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22 fevereiro 2026

Suplentes de vereadores presos tomam posse em Turilândia


A Câmara Municipal de Turilândia oficializou a posse de oito suplentes de vereador, após a prisão de 8 dos 11 titulares de mandatos. As substituições foram confirmadas na edição de sexta-feira (20) do Diário Oficial do Município. Os novos parlamentares assumem temporariamente as cadeiras dos titulares presos sob suspeita de envolvimento em esquema de desvio de recursos públicos, no âmbito da operação Tântalo II.

Tomaram posse João de Deus Soares dos Santos, Gleydson Froes Silva e Leopoldo Sá de Sousa (PRD), Manoel Estrela Guedes, José Nilton Pereira, Sebastiana Vieira Moraes e Marta de Lima Moreira Matos (União Brasil), além de Valdemir Froes Chagas (Solidariedade).

Foram presos no âmbito da investigação Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes.

O município também está sob intervenção na administração municipal, com o defensor público Thiago Josino Macêdo designado para comandar a prefeitura por 180 dias.

14 fevereiro 2026

A aliados, Toffoli atribui a Lula entrega de relatório da PF sobre celular de Vorcaro ao STF


Obrigado pelos colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) a abandonar a relatoria do caso Master, o ministro Dias Toffoli tem atribuído ao presidente Lula, responsável pela sua indicação para o Tribunal em 2009, o movimento da Polícia Federal (PF) de entregar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório que destrincha suas conexões com Daniel Vorcaro.

A interlocutores próximos, Toffoli afirma estar convicto de que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao enviar diretamente para o Supremo o dossiê, um calhamaço de aproximadamente 200 páginas com diversos registros de ligações, mensagens e transações que envolvem direta ou indiretamente o ministro. Nas conversas de bastidores, Toffoli tem avaliado que Rodrigues nunca tomaria tal atitude sem a autorização do petista.

Outro fator que vem sendo usado pelo ministro para justificar a desconfiança em relação ao presidente é o fato de que, horas antes de Toffoli deixar a relatoria do processo por pressão dos outros ministros do STF, Lula se reuniu com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, de quem cobrou apuração rigorosa das fraudes do banco de Vorcaro. Como PGR, Gonet detém a prerrogativa de apresentar um pedido de suspeição contra o ministro.

Mágoa antiga

Para o ministro, um dos motivos do presidente da República para dar aval à ação da PF é uma mágoa antiga com ele em relação a um episódio ocorrido em 2019, durante a Lava-Jato.

A pessoas próximas, Toffoli tem dito que não tem dúvidas de que o petista busca se vingar, embora ambos tenham se reconciliado no fim de 2024 após seis anos de distanciamento. O magistrado tem feito questão de frisar que Andrei Rodrigues chefiou a segurança de Lula nas eleições de 2022 e elaborou o relatório para satisfazer o petista, que tem criticado nos bastidores a atuação dele à frente do inquérito do Banco Master.

Na ocasião, Lula cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro na Superintendência da PF em Curitiba (PR) quando um de seus irmãos, Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, faleceu. Seus advogados acionaram a Justiça pedindo autorização para que ele comparecesse ao enterro, mas o pedido foi rejeitado na primeira e segunda instâncias.

A defesa de Lula recorreu ao Supremo, e a decisão ficou a cargo de Toffoli, que à época presidia a Corte e estava de plantão no recesso do Judiciário. O ministro, porém, só decidiu sobre o pleito no dia seguinte e minutos antes do horário do enterro de Vavá em São Bernardo do Campo (SP), a mais de 400 quilômetros de onde o petista estava preso.

Além disso, o magistrado determinou que Lula só poderia encontrar a família em um quartel militar, para onde o corpo do irmão poderia ser levado. Diante das condições impostas por Toffoli, ele desistiu de viajar.

O ministro foi duramente criticado por aliados do petista. Na época, muitos frisaram que até a ditadura militar o havia liberado para acompanhar o enterro da mãe, Dona Lindu, quando estava preso em 1980 em razão das greves que liderou no ABC Paulista.

Um mês depois, a Justiça Federal do Paraná autorizou Lula a comparecer ao enterro do neto Arthur Lula da Silva, que morreu aos 7 anos vítima de meningite meningocócica, também em São Bernardo do Campo, e o ex-presidente se reuniu com a família. Como não houve objeção das instâncias inferiores, a defesa não precisou recorrer ao Supremo.

Aproximação com Bolsonaro e volta de Lula

Outro episódio que Lula e os próprios petistas têm dificuldade de digerir em relação a Toffoli foi sua aproximação com Jair Bolsonaro. Às vésperas do primeiro turno da eleição de 2018, o ministro declarou que passaria a chamar o golpe militar que depôs João Goulart como “movimento de 1964”.

À frente do STF, elogiou diversas vezes o então presidente, com quem confraternizou em sua casa em Brasília, além de trocar com Bolsonaro abraços efusivos e silenciar diante de declarações e manifestações de cunho autoritário.

Depois que Lula foi eleito, em 2023, o petista passou a receber diversos acenos de Toffoli.

Além de recados levados por interlocutores em comum, o ministro adotou medidas concretas. Em 2023, anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht e, na decisão, classificou a Lava-Jato como um “PAU DE ARARA DO SÉCULO 21”, em caixa alta, que teria promovido uma “verdadeira tortura psicológica” para obter “provas” contra inocentes.

Os esforços foram em vão até o fim de 2024, quando Lula e Toffoli se reconciliaram após seis anos em um encontro revelado pelo GLOBO. Para o ministro, o perdão não teria sido capaz de apagar a mágoa.

