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18 junho 2026

Ministra do TSE é acionada em caso que ameaça mandatos de Fernando Braide e Wellington do Curso


O julgamento que pode resultar na cassação dos mandatos dos deputados estaduais Fernando Braide e Wellington do Curso volta à pauta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (19), após meses de paralisação. O caso avançou com novas medidas nos últimos dias com o acionamento da ministra Estela Aranha no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a apresentação de um mandado de segurança no próprio TSE questionando a demora na conclusão da análise.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, o PSD atribui o atraso aos sucessivos pedidos de vista apresentados pela magistrada desde dezembro de 2025. A legenda argumenta que a interrupção do julgamento impediu a conclusão de um processo com potencial de provocar mudanças na composição da Assembleia Legislativa do Maranhão.

A ação em julgamento trata de uma suposta fraude à cota de gênero nas eleições de 2022 envolvendo a chapa do então PSC. O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) entendeu que houve irregularidades no cumprimento da legislação eleitoral e determinou a anulação de todos os votos obtidos pela legenda na disputa para deputado estadual.

A decisão foi contestada por Fernando Braide e Wellington do Curso, que recorreram ao TSE na tentativa de reverter o entendimento da Corte maranhense. No entanto, antes da suspensão do julgamento, o relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela manutenção da decisão do TRE-MA, posicionando-se favoravelmente ao reconhecimento da fraude e à consequente anulação dos votos da chapa.

O processo foi interrompido no fim do ano passado após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Desde então, o caso permaneceu sem conclusão, cenário que motivou as medidas adotadas pelo PSD para cobrar o prosseguimento da análise.

A expectativa agora está voltada para a sessão desta sexta-feira. Se a maioria dos ministros acompanhar o voto do relator, o TSE deverá confirmar a anulação dos votos recebidos pelo PSC nas eleições de 2022, abrindo caminho para a cassação dos mandatos de Fernando Braide e Wellington do Curso e para uma possível reconfiguração das cadeiras na Assembleia Legislativa do Maranhão.

29 maio 2026

Fred Campos no meio do fogo cruzado da politico


A movimentação política em Paço do Lumiar começa a chamar atenção pelos bastidores e pelas possíveis contradições dentro do próprio grupo político. O prefeito Fred Campos vive hoje uma situação considerada delicada no cenário estadual: de um lado, coordena politicamente a pré-campanha de Duarte Júnior ao Senado; do outro, vê seu irmão diretamente ligado ao projeto de Weverton Rocha, sendo anunciado como primeiro suplente da chapa.

O cenário ganha ainda mais repercussão por conta da CPMI do INSS, onde Duarte Júnior ocupa a vice-presidência da comissão que investiga possíveis irregularidades e nomes ligados ao caso. Enquanto isso, Weverton Rocha aparece no centro dos debates políticos envolvendo os desdobramentos da comissão, aumentando a tensão nos bastidores.

Diante desse contexto, a pergunta que começa a circular nos corredores da política maranhense é: como Fred Campos irá equilibrar dois projetos políticos que, em determinados momentos, parecem seguir caminhos opostos?

A situação evidencia como as alianças políticas podem ultrapassar partidos e discursos, colocando lideranças diante de escolhas estratégicas e, muitas vezes, desconfortáveis. Em meio às articulações para 2026, resta saber até onde vai a fidelidade política e onde começam os interesses eleitorais.

28 maio 2026

Aditivo de R$ 2 milhões mantém contrato com a Locauto Rent a Car firmado sem licitação própria em Paço do Lumiar


A Prefeitura de Paço do Lumiar decidiu renovar por mais 12 meses um contrato milionário de locação de veículos firmado com a empresa Mobile Automotiva Ltda, conhecida como “Locauto Rent a Car”, mantendo um vínculo que começou através de adesão a uma ata de registro de preços da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA). O novo aditivo mantém um contrato superior a R$ 2 milhões sem que o município tenha realizado uma nova licitação própria para a continuidade do serviço.

O contrato teve origem na Ata de Registro de Preços nº 025/2024 da ALEMA, derivada do Pregão Eletrônico nº 015/2024. Na prática, a Prefeitura aderiu a uma licitação realizada por outro órgão, utilizando o mecanismo conhecido como “carona”, modalidade frequentemente questionada por órgãos de controle quando envolve contratos elevados e sucessivas prorrogações.

Depois de aderir à ata da Assembleia Legislativa e firmar o Contrato nº 004/2025 com a empresa, a gestão municipal decidiu agora manter o mesmo vínculo contratual por mais um ano, através do 1º Termo Aditivo de Prazo assinado em fevereiro de 2026.

