana da capital maranhense.

As intervenções visam ainda solucionar os gargalos históricos da mobilidade urbana nos trechos abrangidos, além de criar rotas alternativas aos corredores já saturados e reorganizar o fluxo viário da Grande Ilha.

O governador Carlos Brandão destacou o caráter estratégico do investimento para o crescimento da capital. “Esse é um investimento que acompanha a expansão de São Luís. A cidade cresceu muito e precisava de uma intervenção de grande porte como essa. Após concluída, a Metropolitana vai beneficiar mais de um milhão de moradores, abrangendo os quatros municípios da Grande Ilha. As pessoas vão conseguir trafegar com mais qualidade e chegar mais cedo em suas casas. Isso é qualidade de vida”, afirmou Brandão.

Impactos positivos

Além de melhorar a mobilidade urbana, a Avenida Metropolitana impacta diretamente a rotina de moradores de 50 bairros da região metropolitana, ajudando a desafogar vias já saturadas e fortalecendo a integração de São Luís com municípios de Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar.

A moradora da Cidade Olímpica, Meyere Márcia, considera a obra de suma importância, principalmente para quem vive o dia a dia naquele trecho da via, como os estudantes da UEMA e os milhares de moradores dos bairros que compõem a região, por exemplo. “Com essa interligação entre bairros feita pela Metropolitana, melhora muito a locomoção e impacta positivamente a vida de todos nós”, pontuou ela.

Além de garantir segurança e eficiência a motoristas, ciclistas e pedestres, a intervenção promove ainda impactos conômicos, uma vez que movimenta e estimula o comércio local e valoriza toda a região.

27 março 2026

Iracema Vale participa de agendas do governo em Barreirinhas


A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale (MDB), participou, nesta quinta-feira (26), da agenda institucional do Governo do Estado em Barreirinhas, que incluiu a abertura do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho (FONSET), a entrega de tablets a estudantes e a inauguração de obras de infraestrutura.

A programação integrou a agenda municipalista liderada pelo governador Carlos Brandão (sem partido) na região dos Lençóis Maranhenses, com ações também nos municípios de Paulino Neves e Humberto de Campos.

Participaram também dos eventos, o senador Weverton Rocha; os deputados estaduais Antônio Pereira e Ana do Gás; o secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão; o secretário adjunto de Educação, Assis Filho; o ex-deputado federal e estadual Edilázio Júnior e outras autoridades.

Em Barreirinhas, a agenda começou com a abertura da 149ª Assembleia Geral Ordinária do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho, realizada no auditório do Gran Lençóis Flat Residence. O evento reuniu gestores de todo o país para o debate de políticas públicas voltadas ao trabalho. Na sequência, o governo realizou a entrega de 2.631 tablets para estudantes da rede estadual, por meio do Programa Educação de Verdade, no eixo ‘Tô Conectado’.

Durante a agenda, a presidente da Assembleia Legislativa destacou a parceria entre os poderes e os investimentos na região. “A Assembleia sempre será parceira do Governo que é atuante e que tem trabalho em todo o estado do Maranhão. E hoje, claro, a minha região sendo contemplada: Barreirinhas, Humberto de Campos, Paulino Neves. A gente sai daqui muito feliz, porque percebe a alegria da juventude de Barreirinhas com o programa ‘Tô Conectado’, que é um programa pensado pelo nosso secretário Orleans Brandão e executado pelo governador Carlos Brandão. Então, o nosso coração é só gratidão. Barreirinhas tá conectada!”, afirmou Iracema Vale.

Durante a solenidade, também foram entregues 195 tablets e fardamentos para Agentes Comunitários de Saúde, além de 109 títulos de Reconhecimento de Domínio de Terra. A programação incluiu, ainda, a entrega de veículos para as secretarias municipais de Assistência Social e de Educação, por meio do programa ‘Coopera Maranhão’, além do acompanhamento de obras executadas pela Prefeitura.

O governador também destacou o conjunto de ações realizadas ao longo do dia nos municípios da região. “Dando continuidade à nossa agenda municipalista, hoje, passamos por Paulino Neves entregando obras, depois fomos a Humberto de Campos e agora, em Barreirinhas, onde encerramos. Começamos com a entrega de tablets, no total mais de 10 mil tablets para toda a região. Entregamos títulos de terras da zona rural, mais de 250 tablets e uniformes para os agentes comunitários de saúde, fortalecendo essa parceria. E também, por meio do programa ‘Coopera Maranhão’, entregamos um veículo para a assistência social, um para a educação e uma caminhonete para auxiliar as atividades da Câmara Municipal”, disse Carlos Brandão.

Ainda nesta quinta-feira (26), o Governo do Maranhão entregou dois novos Restaurantes Populares, ampliando a rede de segurança alimentar no estado. Em Paulino Neves, foi inaugurada a unidade 219 e, em Humberto de Campos, a unidade 220 da rede. Os equipamentos passaram a oferecer refeições a preços acessíveis, com café da manhã a R$ 0,50 e almoço e jantar a R$ 1,00, garantindo alimentação de qualidade à população.