Mais recentemente, em dezembro de 2025, o presidente recebeu o magistrado para um almoço na Granja do Torto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o colunista Lauro Jardim, a conversa girou em torno do caso Master. Haddad discorreu sobre o modus operandi das fraudes do Master e o presidente aconselhou o ministro que a investigação poderia “reescrever sua biografia”.

13 fevereiro 2026

Toffoli decidiu sair do caso Master após fala de Dino sobre contexto político do caso


O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um clima de forte desconforto interno nesta sexta-feira (13). O estopim foi a publicação, pelo portal Poder360, de diálogos sigilosos ocorridos durante uma reunião reservada entre os ministros na última quinta-feira (12).

O encontro selou a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado “Caso Master”, que investiga fraudes financeiras no banco do empresário Daniel Vorcaro.

A cúpula do Judiciário avalia que houve um vazamento seletivo e descontextualizado. Segundo interlocutores, a divulgação de trechos que mostram uma maioria favorável à permanência de Toffoli na condução do inquérito teria o objetivo de blindar a imagem do magistrado, sugerindo que sua saída foi um gesto de desprendimento, e não uma resposta a pressões por suspeição.

De acordo com as informações vazadas, oito dos dez ministros presentes teriam se manifestado pela manutenção de Toffoli no caso. Entre os nomes citados como apoiadores estão Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Apenas o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia teriam defendido abertamente o afastamento do relator original. Procurado, Toffoli negou categoricamente ter sido a fonte do vazamento das conversas.

Apesar do suposto apoio majoritário, o cenário mudou após uma intervenção do ministro Flávio Dino. Ele teria alertado sobre o “contexto político” sensível em torno do Banco Master, o que convenceu Toffoli de que seu afastamento seria o melhor caminho para evitar o desgaste da instituição, segundo o Blog do Valdo Cruz.

A estratégia de saída voluntária serviu a um propósito jurídico crucial: evitou uma decretação formal de suspeição. Com isso, todos os atos e decisões já tomados por Toffoli no processo permanecem válidos, blindando a investigação de eventuais anulações futuras.

Turilândia: Câmara convoca suplentes após decretada prisão preventiva de Vereadores


O presidente interino da Câmara Municipal de Turilândia, Daniel Barbosa Silva, publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (13), ato convocatório para que suplentes tomem posse no Legislativo Municipal.

A medida ocorre após a vacância dos cargos de vereador decorrente de uma decisão judicial proferida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) no último dia 11 de fevereiro.

Motivo da vacância

A convocação fundamenta-se na Petição Criminal nº 0830604-81.2025.8.10.0000, na qual a justiça determinou a conversão da prisão domiciliar para preventiva de vereadores investigados por esquema de desvio de recursos públicos.

Sustentada por essa determinação e com base no Regimento Interno e na Lei Orgânica do Município, a presidência da Casa oficializou a substituição temporária dos parlamentares.

Lista de suplentes convocados

O ato parlamentar convoca suplentes de três partidos para assumirem os cargos até que haja uma nova determinação judicial:

Prazos

Os suplentes listados devem comparecer à sede da Câmara Municipal de Turilândia, localizada na Praça Carlos Alberto Siqueira Amorim, dentro de um prazo improrrogável de 48 horas a contar da data da convocação. O documento alerta que o não comparecimento ou a falta de manifestação dentro desse período implicará na perda da vaga para o próximo suplente da lista, seguindo a ordem de classificação.

Cenário de Instabilidade Política

A mudança na Câmara ocorre em um momento em que a própria Prefeitura de Turilândia vive um período de interinidade, com interventor já nomeado para a função. Trata-se de Thiago Josino Macêdo.

Ele ficará no cargo pelo prazo de 180 dias, e fará uma auditoria no município, com a revisão de contratos e levantamento da situação fiscal e financeira de Turilândia.

12 fevereiro 2026

Assembleia aprova defensor público como interventor em Turilândia


A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, nesta quinta-feira (12), o nome do defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo para exercer a função de interventor no município de Turilândia. A indicação foi validada após votação no plenário da Casa e consolida a medida de intervenção estadual na gestão municipal.

Durante a deliberação, cinco deputados votaram contra a indicação: Fernando Braide, Rodrigo Lago, Othelino Neto, Leandro Belo e Júlio Mendonça. Houve ainda uma abstenção por foro íntimo, registrada pelo deputado Carlos Lula. Com a aprovação pela maioria dos parlamentares, o texto segue agora para promulgação.

Antes de chegar ao plenário, o nome de Thiago Josino já havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia, onde recebeu parecer favorável por seis votos a um. A análise na comissão antecedeu a votação final que confirmou a escolha do interventor.

A intervenção estadual em Turilândia terá prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada mediante nova deliberação colegiada, caso não haja o restabelecimento da normalidade institucional no município. A medida tem como objetivo assegurar a ordem constitucional, garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais e viabilizar o cumprimento de decisões judiciais.

O município enfrenta uma grave crise política e administrativa após investigações que atingiram o prefeito, vereadores e outras autoridades locais por suspeitas de irregularidades na gestão. A expectativa é de que, com a atuação do interventor, sejam adotadas medidas para reorganizar a administração e restabelecer a estabilidade institucional.

29 dezembro 2025

Começam hoje os depoimentos dos investigados na Operação Tântalo II


O Ministério Público começou a ouvir nesta segunda-feira (29) os investigados pela Operação Tântalo II, que apura um esquema milionário de corrupção no município de Turilândia. Os depoimentos iniciaram na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o promotor Fernando Berniz, alguns investigados foram notificados no dia da decisão judicial. Outros devem prestar depoimento ao longo da semana, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça.