O valor global do contrato renovado é de R$ 2.042.777,00. O documento prevê a locação de uma frota composta por veículos hatch, SUVs e caminhonetes de alto padrão, incluindo modelos como Hilux, Frontier, S-10 e L200.

Apenas o lote das caminhonetes 4×4 representa R$ 1,188 milhão do contrato. Além disso, os veículos contratados possuem quilometragem livre, seguro total sem franquia, rastreamento por GPS, central multimídia e exigência de até dois anos de uso.

O que chama atenção é que a Prefeitura optou por renovar o contrato milionário sem abertura de um novo processo licitatório municipal, mantendo a contratação originada em uma ata de outro poder. Embora a legislação permita adesão a atas de registro de preços, especialistas em controle de gastos públicos costumam apontar que contratos dessa magnitude exigem justificativas robustas sobre economicidade, necessidade e vantajosidade para os cofres públicos.

Outro ponto que pode gerar questionamentos é a concentração de elevado volume de recursos públicos em uma única contratação de locação de veículos para uma secretaria municipal. O contrato utiliza recursos não vinculados de impostos do município.

A Mobile Automotiva Ltda pertence ao empresário Paulo Bruno Azevedo Ribeiro e possui sede em São Luís. A empresa vem ampliando presença em contratos públicos no Maranhão, principalmente no segmento de locação de frotas para órgãos públicos.

23 maio 2026

Reeleição de Rubens Júnior entra em zona de perigo


O saldo da operação Arthros, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (21), não foi nada positivo para as pretensões eleitorais do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT). A conjuntura, que já era desfavorável ao projeto de reeleição à Câmara dos Deputados, ganhou contornos ainda mais dramáticos.

A última derrota do aliado Gabriel Tenório (PT) em Matões, fazendo com que o grupo liderado por Rubens Pereira, o Rubão, fique fora da prefeitura municipal por pelo menos doze anos, se tornou apenas mais um ingrediente do caos. Os dois foram alvos da Polícia Federal nesta semana. O primeiro chegou a ser conduzido coercitivamente após a localização de armas e munições em um dos endereços visitados pelos agentes.

Também entra no cálculo o rompimento dos Pereira com o grupo de Carlos Brandão (MDB). Apontado como autor de gravações e prints denotativos de um plano anarquista contra o chefe dos Leões, Rubão acabou defenestrado da poderosa Articulação Política brandonista.

Sem a caneta e todos os cargos a ela inerentes, Rubens Pereira passou a contar somente com o próprio nome, não suficiente sequer para impedir o revirar do closet da mansão em condomínio de luxo da Grande São Luís em que reside.

A soma de tudo resulta no improvável retorno de Rubens Júnior a Brasília. Um recalculo de rota saiu do campo das possibilidades para o terreno das necessidades.

22 maio 2026

Brandão exonera nomes ligados a Rubão após ação da Polícia Federal


A repercussão da Operação Arthros provocou mudanças no governo do Maranhão. O governador Carlos Brandão determinou a exoneração de quatro servidores estaduais após decisão judicial relacionada à investigação conduzida pela Polícia Federal.

A operação tem como um dos principais investigados o ex-secretário de Articulação Política Rubens Pereira, pai do deputado federal Rubens Pereira Júnior.

As exonerações foram oficializadas no Diário Oficial desta quinta-feira (21). Entre os nomes afastados estão Gabriel Tenório, que presidia a Agemleste, e Leonardo, sobrinho de Rubão. A medida cumpre determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.

O presidente da Agência Executiva Metropolitana do Leste Maranhense (Agemleste), Gabriel Tenório, que em 2024 disputou a eleição para prefeito do município de Matões, foi preso pela Polícia Federal (PF). A PF apreendeu uma arma de fogo que estava guardada em um dos endereços de Gabriel Tenório. O investigado atuou como adjunto de Rubens Pereira na pasta de Articulação Política.

As investigações apontam para um suposto esquema de caixa dois eleitoral durante as eleições municipais de 2024. Segundo a Polícia Federal, empresas de fachada, contratos fictícios e notas fiscais frias teriam sido utilizados para movimentar recursos destinados ao financiamento de campanhas.

A PF estima que cerca de R$ 2 milhões tenham circulado no esquema, sendo mais de R$ 1,9 milhão apenas nas duas semanas anteriores ao pleito. Parte desse montante, superior a R$ 1,2 milhão, teria sido direcionada a candidatos e operadores ligados ao grupo investigado.

A Operação Arthros cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em municípios do Maranhão, entre eles São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó e Matões, além de diligências realizadas em Teresina, no Piauí. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos envolvidos.