Em Humberto de Campos, também foram entregues 482 óculos de grau para beneficiários do programa Maranhão Livre da Fome, em ação voltada à promoção da saúde e inclusão social.

24 março 2026

André Fufuca tenta vender “gestão de sucesso”, mas realidade expõe baixa popularidade e denúncias


O ministro do Esporte, André Fufuca, apresentou nesta quarta-feira (18), na Câmara dos Deputados, um balanço robusto de sua gestão antes de deixar o cargo, no final de março, para retomar seu mandato parlamentar e focar na disputa eleitoral de 2026.

O ministro do Esporte, André Fufuca, apresentou na Câmara dos Deputados (18), um balanço otimista de sua gestão antes de deixar o cargo e focar nas eleições de 2026. Com destaque para aumento de orçamento, obras e programas sociais, o discurso seguiu a linha de missão cumprida. Mas, fora do discurso, a realidade é outra. Ao apresentar esse balanço, o ministro tenta vender um cenário que não corresponde ao que vem sendo apontado, passando a impressão de que quer enganar a população.

Um ranking recente colocou Fufuca como o menos popular e pior avaliado do governo Lula, o que já mostra um contraste com o “balanço robusto” apresentado. Além disso, reportagens do Metrópoles apontaram que, ainda como deputado, ele destinou recursos de emenda parlamentar para uma empresa considerada fantasma, ligada a suspeitas de desvio de verbas públicas, o que levanta questionamentos sobre sua trajetória.

Médico de formação e com carreira política iniciada sob influência do pai, ex-prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Fufuca agora deixa o ministério mirando 2026. Mas a tentativa de sair com imagem positiva esbarra em críticas, investigações e baixa popularidade. No fim, o discurso de legado pode até agradar aliados, mas não apaga as dúvidas que seguem rondando seu nome.

21 março 2026

A saída honrosa para Alexandre de Moraes mandar Bolsonaro para a prisão domiciliar


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira (20) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o novo pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na semana passada, Bolsonaro passou mal no presídio e foi levado para o Hospital DF Star, onde continua internado. O ex-presidente se recupera de um quadro de pneumonia bacteriana.

O pedido para que a PGR apresente um parecer foi feito após a direção da Papudinha informar a Moraes que a transferência para a unidade hospitalar ocorreu em razão do “risco de morte” do ex-presidente.

Mais cedo, no relatório enviado ao Supremo, o presídio comunicou oficialmente ao ministro que realizou a escolta para o hospital.

“A escolta teve início às 6h52, após avaliação e determinação da médica de plantão, Dra Ana Cristina, em razão do risco de morte do custodiado. O trajeto foi concluído por volta das 8h55, com chegada no Hospital DF Star”, diz o relatório.

Após o ex-presidente passar mal, a defesa fez novo pedido de prisão domiciliar a Moraes. Não há prazo para decisão.

De acordo com boletim médico divulgado na manhã de hoje, Bolsonaro segue internado e não tem previsão de alta.

19 março 2026

Dr. Julinho segue avançando na regularização fundiária com a entrega de quase 300 títulos na Vila Flamengo


Sob a liderança do prefeito Dr. Julinho (PODEMOS), a Prefeitura de São José de Ribamar realizou, na Vila Flamengo, a entrega de quase 300 registros de imóveis, por meio da Secretaria Municipal de Regularização Fundiária (SEMREF), marcando mais um avanço importante na regularização fundiária do município. A ação garante segurança jurídica e transforma em direito aquilo que, por muitos anos, foi apenas posse para centenas de famílias.

Durante o evento, Dr. Julinho destacou o compromisso da gestão em garantir direitos e melhorar a vida da população. A iniciativa integra um conjunto de ações que já beneficiou mais de 1.200 famílias na comunidade, assegurando o reconhecimento legal dos imóveis e mais tranquilidade para os moradores.

A emoção marcou a cerimônia, principalmente entre os beneficiados.

“São trinta e sete anos de muita espera e eu não tinha como pagar, mas, graças a Deus, a todos os anjos e santos e à equipe da prefeitura, eu consegui esse título hoje. Eu estou muito feliz”, afirmou a moradora Hilliud Bezerra.


A secretária municipal de Regularização Fundiária (SEMREF), Paula Miranda, também destacou a importância do trabalho realizado. “Esse é um trabalho que transforma vidas. A regularização fundiária garante segurança jurídica, dignidade e abre portas para novos direitos. Nosso compromisso é seguir avançando e levando esse benefício a cada vez mais famílias”, ressaltou.

Com os registros em cartório, os moradores passam a ter oficialmente a propriedade de seus imóveis, garantindo segurança jurídica, valorização dos bens e acesso a novos direitos.