Investigação apura esquema de corrupção milionário

De acordo com o Ministério Público, as investigações tiveram início com as suspeitas de fraude na aquisição de combustíveis para os carros da prefeitura. O esquema envolveria falsificação de notas fiscais, falta de prestação de serviços e irregularidades em processos de licitação.

A investigação apontou que a quantidade de de combustível adquirida seria suficiente para que os veículos percorressem longas distâncias, de forma contínua, praticamente durante o ano todo, o que não era a realidade. Parte do valor teria sido retida pela ex-vice prefeita, Janaína Soares Lima, e pelo seu marido, Marlon de Jesus Arouche Serrão, sob a justificativa de um suposto imposto, usado para despesas pessoais.

Afastamento da gestão municipal

A decisão judicial que resultou na Operação Tântalo II também determinou o afastamento dos atuais prefeito e vice-prefeita, Paulo Curió e Tânia Mendes. Com isso conforme previsto na legislação, o presidente da Câmara Municipal assumiu interinamente o comando da prefeitura.

O promotor Fernando Berniz, explicou que, na ausência simultânea do prefeito e da vice, aplica-se o princípio do paralelismo adotado nas esferas federal e estadual, que prevê a posse do presidente da Câmara Municipal.

Prisão domiciliar e limites legais

Apesar de estar em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, o presidente da Câmara, José Luiz Araújo Diniz, não foi afastado do cargo de vereador. Para exercer a função de prefeito interino de forma presencial na sede da Prefeitura, ele precisa de autorização do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Enquanto isso, a administração municipal pode ser exercida de sua residência. O investigado está autorizado a comparecer à Câmara Municipal apenas em dias de sessão previamente designados e não pode se ausentar da cidade sem autorização judicial.

O descumprimento das medidas cautelares pode resultar na revogação da prisão domiciliar e na decretação da prisão preventiva em unidade prisional.

Risco de continuidade do esquema

Ao ser questionado sobre a possibilidade de continuidade das irregularidades, pelo fato do presidente da câmara estar preso, o promotor afirmou que, neste momento, o Ministério Público não identifica esse risco imediato, foi entendido que os contratos considerados fraudulentos e as empresas são ligados ao ex-prefeito e tiveram os pagamentos suspensos por determinação judicial.

O órgão informou que novas medidas poderão ser adotadas se surgirem indícios de novas irregularidades durante o andamento das investigações.

21 dezembro 2025

Em nota, Iracema manifesta solidariedade a Weverton


A presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB) manifestou-se nesta sexta-feira, 19, em nota oficial, solidária ao senador Weverton Rocha (PDT), alvo de operação da Polícia Federal, na quinta-feira, 18.

“Confio que a Justiça esclarecerá os acontecimentos com a serenidade e o rigor próprios do Estado Democrático de Direito”, afirmou a parlamentar. Na nota, a presidente da Assembleia destacou a trajetória política do senador pedetista; lembrou também que Weverton Rocha tem atuado uma vida em favor do Maranhão.

“As circunstâncias em anda diminuem a trajetória de compromisso público e dedicação com que o senador tem atuado ao longo de sua vida pública”, reafirmou Iracema Vale.


A operação da Polícia Federal não teve o aval da Procuradoria-Geral de Justiça, que considerou “frágeis os indícios contra Weverton Rocha”.

O senador segue a rotina política em Brasília e no Maranhão…

30 novembro 2025

Voo que saiu de São Luís sob ameaça de bomba é alvo de investigação da PF


A Polícia Federal deflagrou na manhã deste sábado (29) uma nova etapa da Operação Plano de Voo. A ação apura a falsa ameaça de bomba registrada em 7 de agosto deste ano em um voo comercial que saiu de São Luís com destino a Campinas. Um pouso emergencial foi feito em Brasília após um bilhete manuscrito ser encontrado no banheiro da aeronave apontando a existência de explosivos no compartimento de cargas.

O avião, que transportava 170 passageiros, precisou ser evacuado na pista, mobilizando forças de segurança e equipes especializadas para vistoria. Embora nenhum artefato tenha sido identificado, o incidente paralisou parte das operações do aeroporto e causou o redirecionamento de outros voos.

As investigações da PF apontaram uma suspeita principal, que foi alvo de mandado de busca e apreensão. O material recolhido não foi detalhado, e o caso segue sob sigilo, procedimento considerado padrão em apurações que envolvem riscos à aviação civil.

24 novembro 2025

BOMBA: Simplesmente Maria torrou quase R$ 240 mil com capina, caçada de morcegos e outros “serviços” sem contrato e usando pessoas físicas


Mais uma trama envolvendo a Prefeitura de Arari, na Baixada Maranhense, é descoberta pelo setor de jornalismo investigativo do blog Joerdson Rodrigues. Em um levantamento detalhado sobre os gastos e repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) pelo município, foram encontradas transferências diretas que levantam sérias suspeitas sobre a aplicação dos recursos na gestão da Prefeita Simplesmente Maria (MDB).

Análises realizadas pela Central de Investigações do blog Joerdson Rodrigues apontam para uma movimentação atipica da nas finanças do Fundeb de Arari (Agência 5677, Conta 146367-5) para serviços como capina e limpeza em repasses diretos da conta oficial do Fundeb para um grupo de pessoas físicas, supostamente como pagamento por serviços prestados à Educação Municipal e a outras pastas.

Veja abaixo extrato do Fundeb:




Capina e limpeza: valores desproporcionais levantam suspeita de superpreço

Os serviços que mais chamam a atenção são aqueles classificados como básicos, como a capina e limpeza de escolas. Credores receberam quantias elevadas, inclusive para atuar nas mesmas escolas, em serviços similares e, por vezes, de forma abrangente em toda a Zona Rural.