11 maio 2026

Desembargadora concede prisão domiciliar a Paulo Curió e mais 14


A desembargadora Maria das Graças Peres Soares Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), converteu em prisão domiciliar a detenção do prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió, e de outros 14 investigados em um processo que apura suspeitas de organização criminosa. A informação foi revelada em primeira mão pelo blogueiro Jailson Mendes.

A decisão substitui a prisão preventiva anteriormente decretada e impõe uma série de medidas cautelares aos investigados. Entre as determinações estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, restrição de deslocamento e proibição de contato entre os envolvidos no processo.

Segundo a magistrada, o descumprimento de qualquer uma das medidas poderá resultar na revogação do benefício e no retorno da prisão em regime fechado.

Apesar da conversão da prisão, os investigados afastados de cargos públicos, incluindo Paulo Curió, permanecem impedidos de reassumir suas funções administrativas.

Desde fevereiro deste ano, o município de Turilândia está sob intervenção administrativa conduzida pelo defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo, nomeado para responder pela gestão municipal.



08 maio 2026

“Cumpadre” de André Fufuca é alvo de operação da Polícia Federal



No Nordeste, existe uma expressão popular bastante utilizada quando alguém aceita ser padrinho de um filho: automaticamente passa a ser chamado de “cumpadre”. Foi assim que a relação entre André Fufuca e Ciro Nogueira ganhou um novo capítulo em 2024, quando o senador foi oficializado como padrinho do filho do pré-candidato ao Senado pelo Maranhão.

A proximidade entre os dois, no entanto, já vinha de longa data. Ciro Nogueira foi um dos principais responsáveis por abrir espaço para Fufuca em Brasília desde 2015, período em que o maranhense começou a ampliar sua influência nacional dentro do Progressistas. Desde então, ambos passaram a manter forte alinhamento político e pessoal.

Nesta quinta-feira, 7 de maio, Ciro Nogueira voltou ao centro do noticiário político após ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. O senador vem sendo citado em apurações que investigam relações políticas e financeiras ligadas ao empresário.

O episódio acaba respingando politicamente em André Fufuca, que mantém relação de confiança e proximidade com Ciro Nogueira, considerado um dos principais padrinhos políticos da trajetória nacional do deputado maranhense. (Diego Emir)

01 abril 2026

Delação premiada que desencadeou a "Operação 18 minutos" embasou nova operação da PF no TJMA


Partiu de uma delação premiada no âmbito da investigação que desencadeou a “Operação 18 Minutos”, deflagrada em agosto de 2024 pela Polícia Federal no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), a apuração que resultou na “Operação Inauditus”, novamente na Corte maranhense.

A ação faz parte de investigação de um esquema de venda de decisões judiciais. Os desembargadores Guerreiro Junior e Luiz de França Belchior foram afastados – o primeiro já estava fora do cargo.

Na delação, um dos alvos da primeira operação apontou que um ex-assessor de Guerreiro, identificado como Lucio Penha, teria participado diretamente de um acordo para a liberação de decisão favorável mediante o pagamento de R$ 250 mil.

Cerca de R$ 150 mil desse valor teriam sido entregues em dinheiro vivo a Penha. O restante teria sido distribuído entre outros investigados.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados, durante os quais foram apreendidos R$ 284,7 mil em espécie. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

24 março 2026

Vídeo: Moradores do Mojó protestam contra instalação de usina de asfalto na comunidade e cobram providências do prefeito Fred Campos


A implantação de uma usina de asfalto em Mojó, zona rural de Paço do Lumiar tem sido motivo de preocupação para moradores, principalmente produtores rurais da comunidade. Na manhã desta segunda-feira (23) parte da estrutura fabril da usina seguiu em comboio para Mojó, escoltada por viaturas da Guarda Municipal de Paço do Lumiar.

A operação viária chamou a atenção de moradores, que logo em seguida, realizaram a interdição do principal acesso ao povoado. Com galhos de árvores e pneus os manifestantes tentaram impedir a entrada de veículos, principalmente os que transportavam equipamentos da usina.

Mojó é uma comunidade onde a maioria dos moradores trabalha na produção de hortifrutigranjeiros. O receio é que com a instalação da usina, o trânsito de veículos pesados se transforme em rotina em Mojó.

Viaturas da Guarda Municipal de Paço do Lumiar no apoio ao transporte de estruturas da usina

Outra situação que está tirando um sono e o sossego dos moradores do Mojó é o risco de danos ambientais nos rios e riachos da região. O despejo de produtos químicos e resíduos da produção de asfalto pode atingir mananciais e lençóis freáticos comuns nesta parte da Ilha de São Luís.