A gestão do prefeito Dr. Julinho segue avançando com políticas públicas que promovem cidadania, inclusão e desenvolvimento, reafirmando o compromisso de construir uma cidade mais justa e com mais oportunidades para todos.

Instituto Quaest divulga pesquisa para o governo do Maranhão; Veja os números


O Instituto Quaest divulgou nesta quarta-feira, 18, pesquisa encomendada pela TV Mirante com intenção de votos para o governo estadual e também para o Senado. Pelos números, há um empate entre os pré-candidatos Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD) no cenário espontâneo. O levantamento foi realizados nos dias 12 a 16 de março ouvindo 900 eleitores em 49 municípios maranhenses. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança é de 95%. O registro da pesquisa tem protocolo MA – 07211/2026.

No cenário espontâneo (quando não é apresentado o nome do candidato ao entrevistado), tanto o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, quanto o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, alcançaram 15% das intenções de votos. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), é citado por 7% dos ouvidos e o vice-governador, Felipe Camarão (PT), 5%.

No quadro comparativo com a pesquisa de outubro de 2025, o pré-candidato que mais cresceu foi o emedebista: 10 pontos percentuais.




Os cenários estimulados mostram vantagem do prefeito da capital. No primeiro, Braide aparece com 35%, Orleans com 24%, Lahesio Bonfim com 11% e Camarão com 7%. Mas se a disputa não tiver Felipe Camarão os números são esses: Eduardo Braide com 37%, Orleans Brandão com 26% e Lahesio Bonfim com 13%.

Já no cenário sem Lahesio Bonfim, Braide alcança 39%, Orleans Brandão, 26% e Felipe Camarão, 9%. Se a disputa não tiver o prefeito de São Luís, o cenário fica com Orleans liderando com 31%, Lahesio com 19% e Camarão com 16%.




Considerando cenários de segundo turno, o prefeito da capital ganharia na disputa em que aparece com o emedebista e com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. No cenário com Orleans, Braide alcança 46% contra 33%. Já na disputa com Bonfim, o prefeito de São Luís chega a 52% e Lahesio, 23%.




Outra pergunta entre os questionários da Quaest é sobre a sucessão comandada pelo governador Carlos Brandão (sem partido). Neste cenário, com a pergunta se o governador merece eleger o seu sucesso, 57% dos eleitores disseram que sim, que merece eleger o sucessor. Outros 33% afirmaram que não.



18 março 2026

Com prazo na porta, Braide mantém silêncio sobre candidatura aos Leões


A menos de 20 dias do prazo final de desincompatibilização, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, segue sem indicar sequer à esposa se deixará ou não o cargo para disputar o Governo do Maranhão. Nem mesmo em declarações públicas ou nos bastidores o gestor tem sinalizado sua decisão, mantendo uma postura de silêncio absoluto que contrasta com a movimentação de aliados e especulações nas redes sociais.

Enquanto apoiadores difundem informações sobre convenções megalomaníacas, produção de materiais de campanha e até jingles criados com inteligência artificial, Braide evita qualquer confirmação e reforça a estratégia de mistério. A indefinição ocorre em um momento decisivo do calendário eleitoral, em que potenciais candidatos precisam deixar cargos executivos para concorrer a novos postos.

O cenário difere do adotado pelo xará e igualmente prefeito Eduardo Paes, também do PSD, que iniciou nesta semana sua despedida para disputar o Palácio Guanabara, sede do Executivo fluminense. Na segunda-feira (16), fez publicação em homenagem a um antigo funcionário do Município e sugeriu o aumento do número de escolas de samba na Sapucaí ao vice – e próximo prefeito – Eduardo Cavaliere, em estratégia oposta à adotada por Braide, que segue apostando no controle do tempo político.

Base política de Josimar Maranhãozinho reafirma união e mantém apoio em todo o Maranhão


Nos últimos dias, o cenário político maranhense tem evidenciado um movimento claro de união em torno da liderança do deputado federal Josimar Maranhãozinho. Prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e diversas lideranças políticas têm se manifestado publicamente nas redes sociais, reafirmando apoio e reconhecimento ao trabalho construído ao longo dos anos.

As manifestações destacam, sobretudo, a presença política ativa do parlamentar nos municípios, marcada por parcerias e proximidade com a população. Em diferentes regiões do estado, aliados ressaltam a importância da atuação de Josimar para o desenvolvimento local e para o fortalecimento de políticas públicas.

O volume de declarações espontâneas chama atenção e demonstra a solidez de um grupo político que segue coeso, com forte capilaridade e articulação em diversas cidades maranhenses.

Para analistas políticos, o momento revela não apenas fidelidade das lideranças, mas também o reconhecimento de uma trajetória consolidada, construída com diálogo e presença constante junto às bases.

17 março 2026

Advogados de Brandão se manifestam para Dino reconsiderar decisões sobre Adin do TCE


O governador Carlos Brandão (sem partido) apresentou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de reconsideração ou envio de análise para o pleno da Corte Suprema da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do caso da escolha de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e as decisões atreladas a ação dadas pelo ministro Flávio Dino, relator do processo, que dizem respeito a investigações da Polícia Federal determinadas por Dino.