O volume de dinheiro destinado a serviços de limpeza básica, como capina de áreas externas, sugere um padrão de gastos que pode ser desproporcional à realidade e aos preços de mercado local.
Cruzamento de dados: trabalhos repetidos na mesma escola

O cruzamento de dados feito por nossa equipe confirma que em algumas escolas foram constatados que essas pessoas execuraram serviços juntos e existe uma discrepância nos valores mesmo para execução do mesmo serviço.

Veja quais trabalhadores prestaram serviço nas MESMAS ESCOLAS:




De capina a “caçada” a morcegos: serviços incomuns no FUNDEB

Entre os serviços, há ainda pagamentos para ações extremamente peculiares e de valor alto, como a “eliminação de cabas e morcegos” em escolas de quatro povoados (Escondido, Picos, Felix e Cedro), pelo qual Emanoel Sousa Silva recebeu um valor robusto que totaliza R$ 69 mil em diversas frentes (incluindo Capina e Limpeza de Forros).

Questiona-se a necessidade de tamanha dispensa de recursos do FUNDEB para serviços que poderiam ser executados por equipes próprias da prefeitura, ou contratados por valores significativamente menores, indicando uma possível má gestão ou, na pior das hipóteses, o superfaturamento.

O blog Joerdson Rodrigues tentou contato com a prefeita Simplesmente Maria e a prefeitura, mas não obteve qualquer resposta e esclarecimento sobre a legalidade e a necessidade de tais pagamentos e despesas. Da mesma forma, a tentativa de contato com os prestadores de serviço listados resultou infrutífera.

O Ministério Público e os órgãos de controle precisam investigar com rigor a aplicação desses recursos, a fim de garantir que o dinheiro do Fundeb, crucial para a educação de Arari, não esteja sendo desviado ou mal utilizado sob a suspeita de superfaturamento.

Veja a planilha detalhado de pagamento aos “prestadores” de serviços escolhidos pela Prefeita:








Tabela sobre os valores totais recebidos por cada prestador de serviços


Por fim, não se sabe quais critérios de escolhas dos profissionais para execução dos serviços ainda mais quando se tem mulheres para execução de serviços braçais como capita e limpeza de terreno que requer muito cuidado com animais personhentos e experiência com serviços brutos.

Com informações do Blog do Joerdson Rodrigues

22 novembro 2025

Prefeitura de Icatu quer empréstimo milionário de R$ 14 milhões

A cidade de Icatu foi surpreendida com o Projeto de Lei nº 17/2025, enviado pela gestão Walace Azevedo à Câmara Municipal, autorizando um empréstimo gigantesco de R$ 14 milhões. O valor chamou atenção e gerou polêmica nas redes sociais, principalmente porque o município ainda enfrenta problemas básicos, como ruas sem infraestrutura, unidades de saúde sobrecarregadas e escolas precisando de reformas urgentes.

Apesar de a Prefeitura afirmar que o dinheiro será usado para obras e investimentos, a população quer saber: por que um novo endividamento desse tamanho Afinal, onde pretende-se usar R$ 14 milhões?

O projeto lista uma chuva de promessas:

 • Calçamento, drenagem, estradas vicinais, praças, quadras, campos…

 • Poços, pontes, casas populares…

 • Equipamentos hospitalares, veículos, energia solar…

 • Até revitalização turística entrou no pacote.

Uma lista enorme, tão grande que muitos moradores já ironizam: “Com tudo isso, Icatu vira Dubai!”

EMPRÉSTIMO SERÁ DESCONTADO DIRETO DA CONTA DO MUNICÍPIO

Pelo texto da lei, a instituição financeira poderá debitar automaticamente da conta da Prefeitura as parcelas do empréstimo, inclusive juros, tarifas e demais encargos.

Ou seja: entrou dinheiro do município, o banco pode pegar a parte dele antes de qualquer outra prioridade.

Impacto financeiro ‘baixo’ População duvida

A justificativa afirma que a parcela de R$ 58 mil por mês representa apenas 1,63% da receita.

Mas muitos moradores questionam:

Se o impacto é tão baixo assim, por que não fizeram essas obras antes?

Críticas crescem enquanto o projeto corre para ser votado

Nas redes sociais, moradores cobram transparência, explicações e detalhes sobre quais obras realmente sairão do papel.

Outros lembram que ainda existem situações pendentes, como obras paradas, serviços inacabados e disputas judiciais envolvendo concursos anteriores.

E agora?

O projeto está nas mãos dos vereadores, que decidirão se Icatu vai assumir — ou não — essa nova dívida milionária.

A pergunta que ecoa na cidade é uma só:

R$ 14 MILHÕES VÃO MELHORAR A VIDA DO POVO OU VIRAR MAIS UMA PROMESSA QUE NÃO SAI DO PAPEL?

Com informações do Rosário Informa

Bolsonaro é preso preventivamente a pedido da Polícia Federal


Jair Bolsonaro (PL) foi preso na manhã deste sábado (22) após cumprimento de mandado de prisão preventiva solicitado pela Polícia Federal. As informações foram publicadas inicialmente pelo G1, que destaca que a medida não se trata do cumprimento de pena, mas de uma ação cautelar autorizada pela Justiça.

Segundo as informações preliminares divulgadas pelo G1, Bolsonaro foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal logo após a detenção. Como se trata de prisão preventiva, a medida é aplicada para evitar riscos à investigação, como possível fuga, destruição de provas ou obstrução de Justiça. Até o momento, não foram divulgados mais detalhes sobre os fundamentos jurídicos ou o inquérito que motivou a ordem de prisão.