De acordo com moradores a usina de asfalto tem todo aparato da Prefeitura de Paço do Lumiar. Ainda segundo moradores, empresários e pessoas próximas ao prefeito Fred Campos seriam beneficiados com a instalação do empreendimento fabril em território luminense. (Walkir Marinho)

Veja o vídeo:

19 março 2026

Gerente da rede de postos de prefeito do MA é preso em operação da PF


Um homem identificado por Robson Garcia dos Santos, de 51 anos, conhecido pela alcunha de Robgol, foi um dos presos na Operação Força Integrada, deflagrada nessa quarta-feira (18), no Maranhão e em outros 14 estados.

A ação policial, que contou com a participação da Polícia Federal e forças de segurança de 15 estados, teve o objetivo de combater o tráfico de drogas e armas, bem como a desarticulação de organizações criminosas.

De acordo com as informações obtidas pelo blog de Antônio Martins, Robgol atua como supervisor geral de uma rede de postos de combustíveis que pertence a um prefeito da Região Metropolitana.

Durante a operação no apartamento do suspeito, situado no Condomínio Buona Vitta Club, no bairro Araçagy, em São José de Ribamar/MA, a polícia apreendeu o celular e o carro da empresa em que ele trabalha.

Ao todo, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão em São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Barreirinhas, além de ordens judiciais no Ceará, Espírito Santo e Santa Catarina. Também foram bloqueados R$ 297 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo, máquinas pesadas e uma arma de fogo.

Segundo a PF, o grupo investigado abastecia pontos de venda de drogas na Região Metropolitana de São Luís e movimentava grandes valores para ocultar patrimônio ilícito.

Ação em âmbito nacional

A operação ocorreu simultaneamente em outros 14 estados: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe. No país inteiro, foram cumpridos 180 mandados de busca e apreensão e 112 de prisão.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. (Blog do Antônio Martins)

22 fevereiro 2026

Suplentes de vereadores presos tomam posse em Turilândia


A Câmara Municipal de Turilândia oficializou a posse de oito suplentes de vereador, após a prisão de 8 dos 11 titulares de mandatos. As substituições foram confirmadas na edição de sexta-feira (20) do Diário Oficial do Município. Os novos parlamentares assumem temporariamente as cadeiras dos titulares presos sob suspeita de envolvimento em esquema de desvio de recursos públicos, no âmbito da operação Tântalo II.

Tomaram posse João de Deus Soares dos Santos, Gleydson Froes Silva e Leopoldo Sá de Sousa (PRD), Manoel Estrela Guedes, José Nilton Pereira, Sebastiana Vieira Moraes e Marta de Lima Moreira Matos (União Brasil), além de Valdemir Froes Chagas (Solidariedade).

Foram presos no âmbito da investigação Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes.

O município também está sob intervenção na administração municipal, com o defensor público Thiago Josino Macêdo designado para comandar a prefeitura por 180 dias.

14 fevereiro 2026

A aliados, Toffoli atribui a Lula entrega de relatório da PF sobre celular de Vorcaro ao STF


Obrigado pelos colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) a abandonar a relatoria do caso Master, o ministro Dias Toffoli tem atribuído ao presidente Lula, responsável pela sua indicação para o Tribunal em 2009, o movimento da Polícia Federal (PF) de entregar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório que destrincha suas conexões com Daniel Vorcaro.

A interlocutores próximos, Toffoli afirma estar convicto de que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao enviar diretamente para o Supremo o dossiê, um calhamaço de aproximadamente 200 páginas com diversos registros de ligações, mensagens e transações que envolvem direta ou indiretamente o ministro. Nas conversas de bastidores, Toffoli tem avaliado que Rodrigues nunca tomaria tal atitude sem a autorização do petista.

Outro fator que vem sendo usado pelo ministro para justificar a desconfiança em relação ao presidente é o fato de que, horas antes de Toffoli deixar a relatoria do processo por pressão dos outros ministros do STF, Lula se reuniu com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, de quem cobrou apuração rigorosa das fraudes do banco de Vorcaro. Como PGR, Gonet detém a prerrogativa de apresentar um pedido de suspeição contra o ministro.

Mágoa antiga

Para o ministro, um dos motivos do presidente da República para dar aval à ação da PF é uma mágoa antiga com ele em relação a um episódio ocorrido em 2019, durante a Lava-Jato.

A pessoas próximas, Toffoli tem dito que não tem dúvidas de que o petista busca se vingar, embora ambos tenham se reconciliado no fim de 2024 após seis anos de distanciamento. O magistrado tem feito questão de frisar que Andrei Rodrigues chefiou a segurança de Lula nas eleições de 2022 e elaborou o relatório para satisfazer o petista, que tem criticado nos bastidores a atuação dele à frente do inquérito do Banco Master.

Na ocasião, Lula cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro na Superintendência da PF em Curitiba (PR) quando um de seus irmãos, Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, faleceu. Seus advogados acionaram a Justiça pedindo autorização para que ele comparecesse ao enterro, mas o pedido foi rejeitado na primeira e segunda instâncias.