Na peça, os advogados de Carlos Brandão dizem que o relator da Adin deu decisão após manifestação da advogada mineira Ana Clara Alcântara, que não faz parte da ação, sobre o processo de escolha de conselheiro do TCE. Ela acusou o governador maranhense de compra de vagas de conselheiro.

A decisão de Dino foi para a Polícia Federal instaurar inquérito para investigar o caso. Segundo argumentam os advogados de Brandão, o STF não tem competência para fazer tal determinação e que, constitucionalmente, o correto seria encaminhar a Procuradoria Geral da República para as devidas providências.

Além disso, os advogados afirmam ainda na petição que é necessário que os argumentos usados pela advogada sejam desvinculados da Adin sobre a escolha de conselheiro do TCE, cujo teor é de análise de constitucionalidade e que seja feito o julgamento da ação, paralisada por tempo indeterminado pelo ministro Flávio Dino.

“A ação direta de inconstitucionalidade é instrumento de controle normativo abstrato. Não se presta à conversão, por derivação incidental, em espaço de formação de juízo criminal sobre fatos concretos imputados a pessoas determinadas. A manutenção, sem apreciação, de decisão que promove esse desvio funcional aprofunda indevidamente a deformação objetiva do processo constitucional”, argumentam os advogados.

Por fim, há os argumentos sobre a competência de análise de processos contra governadores de Estado. Os advogados alegam que o STF não é o local para julgamento do chefe do poder Executivo. O foro prevê que as ações contra governadores sejam analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

13 março 2026

Médico detalha saúde de Jair Bolsonaro: “Quadro de pneumonia é grave”


Durante coletiva de imprensa concedida em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (13/3), o médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que a extensão da pneumonia no pulmão dele é maior.

Bolsonaro foi internado em unidade de terapia intensiva (UTI) nesta sexta, após passar mal na cela da Papudinha, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

“O estado dele é grave. O quadro é grave porque, na verdade, começou nesta madrugada. E tem um exame específico, que se chama procalcitonina, que sobe nas infecções agudas. E ela sobe só em infecções mais graves, e a dele aumentou de forma drástica na primeira coleta que nós fizemos”, detalhou.

Ele acrescentou que “cada infecção tem uma característica peculiar, mas nós sabemos que a pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave, porque evolui para septicemia [infecção generalizada]”.

Segundo o médico, ele foi logo submetido a uma tomografia, que confirmou a suspeita, mostrando uma broncopneumonia bilateral, mais acentuada à esquerda. “E o que chama a atenção: este quadro, esta pneumonia, é maior, mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve. Isso requer um cuidado especial agora”, explicou.

O médico lembrou que Bolsonaro teve um quadro de pneumonia semelhante em agosto. “Na avaliação que nós fizemos de controle de tomografia em dezembro, ainda tinha um resquício da pneumonia de agosto. Quer dizer, mostrou que o organismo fica com essa recorrência de pequenas broncoaspirações”, acrescentou.

O médico explicou que a diferença agora é a extensão dessa pneumonia documentada pela tomografia.

“Quando nós verificamos uma parte grande do pulmão esquerdo e também do pulmão direito, em comparação aos outros exames que ele fez em outras internações, nós verificamos um quadro mais acentuado, sim“, disse, em referência à fala do filho Flávio de que não havia risco à vida dele, mas que essa tinha sido a pior situação em relação ao líquido no pulmão até o momento.

O médico disse ainda que, apesar de o ex-presidente atualmente fazer uso de sete comprimidos por dia exclusivamente para o trato digestivo, o problema gástrico agora não é a prioridade.

“Depois desta internação, o foco total é na infecção. Proteção total para o paciente. O foco agora é não deixar que a infecção progrida. É um risco. Como eu falei, nós não sabemos como evoluirá. Então é monitoramento o tempo todo, ajuste de medicamento o tempo todo.”

19 fevereiro 2026

Moraes está com “sangue nos olhos”


Aliados do ministro do STF Alexandre de Moraes no Judiciário afirmam que ele está com o “sangue nos olhos” para descobrir quem está por trás do acesso indevido aos dados fiscais de sua esposa, a advogada Viviane Barci.

De acordo com um influente ministro do Supremo próximo a Moraes, o magistrado demonstra, nos bastidores, que “vai para cima” de quem organizou o que ele considera como uma “pancadaria” contra a Corte.

De acordo com esse magistrado próximo a Moraes, o ministro do STF desconfia haver “banqueiros” e membros do Poder Executivo por trás do vazamento dos dados. Até mesmo a imprensa estaria na mira de Moraes.

Desde o fim de 2025, vale lembrar, foi graças à imprensa que veio à tona a notícia de que o escritório da esposa de Moraes tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, montante que foge do padrão do mercado.