A medida se torna um dos momentos mais significativos do cenário político brasileiro recente, já que o ex-presidente vinha sendo alvo de diferentes frentes de investigação desde o fim de seu mandato. Com a prisão preventiva, o caso passa a um novo estágio, aumentando a pressão sobre aliados e ampliando a tensão no ambiente político nacional.

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro provocou uma reação imediata entre parlamentares bolsonaristas. A decisão saiu poucas horas depois de Flávio Bolsonaro convocar uma vigília na noite de sexta-feira (21) em frente ao condomínio do ex-presidente. Segundo a CNN, Bolsonaro também teria tentado romper a tornozeleira eletrônica durante a madrugada de sábado, o que pesou na decisão. Ele foi levado para uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e a custódia está prevista para domingo.

A base bolsonarista reagiu com ataques diretos ao STF e discursos de perseguição. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que, se a prisão estiver ligada à vigília, Moraes seria um “psicopata de alto grau”. André Fernandes (PL-CE) disse que cancelou sua agenda no Ceará e está indo para Brasília para apoiar o ex-presidente, chamando Moraes de “assassino do Clezão”.

Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que “Moraes quer matar Bolsonaro” e perguntou qual ameaça à ordem pública haveria em “um ato de oração”. Bia Kicis (PL-DF) chamou a decisão de “injustiça colossal” e disse que a prisão coloca “em risco a vida do maior líder da direita”. Carol De Toni (PL-SC) afirmou que Bolsonaro “não cometeu crime algum” e que a prisão é um dos “maiores absurdos da justiça brasileira”.

Nos bastidores, há preocupação sobre uma possível nova escalada de tensão, similar ao clima que antecedeu os atos golpistas de 8 de janeiro. A direita enfrenta agora o maior teste de unidade desde o fim do governo Bolsonaro, dividida entre quem aposta na radicalização e quem teme novo desgaste institucional.

20 novembro 2025

Gestão Fred Campos é alvo de Representação no TCE por possível restrição à concorrência em licitação estimada em R$ 26,9 milhões para iluminação pública


A gestão do prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), foi representada no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) e que pode levar à paralisação de um contrato milionário. A empresa Citeluz Serviços de Iluminação Urbana S/A (ALQUES) protocolou uma Representação de Irregularidade contra o Pregão Eletrônico n° 35/2025, que visa contratar serviços de manutenção e modernização do parque de iluminação pública do município.

O valor estimado para essa contratação é de impressionantes R$ 26.973.700,12 (vinte e seis milhões, novecentos e setenta e três mil, setecentos reais e doze centavos). O alto valor e a iminência de ilegalidades levaram a empresa a pedir, em caráter de urgência, a suspensão imediata do processo licitatório.

Exigência profissional incompatível e ilegalidade

O cerne da denúncia reside em uma exigência no edital (subitem 11.5.2 do Projeto Básico) considerada “ilegal, desarrazoada e desproporcional”.

Para comprovar a qualificação técnica, o edital exige que as empresas licitantes possuam em seus quadros, antes mesmo da assinatura do contrato, um profissional com formação em Engenharia Civil ou Arquitetura.

A contestação da ALQUES é clara:O objeto: O contrato trata de iluminação pública, que envolve sistemas elétricos complexos, distribuição de energia, luminotécnica e segurança;
O profissional correto: Essas atividades são de competência técnica exclusiva do Engenheiro Eletricista, conforme delimita a Resolução n° 218/73 do CONFEA;
O vício: Exigir um Engenheiro Civil ou Arquiteto é, segundo a representação, tecnicamente incompatível com a natureza do serviço licitado e viola as normas regulatórias profissionais.

A exigência editalícia, portanto, além de ilegal, contraria frontalmente o princípio da vinculação ao instrumento convocatório e ao interesse público, na medida em que impõe aos licitantes a obrigação de contratar profissional tecnicamente incompatível com a natureza dos serviços licitados.

Prejuízo à concorrência e risco ao erário

O documento aponta que a manutenção dessa exigência impõe um ônus excessivo e injustificável às empresas, forçando-as a contratar profissionais que não têm a atribuição legal para assumir a responsabilidade técnica do objeto.

Além de ferir o princípio da legalidade, a exigência é acusada de violar os princípios da razoabilidade, proporcionalidade e, principalmente, da isonomia. Ao restringir a participação, a prefeitura pode estar criando uma barreira artificial à competitividade, o que afasta empresas qualificadas e compromete a obtenção da proposta mais vantajosa para o município, ferindo os ditames da Lei de Licitações (14.133/2021).
Pedido de suspensão urgente

Com a sessão de abertura do pregão marcada para o dia 24 de novembro de 2025, a Representante clama por uma intervenção urgentíssima do TCE/MA para evitar danos “irreparáveis e de difícil reparação” ao erário e à concorrência.

A empresa requer que, liminarmente, o Tribunal determine a gestão municipal de Paço do Lumiar que se abstenha de praticar qualquer ato no âmbito da licitação. Além da suspensão, a ALQUES pede que o edital seja corrigido, exigindo-se o Engenheiro Eletricista como responsável técnico, e que o prazo para novas propostas seja reaberto.

Se o TCE/MA acatar a denúncia, o município será obrigado a corrigir o edital e republicá-lo, reiniciando todo o processo de contratação que envolve mais de R$ 26,9 milhões em recursos públicos.