A defesa de Lula recorreu ao Supremo, e a decisão ficou a cargo de Toffoli, que à época presidia a Corte e estava de plantão no recesso do Judiciário. O ministro, porém, só decidiu sobre o pleito no dia seguinte e minutos antes do horário do enterro de Vavá em São Bernardo do Campo (SP), a mais de 400 quilômetros de onde o petista estava preso.

Além disso, o magistrado determinou que Lula só poderia encontrar a família em um quartel militar, para onde o corpo do irmão poderia ser levado. Diante das condições impostas por Toffoli, ele desistiu de viajar.

O ministro foi duramente criticado por aliados do petista. Na época, muitos frisaram que até a ditadura militar o havia liberado para acompanhar o enterro da mãe, Dona Lindu, quando estava preso em 1980 em razão das greves que liderou no ABC Paulista.

Um mês depois, a Justiça Federal do Paraná autorizou Lula a comparecer ao enterro do neto Arthur Lula da Silva, que morreu aos 7 anos vítima de meningite meningocócica, também em São Bernardo do Campo, e o ex-presidente se reuniu com a família. Como não houve objeção das instâncias inferiores, a defesa não precisou recorrer ao Supremo.

Aproximação com Bolsonaro e volta de Lula

Outro episódio que Lula e os próprios petistas têm dificuldade de digerir em relação a Toffoli foi sua aproximação com Jair Bolsonaro. Às vésperas do primeiro turno da eleição de 2018, o ministro declarou que passaria a chamar o golpe militar que depôs João Goulart como “movimento de 1964”.

À frente do STF, elogiou diversas vezes o então presidente, com quem confraternizou em sua casa em Brasília, além de trocar com Bolsonaro abraços efusivos e silenciar diante de declarações e manifestações de cunho autoritário.

Depois que Lula foi eleito, em 2023, o petista passou a receber diversos acenos de Toffoli.

Além de recados levados por interlocutores em comum, o ministro adotou medidas concretas. Em 2023, anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht e, na decisão, classificou a Lava-Jato como um “PAU DE ARARA DO SÉCULO 21”, em caixa alta, que teria promovido uma “verdadeira tortura psicológica” para obter “provas” contra inocentes.

Os esforços foram em vão até o fim de 2024, quando Lula e Toffoli se reconciliaram após seis anos em um encontro revelado pelo GLOBO. Para o ministro, o perdão não teria sido capaz de apagar a mágoa.

Mais recentemente, em dezembro de 2025, o presidente recebeu o magistrado para um almoço na Granja do Torto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o colunista Lauro Jardim, a conversa girou em torno do caso Master. Haddad discorreu sobre o modus operandi das fraudes do Master e o presidente aconselhou o ministro que a investigação poderia “reescrever sua biografia”.

13 fevereiro 2026

Toffoli decidiu sair do caso Master após fala de Dino sobre contexto político do caso


O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um clima de forte desconforto interno nesta sexta-feira (13). O estopim foi a publicação, pelo portal Poder360, de diálogos sigilosos ocorridos durante uma reunião reservada entre os ministros na última quinta-feira (12).

O encontro selou a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado “Caso Master”, que investiga fraudes financeiras no banco do empresário Daniel Vorcaro.

A cúpula do Judiciário avalia que houve um vazamento seletivo e descontextualizado. Segundo interlocutores, a divulgação de trechos que mostram uma maioria favorável à permanência de Toffoli na condução do inquérito teria o objetivo de blindar a imagem do magistrado, sugerindo que sua saída foi um gesto de desprendimento, e não uma resposta a pressões por suspeição.

De acordo com as informações vazadas, oito dos dez ministros presentes teriam se manifestado pela manutenção de Toffoli no caso. Entre os nomes citados como apoiadores estão Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Apenas o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia teriam defendido abertamente o afastamento do relator original. Procurado, Toffoli negou categoricamente ter sido a fonte do vazamento das conversas.

Apesar do suposto apoio majoritário, o cenário mudou após uma intervenção do ministro Flávio Dino. Ele teria alertado sobre o “contexto político” sensível em torno do Banco Master, o que convenceu Toffoli de que seu afastamento seria o melhor caminho para evitar o desgaste da instituição, segundo o Blog do Valdo Cruz.

A estratégia de saída voluntária serviu a um propósito jurídico crucial: evitou uma decretação formal de suspeição. Com isso, todos os atos e decisões já tomados por Toffoli no processo permanecem válidos, blindando a investigação de eventuais anulações futuras.