Moraes, como revelou a coluna, quebrou os sigilos de quatro servidores públicos suspeitos de acessar os dados de ministros do STF e de seus familiares. O objetivo dele é saber se eles venderam esses dados — e quem pagou.

14 fevereiro 2026

A aliados, Toffoli atribui a Lula entrega de relatório da PF sobre celular de Vorcaro ao STF


Obrigado pelos colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) a abandonar a relatoria do caso Master, o ministro Dias Toffoli tem atribuído ao presidente Lula, responsável pela sua indicação para o Tribunal em 2009, o movimento da Polícia Federal (PF) de entregar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório que destrincha suas conexões com Daniel Vorcaro.

A interlocutores próximos, Toffoli afirma estar convicto de que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao enviar diretamente para o Supremo o dossiê, um calhamaço de aproximadamente 200 páginas com diversos registros de ligações, mensagens e transações que envolvem direta ou indiretamente o ministro. Nas conversas de bastidores, Toffoli tem avaliado que Rodrigues nunca tomaria tal atitude sem a autorização do petista.

Outro fator que vem sendo usado pelo ministro para justificar a desconfiança em relação ao presidente é o fato de que, horas antes de Toffoli deixar a relatoria do processo por pressão dos outros ministros do STF, Lula se reuniu com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, de quem cobrou apuração rigorosa das fraudes do banco de Vorcaro. Como PGR, Gonet detém a prerrogativa de apresentar um pedido de suspeição contra o ministro.

Mágoa antiga

Para o ministro, um dos motivos do presidente da República para dar aval à ação da PF é uma mágoa antiga com ele em relação a um episódio ocorrido em 2019, durante a Lava-Jato.

A pessoas próximas, Toffoli tem dito que não tem dúvidas de que o petista busca se vingar, embora ambos tenham se reconciliado no fim de 2024 após seis anos de distanciamento. O magistrado tem feito questão de frisar que Andrei Rodrigues chefiou a segurança de Lula nas eleições de 2022 e elaborou o relatório para satisfazer o petista, que tem criticado nos bastidores a atuação dele à frente do inquérito do Banco Master.

Na ocasião, Lula cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro na Superintendência da PF em Curitiba (PR) quando um de seus irmãos, Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, faleceu. Seus advogados acionaram a Justiça pedindo autorização para que ele comparecesse ao enterro, mas o pedido foi rejeitado na primeira e segunda instâncias.

A defesa de Lula recorreu ao Supremo, e a decisão ficou a cargo de Toffoli, que à época presidia a Corte e estava de plantão no recesso do Judiciário. O ministro, porém, só decidiu sobre o pleito no dia seguinte e minutos antes do horário do enterro de Vavá em São Bernardo do Campo (SP), a mais de 400 quilômetros de onde o petista estava preso.

Além disso, o magistrado determinou que Lula só poderia encontrar a família em um quartel militar, para onde o corpo do irmão poderia ser levado. Diante das condições impostas por Toffoli, ele desistiu de viajar.

O ministro foi duramente criticado por aliados do petista. Na época, muitos frisaram que até a ditadura militar o havia liberado para acompanhar o enterro da mãe, Dona Lindu, quando estava preso em 1980 em razão das greves que liderou no ABC Paulista.

Um mês depois, a Justiça Federal do Paraná autorizou Lula a comparecer ao enterro do neto Arthur Lula da Silva, que morreu aos 7 anos vítima de meningite meningocócica, também em São Bernardo do Campo, e o ex-presidente se reuniu com a família. Como não houve objeção das instâncias inferiores, a defesa não precisou recorrer ao Supremo.

Aproximação com Bolsonaro e volta de Lula

Outro episódio que Lula e os próprios petistas têm dificuldade de digerir em relação a Toffoli foi sua aproximação com Jair Bolsonaro. Às vésperas do primeiro turno da eleição de 2018, o ministro declarou que passaria a chamar o golpe militar que depôs João Goulart como “movimento de 1964”.

À frente do STF, elogiou diversas vezes o então presidente, com quem confraternizou em sua casa em Brasília, além de trocar com Bolsonaro abraços efusivos e silenciar diante de declarações e manifestações de cunho autoritário.

Depois que Lula foi eleito, em 2023, o petista passou a receber diversos acenos de Toffoli.

Além de recados levados por interlocutores em comum, o ministro adotou medidas concretas. Em 2023, anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht e, na decisão, classificou a Lava-Jato como um “PAU DE ARARA DO SÉCULO 21”, em caixa alta, que teria promovido uma “verdadeira tortura psicológica” para obter “provas” contra inocentes.

Os esforços foram em vão até o fim de 2024, quando Lula e Toffoli se reconciliaram após seis anos em um encontro revelado pelo GLOBO. Para o ministro, o perdão não teria sido capaz de apagar a mágoa.