Em tempo: Após as denúncias a Prefeitura de Paço do Lumiar suspendeu o Pregão Electrônico

Com informações do blog do Joerdson Rodrigues

19 novembro 2025

BOMBA! Gestão Fred Campos já torrou mais de R$ 20,5 milhões com transporte escolar em Paço do Lumiar


Em Paço do Lumiar, um dos principais gastos da gestão Fred Campos (PSB) em 2025 é referente à Educação, e hoje trazemos para a mesa de debate uma situação que vem gerando denúncias e reclamações diuturnamente na nossa Central de Denúncias, tanto via WhatsApp quanto via e-mail. Este caso específico a ser tratado agora está voltado para o transporte escolar onde duas empresas que, juntas, já receberam mais de R$ 20,5 milhões da educação.

As duas empresas que já faturaram essa bolada da gestão Fred Campos são a Verona Transportes e Serviços, que tem contrato para prestação de transporte escolar para a Secretaria Municipal de Educação e já recebeu mais de R$ 10 milhões. A outra empresa é a IVG Brasil, que firmou dois contratos que totalizam R$ 18,7 milhões com a gestão Fred Campos para aquisição de ônibus escolares. A prefeitura já efetuou o pagamento de 25 ônibus que totalizaram R$ 10.440.202,29 (dez milhões quatrocentos e quarenta mil duzentos e dois reais e vinte e nove centavos), e o blog obteve informações de bastidores que desse total 19 já haviam sido entregues no dia 25 de setembro, mesmo com a nova frota foi constatado o pagos de R$ 1.487.756,95 no dia 21 outubro a Verona Transporte.

Por fim, as duas empresas que estão tratando do transporte escolar, sendo uma para fazer o transporte dos alunos e outra para vender os veículos novos para a comunidade escolar, já totalizaram R$ 20.511.169,78 (vinte milhões quinhentos e onze mil cento e sessenta e nove reais e setenta e oito centavos) em repasses. Vale destacar que ainda existem valores empenhados para pagamento da IVG Brasil para aquisição de mais ônibus escolares, totalizando R$ 8.318.184,71 (oito milhões trezentos e dezoito mil cento e oitenta e quatro reais e setenta e um centavos), que devem ser pagos ainda em 2025.

O blog Joerdson Rodrigues constatou que os repasses para a Verona Transportes e Serviços Ltda, somente em 2025, foram de exatos R$ 10.070.967,49 (dez milhões setenta mil novecentos e sessenta e sete reais e quarenta e nove centavos) para prestação de serviços de transporte escolar. Reclamações sobre a qualidade dos veículos da prestadora de serviços já chegaram ao blog, onde os leitores afirmam que muitos dos ônibus que prestam serviços para a prefeitura estão em péssimo estado.

A maior parte dessa bolada vai para a IVG Brasil para aquisição de ônibus escolares, que já recebeu R$ 10.440.202,29 (dez milhões quatrocentos e quarenta mil duzentos e dois reais e vinte e nove centavos). Vale ressaltar que o primeiro contrato da IVG Brasil eram para aquisição de 25 onibus e posteriormente foi firmado um novo contrato de R$ 6,3 milhões para aquisição de mais veículos. A prefeitura já empenhou mais R$ 8.318.184,71 (oito milhões trezentos e dezoito mil cento e oitenta e quatro reais e setenta e um centavos) para pagamento de mais veículos, que devem ser pagos até o final de 2025.

Um dos principais pontos que buscamos resposta sobre o contrato de aquisição de ônibus é para saber se todos os veículos pagos já estão à disposição da comunidade escolar ou se foram entregues parcialmente, e caso não tenham sido entregue na sua totalidade, qual foi o prazo que a empresa deu para a entrega.

Uma das principais reclamações das denúncias recebidas é o estado deplorável dos ônibus da Verona Transportes, que faz o transporte dos alunos da rede municipal de ensino luminense. Entramos em contato com o Secretário de Educação, o professor Fábio Henrique, para falar sobre os temas. Entretanto, não houve qualquer resposta por parte do comandante da Secretaria de Educação de Paço do Lumiar até o fechamento desta matéria.

Com informações do Blog do Joerdson Rodrigues

12 novembro 2025

O caso Fred Campos e o ataque à liberdade de imprensa


No Maranhão, a inversão de valores chegou a um ponto em que o poder parece andar de cabeça para baixo. A expressão popular “o poste mijando no cachorro” descreve, com precisão desconfortável, o que se observa quando autoridades públicas, sob investigação por corrupção, passam a usar a máquina estatal para intimidar jornalistas e silenciar denúncias que deveriam, no mínimo, ser apuradas com transparência.

O caso mais recente envolve o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB). O gestor, indiciado pela Polícia Federal por corrupção ativa — crime previsto no artigo 333 do Código Penal —, tenta agora calar a voz da imprensa que cumpre o papel de fiscalizar o poder. Segundo denúncias, o prefeito teria mobilizado o aparato policial após reportagens que expuseram possíveis irregularidades milionárias em contratos da prefeitura.

Fred Campos foi um dos alvos da Operação 18 Minutos, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2024. A investigação apura o envolvimento de magistrados e advogados em um suposto esquema de venda de sentenças, com ganhos financeiros que ultrapassariam os R$ 6 milhões. O nome da operação faz referência à rapidez anormal com que certas decisões judiciais eram emitidas — em média, 18 minutos após o protocolo.

Entre os indiciados, além de Fred Campos, estão os advogados suspeitos de participação nas mesmas práticas ilícitas. O prefeito chegou a usar tornozeleira eletrônica e foi proibido de manter contato com familiares investigados.