Turilândia: Câmara convoca suplentes após decretada prisão preventiva de Vereadores


O presidente interino da Câmara Municipal de Turilândia, Daniel Barbosa Silva, publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (13), ato convocatório para que suplentes tomem posse no Legislativo Municipal.

A medida ocorre após a vacância dos cargos de vereador decorrente de uma decisão judicial proferida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) no último dia 11 de fevereiro.

Motivo da vacância

A convocação fundamenta-se na Petição Criminal nº 0830604-81.2025.8.10.0000, na qual a justiça determinou a conversão da prisão domiciliar para preventiva de vereadores investigados por esquema de desvio de recursos públicos.

Sustentada por essa determinação e com base no Regimento Interno e na Lei Orgânica do Município, a presidência da Casa oficializou a substituição temporária dos parlamentares.

Lista de suplentes convocados

O ato parlamentar convoca suplentes de três partidos para assumirem os cargos até que haja uma nova determinação judicial:

Prazos

Os suplentes listados devem comparecer à sede da Câmara Municipal de Turilândia, localizada na Praça Carlos Alberto Siqueira Amorim, dentro de um prazo improrrogável de 48 horas a contar da data da convocação. O documento alerta que o não comparecimento ou a falta de manifestação dentro desse período implicará na perda da vaga para o próximo suplente da lista, seguindo a ordem de classificação.

Cenário de Instabilidade Política

A mudança na Câmara ocorre em um momento em que a própria Prefeitura de Turilândia vive um período de interinidade, com interventor já nomeado para a função. Trata-se de Thiago Josino Macêdo.

Ele ficará no cargo pelo prazo de 180 dias, e fará uma auditoria no município, com a revisão de contratos e levantamento da situação fiscal e financeira de Turilândia.

12 fevereiro 2026

Assembleia aprova defensor público como interventor em Turilândia


A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, nesta quinta-feira (12), o nome do defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo para exercer a função de interventor no município de Turilândia. A indicação foi validada após votação no plenário da Casa e consolida a medida de intervenção estadual na gestão municipal.

Durante a deliberação, cinco deputados votaram contra a indicação: Fernando Braide, Rodrigo Lago, Othelino Neto, Leandro Belo e Júlio Mendonça. Houve ainda uma abstenção por foro íntimo, registrada pelo deputado Carlos Lula. Com a aprovação pela maioria dos parlamentares, o texto segue agora para promulgação.

Antes de chegar ao plenário, o nome de Thiago Josino já havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia, onde recebeu parecer favorável por seis votos a um. A análise na comissão antecedeu a votação final que confirmou a escolha do interventor.

A intervenção estadual em Turilândia terá prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada mediante nova deliberação colegiada, caso não haja o restabelecimento da normalidade institucional no município. A medida tem como objetivo assegurar a ordem constitucional, garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais e viabilizar o cumprimento de decisões judiciais.

O município enfrenta uma grave crise política e administrativa após investigações que atingiram o prefeito, vereadores e outras autoridades locais por suspeitas de irregularidades na gestão. A expectativa é de que, com a atuação do interventor, sejam adotadas medidas para reorganizar a administração e restabelecer a estabilidade institucional.

29 dezembro 2025

Começam hoje os depoimentos dos investigados na Operação Tântalo II


O Ministério Público começou a ouvir nesta segunda-feira (29) os investigados pela Operação Tântalo II, que apura um esquema milionário de corrupção no município de Turilândia. Os depoimentos iniciaram na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o promotor Fernando Berniz, alguns investigados foram notificados no dia da decisão judicial. Outros devem prestar depoimento ao longo da semana, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça.

Investigação apura esquema de corrupção milionário

De acordo com o Ministério Público, as investigações tiveram início com as suspeitas de fraude na aquisição de combustíveis para os carros da prefeitura. O esquema envolveria falsificação de notas fiscais, falta de prestação de serviços e irregularidades em processos de licitação.

A investigação apontou que a quantidade de de combustível adquirida seria suficiente para que os veículos percorressem longas distâncias, de forma contínua, praticamente durante o ano todo, o que não era a realidade. Parte do valor teria sido retida pela ex-vice prefeita, Janaína Soares Lima, e pelo seu marido, Marlon de Jesus Arouche Serrão, sob a justificativa de um suposto imposto, usado para despesas pessoais.

Afastamento da gestão municipal

A decisão judicial que resultou na Operação Tântalo II também determinou o afastamento dos atuais prefeito e vice-prefeita, Paulo Curió e Tânia Mendes. Com isso conforme previsto na legislação, o presidente da Câmara Municipal assumiu interinamente o comando da prefeitura.

O promotor Fernando Berniz, explicou que, na ausência simultânea do prefeito e da vice, aplica-se o princípio do paralelismo adotado nas esferas federal e estadual, que prevê a posse do presidente da Câmara Municipal.