Mais recentemente, em dezembro de 2025, o presidente recebeu o magistrado para um almoço na Granja do Torto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o colunista Lauro Jardim, a conversa girou em torno do caso Master. Haddad discorreu sobre o modus operandi das fraudes do Master e o presidente aconselhou o ministro que a investigação poderia “reescrever sua biografia”.

13 fevereiro 2026

Toffoli decidiu sair do caso Master após fala de Dino sobre contexto político do caso


O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um clima de forte desconforto interno nesta sexta-feira (13). O estopim foi a publicação, pelo portal Poder360, de diálogos sigilosos ocorridos durante uma reunião reservada entre os ministros na última quinta-feira (12).

O encontro selou a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado “Caso Master”, que investiga fraudes financeiras no banco do empresário Daniel Vorcaro.

A cúpula do Judiciário avalia que houve um vazamento seletivo e descontextualizado. Segundo interlocutores, a divulgação de trechos que mostram uma maioria favorável à permanência de Toffoli na condução do inquérito teria o objetivo de blindar a imagem do magistrado, sugerindo que sua saída foi um gesto de desprendimento, e não uma resposta a pressões por suspeição.

De acordo com as informações vazadas, oito dos dez ministros presentes teriam se manifestado pela manutenção de Toffoli no caso. Entre os nomes citados como apoiadores estão Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Apenas o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia teriam defendido abertamente o afastamento do relator original. Procurado, Toffoli negou categoricamente ter sido a fonte do vazamento das conversas.

Apesar do suposto apoio majoritário, o cenário mudou após uma intervenção do ministro Flávio Dino. Ele teria alertado sobre o “contexto político” sensível em torno do Banco Master, o que convenceu Toffoli de que seu afastamento seria o melhor caminho para evitar o desgaste da instituição, segundo o Blog do Valdo Cruz.

A estratégia de saída voluntária serviu a um propósito jurídico crucial: evitou uma decretação formal de suspeição. Com isso, todos os atos e decisões já tomados por Toffoli no processo permanecem válidos, blindando a investigação de eventuais anulações futuras.

26 novembro 2025

Iracema classifica decisão unânime do STF como “vitória da democracia”


Em discurso forte e emocionado nesta quarta-feira (26), a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale, classificou a decisão unânime do STF que validou os critérios adotados pela Casa para suas eleições internas como “vitória da democracia”.

Em pouco mais de 10 minutos, a parlamentar agradeceu o apoio recebido dos colegas e da população, exaltou sua força e batalhas enfrentadas ao longo da vida e ressaltou a importância histórica da decisão.

A eleição realizada em 13 de novembro de 2024 foi questionada pelo PCdoB por conta do critério de desempate que garantiu a reeleição de Iracema ao comando do Legislativo estadual. O STF, no entanto, garantiu sua constitucionalidade pelo placar de 10 a 0.
Com informações do Blog Marrapá

25 novembro 2025

STF garante por unanimidade reeleição de Iracema na Alema


O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta segunda-feira, 24, o processo em que se questionava a reeleição da deputada estadual Iracema Vale à presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão.

O último voto favorável à parlamentar foi dado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, garantindo 10 votos pela manutenção do resultado do pleito – nenhum ministro votou contra.

A análise do caso prosseguiu depois de o ministro Luiz Fux cancelar um pedido de destaque que havia sido feito e após a relatora do processo, ministra Cármen Lúcia, rejeitar mais um pedido protelatório do PCdoB (relembre).

Na ação, o Solidariedade insurgia-se contra o critério de idade para desempate da eleição, que havia terminado com 21 votos para Iracema e os mesmos 21 votos para Othelino neto (SD) em novembro do ano passado.

Reunião do PL tem bronca de Michelle, Flávio ungido porta-voz de Bolsonaro e reconciliação


A reunião emergencial feita pelo Partido Liberal em Brasília na tarde desta segunda-feira, 24, teve broncas públicas entre os participantes, a escolha de um porta-voz oficial para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e momentos de reconciliação, segundo relatos feitos ao Estadão.

O encontro foi convocado pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, para debater como realinhar a tropa em defesa de Bolsonaro, preso preventivamente no sábado, 22. Cerca de 50 parlamentares se reuniram num auditório da sede do partido por quase três horas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi ungido porta-voz do pai. Ficará sob sua responsabilidade, em alinhamento com os irmãos e a madrasta Michelle, repassar aos parlamentares as orientações do ex-presidente, preso numa cela especial na Superintendência Regional da Polícia Federal.

Um deputado federal então perguntou a Flávio qual orientação os bolsonaristas deveriam seguir, uma vez que Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os Estados Unidos para trabalhar por sanções contra o STF, tem agido em dissonância com a atuação do PL em solo brasileiro.

“Isso vocês podem deixar que eu vou resolver”, respondeu Flávio.

O senador chegou a dar uma bronca pública no marqueteiro do PL, Duda Lima, sobre as inserções que a legenda tem promovido na TV, no rádio e na internet, convocando apoiadores a se filiarem. “Por que o meu pai não está nas inserções?”, questionou Flávio de cima do palco.