As denúncias apresentadas baseiam-se em dados públicos do Portal da Transparência. Segundo o levantamento, a Prefeitura de Paço do Lumiar já teria destinado mais de R$ 71 milhões a empresas contratadas para obras e serviços de limpeza urbana. A Construtora Praxis – Obras e Serviços Ltda., apontada como ligada à Construtora Lucena, teria recebido R$ 13,4 milhões. A Agrasty Construções aparece com R$ 33,9 milhões, enquanto a Vox Ambiental Ltda, acumula R$ 24,4 milhões em contratos de coleta de resíduos sólidos.

Diante da exposição desses números, a reação do prefeito parece ter sido pautada mais pelo instinto de autopreservação do que pelo compromisso com a transparência. Em vez de esclarecer as denúncias, optou por tentar desacreditar o mensageiro — um gesto que, na prática, reforça a importância do jornalismo independente.

Mais preocupante do que o comportamento do gestor é o silêncio institucional que o cerca. O Ministério Público, a Câmara Municipal e parte da imprensa local preferem olhar para o outro lado, enquanto o município mergulha em um cenário de desconfiança, pressão e censura velada. Essa omissão compromete não apenas a credibilidade das instituições, mas o próprio direito da sociedade de ser informada.

O episódio revela o descompasso entre poder e responsabilidade que ainda marca boa parte da política maranhense. Quando um prefeito investigado por corrupção tenta intimidar jornalistas, o que está em jogo não é apenas sua imagem — é o direito coletivo à informação. E quando o sistema político fecha os olhos para isso, reforça a ideia de que, por aqui, as regras valem mais para uns do que para outros.

No fim das contas, a metáfora popular segue dolorosamente atual: no Maranhão, o poste continua tentando mijar no cachorro.

Com informações do Blog G7

11 novembro 2025

CNJ julga pedido de providências instaurado contra o TJMA referente à Operação 18 Minutos


O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se reúne nesta terça-feira (11), a partir das 10h, para a 15ª Sessão Extraordinária de 2025. Doze itens compõem a pauta de julgamentos, entre os quais um pedido de providências relacionado à Operação 18 Minutos, deflagrada pela Polícia Federal, em agosto de 2024, para investigar supostos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça do Maranhão, envolvendo magistrados, servidores do Poder Judiciário e advogados. Três desembargadores e dois juízes suspeitos de envolvimento no esquema foram afastados dos cargos. Uma assessora técnica foi exonerada.

O pedido de providências que será apreciado pelo CNJ consta como o ítem 9 da pauta de julgamentos e tem como relator o conselheiro Mauro Campbell Marques. A parte requente é a Corregedoria Nacional de Justiça. Os requeridos são quatro desembargadores, dois juízes e um ex-juiz. Uma banca formada por nada menos do que 20 advogados, entre eles um juiz federal aposentado, está encarregada da defesa dos requeridos.

A investigação da PF apontou que os suspeitos teriam supostamente fraudado decisões judiciais com o objetivo de desvio de recursos de instituições, como o Banco do Nordeste. As fraudes envolveriam manipulação na distribuição da relatoria dos processos, correções monetárias calculadas sem justificativa, aceleração seletiva dos processos e expedição de alvarás milionários.

Providências internas

Em 14 de agosto de 2024, mesma data da Operação 18 Minutos, o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, instaurou pedido de providências no qual determinou ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) que informasse as providências internas adotadas a partir da investigação. A Operação 18 Minutos, deflagrada pela PF, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), investigou magistradas e magistrados suspeitos de corrupção e de integrarem uma organização criminosa. A corte maranhense teve prazo de cinco dias para responder.

Em fevereiro deste ano, a PF divulgou a conclusão do inquérito da Operação 18 Minutos. O relatório final, com 174 páginas, foi enviado ao STJ, resultando no indiciamento de 23 pessoas, entre elas 3 desembargadores, 2 juízes, 7 advogados (entre eles, o atual prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos) e diversos servidores do Poder Judiciário do Maranhão.

Abaixo, o ítem da pauta de julgamentos do CNJ referente à Operação 18 Minutos:

9) PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS 0004831-81.2024.2.00.0000
Relator: CONSELHEIRO MAURO CAMPBELL MARQUES
Requerente:
CORREGEDORIA NACIONAL DE JUSTIÇA – CNJ
Requeridos:
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO – TJMA
MARCELINO CHAVES EVERTON
NELMA CELESTE SOUZA SILVA SARNEY COSTA
ANTÔNIO PACHECO GUERREIRO JÚNIOR
LUIZ GONZAGA ALMEIDA FILHO
CRISTIANO SIMAS DE SOUSA
ALICE DE SOUSA ROCHA
SIDNEY CARDOSO RAMOS
Advogados:
JOSÉ CARLOS DO VALE MADEIRA – OAB MA2867
PABLO SAVIGNY DI MARANHÃO VIEIRA MADEIRA – OAB MA12895-A
THIAGO ANDRÉ BEZERRA AIRES – OAB MA18014
JOSÉ GUIMARÃES MENDES NETO – OAB MA15627
CARLOS HELDER CARVALHO FURTADO MENDES – OAB MA15529
THALYANE BIANCA SÁ SANTOS – OAB MA27705
CAROLINA AROSO JORGE – OAB MA9858
MAURÍCIO TADEU DIAS PEREIRA – OAB MA7590
ANTÔNIO PACHECO GUERREIRO NETO – OAB MA6949
JORGE ARTURO MENDOZA REQUE JÚNIOR – OAB MA6573 e OAB DF34584
LUIS EDUARDO FRANCO BOUERES – OAB MA6542
LARISSA CRISTINA NOGUEIRA DE MELO DA SILVA SANTOS – OAB MA19913
MATHEUS BRUNO SABOIA MORAES – OAB MA9637
THAYRID GADELHA LOUREIRO – OAB MA13963
RODRIGO SOUSA MILHOMES CARVALHO – OAB DF49868
LUANN DE MATOS OLIVEIRA SOARES – OAB MA24599
DANIEL DE FARIA JERÔNIMO LEITE – OAB MA5991
SIDNEY FILHO NUNES ROCHA – OAB MA5746-A e OAB PI17870
IGOR MARTINS MORAES – OAB PB27945
SIDNEY CARDOSO RAMOS – OAB MA2951
Assunto: TJMA – Operação 18 minutos – Venda – Sentenças – Desfavor – Banco do Nordeste.