Prisão domiciliar e limites legais

Apesar de estar em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, o presidente da Câmara, José Luiz Araújo Diniz, não foi afastado do cargo de vereador. Para exercer a função de prefeito interino de forma presencial na sede da Prefeitura, ele precisa de autorização do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Enquanto isso, a administração municipal pode ser exercida de sua residência. O investigado está autorizado a comparecer à Câmara Municipal apenas em dias de sessão previamente designados e não pode se ausentar da cidade sem autorização judicial.

O descumprimento das medidas cautelares pode resultar na revogação da prisão domiciliar e na decretação da prisão preventiva em unidade prisional.

Risco de continuidade do esquema

Ao ser questionado sobre a possibilidade de continuidade das irregularidades, pelo fato do presidente da câmara estar preso, o promotor afirmou que, neste momento, o Ministério Público não identifica esse risco imediato, foi entendido que os contratos considerados fraudulentos e as empresas são ligados ao ex-prefeito e tiveram os pagamentos suspensos por determinação judicial.

O órgão informou que novas medidas poderão ser adotadas se surgirem indícios de novas irregularidades durante o andamento das investigações.

21 dezembro 2025

Em nota, Iracema manifesta solidariedade a Weverton


A presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB) manifestou-se nesta sexta-feira, 19, em nota oficial, solidária ao senador Weverton Rocha (PDT), alvo de operação da Polícia Federal, na quinta-feira, 18.

“Confio que a Justiça esclarecerá os acontecimentos com a serenidade e o rigor próprios do Estado Democrático de Direito”, afirmou a parlamentar. Na nota, a presidente da Assembleia destacou a trajetória política do senador pedetista; lembrou também que Weverton Rocha tem atuado uma vida em favor do Maranhão.

“As circunstâncias em anda diminuem a trajetória de compromisso público e dedicação com que o senador tem atuado ao longo de sua vida pública”, reafirmou Iracema Vale.


A operação da Polícia Federal não teve o aval da Procuradoria-Geral de Justiça, que considerou “frágeis os indícios contra Weverton Rocha”.

O senador segue a rotina política em Brasília e no Maranhão…

30 novembro 2025

Voo que saiu de São Luís sob ameaça de bomba é alvo de investigação da PF


A Polícia Federal deflagrou na manhã deste sábado (29) uma nova etapa da Operação Plano de Voo. A ação apura a falsa ameaça de bomba registrada em 7 de agosto deste ano em um voo comercial que saiu de São Luís com destino a Campinas. Um pouso emergencial foi feito em Brasília após um bilhete manuscrito ser encontrado no banheiro da aeronave apontando a existência de explosivos no compartimento de cargas.

O avião, que transportava 170 passageiros, precisou ser evacuado na pista, mobilizando forças de segurança e equipes especializadas para vistoria. Embora nenhum artefato tenha sido identificado, o incidente paralisou parte das operações do aeroporto e causou o redirecionamento de outros voos.

As investigações da PF apontaram uma suspeita principal, que foi alvo de mandado de busca e apreensão. O material recolhido não foi detalhado, e o caso segue sob sigilo, procedimento considerado padrão em apurações que envolvem riscos à aviação civil.

24 novembro 2025

BOMBA: Simplesmente Maria torrou quase R$ 240 mil com capina, caçada de morcegos e outros “serviços” sem contrato e usando pessoas físicas


Mais uma trama envolvendo a Prefeitura de Arari, na Baixada Maranhense, é descoberta pelo setor de jornalismo investigativo do blog Joerdson Rodrigues. Em um levantamento detalhado sobre os gastos e repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) pelo município, foram encontradas transferências diretas que levantam sérias suspeitas sobre a aplicação dos recursos na gestão da Prefeita Simplesmente Maria (MDB).

Análises realizadas pela Central de Investigações do blog Joerdson Rodrigues apontam para uma movimentação atipica da nas finanças do Fundeb de Arari (Agência 5677, Conta 146367-5) para serviços como capina e limpeza em repasses diretos da conta oficial do Fundeb para um grupo de pessoas físicas, supostamente como pagamento por serviços prestados à Educação Municipal e a outras pastas.

Veja abaixo extrato do Fundeb:




Capina e limpeza: valores desproporcionais levantam suspeita de superpreço

Os serviços que mais chamam a atenção são aqueles classificados como básicos, como a capina e limpeza de escolas. Credores receberam quantias elevadas, inclusive para atuar nas mesmas escolas, em serviços similares e, por vezes, de forma abrangente em toda a Zona Rural.