Michelle foi outra a puxar a orelha dos colegas. Ela criticou as brigas e a “lavagem de roupa suja” em público que têm sido feitas nas últimas semanas, expondo fragilidades e desunião no bolsonarismo.

Ela citou nominalmente Gilvan da Federal (PL-ES) ao se queixar da postura do deputado — que chegou a reclamar publicamente de uma vistoria feita dias atrás pelos senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), Izalci Lucas (PL-DF) e Marcio Bittar (PL-AC) ao Complexo Penitenciário da Papuda.

A intenção dos senadores era denunciar o estado da prisão que pode receber Bolsonaro a partir da execução da pena. Gilvan afirmou na ocasião ser “inadmissível” ver senadores admitindo a prisão do ex-presidente.

Michelle argumentou que quem mais sofre pela prisão de Bolsonaro é ela, enquanto esposa, e que os correligionários precisam conversar a sós para lidar com insatisfações, em vez de expô-las na internet. Ela não comentou a visita que fez neste domingo ao marido.

A ex-primeira-dama também afirmou que “reza pela vida e pela alma” de Moraes, para que ele melhore e tenha mais juízo em suas decisões, e disse que, como cristã, não vai rezar para desejar o mal a ninguém.

O encontro teve momentos de reconciliação. Michelle, que tem convivência difícil com os enteados, chamou Renan Bolsonaro ao palco ao fim do evento para a oração pelo ex-presidente. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, rasgou elogios ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que tem sido alvo de críticas da família Bolsonaro nos últimos meses.

Um dos advogados de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno fez uma explicação do que ele considera ser pontos graves do processo que culminou na condenação do cliente, segundo relatos. Ele afirmou que não adiantaria o ex-presidente contratar os melhores advogados do mundo que o desfecho do julgamento não mudaria.

Bueno disse que Bolsonaro é vítima de violações de direitos humanos, e que, pelo fato de ter a saúde deteriorada e pela idade avançada e também por ser militar, o cliente deveria ficar numa cela especial num quartel-general do Exército, assim como o general Braga Netto, também condenado por tentativa de golpe.

Realinhamento de discurso e novo gás pela anistia

Na saída da reunião, o tom foi outro. Flávio e o senador Rogério Marinho (PL-RN) deram entrevista em que acusaram Moraes de intolerância religiosa e defenderam a retomada do projeto de lei da anistia no Congresso.

Flávio afirmou que um eventual projeto de lei que foque na redução de penas dos condenados no 8 de Janeiro não interessa ao PL. Mas os parlamentares defendem que a proposta seja primeiro colocada em votação para então se votar qual o texto a ser aprovado.

“Não abrimos mão de buscar isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes, ainda mais depois desse último ato de tirar o presidente Bolsonaro da prisão domiciliar com base em intolerância religiosa”, afirmou o senador.

A acusação de intolerância religiosa reside no fato de que Moraes embasou parte de sua decisão na convocação de uma vigília que o próprio senador convocou para a noite do sábado. O ministro entendeu que ela poderia provocar uma confusão que facilitaria uma eventual fuga de Bolsonaro.

“Eu fiz um chamado para orar pelo presidente Bolsonaro, pela sua saúde, por justiça. E de uma forma mirabolante nós vimos isso ser transformado, ser criminalizado. Fomos acusados de organização criminosa por querer exercer nosso direito ao culto. Que isso sirva de alerta a todas as lideranças religiosas deste País, que se não abrirem o olho agora amanhã será tarde demais”, disse Flávio.

23 novembro 2025

Lula reafirma que governo não interfere no Judiciário ao comentar prisão de Bolsonaro


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (23) que não pretende comentar em profundidade a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Joanesburgo, na África do Sul, onde Lula participou da 20ª Cúpula de Líderes do G20.

Lula reforçou que o Palácio do Planalto não interfere em decisões do Judiciário e que o processo contra Bolsonaro seguiu os ritos legais.

“Eu não faço comentário sobre uma decisão da Suprema Corte. A Justiça tomou uma decisão, ele foi julgado, teve todo o direito à presunção de inocência. Foram praticamente dois anos e meio de investigação, de delação, de julgamento”, afirmou.

“Então, a Justiça decidiu, está decidido. Ele vai cumprir a pena que a Justiça determinou, e todo mundo sabe o que ele fez”, completou.

PRISÃO PREVENTIVA APÓS VIGÍLIA E DANO À TORNOZELEIRA

Jair Bolsonaro foi preso preventivamente no sábado (22), após Moraes entender que uma vigília convocada na porta do condomínio onde o ex-presidente estava em prisão domiciliar poderia comprometer a ordem pública.

Além disso, pesou para a decisão o episódio em que Bolsonaro tentou danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda — fato que, segundo Moraes, indica risco de fuga. O dispositivo, usado para monitoramento, precisou ser trocado durante a madrugada.