Com informações do Blog Daniel Matos

21 agosto 2025

Prefeito do MA tem bens apreendidos pela PF em operação


O prefeito da cidade de Estreito, Léo Cunha (PL), foi alvo de uma operação de busca e apreensão desencadeada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (21).

O ação é uma continuidade da operação Lei do Retorno, realizada ontem e foi realizada em outras sete cidades.

Além de documentos, os agentes da PF também apreenderam equipamentos eletrônicos.

Mandados

Ao todo, somente na manhã de hoje, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, de um total de 94 mandados durante a semana, em desfavor de investigados suspeitos de desvio de mais de R$ 50 milhões.

Além de Estreito, houve ação em Imperatriz, Santa Inês, Pindaré-Mirim, Itapecuru-Mirim, São José do Ribamar e Timon, no Maranhão, e em Fortaleza, no Ceará.

Até o presente momento, a soma dos valores em dinheiro, cheques e veículos apreendidos totaliza uma estimativa de mais de R$ 2.500.000,00.

Durante as investigações a Polícia Federal identificou que parte dos valores contratados com recursos do Fundeb eram retornados/devolvidos para os servidores públicos envolvidos nas fraudes. O núcleo investigado atuou na manipulação de procedimentos licitatórios, desvio de recursos públicos provenientes do Fundeb e apropriação de parte dos valores desviados pelos servidores públicos envolvidos no esquema criminoso.

Os crimes apurados incluem, dentre outros, a formação de organização criminosa, Corrupção ativa e/ou passiva, Peculato, Fraudes em licitações e Lavagem de dinheiro, cujas penas, se somadas, podem chegar até 52 anos de prisão.

Alvo de investigação, o prefeito Léo Cunha, que já foi deputado estadual, ainda não se manifestou.

19 agosto 2025

Grupo de Natércio Santos aparece ligado a escândalo de R$ 50 milhões do FUNDEB em Caxias


A Operação Lei do Retorno, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (19), revelou um suposto esquema de desvio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), que pode ter ultrapassado a marca de R$ 50 milhões entre os anos de 2021 e 2025.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversas cidades do Maranhão incluindo Caxias, São Luís, São José de Ribamar, Buriti Bravo, Presidente Dutra e Joselândia além de Teresina, no Piauí.

Um dos principais alvos da operação é o ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil, aliado político de Natércio Santos, atual vice-prefeito de São José de Ribamar. O envolvimento do grupo político de Natércio, conhecido como “Grupo 30”, no escândalo, gera forte repercussão e pode trazer consequências no cenário político ribamarense, onde o vice vem se articulando como uma das principais lideranças locais.

Segundo a investigação, a organização criminosa operava por meio de licitações fraudulentas em contratos da educação, desviando verbas que deveriam ser aplicadas em escolas, alunos e professores.

Com informações do Blog do Eduardo Matias

02 junho 2025

Weverton Rocha pode estar envolvido em fraudes do INSS, diz reportagem da Jovem Pam

A Polícia Federal investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que teria causado prejuízos a aposentados e pensionistas, com descontos indevidos em seus benefícios. Entre os nomes citados nas apurações está o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que, embora ainda não seja formalmente investigado, deverá prestar depoimento nos próximos dias. A Polícia Federal investiga se houve facilitação política para o funcionamento do esquema. Rocha é apontado como tendo ligações com Antônio Carlos, conhecido como “Careca do INSS”, suspeito de comandar as fraudes.

O investigado teria frequentado tanto o gabinete quanto a residência do senador. A assessoria de Rocha confirmou encontros, mas alegou que Antônio Carlos se apresentou como representante do setor farmacêutico. O senador nega qualquer envolvimento e classificou as acusações como “levianas”. Outro ponto de atenção na investigação é a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que tem contratos com o INSS desde os anos 1990 e teria vínculos com o esquema. A associação, que declarou apoio à campanha eleitoral de Weverton Rocha, também é alvo das apurações.

A operação da PF batizada de Sem Desconto, que identificou o esquema, já apreendeu veículos de luxo e revelou o envolvimento de pelo menos 15 nomes ligados ao Congresso Nacional. Caso o nome de Weverton Rocha seja incluído formalmente entre os investigados, o processo será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado do parlamentar.

O caso reacendeu a discussão sobre a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no INSS. O ministro Luiz Fux, do STF, solicitou explicações da Câmara dos Deputados sobre a possível instalação da comissão, enquanto a pressão por transparência e responsabilização cresce entre parlamentares e a sociedade civil.

Diante da repercussão, o governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), anunciou que os valores indevidamente descontados serão ressarcidos aos beneficiários. O presidente do INSS, Gilberto Waller, informou que os primeiros pagamentos estão previstos para julho, com conclusão do processo até o fim do ano. A medida busca reparar os danos causados a milhares de aposentados e pensionistas lesados pelo esquema fraudulento.

Reportagem da Jovem Pam