O volume de dinheiro destinado a serviços de limpeza básica, como capina de áreas externas, sugere um padrão de gastos que pode ser desproporcional à realidade e aos preços de mercado local.
Cruzamento de dados: trabalhos repetidos na mesma escola

O cruzamento de dados feito por nossa equipe confirma que em algumas escolas foram constatados que essas pessoas execuraram serviços juntos e existe uma discrepância nos valores mesmo para execução do mesmo serviço.

Veja quais trabalhadores prestaram serviço nas MESMAS ESCOLAS:




De capina a “caçada” a morcegos: serviços incomuns no FUNDEB

Entre os serviços, há ainda pagamentos para ações extremamente peculiares e de valor alto, como a “eliminação de cabas e morcegos” em escolas de quatro povoados (Escondido, Picos, Felix e Cedro), pelo qual Emanoel Sousa Silva recebeu um valor robusto que totaliza R$ 69 mil em diversas frentes (incluindo Capina e Limpeza de Forros).

Questiona-se a necessidade de tamanha dispensa de recursos do FUNDEB para serviços que poderiam ser executados por equipes próprias da prefeitura, ou contratados por valores significativamente menores, indicando uma possível má gestão ou, na pior das hipóteses, o superfaturamento.

O blog Joerdson Rodrigues tentou contato com a prefeita Simplesmente Maria e a prefeitura, mas não obteve qualquer resposta e esclarecimento sobre a legalidade e a necessidade de tais pagamentos e despesas. Da mesma forma, a tentativa de contato com os prestadores de serviço listados resultou infrutífera.

O Ministério Público e os órgãos de controle precisam investigar com rigor a aplicação desses recursos, a fim de garantir que o dinheiro do Fundeb, crucial para a educação de Arari, não esteja sendo desviado ou mal utilizado sob a suspeita de superfaturamento.

Veja a planilha detalhado de pagamento aos “prestadores” de serviços escolhidos pela Prefeita:








Tabela sobre os valores totais recebidos por cada prestador de serviços


Por fim, não se sabe quais critérios de escolhas dos profissionais para execução dos serviços ainda mais quando se tem mulheres para execução de serviços braçais como capita e limpeza de terreno que requer muito cuidado com animais personhentos e experiência com serviços brutos.

Com informações do Blog do Joerdson Rodrigues

22 novembro 2025

Prefeitura de Icatu quer empréstimo milionário de R$ 14 milhões

A cidade de Icatu foi surpreendida com o Projeto de Lei nº 17/2025, enviado pela gestão Walace Azevedo à Câmara Municipal, autorizando um empréstimo gigantesco de R$ 14 milhões. O valor chamou atenção e gerou polêmica nas redes sociais, principalmente porque o município ainda enfrenta problemas básicos, como ruas sem infraestrutura, unidades de saúde sobrecarregadas e escolas precisando de reformas urgentes.

Apesar de a Prefeitura afirmar que o dinheiro será usado para obras e investimentos, a população quer saber: por que um novo endividamento desse tamanho Afinal, onde pretende-se usar R$ 14 milhões?

O projeto lista uma chuva de promessas:

 • Calçamento, drenagem, estradas vicinais, praças, quadras, campos…

 • Poços, pontes, casas populares…

 • Equipamentos hospitalares, veículos, energia solar…

 • Até revitalização turística entrou no pacote.

Uma lista enorme, tão grande que muitos moradores já ironizam: “Com tudo isso, Icatu vira Dubai!”

EMPRÉSTIMO SERÁ DESCONTADO DIRETO DA CONTA DO MUNICÍPIO

Pelo texto da lei, a instituição financeira poderá debitar automaticamente da conta da Prefeitura as parcelas do empréstimo, inclusive juros, tarifas e demais encargos.

Ou seja: entrou dinheiro do município, o banco pode pegar a parte dele antes de qualquer outra prioridade.

Impacto financeiro ‘baixo’ População duvida

A justificativa afirma que a parcela de R$ 58 mil por mês representa apenas 1,63% da receita.

Mas muitos moradores questionam:

Se o impacto é tão baixo assim, por que não fizeram essas obras antes?

Críticas crescem enquanto o projeto corre para ser votado

Nas redes sociais, moradores cobram transparência, explicações e detalhes sobre quais obras realmente sairão do papel.

Outros lembram que ainda existem situações pendentes, como obras paradas, serviços inacabados e disputas judiciais envolvendo concursos anteriores.

E agora?

O projeto está nas mãos dos vereadores, que decidirão se Icatu vai assumir — ou não — essa nova dívida milionária.

A pergunta que ecoa na cidade é uma só:

R$ 14 MILHÕES VÃO MELHORAR A VIDA DO POVO OU VIRAR MAIS UMA PROMESSA QUE NÃO SAI DO PAPEL?

Com informações do Rosário Informa