A decisão judicial tem 17 páginas, nas quais o ministro fundamenta a necessidade da prisão preventiva.

Embora Bolsonaro tenha sido condenado a 27 anos e três meses pela tentativa de golpe de Estado, a prisão atual não é decorrente dessa condenação.

O prazo para a defesa recorrer termina apenas na segunda-feira (24). Após o trânsito em julgado e esgotamento dos recursos, a prisão pela condenação deve ocorrer nos próximos dias.

Como a pena ultrapassa oito anos, o ex-presidente deverá iniciar o cumprimento em regime fechado, o que significa que a prisão preventiva deve ser imediatamente sucedida pela prisão definitiva.

RELAÇÃO COM DONALD TRUMP

Questionado sobre possíveis impactos da prisão de Bolsonaro na relação diplomática com os Estados Unidos, especialmente diante da eleição de Donald Trump, Lula foi categórico ao afirmar que não há motivo para preocupação.

“Trump tem que saber que somos um país soberano, que a gente decide. E o que a gente decide aqui, está decidido”, disse o presidente, reforçando que o Brasil não admite interferência externa em decisões judiciais internas.

A Cúpula do G20 em Joanesburgo, encerrada neste domingo, marcou a segunda participação de Lula no evento desde o início de seu terceiro mandato.

22 novembro 2025

Moraes rejeita novo pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro


Em decisão publicada neste sábado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro da concessão de prisão domiciliar humanitária ao réu e a autorização de novas visitas.

Os pedidos haviam sido apresentados nesta sexta-feira (21). Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar.

O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília. Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

Neste sábado, no entanto, Moraes decretou a prisão preventiva do ex-presidente e estipulou que as visitas devem ser previamente autorizadas pelo STF, com exceção da dos advogados e da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu.

Com isso, Moraes considerou prejudicados os pedidos feitos anteriormente de prisão domiciliar humanitária ao réu e a autorização de novas visitas.

Está agendada para amanhã a audiência de custódia do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro afirmou que irá recorrer da decisão.

Tentativa de fuga

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada em cumprimento a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por conta da convocação de vigília, neste sábado (22), nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.

Segundo Moraes, a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”.

O ministro do STF afirma ainda que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada deste sábado

Bolsonaro é preso preventivamente a pedido da Polícia Federal


Jair Bolsonaro (PL) foi preso na manhã deste sábado (22) após cumprimento de mandado de prisão preventiva solicitado pela Polícia Federal. As informações foram publicadas inicialmente pelo G1, que destaca que a medida não se trata do cumprimento de pena, mas de uma ação cautelar autorizada pela Justiça.

Segundo as informações preliminares divulgadas pelo G1, Bolsonaro foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal logo após a detenção. Como se trata de prisão preventiva, a medida é aplicada para evitar riscos à investigação, como possível fuga, destruição de provas ou obstrução de Justiça. Até o momento, não foram divulgados mais detalhes sobre os fundamentos jurídicos ou o inquérito que motivou a ordem de prisão.

A medida se torna um dos momentos mais significativos do cenário político brasileiro recente, já que o ex-presidente vinha sendo alvo de diferentes frentes de investigação desde o fim de seu mandato. Com a prisão preventiva, o caso passa a um novo estágio, aumentando a pressão sobre aliados e ampliando a tensão no ambiente político nacional.

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro provocou uma reação imediata entre parlamentares bolsonaristas. A decisão saiu poucas horas depois de Flávio Bolsonaro convocar uma vigília na noite de sexta-feira (21) em frente ao condomínio do ex-presidente. Segundo a CNN, Bolsonaro também teria tentado romper a tornozeleira eletrônica durante a madrugada de sábado, o que pesou na decisão. Ele foi levado para uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e a custódia está prevista para domingo.

A base bolsonarista reagiu com ataques diretos ao STF e discursos de perseguição. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que, se a prisão estiver ligada à vigília, Moraes seria um “psicopata de alto grau”. André Fernandes (PL-CE) disse que cancelou sua agenda no Ceará e está indo para Brasília para apoiar o ex-presidente, chamando Moraes de “assassino do Clezão”.

Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que “Moraes quer matar Bolsonaro” e perguntou qual ameaça à ordem pública haveria em “um ato de oração”. Bia Kicis (PL-DF) chamou a decisão de “injustiça colossal” e disse que a prisão coloca “em risco a vida do maior líder da direita”. Carol De Toni (PL-SC) afirmou que Bolsonaro “não cometeu crime algum” e que a prisão é um dos “maiores absurdos da justiça brasileira”.

Nos bastidores, há preocupação sobre uma possível nova escalada de tensão, similar ao clima que antecedeu os atos golpistas de 8 de janeiro. A direita enfrenta agora o maior teste de unidade desde o fim do governo Bolsonaro, dividida entre quem aposta na radicalização e quem teme novo desgaste institucional.